Mãe é presa ao deixar filhas de 5 e 7 trancadas em casa por 48h para ir em festa de Porto Velho

Mulher teria saído de casa no domingo (27) e só foi localizada no final da tarde de terça-feira(29). Meninas foram levadas ao Lar do Bebê

Uma jovem de 25 anos foi presa na noite da última terça-feira(29), por abandono de incapaz, em uma residência localizada na rua Campos Sales, no Bairro Areal, Zona Sul de Porto Velho. Segundo a Polícia Militar(PM), as duas crianças, de 5 e 7 anos, estavam sozinhas, e trancadas no local desde o domingo (27), quando a mãe teria saído para uma festa.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM foi chamada ao Conselho Tutelar do município após uma testemunha ter retirado as crianças da residência as levado ao Lar do Bebê. De acordo com a conselheira responsável pelo caso, uma das meninas teria informado que chegou a ser abusada sexualmente pelo padrasto.

A mãe das crianças só foi localizada no fim da tarde da última terça-feira (29), após várias tentativas de contato. Segundo o boletim, a jovem teria confirmado aos agentes ter deixado as crianças sozinhas, desde o último domingo, quando saiu para uma festa.

Segundo a PM, a suspeita negou que soubesse dos abusos que vinham sendo praticados pelo padrasto das meninas.

Após as informações, a mulher recebeu voz de prisão e foi levada à Central de Flagrantes. As duas crianças permaneceram sob a tutela do Conselho Tutelar, até que outro responsável se apresentasse. O padrasto das meninas não foi localizado.

G1/RO

Criança de 8 anos morre após atirar acidentalmente no próprio rosto em Porto Velho

A criança estava com a irmã de 15 anos que teria ido tomar banho quando a tragédia aconteceu.

Uma criança de 8 anos morreu na tarde desta quinta-feira (20) após atirar acidentalmente no próprio rosto. A fatalidade ocorreu no residencial Rio Verde, localizado na Avenida Jatuarana, Bairro Cohab, na Zona Sul de Porto Velho.

De acordo com informações, a criança pegou a arma escondida e acabou efetuando um disparo. A arma seria dos pais, que são policiais militares. A criança já estava sem vida quando a equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) chegou ao local.

A tragédia ocorreu quando a irmã de 15 anos estava tomando banho. Os pais da menina não estavam em casa.

 

Construção de muro de contenção na margem do Rio Madeira, em Porto Velho, inicia em outubro

Em março de 2019 terá início a revitalização do complexo. Toda obra deverá ser entregue 18 meses.

Após quase oito anos de impasse, um acordo na 5ª Vara da Justiça Federal, ocorrido na tarde desta segunda-feira (17), definiu como será a revitalização do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Os recursos para obra, destinados pela Santo Antônio Energia, já estavam disponíveis, mas as partes envolvidas não se entendiam.

“Graças a Deus nós conseguimos reunir todos os interessados, o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Iphan, Governo do Estado e Justiça Federal. Hoje, o juiz Shamyl Cipriano homologou, por sentença, o acordo formulado entre as partes”, comemora o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

Foi definido que as obras de enrocamento (muro de contenção) em toda margem do Rio Madeira, que compreende a área da Madeira-Mamoré, iniciará no próximo dia 1º de outubro. Em março de 2019 terá início a revitalização do complexo. Toda obra deverá ser entregue 18 meses. “O espaço será transformado e devolvido para a população como ela merece, com muito mais conforto, dignidade e respeito. Vai ser um verdadeiro ponto turístico da nossa cidade”, acrescentou.

Obstáculos

Dentre os entraves enfrentados até chegar a esse acordo, Hildon Chaves cita a falta de realização do projeto básico, falta de delimitação de responsabilidades e quatro ações civis públicas propostas no âmbito da Justiça Federal tratando do assunto. Com a boa vontade das partes envolvidas, as ações foram transformadas numa só e os obstáculos superados, isso depois de várias reuniões em um ano e meio de trabalho.

Valores

A obra toda custará cerca de R$ 30 milhões, sendo 24 milhões da Santo Antônio Energia, a título de compensação, R$ 2,5 milhões do Governo Estadual, outros R$ 2,8 de emenda parlamentar de autoria do senador Ivo Cassol e contrapartida em serviços diversos por parte do Município.

A parte que cabe ao Governo de Rondônia será quitada em sete parcelas iguais de R$ 357.142,85, sendo que a primeira será depositada no dia 30 deste mês. Durante o período das obras o complexo ficará fechado para visitações.

Fonte: rondoniagora

Urgente: jovem de 22 anos é encontrada morta ao lado do túmulo do marido

De acordo com a polícia, Edvania Calixto estava desaparecida desde a tarde de ontem (11)

Uma jovem de aproximadamente 22 anos foi encontrada morta no cemitério Santo Antônio, em Porto Velho, na manhã desta quarta-feira (12), ao lado do túmulo do marido.

De acordo com a polícia, Edvania Calixto estava desaparecida desde a tarde de ontem (11). O marido da jovem suicidou-se no ano passado e desde então a jovem teria entrado em depressão.

Familiares desconfiavam que ela pudesse estar no cemitério e ao chegarem no local se depararam com a jovem pendurada em uma corda ao lado do túmulo do marido.

A polícia está neste momento no local.

Veja o que abre e fecha no feriado da independência do Brasil em Porto Velho, RO

Com o feriado nacional, o comércio e as repartições públicas vão suspender atendimento no dia 7 de setembro.

Bancos
As agências bancárias encerram os atendimentos nesta quinta-feira (6) e retornam somente na próxima segunda-feira (10) em horário normal. As operações bancárias podem ser feitas em caixas eletrônicos e por meio de plataformas digitais.

Casas lotéricas
As casas lotéricas fecham nesta quinta-feira (6), mas reabrem no sábado (8) normalmente.

Porto Velho Shopping 
Durante o feriado de sexta-feira (7), a praça de alimentação e o cinema funcionam das 12h às 22h. Já as lojas e os quiosques abrem das 14h às 20h.

Comércio

Conforme a convenção coletiva de trabalho negociada pela Fecomércio com os sindicatos dos trabalhadores em Porto Velho e do restante do Estado, agentes autônomos, empresas de escritórios de serviços contábeis do Estado, os estabelecimentos comerciais não podem utilizar a mão de obra dos funcionários, sob pena de multa.

Supermercados

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Rondônia (Sinalimentos), os supermercados em Porto Velho têm autorização e vão abrir normalmente no feriado do Dia da Independência do Brasil, conforme convenção coletiva de trabalho com o Sindecom.

Órgãos públicos
Os servidores municipais, estaduais e federais ganham um dia a mais de descanso. O expediente encerra nesta quinta-feira (6) e só retorna na segunda-feira (10).

A exceção são os trabalhadores envolvidos no desfile cívico de 7 de Setembro, como escolas e cerimonial do Governo do Estado de Rondônia.

Os órgãos do Poder Judiciários e o Ministério Público também encerram as atividades nesta quinta-feira e retornam na próxima segunda-feira.

Serviços essenciais 
Os serviços emergência e urgência, como saúde, segurança, coleta de lixo e limpeza, continuam sendo prestados normalmente.

Fonte: rondoniagora

Com maior acervo do estado, Museu da Memória Rondoniense enfrenta problemas estruturais

Banheiro interditado e falta de acessibilidade foram alguns dos problemas encontrados no local. Museu funciona nas instalações do antigo Palácio Getúlio Vargas, em Porto Velho.

O Museu da Memória Rondoniense, que funciona desde setembro de 2015 nas instalações do antigo Palácio Getúlio Vargas, em Porto Velho, enfrenta problemas estruturais. O local reúne o maior acervo do estado. As dificuldades para aprovar uma licitação para adaptação estrutural do prédio têm contribuído para a degradação do espaço, que registra a história do estado.

