Grávida é baleada e homem é morto em Vilhena por atiradores desconhecidos

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Crime ocorreu no Bairro Alto Alegre em Vilhena; dentro do carro havia duas crianças

A Polícia Civil tenta localizar os dois suspeitos que atacaram o carro de uma família a tiros, na quinta-feira (17), em Vilhena (RO). Na ocasião, o condutor do carro foi morto e a namorada dele, que está grávida, acabou baleada. Dentro do veículo havia mais duas crianças, mas estas saíram ilesas.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), a família estava dentro de um carro no Bairro Alto Alegre quando dois suspeitos chegaram de moto e efetuaram disparos de arma de fogo.

Os tiros atingiram Gilson José dos Santos, de 30 anos, e a esposa dele, de 23, que está grávida. O homem morreu na hora e a jovem foi socorrida ao Hospital Regional de Vilhena, pois uma das balas ficou alojada na perna esquerda. Ela segue em observação médica.

Dentro do carro havia mais duas crianças, de 4 e 1 ano, e mais uma adolescente de 17 anos. O trio não foi atingido pelos disparos. Logo depois do ataque os suspeitos fugiram.

Segundo o delegado que acompanha o caso, Núbio Oliveira, a Polícia Civil trabalha para tentar identificar a dupla. “Não temos nenhuma individualização de quem possa ter praticado o ataque”, afirma.

Casal e criança são mortos com cerca de 50 tiros no PR

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De acordo com a polícia, família estava dentro do carro, em frente ao portão de casa, quando foi baleada. Outras três crianças e uma mulher ficaram feridas

Um casal e uma criança que estavam dentro de um carro morreram baleados com cerca de 50 tiros na noite deste domingo (15), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, de acordo com a Polícia Civil.

Segundo a Polícia Militar, outras três crianças que estavam dentro do carro e uma mulher que estava na calçada também foram feridas atingidas por balas ou estilhaços.

O crime aconteceu na Rua Santo Antonio, no bairro Chapada. Segundo a polícia, Robson Ferreira, de 31 anos, e Daniele Ferreira, de 27 anos, estavam em frente ao portão de casa quando foram baleados.

Uma criança de seis anos chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital.

De acordo com a PM, duas crianças que estavam dentro do carro eram filhas de Robson e outras duas eram filhas do casal.

Segundo a Polícia Civil, Robson tinha acabado de sair da prisão e estava com tornozeleira eletrônica, cumprindo pena por roubo. A polícia investiga se o crime foi encomendado.

Ninguém foi preso.

Condenado por morte do promotor pernambucano é transferido para presídio de Rondônia

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José Maria Rosendo, apontado pela Justiça como mandante da morte do promotor do Ministério Público de Pernambuco Thiago Faria Soares, ocorrida em outubro de 2013

Apontado e condenado pela Justiça como mandante da morte do promotor do Ministério Público de Pernambuco Thiago Faria Soares, ocorrida em outubro de 2013, José Maria Rosendo foi transferido nesta terça-feira (3) para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. 

Após ficar pouco mais de um mês preso em local não informado pela Justiça, José Maria chegou ao Aeroporto do Recife na manhã desta terça e foi levado à Rondônia em voo escoltado por três policiais civis.

O fazendeiro, que havia escapado da Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, no Litoral Norte do Estado, em 14 de fevereiro deste ano, foi recapturado em 29 de julho, no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul e trazido para o Recife no dia 31 do mesmo mês.

José Maria foi condenado há 50 anos pela morte do promotor Thiago Faria, que atuava em Itaíba, no Agreste pernambucano, e pelas tentativas de homicídio contra a então noiva do promotor, Mysheva Martins, e do tio dela, Adautivo Martins.

Conheça o caso

O crime ocorreu no dia 14 de outubro de 2013 no interior de Pernambuco. Thiago Faria Soares estava com a noiva, a advogada Mysheva Martins, e o tio dela Adautivo Martins. Eles seguiam pela rodovia PE-300 a caminho de Itaíba, quando foram abordados por homens armados.

