Após corpo de noivo ser encontrado, pai de curitibana não tem mais esperanças

O casal estava em uma pousada que foi atingida pela lama da barragem em Brumadinho

Depois que o corpo de Luiz Taliberti, de 33 anos, foi encontrado em Brumadinho (MG) nesta terça-feira (29), as esperanças da família de localizar a noiva dele, a curitibana Fernanda Damian de Almeida, 30, são cada vez menores. O casal estava em uma pousada que foi completamente atingida pela lama da barragem, junto com o pai, a madrasta e a irmã do noivo.

A hospedagem recebia muitos turistas que viajavam para a região para conhecer o Instituto Inhotim, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Grávida de quatro meses, Fernanda, que estava estudando na Austrália, tinha vindo para o país passar as férias quando desapareceu após o rompimento da barragem na sexta-feira (25).

O corpo de Luiz foi encontrado nesta terça-feira. (Foto: Reprodução/Facebook)

O pai da jovem, o sargento Justino, que ajuda nas buscas por vítimas, já aceita a possibilidade de que a filha esteja morta. “Se o noivo foi encontrado nesse estado, com certeza com ela e os outros não será diferente. Esperança não tem mais. A única esperança que tenho agora é de achar o corpo. Nós já não estamos torcendo pela vida, mas para encontrar o corpo, que já está se decompondo”, completou.

Na tarde desta terça, a Defesa Civil de Minas Gerais informou que o número de pessoas mortas em Brumadinho chegou a 84, enquanto 276 continuam desaparecidas.

O drama do bombeiro de Curitiba em busca da filha desaparecida em Brumadinho

Ontem, três vítimas fatais foram retiradas de um ônibus e duas do refeitório da empresa Vale, onde muitos funcionários almoçavam no dia da tragédia.

Fernanda Damian de Almeida continua desaparecida

Menina de 13 anos mente para o pai e desaparece em Curitiba após jogo do Brasil

Polícia Civil já registrou o caso por meio de um Boletim de Ocorrência

A família da adolescente Nayara Ferreira de Lima, 13 anos, que mora em Curitiba, está há dois dias sem ter nenhuma notícia da menina. Ela foi vista pela última vez no domingo (17), quando disse ao pai que iria até a casa de uma amiga no bairro Boa Vista. Depois, ainda se comunicou por meio de uma ligação, mas sumiu. A Polícia Civil já registrou o caso por meio de um Boletim de Ocorrência (BO).

O tio de Nayara, Fernando Lima, é policial civil e contou os últimos passos dela com a família. “Ela estava com o pai e outros amigos em um bar, no Boa Vista, assistindo ao jogo e todos resolveram sair no intervalo para ver o segundo tempo em casa. Foi aí que ela disse que iria passar na casa de uma amiga. Ele autorizou porque era próximo do local. Depois disso, ela ligou para ele dizendo que estava com essa amiga, que não estava se sentindo bem e que iria embora um pouco mais tarde”, descreveu.

Esse foi o último contato com o pai. A mãe mora no interior de São Paulo há mais de 10 anos. Preocupado com a demora, o pai ligou para a casa da amiga da filha e foi informado que a menina não tinha se encontrado com Nayara. “A família disse que a menina estava em Piraquara na tarde de domingo e que não tinha visto a amiga”, contou o tio.

Nayara estuda no Colégio Estadual Maria Montessori, no bairro Tingui, e os colegas não sabem sobre o paradeiro da menina. A família mora próximo ao colégio e se revesa na busca por Nayara.

Com informações da BandaB

Corpo de estudante desaparecida é encontrado e polícia pede prorrogação de prisão de ex-marido

Exames do IML não conseguiram identificar a causa da morte da universitária

Foi encontrado na última sexta-feira, 8, o corpo de Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, e a Polícia Civil do Paraná pedirá à Justiça a prorrogação, por mais um mês, da prisão temporária do ex-marido Diogo Coelho Costa. O soldado da Polícia Militar (PM), que está detido desde o dia 19 de maio, é o principal suspeito de cometer o homicídio.

