PCC tem ligação com morte de jornalista, diz investigação

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Carro que foi apreendido na casa de uma das suspeitas circulou por Pedro Juan Caballero na noite do crime

Imagens de câmeras de monitoramento recolhidas pelos promotores que investigam a morte do jornalista brasileiro Leonardo Veras mostram que o Jeep Renegade apreendido na casa da brasileira Cintya Raquel Pereira Leite no sábado (22) em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, pode ter sido usado no crime. Dono do site Porã News, que denunciava a ação do narcotráfico na fronteira, Léo Veras, como era conhecido, foi executado a tiros quando jantava com a família, na noite de 12 de fevereiro.

No sábado, Cintya e outras nove pessoas foram presas, suspeitas de participação no crime. As investigações apontam ligação dela com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção paulista que teria ordenado a execução. Conforme o promotor Marcelo Pecci, que está à frente das investigações, as imagens mostram que o Jeep Renegade circulou pelo centro de Pedro Juan Caballero naquela noite e, em horário posterior ao crime, foi recolhido à casa de Cintya. O veículo foi apreendido no mesmo local na operação de sábado.

Ainda segundo Pecci, esse pode ser um elemento importante para esclarecer o crime e também vincularia o PCC à execução. A brasileira está condenada a 17 anos de prisão por tráfico de drogas no Brasil e, ao ser presa, apresentou documentos como se fosse paraguaia. Sua expulsão chegou a ser cogitada, mas foi suspensa após se descobrir sua possível ligação com a morte do jornalista.

Cyntia é irmã de Waldemar Pereira Rivas, o “Cachorrão”, que está foragido e também é investigado por suposta participação no assassinato de Veras. “Cachorrão” refugiou-se no Paraguai, após ser procurado por homicídio no Brasil. Ele se tornou liderança importante do PCC no país vizinho.

Em 2018, ao ser abordado numa blitz no Paraguai, Rivas acelerou o carro e arrastou um policial por vários metros. Ele mantinha desmanches de carros na fronteira e é suspeito de pagar propina a policiais paraguaios.

Conforme o promotor, o Jeep Renegade e outros quatro veículos apreendidos com os suspeitos presos passarão por perícia com produtos especiais para detectar manchas de sangue mesmo após serem lavadas. Um dos executores de Veras teria sido ferido por estilhaços de disparos feitos pelos cúmplices.

As pistolas apreendidas com eles também passarão por exames de balística. O objetivo é comparar os projéteis retirados do corpo do jornalista. Já se sabe que uma das armas disparadas contra Veras também foi usada em outras execuções atribuídas ao PCC na fronteira.

Neste domingo (23) os promotores que investigam o assassinato de Veras decidiram pedir a prisão preventiva de nove dos presos na operação. O décimo detido, o boliviano Juan Vicente Jaime Camaro, será expulso do país. Os promotores chegaram à conclusão de que Camaro não tem relação com a morte do jornalista. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Cintya Pereira Leite.

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Membro do PCC mata dois presos com explosão de granada na Bolívia

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Lucas Rossendi Saraiba lançou explosivo em paraguaio e atingiu outros detentos; 30 ficaram feridos

O brasileiro Lucas Rossendi Saraiba, membro do PCC preso na Bolívia , matou dois detentos no presídio de El Abra, em Cochabamba, ao explodir uma granada . Ele lançou o explosivo contra o paraguaio Maurício Solíz Rojas, mas também matou Rubén Dario Salazar, além de ter deixado 30 feridos.

Saraiba tem 22 anos e cumpre uma pena de dez anos por roubo, tráfico e tentativa de homicídio. Agora, a pena será aumentada. “O Ministério Público vai pedir que Rossendi seja transferido Chonchocoro. Não podemos seguir arriscando a vida de outros internos com esse tipo de cidadão”, informou  a procuradora Martha Medjía.