Os tiros atingiram Thiago, que morreu na hora. O veículo deles parou. O carro dos assassinos contornou a via e, segundo as investigações, retornou para tentar assassinar tio e sobrinha, que escaparam com vida após se jogarem para fora do veículo, na estrada. A arma do crime nunca foi encontrada. 

A motivação do crime teria sido a compra de 25 hectares de uma fazenda em Águas Belas. O imóvel, que possuía uma extensão total de 1.800 hectares, foi adquirido por Mysheva em um leilão por R$ 100 mil – com isso, parentes de José Maria Pedro Rosendo Barbosa teriam sido obrigados a deixar o local. 

Segundo as investigações, Thiago Faria, então namorado de Mysheva, além de acompanhar a visita de um oficial de Justiça numa ação de despejo, teria se envolvido numa discussão verbal com a esposa de Rosendo. Para o Ministério Público de Pernambuco, a intervenção dele no caso “acirrou os ânimos”. “O MPPE não concordou com a atitude de Thiago e, na época, decidiu removê-lo compulsoriamente para o município de Jupi, no Agreste, mas ele foi morto um dia antes de se mudar”, declarou o promotor André Rabelo, em entrevista à Folha de Pernambuco.

Thiago era promotor em Itaíba, município vizinho a Águas Belas, havia nove meses. Conforme Rabelo, o MPPE sabia que a cidade tinha um histórico de violência e temia pela vida de seu servidor. “Decidimos realizar a transferência para tirá-lo do cerne da questão”, afirmou. “Não podemos negar o comportamento inadequado, mas também não vamos permitir que denigram a imagem dele. Thiago pagou com a própria vida”, complementou.

A informação é da Folha de Pernambuco

Flordelis já sabia da morte do marido antes de ser informada, revela investigação

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Em depoimento, deputada disse que recebeu informação por meio de um dos filhos; porém, ele afirmou que não teve contato com a mãe após o crime

Depoimentos do inquérito que apura a morte do pastor Anderson do Carmo revelam que logo após ter ouvido barulhos de tiros, a deputada federal e mulher da vítima, Flordelis dos Santos, afirmou que o marido havia sido baleado, mesmo sem ter recebido informações diretas sobre o que havia acontecido na garagem da casa. Em seus dois depoimentos na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo – nos dias 16 e 24 de junho -, a parlamentar contou aos policiais que estava no terceiro andar da residência quando escutou os disparos que atingiram o marido.

No segundo depoimento que deu à polícia, Flordelis afirmou que conversava com o neto Ramon quando ouviu o barulho de quatro disparos de arma de fogo, seguidos por outros dois. Ela afirma que um de seus filhos afetivos (que nunca foi formalmente adotado), André Luiz, lhe disse que Anderson estava caído de bruços. Ainda de acordo com a parlamentrar, ao ouvir os tiros, ela foi até o quarto de outras duas filhas, ambas adotivas, Isabel e Annabel.

Em seus dois depoimentos à polícia, André contradiz a mãe e não cita ter informado a ela o que havia acontecido com Anderson. No segundo depoimento, ele frisa, inclusive, que não chegou a entrar na residência principal e foi direto do seu quarto para a garagem, onde o pastor foi baleado, após ter ouvido os disparos. O dormitório de André fica numa construção independente. A própria Flordelis afirmou, em entrevista coletiva à imprensa coletiva concedida em 25 de junho, nove dias após o crime, que naquele momento ela ainda não sabia o que estava acontecendo.

Ramon, em seu depoimento, confirmou que estava com Flordelis em seu quarto quando ambos ouviram os tiros. Ele não relata, no entanto, que ambos tenham sido informados sobre o que havia acontecido na casa. O jovem cita, inclusive, que chegou a ir até a janela do banheiro do quarto, mas não viu nada de anormal. Em seguida, sua tia Tayane entrou e perguntou o que estava acontecendo. Segundo Ramon, Flordelis saiu do quarto e começou a dizer “Foi meu Niel” (apelido de Anderson ).

neto de Flordelis narra que conseguiu descer para ver o que havia acontecido e cruzou com o tio, Daniel, na escada. Em seu depoimento à polícia , Daniel conta que, nesse momento, subiu as escadas para procurar Flordelis. Ao chegar no terceiro andar, ouviu a mãe gritando “mataram meu marido”. Ainda de acordo com o relato do rapaz, Flordelis tentava abrir a porta do quarto de suas filhas, Isabel e Annabel.

Em seu depoimento, Annabel conta que a mãe batia na porta de seu quarto afirmando que tinham atirado no pastor . “Seu pai , seu pai. Acho que atiraram no seu pai”, disse a pastora. Isabel também disse à polícia lembrar da mãe dizendo, ao entrar em seu quarto, “Isa, seu pai. É seu pai”.

A própria Flordelis, em seu primeiro depoimento à polícia, no dia do crime , omitiu a informação relatada em seu segundo depoimento de que André foi até ela dizer o que havia acontecido. A parlamentar narra ter ouvido os disparos e ficou alguns minutos no quarto com Ramon , “Como Anderson não chegou, passou a pensar no pior”, narrou a pastora em depoimento.

Uma das netas de Flordelis , Rafaela, irmã de Ramon, deu uma versão diferente sobre o momento em que Anderson foi baleado. A jovem relatou à polícia ter sido acordada pelo barulho dos disparos. Segundo ela, Flordelis foi para o quarto que ela divide com o irmão Ramon e disse: O Nem (apelido de Anderson) e alguém está lá embaixo. Alguém vai subir, alguém entrou na nossa casa. Rafaela contou também que depois dos tiros, trancou a porta do quarto e quando os disparos pararam, três tios seus subiram até o dormitório.

Marido de Flordelis levou tiro na cabeça a curta distância, aponta laudo

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O laudo constatou que a vítima tinha 30 perfurações pelo corpo

O pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis dos Santos, levou um tiro a curta distância na cabeça, revela o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) no dia do crime. De acordo com o documento, um dos disparos que atingiram a vítima, morta no dia 16 de junho na casa da família, em Pendotiba, Niterói, foi dado em sua orelha direita. Para o perito legista aposentado Levi Inimá, que analisou o laudo a pedido do EXTRA, o disparo que atingiu a cabeça de Anderson foi o responsável pela sua morte.

– A morte foi instantânea, consequente às lesões do crânio. O que demonstra isso, no laudo, são a hemorragia das meninges, as lesões no encéfalo e as fraturas dos três andares da base do crânio, que é incompatível com a vida – pontuou.

O laudo constatou que a vítima tinha 30 perfurações pelo corpo, mas o perito responsável pela análise não conseguiu determinar por quantos tiros ela foi atingida exatamente. Um mesmo disparo pode entrar por uma parte do corpo e sair por outra, causando mais de uma perfuração.

No documento, o perito não conseguiu determinar quantas perfurações foram causadas pela entrada e saída do projétil, o que também pode ajudar a esclarecer o número de tiros que atingiram a vítima.

– O legista foi incapaz de determinar quantas foram as feridas de entrada e quantas foram as de saída, à exceção da ferida de entrada na orelha direita. Ele descreveu, genericamente, as lesões nos pulmões, fígado e demais órgãos intra-abdominais. Um exame cadavérico pessimamente realizado – criticou Levi.

O perito ouvido pelo EXTRA também ressaltou que a cena do crime foi desfeita, atrapalhando nas investigações. A informação sobre as alterações feitas no lugar do assassinato constam no Laudo de Local produzido por perito criminal da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Em depoimento, uma das filhas de Flordelis contou à polícia que um dos netos da deputada, Ramon dos Santos Oliveira, recolheu estojos (parte da munição) do local.

— Cada tiro resultou na ejeção de um estojo. O local de crime foi desfeito, dolosamente. O número dos estojos, no local, seria equivalente ao número de tiros. E os estojos, certamente, tinham impressões digitais do atirador — alertou.

Ramon é filho de Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis. O próprio rapaz afirmou, em depoimento à polícia, que recolheu dois projéteis, mas ambos foram entregues na delegacia.

