Cuidados a tomar na hora de presentear a criança com um pet

Pais que pretendem dar um bicho de estimação para as crianças no próximo dia 12 devem tomar muito cuidado ao decidirem comprar um animal para o seu filho, seja ele um cão, gato, tartaruga ou papagaio.
Além de precisarem pensar nos custos que terão para adquirir e manter o animal, é necessário debater se o novo integrante da família terá qualidade de vida ao conviver com a criança, que terá de desenvolver um senso de responsabilidade para cuidar do bichinho.

A data comemorativa é um grande impulso nas vendas de pets em lojas especializadas. No entanto, segundo especialistas ouvidos pelo G1, a compra deve ser feita com responsabilidade para que se evite o abandono de animais.

“Nessas épocas festivas, os pais acabam dando animais para crianças de forma impulsiva, porque o filhote é bonito ou porque o amiguinho tem um. Esta decisão [de comprar animal] tem que ser de todos da família, porque isso evita o abandono”, explica Rodrigo Filippi Prazeres, médico veterinário especialista em animais de pequeno porte, silvestres e selvagens.

Bonito, mas não tão barato
Viviane Cintra Almeida, 50 anos, proprietária do canil Encrenquinha’s, em São Paulo, explica que ao escolher um cão para se juntar à família, o dono terá que cumprir alguns “protocolos de sobrevivência”, entre eles o de passear com o cachorro ao menos duas vezes ao dia, por exemplo.

Pensar nos gastos também será necessário. Se a família optar por um pet da raça poodle, ele terá de desembolsar cerca de R$ 2 mil pelo filhote e se preparar para um gasto médio anual de R$ 1.400, referente a alimentação, banhos quinzenais e aplicação de vacinas contra viroses, gripe, raiva e giárdia (um tipo de protozoário).
Se o escolhido for um cão de porte maior, como um golden retriever, um filhote chega a custar pelo menos R$ 2.500, e os gastos anuais aumentam podem aumentar cerca de R$ 3.600. Por ser um animal de grande porte, a quantidade de comida e o gasto com banhos em pet shop são maiores.
Ter um gato pode ser mais econômico e menos trabalhoso do que ter um cão. No entanto, os cuidados são os mesmos.
Cristina Facchini, 45 anos, proprietária do Gatil Ágata, em Juquitiba, interior de São Paulo, estima um gasto médio anual de R$ 1.000 com um gato na fase adulta. No valor está embutido custos com ração, um banho por mês em pet shop, compra de areia sanitária e aplicação de vacinas.

Ela explica que é preciso escolher gatos considerados tolerantes, ou seja, que gostam de brincar e ser levados no colo. Neste caso, são recomendados felinos das raças napoleon (filhote custa R$ 1.500) e munchkin (R$ 3 mil). “Criança gosta de amassar, apertar, e nem todo gato gosta”, disse.

Tartaruga ou papagaio?
Na loja Galpão Animal, especializada em bichos exóticos, os animais mais procurados são a tartaruga tigre-de-água, calopsitas e papagaios.

Segundo Mayara da Silva, vendedora da loja na Vila Leopoldina, na capital paulista, apenas na semana passada foram comercializados 26 papagaios, cada um a R$ 2.500 – segundo ela, todos legalizados e com licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

As calopsitas, cujo preço varia entre R$ 180 e R$ 350, também são bastante requisitadas, mas, assim como os papagaios, precisam da ajuda dos pais para serem criadas. “São animais companheiros, que gostam bastante de atenção. Mas os pais devem tomar cuidado quando a criança for brincar, porque eles não gostam que apertem muito”, explicou.

Senso de responsabilidade
O médico-veterinário Rodrigo Filippi Prazeres recomenda que os pais estudem muito bem antes de adquirir um animal para os filhos. Ele afirma ainda que o ideal é que este “presente” seja dado para crianças que tenham, no mínimo, dez anos.

