Em vídeo, Estado Islâmico ameaça Papa Francisco: “Chegaremos a Roma”

Em vídeo, Estado Islâmico ameaça Papa Francisco: “Chegaremos a Roma”

O grupo Estado Islâmico (EI) divulgou nesta quinta-feira (24/8) um vídeo no qual ameaça o Papa Francisco e afirma que “chegará a Roma”, onde fica o Vaticano. A gravação foi feita em Marawi, cidade muçulmana das Filipinas que abriga uma célula bastante ativa desses jihadistas, o Grupo Maute, e vem sendo palco de combates entre as forças de segurança do país e os extremistas.

No vídeo, divulgado pelo Al Hayat Media Center, um dos órgãos oficiais de propaganda do Estado Islâmico, terroristas rasgam pôster de Francisco e destroem imagens cristãs em igreja.“Lembrem-se disso, infiéis, nós vamos estar em Roma, se Deus quiser”, diz, em inglês, um dos milicianos, que se identifica como “Abu Jindal”. Em seguida, o grupo coloca fogo no templo religioso. “Depois de todos os esforços, a religião dos cruzados é que será destruída”, afirma o narrador da gravação.

O vídeo foi divulgado no mesmo dia em que simpatizantes do EI usaram um canal no aplicativo Telegram para fazer um novo apelo por atentados na Itália, país que está na mira do grupo por pertencer à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e por abrigar a sede da Igreja Católica.

Em novembro de 2015, pouco depois dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris, o Estado Islâmico já havia usado sua revista digital, a Dabiq, para dizer que hastearia sua bandeira preta no Vaticano.

No mês seguinte, um novo vídeo exibiu tanques avançando sobre o Coliseu, enquanto o narrador afirmava que Roma representava a “batalha final antes do dia do juízo”.

Fonte: metropoles.com

“Não tenham medo de combater a corrupção”, pede Papa a brasileiros

O Papa Francisco pediu para os jovens brasileiros que combatam a corrupção e que não tenham “medo” de lutar. O líder da Igreja Católica fez o apelo em uma mensagem divulgada nesta segunda-feira (31/7) e enviada aos participantes de um evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para celebrar os 300 anos da aparição da Virgem Maria no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo.

“Vocês são a esperança do Brasil e do mundo, não tenham medo de combater a corrupção”, encorajou o pontífice. O Papa também agradeceu os jovens pelo seus testemunhos de fé e pelo zelo com que enfrentam as dificuldades diárias.

“Caros amigos, em meio às incertezas e inseguranças de cada dia, em meio à precariedade que as situações de injustiça criam ao redor de vocês, tenham uma certeza: Maria é um sinal de esperança que lhes animará com um grande impulso missionário”, escreveu. “Ela conhece os desafios em que vocês vivem. Com sua atenção e acompanhamento maternos, lhes fará perceber que não estão sozinhos.”

Na carta, o Papa também citou o tema da 32ª Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá em janeiro de 2019, no Panamá, e recordou os apelos que fez na Assembleia do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) em 2017.

O pontífice também os encorajou a não ter medo de se arriscar e trabalhar para construir uma nova sociedade, permeando com a força do Evangelho os ambientes sociais, políticos, econômicos e universitários. “Não tenham medo de combater a corrupção e não se deixem seduzir por ela”, pediu.

A mensagem foi entregue aos jovens brasileiros que participam do programa “Rota 300”, encerrado em 29 de julho com uma festa no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.

Fonte: metropoles.com

Esposa de preso palestino em greve de fome pede ajuda ao papa

Esposa de preso palestino em greve de fome pede ajuda ao papa

A esposa de Marwan Barghuti, líder da greve de fome iniciada há três semanas por palestinos detidos por Israel, pediu ao papa Francisco para intervir “antes que seja tarde demais”.

Em uma carta à qual a AFP teve acesso, Fedwa Barghuti pede ao pontífice para que “peça o respeito aos direitos dos palestinos, incluindo dos prisioneiros políticos”.

Um apelo do Vaticano, que reconheceu o Estado da Palestina, “permitiria que o sofrimento dos prisioneiros submetidos a um regime de isolamento chegue a todo o mundo”, indica, afirmando escrever “em nome de todas as famílias” de detidos.