Em meio a fósseis, rochas, artefatos e obras de arte, os visitantes se deparam com banheiro interditado, extintores vencidos, falta de acessibilidade e de iluminação em algumas salas.

O ambiente de exposição das obras da artista plástica Rita Queiroz está sem energia e com problemas no piso, mesmo assim, segundo visitantes, a arte resiste em meio a penumbra e falta de refrigeração do local.

Em outra sala, está a obra mais antiga do museu. Feita na década de 50, pelo artista plástico Afonso Ligório, a pintura Ostensório fica a alguns metros de uma das portas que pegou fogo, e não foi substituída.

Também é possível observar que poucos quadros estão com molduras, os elevadores estão em manutenção desde a entrega do prédio, e as portas são mantidas fechadas por bancos.

Bancos são usados para fechar portas (Foto: Cássia Firmino/ G1)

Segundo Ednair Nascimento, diretora do museu, o local recebeu na última semana de agosto cerca de 120 visitantes. O museu reúne peças históricas, documentais e de artes.

O acervo geológico está sob a tutela do estado há cerca de 20 anos. Em maio, o museu chegou a receber mais de 80 fósseis de cerca de 45 mil anos. Mesmo com a representação histórica do prédio, a estrutura do local é apontada como uma das propulsoras para a necessidade de uma rápida reestruturação.

“É necessária a construção de um projeto de museologia. Esse plano museológico, prevê todas as condições de segurança, luminosidade, manuseio, uso, empréstimos, todas as políticas de dentro de um museu. Esse é o projeto mais importante que precisamos ter”, explica a diretora.

De acordo com funcionários do museu, uma verba é destinada para a manutenção do local, mas por questões burocráticas, o dinheiro não teria sido repassado.

“Fazemos a solicitação para o uso desse recurso, mas quem faz a administração financeira é a Fundação [Cultural de Rondônia]”, explicou o funcionário.

A Fundação Cultural de Rondônia (Funcer), responsável pelo gerenciamento do museu, foi questionada sobre a adaptação do prédio em estrutura museológica, e os problemas encontrados durante a visita ao local. A pasta confirmou que foi realizada uma licitação, mas nenhuma empresa se interessou, por isso foi aberto outro processo licitatório que está em andamento.

.Museu funciona no antigo Palácio Getúlio Vargas (Foto: Cássia Firmino/ G1)

Ainda de acordo com a fundação, uma empresa de limpeza foi implantada para zelar do local. Os objetos que estão deteriorados são reparados pelos servidores do museu, com aptidão técnicas para as áreas de museologia, artes plásticas, paleontologia e áreas afim.

Fonte: g1

Falta de pagamento deixa mil alunos sem transporte escolar fluvial em Porto Velho

Quase 100% do serviço estão paralisados desde quarta-feira (29). Empresa responsável pelo transporte dos estudantes enfrenta problemas financeiros, diz defesa.

Mais de mil estudantes que dependem do transporte escolar fluvial em Porto Velho continuam sem o serviço. O motivo, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), é por conta do atraso de três meses nos salários de funcionários da empresa responsável pelo transporte, a Flecha. A paralisação começou na quarta-feira (29).

A Semed disse que foi comunicada informalmente pelos gestores das escolas, pais e funcionários da empresa sobre a paralisação de 85% do serviço. Cerca de mil alunos que dependem de 75 embarcações fluviais para irem a escola estão sendo prejudicados.

A defesa da Flecha Transporte contou ao G1 que a empresa tem passado por problemas financeiros, devido a paralisações anteriores e a Operação Ciranda, que desmontou um esquema de superfaturamento em contratos da empresa com a Semed.

“Por conta do não cumprimento de acordos judiciais e bloqueios de bens, a empresa não teve faturamento durante meses. A Flecha aumentou as despesas e perdeu crédito na praça. Mesmo com pagamentos pela Prefeitura de Porto Velho, não conseguiu equilibrar suas contas”, disse o advogado Leo Fachin.

