Saiba quais exames são indispensáveis para manter a saúde da mulher

Conheça alguns dos principais procedimentos que auxiliam na prevenção de doenças

Março, o mês da mulher, traz para a sociedade a oportunidade de ressaltar a importância do cuidado com a saúde do público feminino, que inclui a realização periódica de exames de rotina. Conheça alguns dos principais procedimentos que auxiliam na prevenção de doenças de acordo com a ginecologista, Dra. Maria Elisa Noriler, especialista em Ginecologia e Obstetrícia:

Ultrassom pélvico: Este exame avalia os órgãos genitais internos da mulher (ovários, útero e trompas) e serve para detectar doenças, acompanhar a gestação e controlar a ovulação em episódios de infertilidade.

Mamografia: Tem como finalidade estudar o tecido mamário e é o principal exame para detectar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos ou calcificações. Mulheres acima dos 40 anos devem fazer o exame anualmente ou quando o médico julgar necessário de acordo com a inclusão da paciente no grupo de risco.

Papanicolau: É importante a realização desse exame para detectar HPV, câncer do colo de útero e diversas DSTs. Devem realizar anualmente o procedimento as mulheres que têm entre 25 e 65 anos e que já tiveram relações sexuais.

Colposcopia: Serve para analisar a vulva, a vagina e o colo do útero para identificar inflamações ou doenças como o HPV e o câncer. Normalmente é solicitada em caso de alteração no papanicolau.

Ultrassom de tireoide: Ajuda a detectar nódulos na região e a evitar possíveis disfunções e doenças que podem prejudicar a produção de hormônios essenciais para a saúde da mulher.

Densitometria óssea: Indicado para mulheres que já passaram pela menopausa, este exame serve para medir a densidade dos ossos, a possível perda de massa óssea, além de atuar na prevenção e no diagnóstico da osteoporose.

“Cuidados preventivos são as melhores medidas para manter a saúde da mulher em dia e devem ser realizados mesmo que elas estejam se sentindo saudáveis. Doenças descobertas no início geralmente têm maiores chances de cura, por isso, é tão importante visitar o médico regularmente”, finaliza a ginecologista.

Fonte: alonews

Novo exame de sangue identifica oito tipos de câncer

Um novo tipo de exame de sangue promete encontrar oito diferentes tipos de câncer. Ainda em fase de testes, a ideia é diagnosticar a doença antes que ela se espalhe para outras partes do corpo.

O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, envolveu cerca de mil pacientes que já haviam sido diagnosticados com tipos diversos de cânceres, resultando em uma taxa de 70% de precisão.

Os cânceres foram detectados nos pulmão, ovários, estômago, pâncreas, fígado, esôfago, mama e cólon ou reto.

Apesar de na maioria dos casos, o exame ter sido capaz de delimitar onde o câncer estava anatomicamente localizado, uma série de pesquisas adicionais ainda é necessária para a liberação do exame. “Isso parece promissor, mas com várias ressalvas, e uma quantidade significativa de pesquisa adicional é necessária. A sensibilidade do teste no câncer de estágio I é bastante baixa, cerca de 40%, e mesmo nos estágios I e II combinados parece ser em torno de 60%. Portanto, o exame ainda vai deixar escapar uma grande proporção de cânceres no estágio em que nós queremos diagnosticá-los”, comentou Mangesh Thorat, especialista da Universidade Queen Mary, em Londres, ao jornal britânico The Guardian.

O teste é feito de forma não invasiva e é baseado na análise combinatória de mutações de DNA em 16 genes de câncer, além dos níveis de 10 biomarcadores de proteínas circulantes.

Novos tratamentos aumentam em até 3 vezes chances de sobrevivência para pacientes com câncer de pele

Novos tratamentos aumentam em até 3 vezes chances de sobrevivência para pacientes com câncer de pele

Quando o assunto é a saúde da pele, o simples aparecimento de uma pinta ou sinal escurecido já é motivo de alerta: este é um dos sintomas comuns do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. O tumor, embora pareça inofensivo, pode se alastrar para os nódulos linfáticos, ossos e atingir órgãos como cérebro, pulmões e fígado. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que serão diagnosticados cerca de 6.000 casos da doença até o final de 2017.