A estudante de Direito foi encontrada morta às margens da Estrada da Graciosa, quase um mês após o desaparecimento. Nesta segunda (11), o Instituto Médico Legal (IML) confirmou oficialmente a identidade do corpo, por meio de exames da arcada dentária.

Segundo o delegado Reinaldo Zequinão, essa descoberta faz a investigação avançar “a passos satisfatórios”. “A prisão temporária do Diogo está quase vencendo. Por isso, vamos analisar todos os elementos já produzidos e encaminhar a petição ao meio judiciário, além de apontar as diligências que ainda devem ser feitas. Nós precisamos da prorrogação do prazo. Só não pedimos a prisão preventiva, por enquanto, devido às peculiaridades do caso”, disse ele.

De acordo com o delegado, uma das pistas mais importantes é o sangue encontrado no veículo do ex-marido de Andriely, identificado com o uso do luminol – substância química que torna visível manchas que não podem ser vistas a olho nu. O IML já coletou uma amostra de sangue da mãe da vítima para o confronto de DNA.

“O mais importante era encontrar o corpo, que comprova o homicídio, a hipótese mais forte com a qual já trabalhávamos. O problema é que, devido ao estado avançado de decomposição, ainda não conseguimos definir a causa da morte”, completou Zequinão.

Estudante de Direito desapareceu no dia 9 de maio em Colombo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Análise do corpo

O diretor do IML, Paulino Pastre, declarou que todas as pesquisas possíveis já foram realizadas a partir da análise do corpo. “Nós estamos trabalhando desde o sábado de manhã e já fizemos tudo o que poderia ser feito. Examinamos toda a parte da arcada dentária e não constatamos nenhuma fratura. Não conseguimos apurar a causa médica da morte, devido ao estado avançado de decomposição”, explicou.

Não foi identificado, a princípio, nenhum sinal de agressão que poderia ter provocado a morte de Andrielly. O casaco que a estudante usava continha três perfurações, que ainda precisam ser analisadas. “Pode ser algo relacionado ao caso ou simplesmente marcas provocadas pelo tempo, ou pelo corpo ter rolado em declive, não temos como afirmar. Em uma semana, no entanto, teremos o resultado dos exames do sangue no carro”, concluiu.

Defesa

Após a descoberta do corpo, a defesa de Diogo voltou a negar o envolvimento dele no crime. A versão do soldado dá conta de que ele deixou Andriely “perto de uma rodovia ou de um ponto de ônibus” na madrugada do desaparecimento, porque ela “tinha intenções de ir para São Paulo”.

Sobre o sangue no automóvel, a defesa alega que se trata de menstruação da jovem, porque ela sofreria de endometriose, o que causava um fluxo muito intenso no período menstrual.

Diogo está preso na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEC), na região metropolitana de Curitiba. A Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, continua a investigar o caso.

Banda B

Acadêmica que estava desaparecida em Porto Velho foi assassinada a facadas

Segundo familiares, ela desapareceu na noite de quarta-feira após apresentar um trabalho na faculdade

A estudante do curso de estética e cosmética da Fimca em Porto Velho, Silvia Santos Souza, de 39 anos, foi encontrada morta com golpes de faca na madrugada desta sexta-feira (8) dentro de um sumidouro, coberto com mato e lona em uma chácara no Bairro Nova Esperança, em Porto Velho.
Segundo familiares, ela desapareceu na noite de quarta-feira após apresentar um trabalho na faculdade e sair da instituição falando para amigos que iria para casa.

Durante a madrugada, a Polícia Militar foi acionada para verificar um possível cárcere privado e, no endereço indicado, foi encontrado o carro da vítima, um Saveiro, destravado e com vestígios de sangue na carroceria, em frente a uma chácara com a porta aberta.

Segundo informou o Rondoniagora, um advogado teria ligado para a Polícia Civil informando que o suspeito do assassinato deve se apresentar nos próximos dias e indicou o local onde o corpo estava.

A perícia foi ao local e encontrou a vítima morta a facadas. O corpo foi levado ao IML.