A situação, ainda segundo Leo, piorou quando o pagamento da segunda parcela do reajuste, combinada durante audiência no dia 19 de julho, não foi efetivado integralmente. Metade do valor, R$ 411 mil, foi pago.

“Esperava-se que com o pagamento do valor ajustado [R$ 822 mil] regularizassem a folha. Isso não aconteceu”, completa o advogado.
Sobre o pagamento parcial das contas, a Semed afirma que a recomendação de pagar dessa forma veio da Controladoria Geral do Município (CGM).

A CGM analisou as planilhas da empresa e sugeriu a suspensão do pagamento da segunda parcela do reajuste – ou apenas o pagamento de 50% do valor até que seja feito o levantamento de todos os serviços não cumpridos pela Flecha entre 2016 e 2018.

A secretaria diz, ainda, que a empresa apresentou a nota fiscal para fazer o pagamento na última terça-feira (28). Porém, por causa de trâmites burocráticos e administrativos, pediram mais tempo para quitar as dívidas com os funcionários.

“Eles receberam tudo que tinha para receber, mas não pagaram os funcionários. Nosso trâmite de atraso é somente de 15 dias, devido a procedimentos burocráticos. Eles [Flecha] estão com três meses de salários atrasados”, conta o secretário da Semed, Cesar Licorio.

Vai e vem da burocracia

A Semed afirma que foi preciso encaminhar as planilhas à Comissão de Acompanhamento do Transporte Escolar, que realizou a análise seguindo o relatório de recomendações da Corregedoria Geral da União (CGU).

O resultado foi um relatório enviado à Procuradoria-Geral do Município para análise e providências necessárias.

Depois, o documento seguiu à Semed na última sexta-feira (31) para que os valores devidos fossem recalculados. A secretaria disse já ter pago a metade do valor previsto, de R$ 411 mil. Agora, espera que o pagamento seja efetivado até a próxima terça-feira (4).

Dia D

Mesmo com o pagamento efetivado pela Semed, a empresa Flecha Transporte disse que não tem uma dada prevista para retomar os serviços.

A Semed espera entrar em um novo acordo durante uma nova audiência entre as partes, prevista para acontecer na próxima quinta-feira (6).

Fonte: g1

Propaganda eleitoral em veículos de transporte por aplicativos é proibida, diz TRE-RO

A juíza já deixou clara a posição do TRE e determinou que em 72 horas a Secretaria Judiciária e Gestão da Informação do TRE notifique Semtran para que sejam tomadas providências

Embora não tenha concedido liminar por ausência de mais provas em um caso sobre a afixação de propaganda política em veículos que prestam serviços por aplicativos, a juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE), Jaqueline Conesuque Gurgel do Amaral, determinou que a Secretaria Municipal de Transportes (Semtran) de Porto Velho torne pública a todos os esses motoristas sobre a proibição.

A vedação para uso de propaganda em táxis e qualquer veículo com placa vermelha já é antiga.

A decisão da magistrada foi tomada ao analisar um caso, levado ao TRE pela Coligação “Rondônia, Esperança De Um Novo Tempo” (PSDB/DEM/PSD/PRB/PATRI), que denunciou a irregularidade em um veículo com propaganda de dois candidatos do PDT. Jaqueline Conesuque mandou instruir a ação com mais provas, embora a imagem levada aos autos seja evidente.