“As pessoas têm que ir atrás, estudar o quanto vale ter um animal, o tempo médio de vida dele, os gastos com veterinário, ração, vacinas. Tudo isso tem que ser planejado no orçamento da família”, explica.
Ele afirma que ter um bicho estimula o senso de responsabilidade nas crianças, com melhorias psicológicas, além de contribuir para aumentar a resistência imunológica e reduzir o estresse. No entanto, Prazeres complementa dizendo que “animal não é brinquedo”, portanto, deve ser respeitado e protegido por seus proprietários.
“O que vemos muito hoje é que as pessoas querem ter bichos que estão ‘na moda’. Animal não é brinquedo, é uma vida. Quem tem, precisa de muita responsabilidade para cuidar, desde um peixe de aquário até um cavalo, porque ele sente medo, fome, tristeza e dor”, explicou Rodrigo.
Ele explica ainda que é necessário avaliar o espaço onde o bicho de estimação vai ficar, quem vai cuidar das suas necessidades fisiológicas e também pensar a longo prazo, quando o pet crescer, principalmente se for um animal silvestre. “É uma responsabilidade de ao menos uma década”, explica.

 

Fonte: G1

Incontinência Fecal em Cães

A incontinência fecal em cães acontece porque o cachorro perdeu o controle dos seus intestinos, perdendo assim o controle da evacuação. As causas para a incontinência fecal em cães são muitas e ela pode causar desconforto, dor e outros problemas pro cachorro e pro seus donos. Para saber com certeza da causa da incontinência, é necessário levar o cachorro a um veterinário.

As causas mais comuns são lesões na espinha, no rabo, doenças que afetem as glândulas anais ou algum tipo de problema ou doença intestinal. A incontinência também é comum em cachorros muito idosos, já passando para a senilidade, devido ao enfraquecimento do músculo do esfíncter. Em alguns casos, a doença tem causas psicológicas/comportamentais.

Deve-se começar a se preocupar com o cachorro e a possibilidade dele estar sofrendo de incontinência fecal se ele começar a evacuar enquanto come, enquanto dorme, perto do local onde dorme, se ele antes sempre evacuava em lugares específicos e agora não o faz mais. Um veterinário pode dar remédios que irão diminuir a evacuação enquanto faz o diagnóstico das causas que levaram à incontinência.

Tratamentos

Os tratamentos possíveis vão depender muito da causa da incontinência fecal. Lesões na espinha e rabo devem ser tratadas de forma correta por um veterinário, o mesmo em relação às doenças intestinais. Recomendamos que o dono do cachorro que esteja sofrendo de incontinência fecal consulte um veterinário o mais rápido possível para o caso do problema vir junto de uma doença mais grave.

Em paralelo aos tratamentos para a causa da incontinência, o cachorro precisa passar por uma dieta especial para melhorar o funcionamento do intestino. Alimente seu cão com regularidade, dê alimentos ou rações com mais fibras e mais secas, e faça com que ele tome muita água. Em alguns casos, o cachorro pode precisar de reconstrução cirúrgica do anus ou de parte do intestino, quando acontece do intestino ser muito mais curto do que o normal.

Recomendações

Deixe seu cachorro mais tempo ao ar livre para não causar tanto incômodo a você e sua família; deixe seu ambiente mais calmo e relaxado, pois em alguns casos, a incontinência pode ser comportamental. Sempre dê muita água ao seu cachorro e não deixe de alimentá-lo com regularidade, mas preste atenção se você não está alimentando o cachorro demais. Caso você alimente seu cão apenas duas vezes ao dia e passe a dar mais comidas secas para ele, o cachorro irá defecar menos, com maior volume, o que é mais fácil de lidar.

Cuide bem do seu cachorro, procure um veterinário e siga suas orientações. Esse tipo de problema é um incômodo não só para você, mas também para o cachorro e muitos são sacrificados por causa desse tipo de doença, o que é uma pena, pois, muitas vezes o cachorro sofre de algum problema de saúde fácil de resolver, ou só precisa de uma cirurgia simples. O cachorro merece ser cuidado e não pode ser negligenciado ou colocado de lado quando vira um incômodo. Observe bem as causas da incontinência e procure um tratamento o mais rápido possível.

 

Fonte: PortalPets

Gatos têm tendência a serem obesos

Os gatos são animais que dormem bastante. Costumam apresentar vida sedentária. Comem muitas guloseimas e roubam grande parte delas. Resultado: gatos obesos. Por mais bonitinho que seja ter um gato gordinho, isso pode provocar graves doenças como diabetes e problemas pulmonares.

Não existe remédio, apenas readequação alimentar, tal como evitar oferecer petiscos ou até optar por rações com menos calorias e açúcares. Estabelecer horários para as refeições para que o pote de ração não seja deixado o tempo inteiro à disposição do animal.

Além disso, oferecer atividades ao animal que podem ser bolinhas ou outros brinquedos específicos para esses pets são alternativas ao tratamento da obesidade.

Fonte: Petfriends