Ex-marido de estudante desaparecida pede perdão para mãe da vítima, mas não conta o que aconteceu

PM está preso e quase um mês depois, jovem segue desaparecida no Paraná

A mãe de Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, desaparecida há quase um mês, disse que o ex-marido da filha apenas chorou e pediu perdão, durante uma visita que aconteceu nesta quinta-feira (31), feriado de Corpus Christi. Cleusa Gonçalves foi até o local onde o ex-genro, que é policial militar e principal suspeito pelo sumiço da garota, está preso e disse que não acreditou nas palavras do soldado Diogo Coelho Costa. “Como que vai acreditar em uma pessoa que pega a outra e diz que deixou em uma BR, como ele disse que levou, e deixou ela lá sozinha?”, indaga.

A mãe da jovem visitou o ex-marido da filha com uma foto dela estampada na camiseta. “Mostrei a camiseta dela que eu estava usando, perguntando se ele não sentia falta, ele só chorava e dizia que era para eu perdoar ele, que se pudesse também iria ajudar a encontrar”,  disse a mãe.

Durante essa semana, Cleuza fez a coleta de sangue para o exame de DNA que vai analisar a mancha encontrada no veículo do ex-marido da jovem. Segundo ela, Diogo chorou bastante durante o encontro. “Ele veio até mim, chorou muito, só disse também que não sabia onde ela estava. Eu perguntei, perguntei, perguntei onde ela estava e ele disse que não poderia fazer nada porque estava preso. Disse que também queria encontrá-la”, lembrou.

No entanto, a mãe de Andriely aparenta não ter se comovido com o choro do ex-genro. “Eu acreditei, desacreditando. Fico pensando, uma pessoa que pega a outra e diz que deixou em uma BR, como ele disse que levou, e deixou ela lá sozinha e abandonada? Ele disse que levou ela em uma BR e deixou para que ela fosse embora para são Paulo como ela queria?”, questiona, durante a entrevista.

Prestes a completar um mês do desaparecimento da filha, Cleuza já fez diversos apelos, mas não vê novidades significativas no caso. “Eu já fiz apelo para comandante, para secretário de segurança, para deputado e todo mundo e até agora não tive resposta nenhuma. Vejo que está tudo parado, que ninguém está fazendo nada”, finalizou.

Versão

Na semana passada, a defesa do ex-marido de Andriely, principal suspeito de envolvimento no caso, quebrou o silêncio e afirmou que ele é inocente. Sobre o sangue encontrado no veículo, o advogado Luiz Goldman disse que se trata de menstruação da jovem, já que ela teria endometriose e sofreria de sangramentos muito intensos no período menstrual.

A mãe da estudante de Direito achou a alegação da defesa um absurdo. “Eu fiquei pensando, como que ela sairia do carro dele toda suja de sangue de menstruação, como eles estão dizendo, e pediria para ficar em um ponto de ônibus? Ainda mais do jeito que ela era, vaidosa e envergonhada? Ela não ia pedir ajuda nem nada? Isso é um absurdo”, completou.

Prisão

O soldado da PM está preso desde o último dia 19. A prisão dele é temporária e válida por 30 dias. A partir das investigações, a Polícia Civil pode pedir à Justiça a prorrogação do prazo ou a conversão para prisão preventiva.

BandaB

Estudante desaparecida saiu de apartamento junto com ex-marido, que é PM

Ex-marido pode ter envolvimento direto no desaparecimento da jovem

A Polícia Civil já sabe que a estudante de Direito Andriele Gonçalves da Silva, de 22 anos, saiu de casa junto com o ex-marido, na noite do desaparecimento, na última quarta-feira (9), e não voltou mais. A informação foi confirmada por meio de uma fonte ligada às investigações. Câmeras de segurança registraram o momento em que o soldado da Polícia Militar, lotado no 22º BPM, chega ao apartamento e sai junto com Andriele. Sangue foi encontrado dentro do carro dele, no banco traseiro.

Informações indicam que o ex-marido pode ter envolvimento direto no desaparecimento da jovem. Para a polícia e a família, o policial negou ter visto Andriele no dia do desaparecimento, mas imagens de câmeras de segurança de vizinhos mostram o exato momento em que os dois deixam o apartamento, que ela passou a morar sozinha após a separação.