Mesmo assim a juíza já deixou clara a posição do TRE e determinou que em 72 horas a Secretaria Judiciária e Gestão da Informação do TRE notifique Semtran para que sejam tomadas as seguintes providências:

a) Tornar pública aos permissionários/autorizatários a proibição de propaganda eleitoral nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público ou o são de uso comum (taxi, transporte privado por meio de aplicativo, veículo de aluguel, etc.), sob pena de retirada imediata e aplicação de multa, nos termos do art. 14 da Resolução TSE n. 23.551/17; e

b) Encaminhar aos Juízes Auxiliares do Tribunal, arquivo físico e digital pesquisável (.doc, .xls ou .pdf) através do e-mail: [email protected], relação de todos os veículos categoria táxi, transporte privado individual de passageiros por meio de aplicativo ou outra tecnologia e de aluguel, cadastrados junto à SEMTRAN, com os seguintes dados: cor do veículo, número da placa do veículo registrada no Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) e número da matrícula da autorização/concessão municipal.

Por fim, nos termos §1º do art. 1º do Provimento CRE-RO n. 03/18 e inciso I do art. 3º da Resolução TRE-RO n. 26/18, determino que seja oficiado os Juízes Eleitorais da Propaganda na Capital para que promovam ações de fiscalização visando coibir a propaganda em veículos automotores que dependam de concessão/permissão do poder público.

Fonte: rondoniagora

Polícia Civil realiza operação contra esquema de financiamento de veículos operado por locadora em Porto Velho

Até o momento já foram identificados mais de 100 (cem) veículos, adquiridos, de forma fraudulenta, em quase todas das concessionárias da capital.

A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas – DRACO, em parceria com a Delegacia Especializada de Repressão aos Furtos e Roubos de Veículos Automotores – DERFRVA, desencadeou na manhã desta quinta-feira Operação Akhav, para cumprimento de prisões e apreensões envolvendo esquema de financiamento em Porto Velho.

As equipes de policiais da DRACO, DERFRVA e DECCV cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal desta Comarca, sendo 6 em residências e 1 em empresa de venda e aluguel de veículos, todas localizadas em Porto Velho.

A ação desta manhã é resultado de uma investigação de cerca de 3 meses, e teve início a partir de uma denúncia anônima, recebida no “Disque 197 da Polícia Civil”, que dava conta da atuação de um grupo criminoso especializado em um esquema de estelionato praticado para fins de aquisição de veículos em uma concessionária da capital.

As diligências do SEVIC da DRACO confirmaram os fatos narrados na denúncia, chegando, inclusive, a identificar várias pessoas que teriam servido como “laranjas” para aquisição de veículos. Os estelionatários cooptavam, em sua maioria, egressos do sistema penitenciário, que forneciam documentação necessária para a viabilização dos contratos de financiamento. Após retirar o veículo da concessionária, o laranja recebia sua contrapartida, variando de R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00, e imediatamente repassava o veículo para membros do grupo criminoso mediante procuração registrada em Cartório.

Além disso, ainda no início das investigações constatou-se a prática de outros crimes, conexos ao esquema de estelionato, já que os “veículos finan” estariam sendo deliberadamente fornecidos para outros criminosos os utilizarem em furtos e roubos ocorridos em nossa capital e outras localidades.

De início, acreditava-se que o aperfeiçoamento do esquema criminoso invariavelmente dependeria da participação de uma pessoa responsável pela “preparação” dos documentos para aprovação do financiamento em nome dos laranjas apresentados pela dupla para aquisição de carros. Entretanto, com a evolução da investigação, comprovou-se que, na verdade, os criminosos apenas se aproveitavam da fragilidade das próprias instituições financeiras quando da exigência de documentos para fins de financiamento de veículos automotores.

Até o momento já foram identificados mais de 100 (cem) veículos, adquiridos, de forma fraudulenta, em quase todas das concessionárias desta capital.

Segundo a Polícia Civil, apesar de em um primeiro momento, figurarem as instituições financeiras como vítimas imediatas dos golpes, a sociedade também é lesada, seja pelo desequilíbrio no mercado de venda e aluguéis de veículos, já que os criminosos se locupletariam sem arcar como os custos naturais – e legais – desse ramo do comércio, bem como pelos crimes patrimoniais praticados por criminosos com a auxílio material dos investigados, que alugavam os automóveis para que outros criminosos praticassem roubos e furtos em diversas localidades.