De acordo com Medjía, o brasileiro disse que lançou a granada porque Solíz ameaçou mata-lo. O ato deixou ainda 30 feridos, que foram levados ao Centro de Saúde de Germán Busch e ao Hospital Obrero. “Vamos investigar para saber como a granada entrou na prisão”, disse a procuradora.

As autoridades da Bolívia, e de outros países da América do Sul, como o Paraguai, estão preocupados com a presença do PCC em seu território. “Temos feito uma investigação rápida e temos visto que há um braço do PC tentando mostrar seu poder dentro do país”, disse o ministro boliviano Arturo Murillo.

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Pelo menos 26 presos ligados ao PCC fogem de presídio no Acre

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Secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre em exercício, Ricardo dos Santos, afirmou durante entrevista coletiva que a Polícia investiga se há ligação da ocorrência com a fuga de 75 presos do PCC no Paraguai

Pelo menos 26 presos fugiram do principal presídio de Rio Branco, capital do Acre, na madrugada desta segunda-feira. 

Os fugitivos são ligados à facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) ou ao B13 (Bonde dos 13), aliada da facção.

Apenas um homem, Adalcimar Oliveira de Almeida, foi recapturado. O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre em exercício, Ricardo dos Santos, afirmou durante entrevista coletiva que a Polícia investiga se há ligação com a fuga de 75 presos do PCC no Paraguai. 

O diretor do presídio paraguaio de Pedro Juan Caballero, Christian González, foi preso e presta depoimento na manhã desta segunda-feira.

Além dele, trinta agentes penitenciários também foram detidos. A suspeita é de que eles facilitarem a fuga dos presos.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) auxilia nas investigações, segundo o secretário. 

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PCC planejou explodir dois carros-bomba em SP na Copa do Mundo de 2014

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Reportagem da Ponte Jornalismo assinada por Josmar Jozino revelou plano terrorista da facção

O PCC (Primeiro Comando da Capital) ameaçou explodir dois carros-bomba em São Paulo durante a Copa do Mundo de 2014, caso algum líder da facção criminosa fosse transferido, à época, para presídios federais.

O plano foi descoberto pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPE (Ministério Público Estadual) em uma investigação conjunta envolvendo 35 pessoas acusadas por tráfico de drogas no ABC Paulista.

Havia rumores de que o PCC iria cometer atentados e que a Copa do Mundo de Futebol seria o “Mundial do terror”. O temor por possíveis ataques teve repercussão até em jornais da Europa.

As autoridades, no entanto, jamais admitiram oficialmente a existência de planos terroristas da maior facção criminosa brasileira durante os jogos do Mundial de 2014 no Brasil.

Mas as escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Civil e pelo Gaeco em 28 de abril de 2014  – 45 dias antes da cerimônia de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians – mostraram exatamente o contrário.

Ponte teve acesso às transcrições dos diálogos. Um dos alvos, James Mendes da Silva, conhecido como Gordão ou Gê, liga para o parceiro de crime Marcos Laureano da Silva, o Galego ou São Paulino.

Gê manda Galego pegar caneta e papel para anotar um “salve” (recado), comunicando que “se alguém do PCC for arrastado (transferido) para presídio federal, não vai ter Copa do Mundo”.

Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Mais um trecho da transcrição da conversa entre Gê e Galego
Mais um trecho da transcrição da conversa entre Gê e Galego

A mensagem adverte que, em caso de transferência de algum líder do PCC para unidade federal, “vai morrer muita gente e vai ter um rio de sangue”.

Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego

O alvo da escuta avisa para o parceiro que o PCC  “tem dois carros-bomba preparados para qualquer eventualidade”.

Depois de transmitir o recado, Gê pede para Galego repassar  o “salve” e informa que vai quebrar o celular para evitar um possível grampo telefônico e promete arrumar outro aparelho.

"Salve" do PCC completo interceptado pelo Gaeco e Polícia Civil
Salve do PCC completo interceptado pelo Gaeco e Polícia Civil

Naquele mesmo dia, Galego atende ao pedido do amigo e transmite o recado para outros parceiros de crime, entre eles Bruno Abraão Santanna Xavier Lima, o Corintiano.