As investigações apontam que há marcas de sangue no banco traseiro do carro do policial, um Fiat Marea, apreendido pela polícia. O uso do produto químico chamado luminol é capaz de fazer aparecer traços de sangue até então invisíveis a olho nu. Outro ponto destacado na investigação é o corte de parte do estofado do banco de trás do carro – um quadrado do tecido foi cortado e retirado do banco.

A perícia criminal vai apontar se o sangue encontrado dentro do carro é da jovem desaparecida.

Câmeras

As imagens obtidas pela Polícia Civil são de residências próximas ao condomínio onde o casal vivia, antes da separação. No dia seguinte do sumiço de Andriele, o ex-marido, fardado e usando uma viatura do 22º BPM, foi até a casa de uma moradora próxima e solicitou as imagens. Diante da recusa, outro policial, colega do soldado, também foi até a casa. A moradora se recusou a dar as imagens e foi ameaçada pelos policiais.

Andriele tem 22 anos e era casada há quase quatro. Foto: Reprodução Facebook

Separação

A jovem é casada oficialmente com um soldado da Polícia Militar, mas está em processo de separação há meses. No divórcio, ficou acordado que ele sairia do apartamento onde os dois moravam. No entanto, segundo a família, o ex-marido não aceitava o fim do casamento e passou a ameaçar a jovem. A estudante, moradora de Colombo, trabalha em uma loja de roupas durante o dia e faz faculdade em Curitiba à noite.

Marido

Para a sogra, o marido de Andriele disse que não sabia sobre o paradeiro da jovem. Segundo a mãe dela, o celular da filha estava ‘online’ por meio do aplicativo WhatsApp mesmo depois do desaparecimento dela. O Boletim de Ocorrência (B.O.) obtido pela reportagem dá conta de que ele teria passado mal após saber do desaparecimento da esposa e se internou em um hospital para avaliação psiquiátrica.

Amigo

Um amigo de Andriele, apontado como motivo de ciúmes do soldado, negou que tenha mantido um relacionamento com a universitária. “Estão distorcendo. Eu me aproximei dela depois da separação, mas nunca sequer ficamos. No futuro poderia acontecer, mas até pelo momento que ela passava, isso não tinha rolado nada”, afirmou o rapaz, que foi quem fez a vídeo chamada antes do desaparecimento dela.

Polícia

A Polícia Militar se manifestou por meio de nota e afirmou que o internamento do soldado aconteceu antes das suspeitas dele na participação do sumiço da esposa. “O militar estadual foi internado na quinta-feira (10) para tratamento de saúde. A partir de então ficou sob cuidados médicos no hospital Bom Retiro e está afastado das funções como policial militar.

A comunicação do fato de afastamento médico do policial foi feita pela equipe de serviço no dia e publicado internamente no batalhão. Em relação às imagens, o Batalhão esclarece que vai apurar os fatos e circunstâncias”, diz a nota à imprensa.

Estudante de Direito desaparece após fazer ‘cara de pânico’ durante chamada de vídeo

Andriele Gonçalves Silva foi vista pela última vez na quarta-feira (9)

Uma estudante de Direito de 22 anos, moradora de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, está desaparecida desde a madrugada da última quarta-feira (9). Andriele Gonçalves Silva falava com um amigo por uma chamada de vídeo quando ouviu um barulho na casa, percebeu que a porta estava destrancada, e começou a agir de forma estranha.

Segundo o rapaz com quem a estudante conversava, cerca de 15 minutos depois, ela fez uma “cara de pânico” e a ligação caiu. Após duas horas, o amigo recebeu uma mensagem da jovem pelo WhatsApp, dizendo “ele veio aqui, mas já foi embora. Não quero mais isso, já foi longe demais. Não consigo parar de chorar. Não dá, não quero que me mande mais nada”. Não há confirmação sobre quem a garota estaria falando.

Para o rapaz, as frases, no entanto, não parecem ter sido escritas por Andriele, mas por outra pessoa. A mãe da estudante, Cleuza Gonçalves, também compartilha dessa opinião. “Eu soube do desaparecimento da minha filha por meio da conversa com esse amigo. Depois, recebi uma mensagem falando que ela estava indo embora para São Paulo. Mas não é o jeito dela de escrever, foi alguém que se passou por ela”, disse em entrevista à Banda B.