A arma usada no crime e encontrada na casa de Flordelis
A arma usada no crime e encontrada na casa de Flordelis Foto: Domingos Peixoto

A arma usada no crime – uma pistola 9 milímetros da fabricante argentina Bersa – foi encontrada por agentes da DH durante uma busca e apreensão feita na casa da família, em Pendotiba, dois dias após o crime.De acordo com informações da Polícia Civil, a pistola estava em cima de um armário, no quarto de Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis. Ele está preso, acusado de ter matado Anderson, que era seu padrasto. Flávio confessou o crime. Um exame pericial confirmou, ainda, que um pelo encontrado na arma era do rapaz. Lucas Cézar dos Santos de Souza, filho adotivo de Flordelis e Anderson, é acusado de ter auxiliado o irmão na compra da arma.

A Polícia Civil tenta rastrear o histórico da pistola usada no crime. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo enviou um ofício à Interpol (órgão de cooperação entre polícias de diferentes países), no dia 31 de julho, pedindo dados sobre o rastreamento da arma. O documento, ao qual o EXTRA teve acesso, foi assinado pela delegada Bárbara Lomba, titular da DH de Niterói e São Gonçalo. A polícia ainda não recebeu resposta.

Após conclusão da primeira parte das investigações, que terminou com o indiciamento de Lucas e Flávio, a DH abriu outro inquérito para apurar o envolvimento de outras pessoas da família no crime.

Vereador e filho são assassinados a tiros dentro de casa no RJ

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Ismael Breve e Thiago André Marins de Marins foram alvos de dois bandidos encapuzados que estavam armados e invadiram a residência deles

O vereador Ismael Breve de Marins (DEM), de 59 anos, e seu filho, Thiago André Marins de Marins, 33, foram assassinados a tiros, na madrugada desta quinta-feira, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O crime aconteceu na casa deles, por volta das 3h20, na Rua Agrípio Luis da Costa, no bairro Zacarias.

Na casa onde aconteceu o crime moravam o vereador, a esposa e Thiago, que era o único filho de Ismael. De acordo com testemunhas, dois homens encapuzados, um com pistola e outro com revólver, invadiram a residência, arrombando a porta da cozinha e arrombaram também a porta do quarto de Thiago. Lá, ele foi executado com quatro tiros.

O pai teria acordado para defender o filho e chegou a entrar em luta corporal com os bandidos. Ele foi atingido com um tiro na cabeça, no corredor de casa.

Disputa

Familiares do vereador e do filho contaram que há uma disputa por terras na região por causa da construção de um complexo turístico. A localidade fica dentro de uma Área de Preservação Ambiental (APA) e é formada por pescadores.”Aqui o bairro é meio difícil de ser ajudado porque a gente tem essa briga de terras”, conta Arcenir Marins, que é prima de Ismael e é casada com o irmão do político. “Ele ajudava no que podia. Ele não podia fazer muito pela gente porque isso é uma briga de cachorro grande. Aqui ele não podia fazer muita coisa não”.

Um outro primo, o pescador Vilson de Assis Correa, de 58 anos, também falou sobre a disputa na região.”A gente não pode suspeitar de nada, mas falar de Ismael é machucar meu coração. Uma pessoa sem preço”, lamentou. “A gente já vem lutando contra o grupo e ele sempre ajudou a comunidade nessa luta”.

Leia a reportagem completa no Dia

“Apaga tudo”, disse Flordelis a filho antes de jogar celular do pastor no mar

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Em depoimento, um dos filhos adotivos da parlamentar confirmou que a mãe se livrou do aparelho, que nunca foi encontrado pelos policiais do caso

Depoimentos de filhos de  Flordelis dos Santos Souza à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo contradizem a versão da pastora, também dada à polícia, de que ela não viu mais o celular do pastor Anderson do Carmo após o crime e não sabia do paradeiro do aparelho. Até hoje, o telefone da vítima não foi localizado pela DH. Flordelis se comprometeu com a polícia a entregar o aparelho, o que nunca ocorreu.