Galego fala com Smeets ou Hip Hop e também passa o "salve"
Galego fala com Smeets ou Hip Hop e também passa o “salve”
Outra página da conversa entre integrantes do PCC combinando a explosão dos carros-bomba
Outra página da conversa entre integrantes do PCC combinando a explosão dos carros-bomba

Segundo investigações da Polícia Civil de São Bernardo do Campo, Gê recebeu o “salve” de presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde, na época, estavam recolhidos os principais líderes do PCC.

De acordo com os policiais civis, Gê, Galego e Corintiano traficavam drogas e  integravam a célula “sintonia dos 14”. Esse grupo tinha um líder em cada região do Estado, distribuído de acordo com o código de área, o DDD.

O código 012 era da região de São José dos Campos e Vale do Paraíba; 013 Santos e Baixada Santista; 014 região de Bauru; 015 Sorocaba; 016 Ribeirão Preto; 017 São José do Rio Preto; 018 região de Presidente Prudente e 019 Campinas.

Os outros seis restantes eram do código de DDD 011: zonas norte, sul, leste e oeste da capital paulista; cidades do ABC e municípios da Grande São Paulo.

A “sintonia dos 14” era formada por líderes do PCC em liberdade e subordinada apenas à “sintonia final geral”, integrada pelos chefes da facção recolhidos na P2 de Presidente Venceslau, no interior de SP.

Em outubro de 2013, oito meses antes do início da Copa do Mundo, o Gaeco de Presidente Prudente denunciou 175 integrantes do PCC por associação à organização criminosa e pediu a internação de 35 deles no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

No RDD, o preso fica em cela individual trancado 22 horas por dia, tem direito a duas horas de banho de sol, não há visita íntima e é proibido ouvir rádio, assistir televisão e ler jornais e revistas.

A Justiça de São Paulo indeferiu o pedido de internação dos líderes da facção no RDD, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o número 1 da organização.

Porém, no início de 2014, O Gaeco voltou a pedir a internação de Marcola e dos presos Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes, o Du da Bela Vista.

Segundo o Gaeco de Presidente Prudente, havia um plano para resgatar os quatro presos da P2 de Presidente Venceslau.

Marcola foi internado em RDD no CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes em 11 de março de 2014, mas ficou apenas um mês no castigo.

Por determinação da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, Marcola deixou o RDD em 10 de abril de 2014. Dezoito dias depois, a Polícia Civil interceptou o “salve” para explodir dois carros-bomba em São Paulo, se algum líder do PCC fosse transferido para presídio federal.

No período da Copa do Mundo de 2014, Marcola e seus principais colegas presos na P2 de Venceslau não foram removidos para unidades federais. A transferência viria acontecer cinco anos depois do Mundial, em fevereiro de 2019.

Já a Justiça de São Bernardo do Campo condenou, em primeira instância, Gê a 18 anos de prisão, Galego a 20 anos e Corintiano a 22 anos por tráfico de drogas e associação à organização criminosa.

Mas a 6ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP absolveu os três das acusações e mandou expedir alvará de soltura em julgamento realizado em 28 de fevereiro do ano passado. Via Ponte Jornalismo

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PCC tem integrantes nos EUA, Espanha e Itália, aponta investigação

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A estruturação da maior facção criminosa do país na Capital Federal já estava consolidada em 2017

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual do Distrito Federal apurou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) tem integrantes batizados até nos Estados Unidos, na Espanha e Itália.

As apurações mostraram ainda que, além da expansão transnacional, o PCC já estava bem estruturado na Capital Federal em 2017, muito antes da remoção dos líderes da facção para a Penitenciária Federal de Brasília.

Em fevereiro do ano passado, o governo de São Paulo, sob comando de João Doria (PSDB), transferiu para presídios federais os 15 principais líderes do PCC, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, apontado como o número 1 da organização.