Os palestinos têm aumentado os seus contatos internacionais desde que em 17 abril mil detentos iniciaram uma greve de fome em várias prisões israelenses.

Eles esperam alertar sobre as condições de detenção de 6.500 palestinos presos por Israel, incluindo dezenas de mulheres e crianças, e denunciar o sistema judicial israelense aplicado aos palestinos nos territórios ocupados.

Há 15 anos, Marwan Barghuti foi processado pela justiça israelense que o acusava de assassinato por seu papel na segunda Intifada (2000-2005), um levante palestino marcado por sangrentos ataques contra israelenses.

Condenado a cinco prisões perpétuas, seus partidários o chamam de “Mandela palestino”, enquanto Israel o considera um “terrorista”.

Vários países estrangeiros e o Parlamento Europeu pediram a sua libertação, considerando que tal medida poderia ajudar a encontrar uma solução para o conflito com Israel.

“Os tribunais israelenses são um instrumento de opressão e não da justiça, em particular os tribunais militares, cuja taxa de condenação de palestinos varia entre 90% e 99%”, afirma Fedwa em sua carta.

A carta foi enviada dias depois de as autoridades israelenses divulgarem dois polêmico vídeos de Marwan Barghuti, gravados secretamente em sua cela e que mostram o detento comendo.

Seus defensores afirmam que os vídeos foram manipulados. Além disso, a rede de restaurantes Pizza Hut teve que pedir desculpas porque sua franquia israelense usou os vídeos para ganhar publicidade.

Os palestinos convocaram um novo dia de mobilização em solidariedade aos grevistas na quinta-feira.

Doria encontra Papa no Vaticano e pede para rever decisão de não vir ao Brasil

Doria encontra Papa no Vaticano e pede para rever decisão de não vir ao Brasil

Em carta a Temer, Papa Francisco disse que não iria ao país e se mostrou preocupado com os pobres ‘que pagam preço mais amargo’. ‘Muito atencioso’, disse prefeito sobre pontífice.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), encontrou o Papa Francisco no Vaticano, na manhã desta quarta-feira (19), e pediu ao pontífice que revisse a decisão de não vir ao Brasil em outubro. O tucano foi à Basílica de São Pedro acompanhado da mulher, Bia Doria, e da filha, Carolina.

O Papa Francisco era esperado no país em razão da celebração dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, mas acabou cancelando a visita. A decisão, na opinião de Doria, não foi a mais acertada. “Talvez não tenha havido aí uma orientação adequada ao Santo Padre, porque não estar presente em uma data tão importante como essa, na maior nação católica do mundo, não me parece a melhor medida. Mas quem sou eu para julgar o Papa?”, explicou.

O tucano aproveitou o encontro com Sua Santidade para lhe entregar um presente e pedir que reavaliasse o cancelamento. “Ofereci a camisa da seleção brasileira assinada por todos os jogadores. Por fim, ao entregar a bandeira brasileira a ele, eu disse ‘Santo padre, eu gostaria de pedir, em nome do povo brasileiro, que o senhor pudesse revisar sua decisão de não ir ao Brasil no próximo mês de outubro”, contou.

O prefeito diz que não recebeu uma resposta definitiva. Segundo Doria, o pontífice admitiu, no entanto, que seria “difícil” uma mudança nos planos. O tucano afirma que ainda tentou argumentar: “Tomei a liberdade de dizer ‘Santo Padre, difícil não é impossível. Se o senhor puder reconsiderar, milhões de brasileiros vão saudá-lo por essa decisão’. Ele disse ‘Vamos ver, mas o Brasil terá sempre as minhas bênçãos’”.

Em carta enviada ao presidente Michel Temer, o Papa Francisco avisou que, por causa da agenda intensa, não poderia visitar o país. Sua Santidade também falou sobre a crise que o Brasil enfrenta: “Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”.

O Papa ainda fez uma reflexão sobre a situação social do Brasil na carta: “Não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Em vídeo divulgado no Facebook, Doria se disse emocionado com o encontro com Sua Santidade. “Privilégio de estar com o Papa Francisco. Ele foi muito atencioso. Foi tranquilo. Não mostrou pressa, nem ansiedade. Me ouviu com calma. Eu primeiro me apresentei. Quem eu era, de onde eu era e porquê eu estava aqui”, contou aos seguidores.