Entre os alvos desta fase da investigação, figuram a dupla de criminosos JAMES F.S. e RAILTON L.S.A que já foram presos e indiciados na “Operação Apocalipse”, deflagrada, em 2013, pelo extinto GCCO/PC/RO. Entre os diversos crimes descobertos na época, foi apurado um esquema milionário de estelionato envolvendo aquisição, dentre outros bens, de imóveis e veículos automotores.

A denominação da operação remete à história de Jacó, em hebraico Yaakhov, que vem do verbo akhav, que significa “suplantar”, “tomar pelo calcanhar”. No dicionário Aurélio, por sua vez, define “suplantar” como “meter debaixo dos pés, prostrar, levar vantagem”.

Fonte: rondoniagora

Arqueólogos acham sítio arqueológico no Cemitério da Candelária em Porto Velho

Entre os achados, estão pedaços de cerâmica e ferramenta. Arqueólogos estimam que peças pertençam ao período pré-colonial.

Um sítio arqueológico foi descoberto durante obras de reparação do Cemitério da Candelária em Porto Velho. Arqueólogos acreditam que achados pertencem a período pré-colonial. Os primeiros vestígios foram encontrados nesta semana.

Pedaços de material cerâmico e estruturas que remetem a um pequeno machado foram achados por arqueólogos contratados pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. No local, eles realizam uma obra de compensação após pedido do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).

Depois de encontrados, os materiais seguiram para análise no Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), onde será possível saber mais sobre os achados que arqueólogos acreditam pertencer a habitantes pré-coloniais.

“Por estarmos no início da pesquisa, ainda não dá para definir quem eram esses habitantes. Somente que trata-se de um sítio pré-colonial. Os materiais coletados aqui seguirão higienizados e analisados. A partir dessa etapa que será possível identificar toda a cadeia operatória, associando a qual grupo esses materiais pertenciam”, descreve a arqueóloga Karlene Costa.

O sítio arqueológico, segundo o empreendimento, é importante para nortear as obras sem interferência no patrimônio histórico, como explica o coordenador de meio ambiente, Kaio Ribeiro.

Arqueólogos trabalham para a demarcação de sítio arqueológico dentro do Cemitério da Candelária. (Foto: Pedro Bentes/G1)

“Os trabalhos realizados aqui servirão para o resgate da cultura e patrimônio de Porto Velho. Um dos trabalhos que fazemos é com o pessoal da arquelogia, que identificam vestígios mais antigo do próprio cemitério, que agora identificaram que há um sítio arqueológico no local. Esse trabalho servirá para nortear as obras sem implicar nesses achados históricos”, explica o coordenador.

Após concluída a obra, a promessa do empreendimento é de que o Cemitério da Candelária entre de vez na rota turística de Porto Velho. A primeira fase corresponde à demarcação do cemitério, que é tombado pelo Iphan.

Também é esperada a revitalização das poucas ruínas restantes do local, bem como a construção de uma trilha que levará aos poucos túmulos ainda existentes de pessoas e famílias que morreram na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM).

Para o arqueólogo Renato Nascimento, que também participou dos achados, a descoberta do sítio arqueológico terá um papel fundamental na preservação da história de Porto Velho e de seus primeiros habitantes.

Achados podem ajudar na preservação do patrimônio cultural e histórico de Porto Velho, segundo arqueólogos.

“Fiquei muito feliz, pois me formei na Unir e estou participando de uma descoberta surpreendente, um sítio que pode ter pertencido a pessoas que viveram antes da chegada dos primeiros trabalhadores da EFMM. Isso é um fato muito importante para a região, pois colabora para a história indígena local”, afirma o arqueológo.

A previsão é que a entrega das obras, segundo o coordenador de meio ambiente da UHE, Santo Antônio, ocorra em novembro de 2018. Após a conclusão dos trabalhos, a obra ficará sob os cuidados do poder público municipal.

Fonte: g1