Além de Marcola, o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior; Roberto Soriano, o Tiriça; Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka; Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, todos da cúpula do PCC, estão recolhidos na Penitenciária Federal de Brasília.

A estruturação da maior facção criminosa do país na Capital Federal já estava consolidada em 2017, quando tiveram início as investigações no Distrito Federal que identificaram a existência de integrantes batizados em outros países.

Trecho dos documentos obtidos pela Ponte que mostram constatação de batizados pela facção nos EUA, Itália e Espanha | Foto: reprodução
Trecho dos documentos obtidos pela Ponte que mostram constatação de batizados pela facção nos EUA, Itália e Espanha | Foto: reprodução

Em maio de 2018, 19 integrantes do PCC foram denunciados à Justiça do Distrito Federal por associação à organização criminosa. Quatro meses depois, o Ministério Público do DF denunciou outras três pessoas pelo mesmo crime.

Uma delas foi identificada como Suliane Abitalibe Arantes, conhecida no mundo do crime como Elektra. Segundo a Polícia Civil, Elektra era a “planilheira dos estados e países”, ou seja, a responsável pelo cadastro dos integrantes do PCC batizados no centro-oeste e no Exterior.

Ela foi presa em 6 de setembro de 2018. Com Elektra, a Polícia Civil do Distrito Federal diz ter apreendido um notebook e três aparelhos de telefone celular.

Os equipamentos foram periciados e, segundo as investigações, neles havia informações sobre registro de cadastro dos integrantes do PCC que recebiam entorpecentes da facção, além de planilhas com a contabilidade do tráfico de drogas.

Os arquivos periciados também comprovavam a expansão internacional do PCC e tinham dados de registros de batismos de diversos integrantes fora do Brasil, como Estados Unidos, Espanha e Itália.

Ainda segundo, a Polícia Civil do Distrito Federal, ao ser interrogada, Elektra confessou a participação na organização criminosa e deu detalhes sobre adeptos do PCC batizados, principalmente na Espanha.

A acusada mantinha uma página no Facebook, com o apelido de Elektra Majestade, na qual fazia postagens exaltando o PCC e compartilhando informações sobre o grupo criminoso.

Na última terça-feira (7/1), a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Guardiã 61, em referência ao DDD de Brasília, para cumprir 14 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão contra integrantes do PCC nas prisões e nas ruas.

A Polícia Civil informou que os acusados faziam parte de uma célula da facção que havia montado uma “casa de apoio” para receber parentes de presos recolhidos na Penitenciária Federal de Brasília.

Ainda segundo a Polícia Civil, a casa também era utilizada para esconder drogas e armas e teria sido montada com a ajuda de advogados. Um dos advogados investigados tinha como cliente justamente a presa Elektra Majestade. Por Josmar Jozino – Ponte Jornalismo

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PF realiza nova operação contra financeiro do PCC em 4 estados

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Até as 7h30, 34 pessoas já haviam sido presas e, pelo menos, uma arma apreendida; a investigação mira esquema de lavagem de dinheiro de grupo que teria movimentado R$ 7 milhões em nove meses

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (9) uma operação para desarticular o braço financeiro, responsável por organizar esquemas de lavagem de dinheiro, do PCC, que atua dentro e fora dos presídios.

Segundo a PF, o esquema envolvia integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Somente entre os alvos de mandados desta sexta, a movimentação financeira foi de mais de R$ 7 milhões nos últimos 9 meses.

Até por volta de 7h30, 34 pessoas haviam sido presas e um fuzil, apreendido. Os presos são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

As prisões e ações de busca e apreensão desta sexta são uma continuação da operação que prendeu 28 pessoas em sete estados na última terça.

Coordenada pela Polícia Federal em Minas Gerais, a Operação Caixa Forte tem a maior parte dos alvos no Paraná.