Em seu depoimento dado à polícia no dia 24 de julho, um dos filhos adotivos de Flordelis , Wagner Andrade Pimenta, o pastor e vereador de São Gonçalo conhecido como Misael, relatou aos investigadores que esteve com a mãe três dias antes, na casa da família, em Pendotiba, Niterói, onde Anderson foi morto. Segundo Misael, durante uma reunião no quarto da mãe, ela escreveu em um caderno os dizeres “Nós quebramos o celular do Niel e jogamos na ponte Rio-Niterói”. Niel era o apelido de Anderson na família.

O depoimento à polícia no qual Flordelis afirmou não ter conhecimento do paradeiro do celular do marido foi dado também no dia 24, mesmo dia em que Misael foi ouvido pelos investigadores. No relato, Misael afirma ainda que o caderno passou pelas mãos de sua esposa, Luana, e de Daniel dos Santos, seu irmão.

Em seu depoimento, o filho adotivo de Flordelis ainda revelou que teve acesso ao telefone celular do pai no dia seguinte ao crime. Misael contou que o aparelho que estava com o motorista da mãe, Marcio da Costa Paulo, conhecido como Buba. Segundo o vereador, Buba relatou a ele que entregaria o celular para Flordelis. Como revelado hoje pelo EXTRA, no mesmo relato, Misael disse acreditar que a mãe foi a “mentora intelectual” da morte do pastor.

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O também pastor e Filho de Flordelis Luan Santos, em seu depoimento, relatou à polícia ter visto o momento em que Buba chegou à casa de Flordelis, com o telefone na mão, para entregá-lo à mãe. Segundo Luan, um dos filhos biológicos de Flordelis, Adriano de Souza, tomou o telefone da mão de Buba e disse que pegaria o aparelho primeiro. Em resposta ao filho, Flordelis disse para que ele apagasse “aquilo que tá lá”.

A mulher de Adriano alertou a sogra de que a polícia teria como descobrir se algo fosse deletado do aparelho. Luan afirma que concordou e, segundo ele, Flordelis abaixou a cabeça e ficou em silêncio. Luan prestou depoimento no dia 28 de junho. Ele também disse à polícia acreditar no envolvimento da mãe no crime.

Em seu depoimento à polícia, no dia 26 de junho, Buba confirmou que ficou com o celular de Anderson, mas não revelou o que fez com o aparelho. Já Adriano disse à polícia que não sabia informar a localização do telefone de Anderson.

Pastor dopado, roubo de dinheiro e Flordelis mentora: filho faz novas revelações

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Rompido com a mãe, Misael foi mais um dos filhos a afirmar que parlamentar sabia do plano para matar Anderson do Carmo: “ela estava dopando ele”

Em depoimento a policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, um dos filhos adotivos de Flordelis dos Santos de Souza e do pastor Anderson do Carmo, afirmou acreditar que a mãe foi a “mentora intelectual” da morte do pai. O relato foi dado por ele no dia 18 de junho deste ano, dois dias após o crime.

Misael e o irmão Daniel dos Santos de Souza foram os primeiros a prestar depoimento atribuindo à Flordelis participação no assassinato. Depois deles, outros três filhos adotivos – Luan Santos, Kelly Cristina dos Santos e Roberta Santos –  também fizeram relatos aos policiais que comprometeram a mãe. O Extra teve acesso a todos os depoimentos. 

Sobre o crime , Misael disse, em seu depoimento, que Flordelis, “manipulando os filhos, encontrou alguém com coragem para matar Anderson”. Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico apenas de Flordelis, e Lucas Cézar dos Santos, filho adotivo do casal, são réus pela morte do pastor . De acordo com as investigações, o primeiro foi o responsável por atirar na vítima e o segundo, o auxiliou na compra da arma do crime. A polícia agora investiga a participação de outras pessoas da família na execução .

Em suas declarações à polícia, Misael contou ainda que a mãe lhe disse acreditar que Anderson estava “dando a volta nela com relação à dinheiro”.

No depoimento, Misael contou que em outubro do ano passado, Anderson ficou internado cinco dias e perdeu quase 20 quilos. Na época, ele disse que não sabia o motivo, mas hoje sabe que estavam dopando o pai , dando remédios para ele a mando de Flordelis. Ao menos outros três filhos confirmaram que medicamentos vinham sendo dados ao pastor .

Deputada resolveu exonerar a mulher de um dos filhos adotivos, o também deputado Misael

No dia 24 de junho,  Misael deu um novo depoimento à polícia e, na ocasião, relatou ter descoberto que Flordelis digitou uma das mensagens que a irmã, Marzy Teixeira, enviou para Lucas pedindo que ele matasse Anderson. Segundo Misael, Marzy foi questionada pela esposa dele, Luana, sobre a mensagem, e ela admitiu que o texto foi escrito pela pastora . A mensagem foi escrita no próprio tablet de Anderson e encontrada por ele posteriormente. Como a igreja havia sido furtada no ano passado, o pastor acreditou que o texto fora escrito em um outro aparelho do tipo, levado na ocasião, e aparecido no novo tablet pela “nuvem”.

Misael afirma que teve acesso ao telefone celular do pai, que estava com o motorista da mãe, Marcio da Costa Paulo, conhecido como Buba, no dia seguinte ao crime. No aparelho, conseguiu recuperar a mensagem pelo sistema da Apple, e a fotografou com seu celular, que foi entregue à polícia. Ainda de acordo com Misael, Buba lhe relatou que entregaria o celular para Flordelis.

Já Daniel , em seu depoimento no dia 18 de junho, também afirmou acreditar no envolvimento de Flordelis na morte do pastor. Ele ainda disse ter ouvido da mãe que a hora do seu pai ia chegar e não demoraria muito. O rapaz relatou a possibilidade de envolvimento, no crime , de Flávio, Lucas, outras duas filhas e uma neta da pastora.

Daniel também afirmou que o pai lhe mostrou a mensagem encontrada por ele, na qual ficava claro que estavam planejando sua morte.

Assim como Daniel, Luan e Roberta também afirmaram à polícia acreditarem no envolvimento de Flordelis na morte de Anderson. Em seu depoimento, o rapaz afirmou que sua irmã Simone dos Santos, filha biológica de Flordelis e irmã de Flávio , lhe disse que a mãe havia pedido que ela contratasse alguém para “apagar” Anderson. Mas, sabendo que Simone não faria o que ela lhe pediu, resolveu fazer a mesma solicitação a Marzy. Ainda de acordo com Luan, a própria Simone lhe disse que era a responsável pelos problemas de saúde de Anderson, dando a ele remédios. Luan também contou ter ouvido a mãe falar sozinha, após o crime, a palavra “acabou”.

Para Roberta, de acordo com seu depoimento, Flordelis ganharia paz com a morte de Anderson. Além da mãe, ela também acredita no envolvimento das duas irmãs e neta da pastora citadas por Daniel. Ela disse, ainda, que ao ver a forma com que Flordelis se comporta perante a imprensa, não tem dúvidas de que se trata de teatro e que vê nos olhos da mãe um sentimento de alívio.

Já Kelly afirmou que a mãe sempre dizia aos filhos que “no dia em que Anderson não estivesse mais ali, as coisas iriam melhorar”. Ela revelou, ainda, que Flordelis tentou reunir todos os filhos com o advogado, no dia anterior aos depoimentos, que ocorreu em 24 de junho, para combinar o que seria dito à polícia. Kelly afirmou que não compareceu à renião. Ela também relatou que Flordelis afirmou que saberia, pelo advogado, o que cada um dos filhos dissera.

Suspeito de matar procurador da Câmara de Vereadores em RO é preso em MT

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Ele é suspeito de assassinar a tiros o advogado Sidnei Sotele, que era procurador da Câmara dos Vereadores de Cacoal (RO)

Um homem suspeito de matar o procurador da Câmara de Vereadores de Cacoal, Rondônia, foi preso nessa terça-feira (20) em Comodoro, a 677 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, a operação, entre agentes dos dois estados, prendeu um homem investigado por integrar um grupo criminoso envolvido em crimes de homicídios em Rondônia.

O suspeito Rogério Favarato, de 48 anos, teve a prisão preventiva cumprida em Comodoro. A polícia não informou se ele confessou ou negou o crime.

Ele era morador de Cacoal, mas estava escondido há cerca de 2 meses na região de Comodoro, com a mulher e duas crianças.