Preocupada, Cleuza ligou para o marido da filha, com quem Andriele está em processo de separação, para conseguir qualquer notícia sobre o paradeiro dela. “Ele só me disse que ela foi embora, que chegou de manhã e ela não estava mais em casa e que teria levado apenas uma mochila preta com algumas roupas”, completou.

Casamento em crise

Segundo a família, a jovem é casada com um soldado da Polícia Militar, mas está em processo de separação, devido a uma crise no casamento. No divórcio, ficou acordado que ele sairia do apartamento onde os dois moravam.

“Ela queria se separar, mas parece que ele não aceitava… Para mim, ela só disse que não queria mais. Já para os amigos, contou que estava passando por momentos bem complicados, até com denúncia de ameaças”.

Assim que a filha sumiu, Cleuza ligou para o marido de Andriele. Na ocasião, ele falou apenas que a estudante tinha ido embora, que chegou e ela não estava mais em casa e que teria levado apenas uma mochila preta com algumas roupas.

A última vez que ela viu o genro foi na quarta-feira. Depois disso, Cleuza não falou mais com o rapaz e também não sabe onde ele está. O Boletim de Ocorrência (B.O.) obtido pela reportagem dá conta de que ele passou mal após saber do desaparecimento da esposa e precisou ser internado em um hospital para avaliação psiquiátrica.

 

Mãe pede ajuda para encontrar adolescente que sumiu há 4 dias

Menina de 17 anos saiu de casa de uniforme. Mãe conta que colegas dela informaram que garota saiu para encontro com homem mais velho

Uma adolescente, estudante da rede municipal de ensino, em Campo Grande (MS), está desaparecida desde a última sexta-feira (20). Na ocasião, a menina estava de uniforme e um dos professores confirmou que a vítima compareceu na sala de aula.

“Ainda não tivemos notícia nenhuma. Estamos muito preocupados com isto, ela nunca saiu de casa sem avisar. Alguns colegas me disseram que ela foi para um encontro, mas, ninguém sabe quem é a pessoa, somente que seria alguém mais velho do que ela. Eu já fui em muitos lugares, muitos mesmo atrás de notícias”, afirmou a mãe da adolescente, uma saladeira de 37 anos.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga.

G1/MS

Corpo de médica que estava desaparecida desde o dia 3 é encontrado em rio, no ES

Jaqueline Colodetti estava desaparecida desde o dia 3 de abril. Família havia recebido informações de que ela tinha sido vista na Bahia

Um corpo encontrado no Rio Jucu, na divisa entre Domingos Martins e Viana, na região Serrana do Espírito Santo, na noite deste domingo (15), é da médica Jaqueline Colodetti. A informação é da Polícia Civil. Jaqueline estava desaparecida desde o dia 3 de abril.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp), o corpo estava próximo a uma torre de telefonia, vestia calça jeans e um sutiã. O local fica a 1 km da ponte do Rio Jucu, onde também foi deixado o carro da cardiologista no dia do desaparecimento, segundo o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a assessoria da família de Jaqueline, a confirmação chegou na tarde desta segunda-feira (16). No Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, a identificação foi feita a partir da análise da prótese mamária, roupas, aparelho dentário e arcada dentária.

A cardiologista sumiu quando voltava de Santa Leopoldina, onde trabalha, para Cariacica, onde mora. Ela tinha 50 anos e deixa três filhos.

A família fez a liberação do corpo na tarde desta segunda. O sepultamento da médica será no cemitério de Cruzeiro do Sul, em Campo Grande, Cariacica, às 11h desta terça-feira (17).

As investigações sobre as causas da morte seguirão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).

Desaparecimento
A médica saiu de casa, em Campo Grande, Cariacica, na Grande Vitória, às 8h30 do dia 3 de abril. Imagens de segurança da garagem do prédio onde ela mora mostram a cardiologista saindo para trabalhar.

A família começou as buscas e encontrou o carro da médica fechado, com todos os pertences dentro, em uma estrada próximo à ponte do Rio Jucu, entre Viana e Domingos Martins.