Os mandados estão sendo cumpridos em Uberaba (MG), Conceição das Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Itaquaquecetuba (SP), Embu das Artes (SP) e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

A operação é fruto de uma investigação iniciada em novembro do ano passado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

Ao todo, foram expedidos 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de bloqueio de contas bancárias.

Segundo as investigações, o dinheiro movimentado por este braço financeiro da facção criminosa é originário do tráfico de drogas. Ele era transferido entre contas bancárias de forma fracionada para não acionar dispositivos de vigilância do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Do G1

PF cumpre 85 mandados contra núcleo financeiro do PCC

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Mandados são contra pessoas que cumprem pena em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (6) uma operação com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima.

Foram expedidos 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, sendo que 8 deles contra pessoas que cumprem pena em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.  Até as 7h30, 18 pessoas foram presas.

Cerca de 180 Policiais Federais cumprem 55 mandados de busca e apreensão, 30 mandados de prisão, expedidos pela Vara Criminal de Piraquara, nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Paranaguá, Centenário do Sul, Arapongas, Londrina, Umuarama, Pérola, Tapejara, Cascavel, Guarapuava no estado do Paraná, Praia Grande, Itapeva, Osasco e Itaquaquecetuba, Hortolândia e São Paulo, no Estado de São Paulo, incluindo também no presídio de Valparaíso/SP, além de outras localidades nos estados do Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais.

Dos 30 mandados de prisão, oito  serão cumpridos em presídios, sendo três em São Paulo, um no Mato Grosso do Sul e quatro no Paraná.

A investigação teve início em fevereiro deste ano a partir de informações obtidas acerca da existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara/PR. A atuação da Polícia Federal dá-se em razão do caráter interestadual da facção, o que foi identificado no decorrer da investigação adstrita à competência da Justiça Estadual de Piraquara no Paraná.

Verificou-se que o núcleo é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a Facção Criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos – também chamados de “rifas”- eram repassados à Organização Criminosa por intermédio de diversas contas bancárias e de maneira intercalada, com uso de medidas para dificultar o rastreamento. A investigação indica a circulação de aproximadamente 1 milhão de reais/mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime.

Foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país. Os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção (financiado diretamente a criminalidade violenta), além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da Facção em locais próximos a presídios.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de Tráfico de Entorpecentes, Associação para o Tráfico, Organização Criminosa, entre outros.

Operação Cravada

O nome da operação faz referência a uma jogada de xadrez em que uma peça, quando ameaçada de captura pela peça adversária, fica impossibilitada de se mover, em razão de haver uma peça de maior valor em risco. De igual forma, a operação deflagrada hoje visa sufocar as reações das lideranças de Facções Criminosas, atingindo os núcleos importantes de comunicação e de gerenciamento financeiro.

“Vocês estão loucos?”, questionou Gegê do Mangue, antes de ser morto

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Número dois do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi assassinado no ano passado, no Ceará

Assassinado em fevereiro de 2018 por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa a qual pertencia e da qual era o número dois no critério de liderança, Rogerio Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, mostrou indignação ao ser abordado pouco antes de sua morte, ocorrida durante uma emboscada na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, no Ceará.

“Vocês estão loucos?”, teria dito, segundo relato do piloto de helicóptero Felipe Ramos Morais. Gegê foi morto com um único tiro na região do nariz. Além dele, foi encontrado sem vida Fabiano Alves de Souza, o Paca (atingido com quatro tiros: têmpora e maxilar direitos, cotovelo e barriga). O crime foi motivado por disputas internas do grupo criminoso e denúncias de desvios de dinheiro oriundo do tráfico. A ação culminou com outros assassinatos pelo país.

Na semana retrasada, o Ministério Público cearense ofereceu uma denúncia contra dez pessoas, incluindo o piloto Morais. Segundo relatos dos promotores, o especialista em aeronaves foi ao local do crime e sobrevoou-o pouco antes da ação, juntamente com dois homens, para uma espécie de verificação prévia do terreno. Ao voltar a um hangar na capital, a aeronave levantou voo novamente e pegou as duas vítimas em um heliponto abandonado na Praia do Futuro. Lá, embarcaram Gegê e Paca para uma suposta reunião com outros criminosos.