O médico oncologista especialista em melanoma do Hospital Sírio Libanês e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Rodrigo Munhoz, explica que o melanoma é um tipo de câncer de pele caracterizado pelo crescimento anormal dos melanócitos — células responsáveis pela produção da melanina, que dá cor e pigmentação à tez.

Na maioria das vezes, as manifestações são pintas ou manchas escuras no corpo. “Quando o tumor se encontra em estágio mais avançado, essas pintas apresentam características como diâmetro superior a 6 mm, assimetria, bordas irregulares, mudança na aparência da lesão — que pode alterar de cor e tamanho — e complicações como sangramento e coceira”, pondera o médico.

O único jeito de detectar a doença precocemente é com visitas periódicas ao dermatologista para avaliações gerais — já que, em estágio inicial, o tumor parece uma mancha natural da pele. Ao identificar uma lesão suspeita, os especialistas solicitam a realização de uma biópsia e, se necessário, a remoção das pintas.

Tratamentos modernos 

Hoje em dia, entre 15% e 20% da população com melanoma tem o câncer detectado em estágios mais críticos, afirma o especialista do Hospital Sírio Libanês. “Felizmente, essas pessoas vivem três vezes mais do que teriam chances de sobreviver algumas décadas atrás. Isso se dá graças ao melhor entendimento genético do câncer e aos progressos nas pesquisas científicas”. Boa parte dos avanços diz respeito aos tratamentos mais modernos, que envolvem ferramentas chamadas de imunoterapia e terapia-alvo.

— São novas drogas que revolucionaram o cenário dos pacientes com melanoma avançado. Na década de 90, de 25% a 35% dessas pessoas continuavam vivas em 12 meses. Hoje, esse número saltou para perto de 75%. Além disso, um quarto dos pacientes diagnosticados atualmente permanecem vivos após cinco anos.

O oncologista da Oncoclínica — Centro de Tratamento Oncológico do Rio de Janeiro, Cristiano Guedes, aponta que, na terapia-alvo, os medicamentos atacam apenas as células do tumor, preservando as sadias. Já no caso da imunoterapia, os remédios — no Brasil, as drogas já aprovadas pela Anvisa levam os nomes de nivolumab, pembrolizumab e ipilimumab — agem “despertando” o sistema imunológico do indivíduo para a presença do melanoma. Desta forma, o próprio organismo passa a reconhecer e combater as células cancerígenas.

Em ambos os tratamentos, os efeitos colaterais — que envolvem fadiga, dermatite, irritação da pele e diarreia — são brandos em relação à tradicional quimioterapia. A qualidade de vida do paciente também é beneficiada, completa Munhoz.

— O que se vê, com essas novas drogas, é a possibilidade de controle sustentável da doença em mais de cinco anos após o diagnóstico. Com a quimioterapia, nós conseguimos reduzir o melanoma de forma significativa em 10% dos pacientes. Mas essa quimioterapia, ainda que permita a redução do câncer, nunca se comprovou que ela consiga efetivamente fazer os pacientes com melanoma avançado viverem mais.

A opção entre imunoterapia ou terapia-alvo — as ferramentas ainda não são utilizadas de forma conjunta pela medicina oncológica —, geralmente, é feita com base em exames solicitados pelo especialista. “Como as terapias atuam em alvos específicos dentro de genes, é fundamental que o paciente, ao receber o diagnóstico, realize também um teste genético. Só assim o tratamento mais efetivo pode ser prescrito”, ressalta o médico do Sírio Libanês.

Cenário nacional

No Brasil, imunoterapia e terapia-alvo começaram a ser usados com mais frequência nos tratamentos contra o câncer desde 2011, pondera Munhoz. As ferramentas, entretanto, são restritas aos pacientes da rede privada de saúde.

— O fator limitante no Brasil, hoje, é que essas drogas não estão disponíveis pelo SUS [Sistema Único de Saúde], e isso é algo que preocupa os médicos. A única forma, por enquanto, de disponibilizar essas tecnologias para uma maior parte dos pacientes é por meio dos protocolos de pesquisa em universidades.

Prevenção

De acordo com os especialistas ouvidos pelo R7, tão importante quanto o diagnóstico precoce do câncer de pele é a prevenção contra a doença. Nesse sentido, não há medida mais efetiva do que a proteção contra os raios solares — que precisa ser feita com protetores de fator 30, ressalta Munhoz. A exposição direta ao sol em horários entre 10h e 16h deve ser especialmente evitada.

— A verdade é que não existe exposição solar que seja plenamente segura. É importante ainda reforçar que esses cuidados com a pele devem ser tomados desde os primeiros anos de vida. Um estudo americano já mostrou que, em uma população com mais de 100 mil mulheres brancas, aquelas que sofreram queimaduras solares graves entre 15 e 20 anos de idade apresentaram risco 80% maior de desenvolver melanoma.

Vale ainda prestar atenção a outros fatores de risco: segundo os médicos, pessoas com pele clara, olhos claros, com muitas sardas ou pintas e cabelos loiros ou ruivos têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença. Aqueles que já tiveram tumores ou lesões pré-cancerosas na pele ou que têm antecedentes familiares de melanoma também devem estar sempre atentos.

Fonte: r7.com

Entidades médicas alertam para sintomas do AVC

Entidades médicas estão aproveitando o Dia Mundial de Combate ao AVC, lembrado hoje (29), para alertar a população sobre os sintomas que podem ser sinais de um acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame. Quanto antes o problema for percebido, maiores as chances de recuperação sem sequelas.

Os principais sintomas de um AVC são a paralisia súbita de um lado do corpo, perda de sensibilidade, tontura e dificuldade de visão, fala e compreensão. Se acometido por um ou vários desses sintomas, o paciente deve ser submetido a um teste.

“De uma forma mais simplista, mundialmente a gente tem alertado que se a pessoa sorri e o sorriso não está normal, se levanta os braços e um braço tem fraqueza em relação ao outro e se você tenta repetir uma determinada frase e tem dificuldades, isso tudo pode ser sinal de um AVC”, disse Hideraldo Cabeça, neurologista membro do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Além de perceber as três características, o especialista ressalta que é muito importante saber a que horas os sintomas começaram, para a administração do medicamento adequado. O atendimento médico prestado até quatro horas depois dos primeiros sintomas pode ser mais eficiente e o paciente pode ter menos sequelas. As vítimas de AVC podem ficar com sequelas como paralisia facial e de membros, dificuldades de falar, de andar, de segurar objetos, de compreensão, entre outras.

Segundo estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, 3 em cada 10 pessoas não sabem identificar qualquer sintoma ou sinal relacionados ao AVC. “Quanto mais pessoas souberem que é possível prevenir o AVC e que, na fase aguda, o serviço médico deve ser acionado imediatamente, menor o número de pessoas sequeladas”, ressaltou Hideraldo.

O Conselho Federal de Medicina e a Academia Brasileira de Neurologia começam hoje campanha informativa pelas das redes sociais para difundir estas informações à população.

Apesar da gravidade, Hideraldo Cabeça ressalta que o AVC é um transtorno que em muitos casos pode ser evitado com hábitos de vida saudáveis. “É preciso alertar que a maioria dos AVCs ocorre por fatores modificáveis. Uma alimentação inadequada, com muito sal e açúcar, aliada ao sedentarismo e à obesidade, são hábitos que propiciam o surgimento do AVC”.

Segundo o especialista, os hábitos de vida e alimentação têm levado pessoas cada vez mais jovens a sofrerem AVC. Considerada uma doença de idosos, o AVC tem atingido cada vez mais pessoas entre 35 e 45 anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2012, 4 mil pessoas entre 15 e 34 anos foram internadas no país por causa do problema.

O principal fator de risco para a ocorrência do AVC é a hipertensão arterial. Em seguida, vem arritmia cardíaca, diabetes, tabagismo, colesterol alto e obesidade. Além disso, segundo Hideraldo Cabeça, existem fatores genéticos que aumentam as chances de um AVC. Pessoas negras e asiáticas com mais de 55 anos de idade têm mais chances de passar por um derrame.

O AVC atinge 16 milhões de pessoas no mundo, todos os anos, causando 6 milhões de óbitos. No Brasil, são cerca de 190 mil casos por ano, com 68 mil mortes.

Existem duas causas para o AVC. O tipo mais comum, que responde por 85% dos casos, é o AVC isquêmico, acontece quando há entupimento da artéria por um coágulo. O outro é o hemorrágico, que ocorre com a ruptura de um vaso sanguíneo. Em ambos, a parte do cérebro afetada não recebe o oxigênio necessário e o paciente começa a comprometer neurônios.

Agencia Brasil