Prefeito de SP teve breve conversa com o Papa Francisco em visita ao Vaticano (Foto: Divulgação/Prefeitura)
Prefeito de SP teve breve conversa com o Papa Francisco em visita ao Vaticano (Foto: Divulgação/Prefeitura)

Fonte: g1.com

Papa manda carta a Temer e recusa visita ao Brasil

Papa manda carta a Temer e recusa visita ao Brasil

Na carta, na qual explica os motivos de sua recusa, o pontífice também cobrou que o presidente evite medidas que piorem a situação da população carente.

Em uma carta na qual recusa um convite para visitar o Brasil, o papa Francisco cobrou o presidente Michel Temer para evitar medidas que agravem a situação da população carente no país.

A correspondência foi uma resposta a outra enviada pelo mandatário no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo jornalista Gerson Camarotti, da “Globo News”.

“Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, acrescentou.

Sobre o convite, o Papa disse que, devido a sua intensa agenda, não poderia visitar o Brasil neste ano. Ainda de acordo com Camarotti, Jorge Bergoglio afirmou rezar pelo país e que acompanha “com atenção” os acontecimentos na maior nação da América Latina.

Citando sua exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, Francisco também lembrou que não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”, em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores.

Em setembro passado, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano, o Pontífice já havia dito que o Brasil passava por um “momento triste”.

Um mês antes, Francisco enviara uma carta não oficial em apoio a Dilma Rousseff, que na época ainda não tinha sofrido o impeachment.

Contudo, Bergoglio sempre evitou se posicionar publicamente sobre a crise política enfrentada pelo país e que culminou na derrubada da presidente petista.

Fonte: exame.com

Papa Francisco aprova canonizações e Brasil terá mais 30 santos

Papa Francisco aprova canonizações e Brasil terá mais 30 santos

Os beatificados serão André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos.

O Papa Francisco aprovou nesta quinta-feira (23/3) a canonização de 30 beatos brasileiros que foram massacrados em 1645 nas localidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, durante a ocupação holandesa do Nordeste, por se negarem a abjurar da fé católica e aderir ao calvinismo, religião dos invasores. Os futuros santos serão André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos.

“Ficamos muito felizes, pois esta canonização é uma grande bênção para a Igreja e com certeza vai reavivar a fé e a devoção dos fiéis”, disse o arcebispo de Natal, d. Jaime Vieira Rocha, após receber a notícia da aprovação do papa. Os 30 brasileiros foram beatificados em março de 2000 por João Paulo II. O cardeal d. Cláudio Hummes, que foi arcebispo de Fortaleza, ajudou a levar adiante a causa dos mártires e, no ano passado, confidenciou a d. Jaime que Francisco estava interessado na canonização.

Foram dois massacres coletivos: o primeiro em 15 de julho, em Cunhaú, atualmente município de Canguretama, e o segundo em 3 de outubro, em Uruaçu, hoje município de São Gonçalo do Amarante.
Segundo relatos da época, mais de 70 pessoas foram assassinadas, mas a Congregação para as Causas dos Santos reconhece apenas o martírio daqueles cujos nomes são conhecidos. Na cerimônia de beatificação, João Paulo II chamou os novos beatos de protomártires e disse que eles eram exemplos e defensores da fé cristã.

Os massacres foram executados por índios tapuias e soldados holandeses, sob comando de Jacob Rabbi, um alemão a serviço da Companhia das Índias Ocidentais Holandesas. As vítimas foram mortas em um domingo, durante a missa celebrada pelo padre Ambrósio Ferro. Após a consagração da hóstia e do vinho, a tropa holandesa trancou as portas da igreja e, após um sinal de Rabbi, os índios chacinaram os fiéis.

Com a notícia das atrocidades em Cunhaú, o medo se espalhou pelo Rio Grande do Norte e capitanias vizinhas. Com razão. Outra vez sob as ordens de Jacob Rabbi, um grupo de dezenas de pessoas, entre as quais o padre André de Soveral, foi massacrado. Além dos padres André de Sandoval e Ambrósio Ferro, foram mortos os leigos Mateus Moreira e seus 27 companheiros que serão transformados em santos. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Emissários do governo holandês enviados para investigar os massacres constataram a prática de violência, atrocidade e crueldade. Cronistas da época relatam que em Uruçu a crueldade foi maior. Os índios e a tropa holandesa fecharam as portas da igreja e mataram os católicos ferozmente. Arrancaram línguas, deceparam braços e pernas, cortaram crianças ao meio e degolaram corpos.

A história dos massacres foi pesquisada na Torre do Tombo, em Portugal, e no Museu de Ajax, na Holanda. Segundo documentos levantados, os holandeses ofereceram aos católicos a opção de salvar a vida, se eles se convertessem ao calvinismo.

Data. D. Jaime pensou na hipótese de a canonização ser em outubro deste ano, se Francisco viesse ao Brasil por ocasião da comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Como não virá, a cerimônia deverá ser celebrada no Vaticano, em data a ser marcada. Milhares de devotos celebram a memória dos mártires nos meses de julho e de outubro. Há celebrações frequentes também nas quatro paróquias dedicadas aos beatos no Rio Grande do Norte.

Fonte: metrópoles.com

Papa diz estar aberto a homens casados se tornarem padres

Papa diz estar aberto a homens casados se tornarem padres

Segundo Francisco, ordenar homens casados ajudaria a contornar a falta de sacerdotes na Igreja Católica.

A Igreja Católica precisa estudar a possibilidade de ordenar homens casados para ministrar a palavra de Deus, afirmou o papa Francisco a um jornal alemão. Segundo o pontífice, essa seria uma solução viável para lidar com a falta de clérigos, especialmente em comunidades remotas.

Em uma entrevista publicada na noite de ontem pelo jornal alemão Die Zeit, Francisco reiterou que a retirada da regra do celibato não é a resposta definitiva da Igreja para a falta de padres. No entanto, expressou estar aberto para estudar a possibilidade de que “viri probati” – homens casados de fé comprovada – possam ser ordenados.

“Precisamos considerar se o viri probati é uma possibilidade. Precisamos então determinar que tarefas podem fazer, por exemplo, em comunidades remotas”, disse Francisco. A proposta tem sido debatida há décadas, mas recebe atenção renovada por parte do pontífice argentino, graças ao seu conhecimento dos desafios enfrentados pela igreja em lugares como o Brasil, um enorme país católico com forte carência de padres.

O cardeal brasileiro Cláudio Hummes, um amigo de longa data de Francisco, tem publicamente defendido a ideia dos viri probati em locais como a Amazônia, onde a igreja conta com cerca de um padre para cada dez mil católicos. Por enquanto, a Igreja Católica permite poucas exceções à regra do celibato. Sacerdotes protestantes casados, por exemplo, podem continuar na relação e seguir como padres católicos caso se convertam à religião, se tiverem permissão das esposas.

Fonte: veja.com

 

Papa quer que bispos tenham “tolerância zero” com pedofilia

Papa quer que bispos tenham "tolerância zero" com pedofilia

Como já fez em outras ocasiões, o papa pediu desculpas pelos casos de pedofilia na Igreja.

O papa Francisco pediu que os bispos tenham “tolerância zero” com os casos de abuso sexual de menores por parte de membros do clero, em carta divulgada nesta segunda-feira.

“Tomemos a coragem necessária para implementar todas as medidas e proteger em tudo a vida de nossas crianças, para que tais crimes não se repitam mais. Assumamos clara e lealmente a consigna ‘tolerância zero’ neste assunto”, escreveu o pontífice.

Francisco pediu aos bispos para escutarem “o pranto e destas crianças” e também da Igreja, que “chora não só perante a dor causada em seus filhos menores, mas também porque conhece o pecado de alguns de seus membros”.

“O sofrimento, a história e a dor dos menores que foram abusados sexualmente por sacerdotes. Pecado que nos envergonha. Pessoas que tinham como dever cuidar desses pequenos destroçaram sua dignidade”, lamentou.

Como já fez em outras ocasiões, o papa pediu desculpas pelos casos de pedofilia na Igreja, pelo “pecado de omitir de assistência, o pecado de ocultar e negar e o pecado do abuso de poder”.

Francisco repassou as dramáticas situações que afetam milhões de crianças no mundo todo em carta pela ocasião da festa dos Santos Inocentes, celebrada no dia 28 de dezembro.

O papa também lembrou que atualmente 75 milhões de crianças tiveram que interromper sua educação por conta de emergências e crises prolongadas, e que em 2015 68% das vítimas de abuso sexual foram crianças.

Francisco afirmou que um terço das crianças que tiveram que viver fora de seus países o fizeram por conta de “deslocamentos forçados”.

“Vivemos em um mundo onde quase a metade das crianças menores de 5 anos que morrem são vítimas da desnutrição”, lamentou.

O pontífice acrescentou que em 2016 calcula-se que 150 milhões de crianças realizaram trabalho infantil, muitas delas “vivendo em condição de escravidão”.

Por último, com base em um relatório realizado pelo Unicef, Francisco advertiu que “se a situação mundial não se reverter”, em 2030 serão 167 milhões vivendo na extrema pobreza e, até lá, 69 milhões de menores de 5 anos morrerão e 60 milhões de crianças não terão acesso à escola básica primária.

Por isso, o papa ordenou aos bispos que cuidem da infância.

“Não deixemos que lhes roubem a alegria. Não nos deixemos roubar a alegria, cuidemos e ajudemos a crescer”, instou.

Fonte: jornalrondoniavip

Papa ganha camisa da Chape com número da quantidade de vítimas: 71

Papa ganha camisa da Chape com número da quantidade de vítimas: 71

Presente foi dado pela Rádio Vaticano.

O papa Francisco recebeu nesta quarta-feira (28), na Itália, uma camisa da Chapecoense entregue pela Rádio Vaticano. Uma curiosidade foi o número escolhido para estampar o uniforme – 71, relativo ao total de vítimas do voo da LaMia que caiu com a delegação do clube catarinense em 29 de novembro.

Torcedor do San Lorenzo, time argentino eliminado pela Chape na semifinal da Sul-Americana, o pontífice enviou uma benção especial aos moradores de Chapecó assim que recebeu o presente.

“Eu queria lembrar hoje da dor do povo brasileiro pela tragédia do time de futebol. E rezar pelos jogadores mortos, pelas famílias. Na Itália entendemos bem disso porque recordamos a Superga de 1949. São tragédias duras. Rezemos por eles.”

Fonte: noticiasaominuto

Papa concede liberdade a padre condenado por vazar dados

Papa concede liberdade a padre condenado por vazar dados

Vallejo Balda havia sido condenado no caso “Vatileaks 2”

O papa Francisco concedeu nesta terça-feira (20) a liberdade condicional ao monsenhor espanhol Lúcio Ángel Vallejo Balda, o religioso condenado no processo de vazamento de documentos, conhecido como “Vatileaks 2”.

“Considerando que o reverendo Vallejo Balda já cumpriu mais da metade da pena, o Santo Padre Francisco lhe concedeu o benefício da liberdade condicional. Trata-se de uma medida de clemência que lhe permitirá readquirir a liberdade. A pena, no entanto, não está extinta”, escreveu em nota o Vaticano. O padre ainda foi afastado de “qualquer ligação de trabalho com a Santa Sé”.

Balda havia sido condenado a 18 meses de cadeia no longo processo que ainda condenou a consultora ítalo-marroquina Francesca Immacolata Chaouqui. Os demais imputados – o assistente do padre espanhol, Nicola Maio, e os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi – foram absolvidos.

O padre e a consultora trabalhavam na Comissão de Estudos sobre as Atividades Econômicas do Vaticano (Cosea), órgão criado pelo papa Francisco em 2013 para monitorar as finanças da Santa Sé, mas já dissolvido.

Eles foram condenados por terem passado a Nuzzi e Fittipaldi arquivos sigilosos que serviram de base para dois livros sobre as finanças da Igreja. O primeiro é autor de “Via Crucis”, que relata os duros ataques do Pontífice argentino contra os dirigentes que comandaram as finanças do Vaticano nos anos anteriores à sua chegada ao poder.

Já Fittipaldi escreveu “Avarizia” (Avareza), livro que, baseado em documentos confidenciais, traça os primeiros mapas do império econômico da Santa Sé e denuncia gastos luxuosos por parte de membros do clero.

Fonte: Noticiasaominuto