“Felipe afirmou que, do trajeto da Praia do Futuro ao local da suposta reunião, percebeu algo errado a partir do momento em que Wagner (um dos criminosos envolvidos na execução) informou às vítimas que pousariam em um sítio para pegar galões de gasolina, versão diferente da apresentada ao piloto, vez que a aeronave já possuía seus compartimentos de combustível”, escreveram os membros do MP do Ceará à Justiça. Ainda segundo o relato, “Felipe pousou a aeronave (…) e, desconfiados, Gegê e Paca passaram a indagar onde eles iam acomodar os galões, pois o helicóptero já estava cheio com malas.” Nesse momento, cinco homens saíram de um matagal e executaram Gegê e Paca. Felipe deixou bem claro que ambos estavam desarmados e que tudo aconteceu de forma rápida.”

Depois dos tiros, houve uma discussão sobre se os corpos seriam queimados ou enterrados. Também falaram sobre o que fariam com os relógios e os cordões de ouro dos mortos. Após o crime, o piloto Felipe Morais disse que retornou, atordoado, a Fortaleza, e depois pegou um avião para São Paulo. A aeronave usada no crime foi levada por outra pessoa para uma fazenda em Goiás. Ele foi preso pouco tempo depois.

História

Segundo filho de uma família de quatro irmãos, Gegê do Mangue nasceu em 1977, na Rua Fidalga, 1010, no meio do Mangue, favela com cerca de trinta casas encravadas desde os anos 60 na Vila Madalena. Seus pais, Marlene Jeremias e Ítalo Alfredo de Simone (morto em 1982, ao cair do telhado de casa), ganhavam a vida como artesãos, tecendo almofadas e vendendo-as na rua. Nada na infância do pequeno Rogério parecia indicar seu destino. Tímido e obediente, ele ajudava na faxina da casa da família e foi coroinha na igreja da área. Na adolescência, no início dos anos 90, passou a frequentar bares da Rua Aspicuelta, o extinto Sujinho, na Mourato Coelho, a sede da escola de samba Pérola Negra, na Girassol, e festas de axé, seu ritmo preferido. Não usava drogas nem abusava do álcool. Aos 15, trabalhava como office-boy em empresas do centro, mas percebeu que ganharia mais dinheiro por meio do tráfico.

Homem se prepara para matar Gegê do Mangue

Passou a distribuir maconha e cocaína a frequentadores de barzinhos da Vila. A primeira prisão ocorreu em 1995, quando foi pego em flagrante com drogas na Rua Fidalga. Como era réu primário, ficou menos de um ano preso. Depois, alternou idas e vindas da cadeia, até receber, em 2000, uma condenação: doze anos de reclusão por tráfico e assassinato. Sua trajetória confirma a máxima de que a cadeia no Brasil funciona como uma escola do crime.

Dentro das celas, aproximou-se das lideranças do PCC e aderiu à facção. Começou no posto de “sintonia”, espécie de gerente na estrutura do crime. Entre outras funções, recebia a visita de advogados da quadrilha e repassava aos comparsas as informações vindas de fora do presídio. Em 2003, subiu alguns degraus na hierarquia da bandidagem após tentar enviar para Marcola um bilhete falando da morte do juiz corregedor Antônio Machado Dias. Tido como um dos principais inimigos do PCC nos tribunais, o magistrado foi executado dentro do carro com três tiros, na saída do Fórum de Presidente Prudente.

Colocado na rua após um “deslize” da Justiça, em janeiro de 2017, Gegê fugiu para a Bolívia e passou a frequentar o Ceará, utilizando um avião particular da facção, onde gostava de passear de buggy e desfrutar de uma casa de luxo, localizada em um condomínio fechado. Antes de subir no helicóptero para aquele que seria seu último vôo, o traficante desembarcou de uma Land Rover preta.