Rogério Favarato também é investigado em outros dois assassinatos, tendo como vítimas: Antônio Franciele Pivetta, ocorrido em 11 de abril de 2019, e Sérgio Gomes Araújo, morto em 15 de abril de 2019.

Essa última vítima teve o corpo foi encontrado parcialmente carbonizado em 16 de abril, na zona rural de Castanheiras (RO).

Veja o vídeo do assassinato do procurador

“Flordelis sabia de plano para matar pastor Anderson”, afirma filha

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Em depoimento, Marzy Teixeira da Silva confirmou ser a mentora, que pediu ao irmão Lucas dos Santos para matar o pai e que a mãe sabia de todo o plano

Uma das filhas adotivas da pastora e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza confirmou, em depoimento à Polícia Civil em 24 de junho, que pediu a um dos irmãos, Lucas Cézar dos Santos, para matar o seu pai, o pastor Anderson do Carmo. Marzy Texeira da Silva também relatou que a mãe sabia de seu plano . Ela deu as declarações aos policiais no mesmo dia em que Lucas falou, em depoimento, que recebeu pedidos de Marzy para assassinar Anderson três meses antes da morte do pastor.

Ainda seu depoimento, Marzy afirmou que, em conversa pelo WhatsApp, ofereceu a Lucas R$ 10 mil para matar o pastor . Ela contou que a quantia seria paga com dinheiro que furtaria da própria vítima. Marzy alega que Lucas aceitou o combinado e afirmou que pretendia assassinar Anderson dentro da casa da família, em Pendotiba, Niterói, onde ele acabou sendo executado.

A filha adotiva de Flordelis afirma que discordou da ideia e pediu que o pastor fosse morto no caminho da igreja para casa, simulando um assalto. Marzy disse que no mesmo dia, viu que Anderson estava muito agitado, e disse ao irmão que por isso só conseguiria R$ 5 mil, mas que também pegaria três relógios da vítima. Marzy afirmou ainda que Lucas aceitou a sua proposta mas que horas depois de ambos terem conversado, ela se arrependeu e ligou para o irmão e pediu que ele não desse prosseguimento ao plano. Em seu depoimento, Lucas negou ter aceitado a proposta de Marzy para matar o pastor.

Marzy também disse, no depoimento, que contou à mãe sobre o seu plano para matar Anderson. Segundo ela, Flordelis disse apenas que não tinha dinheiro e alertou a filha para que não fizesse nada de que se arrependesse depois.

Ainda de acordo com Marzy, o próprio pastor descobriu que estavam planejando sua morte e chamou um por um na família, inclusive ela própria. Nessa ocasião, Anderson disse que colocaria grampos em todos os telefones da casa, por isso Marzy decidiu comprar um chip para falar com a mãe. Ainda de acordo com o depoimento, Flordelis também usava um outro chip que tinha para falar com a filha. Marzy também alegou à polícia que Flordelis pediu à filha para apagar todas as conversas no WhatsApp nas quais foram feitos comentários sobre a morte do pastor.

Pastor Anderson e Flordelis

Em seu depoimento, Marzy afirma ter planejado a morte de Anderson, pois estava com raiva do pai adotivo. Ela admite ter furtado R$ 5 mil na casa, de um dos irmãos, e afirma ter sofrido retaliações de Anderson. Além disso, alega ter ficado sabendo pela própria Flordelis de que o pastor havia tentado abusar sexualmente de uma das netas.

Marzy nunca foi formalmente adotada por Anderson e Flordelis, pois já era maior de idade quando passou a morar na residência do casal.

Lucas e o irmão, Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico apenas de Flordelis, já são réus pela morte do pastor Anderson. Eles foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima). De acordo com as investigações, Flávio atirou contra Anderson e Lucas ajudou o irmão a comprar a arma do crime. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo desmembrou o inquérito e continua investigando a participação de outras pessoas da família na morte, entre elas Flordelis.

Procurada, a assessoria de imprensa de Flordelis afirmou que não se pronunciará sobre o depoimento por orientação do advogado da pastora.