Moradores de um sítio da região viram a médica dentro do carro estacionado. Dois moradores contaram que ela ficou parada dentro do carro por cerca de duas horas.

Pistas e procura

Dias após o desaparecimento, a família recebeu a notícia de que Jaqueline havia pegado carona com um caminhoneiro de Planalto até Poções, também na Bahia, no dia 6 de abril. Segundo ele, a médica estava com fome e confusa.

Diante da novidade, parte da família seguiu para a Bahia. Os parentes percorreram a cidade onde Jaqueline teria sido vista com o objetivo de encontrá-la.

Neste sábado (14), outra informação surgiu e deu esperança aos parentes. Pessoas disseram que teriam visto a médica em Jaguaquara, no interior da Bahia, no dia 11.

G1/ES

Miss desaparece após sair da faculdade no Paraná; ela pode ter sido carbonizada com empresário

Delegado suspeita que corpo carbonizado encontrado em uma estrada rural da cidade, na quinta-feira (22), seja da miss Bruna Zucco

A Polícia Civil investiga o desaparecimento da atual Miss Altônia, no noroeste do Paraná, Bruna Zucco, de 21 anos. A jovem está desaparecida desde a madrugada de quinta-feira (22), foi vista pela última vez depois de sair da faculdade.

Na manhã de quinta-feira, dois corpos foram encontrados carbonizados em uma picape em uma estrada rural do município. A Polícia Civil acredita que um dos corpos pode ser de Bruna.

O delegado Izaias Cordeiro de Lima detalha que no local do crime foram encontrados pedaços de um telefone celular e de um caderno. Lima informou que familiares de Bruna reconheceram esses pedaços de objetos como sendo dela.

“O conjunto probatório conduz para isso, no entanto dependemos do resultado do exame de DNA que será realizado em Curitiba. Materiais genéticos do cadáver e de familiares da jovem serão analisados. Somente depois desse resultado poderemos ter certeza se o corpo é ou não dela”, diz o delegado. O resultado pode sair entre 30 e 60 dias.

A família de Bruna informou ao G1 que o material genético, que pode identificar se o corpo é ou não da miss, foi colhido na manhã desta sexta-feira (23), no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama. Ninguém se manifestará sobre o caso.

O namorado de Bruna, Diego Tamarozzi, diz que o último contato que teve com a namorada foi à 0h05, de quinta-feira, por uma mensagem. Depois disso, não teve mais informações dela.

“A mãe dela me ligou de manhã pedindo se ela estava comigo, disse que não. Não me preocupei porque achei que a Bruna estava na casa de uma amiga. Tudo mudou quando passei a receber algumas informações. Ao mesmo tempo que estou esperançoso que ela vai aparecer, vai estar viva, também estou muito triste com a possibilidade dela estar morta. A esperança vai e vem”, desabafa.

Miss Altônia desapareceu na madrugada de quinta-feira (22). (Foto: Reprodução Facebook)

Identificação do segundo corpo

O outro cadáver encontrado no carro pode ser de um empresário do município que também está desaparecido desde a madrugada de quinta-feira, segundo o delegado . O irmão do empresário reconheceu o carro e uma caixa de ferramentas que estava na caçamba do veículo.

“O irmão não teve dúvida ao reconhecer o carro e a caixa de ferramentas. Ele também informou que a placa era mesma”, detalhou o delegado.

Material genético de familiares do empresário também foi colhido para a realização do exame de identificação.

Investigação

Lima acredita que as investigações apontarão para o crime de homicídio.

“Não descartamos nenhuma hipótese, mas o que tudo indica é que foi um acerto de contas, possivelmente entre contrabandistas. Já tivemos alguns casos como esse, de corpos carbonizados encontrados em veículos incendiados, relacionados com contrabando”, detalhou o delegado.

A Polícia Civil vai pedir imagens de câmeras de estabelecimentos comerciais para tentar identificar o trajeto do veículo e possíveis pessoas envolvidas no crime.

Testemunhas ainda devem ser ouvidas pela Polícia Civil. O delegado Izaias Cordeiro de Lima acredita que o caso deve ser concluído em até 60 dias, depois da divulgação dos resultados dos exames de DNA.

Com G1/PR