VejaSP

Marcola é transferido de Porto Velho para presídio em Brasília

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Em fevereiro, o chefe da facção havia sido transferido do interior de SP para Porto Velho, em Rondônia; esquema é estratégia do Ministério da Justiça

O líder máximo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, será transferido nesta sexta-feira (22) para o presídio federal da Fazenda Papuda, em Brasília, por decisão do Ministério da Justiça. 

Em fevereiro deste ano, Marcola foi transferido para Porto Velho, em Rondônia. Antes disso, cumpria pena na Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo. O criminoso vai se deslocar em um jato da Polícia Federal e o horário de chegada não foi informado por questões de segurança.

Marcola foi transferido para Brasília

O Ministério da Justiça alega que o esquema de transferências frequentes é uma estratégia para enfrentamento e desmantelamento das facções criminosas, impedindo que os chefes deem ordens de dentro dos presídios. 

Além do líder máximo do PCC , outros três criminosos também serão transferidos para Brasília. A chegada dos criminosos ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil e o Ministério Público do DF fazem uma operação contra a facção criminosa no local. 

Em nota, o governo informou que o deslocamento será acompanhado por policiais federais e do Depen, batedores e helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Além disso, a Força Nacional de Segurança Pública reforçará a segurança das áreas ao redor do presídio.

Em fevereiro, o criminoso foi transferido com outros 21 integrantes da facção , sete deles tiveram o pedido de transferência expedido após o envolvimento em ataques a agentes públicos e assassinatos de rivais.

Marcola foi preso pela primeira vez em 1990 por roubos a carros-fortes e bancos. Quando já estava na prisão, foi condenado por tráfico de drogas, formação de quadrilha, e homicídio. Recentemente, também foi condenado a 30 anos de prisão na investigação do setor jurídico do PCC, chamada Operação Ethos. 

Condenado já a 330 anos, 6 meses e 24 dias de prisão, Marcola não terá direito a visitas íntimas, já que não se enquadra em nenhum dos dois requisitos para isso: não integrar uma facção criminosa e não ter tentado fugir da polícia ou de penintenciárias. O criminoso já fugiu em cinco ocasiões e nega que seja chefe da facção.

Polícia Civil de RO prende cinco integrantes do Comando Vermelho acusados de homicídio

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A Delegacia de Homicídios de Ariquemes prendeu cinco integrantes da facção criminosa que se autodenominaComando Vermelho, acusados de terem assassinado Rafael Rosa Barros, em setembro do ano passado, no jardim zona sul, em Ariquemes/RO.

“As investigações apontaram que Rafael foi morto por integrar uma facção criminosa rival, denominada PCC (Primeiro Comando da Capital). A intenção inicial dos infratores não era assassinar Rafael mas sim um outro indivíduo conhecido por “Pablo Coala”. Porém, não como não o encontraram em sua residência, resolveram matar Rafael pelo fato deste também integrar o PCC.

O crime foi executado por ordem de Romualdo Parente dos Santos, conhecido pelo apelido de “Menor”.

De acordo com a polícia, no dia do crime, Roger Alexandre (vulgo “Pamonha”) e Wesley Azevedo (vulgo “Cara de Macaco”), auxiliados por dois adolescentes de 16 e 17 anos, fazendo uso de duas motocicletas, uma CG/Titan e uma Honda/Biz, foram até a residência onde reside a mãe de Pablo Coala para então matá-lo. Ao chegar no local se depararam com Rafael, que foi executado com oito tiros .

Durante as investigações a Polícia Civil apreendeu as duas armas de fogo utilizadas na execução do crime.

Nesta sexta, com mandados de prisão preventiva, foram presos Romualdo, Roger e Wesley, além da internação provisória dos adolescentes, que foram recolhidos ao Presídio e CESEA de Ariquemes, respectivamente” afirmou o Delegado Rodrigo Camargo, que presidiu as investigações.

Os infratores foram indiciados e irão responder pelo crime de Homicídio Qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores.