Moro avalia prisão perpétua e pena de morte para crimes no Brasil; assista

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Moro ainda avaliou a progressão de pena e disse ser favorável da mudança dos critérios para essa mudança, que ele considera muito generosa

Questionado por Boris Casoy sobre o que pensa em relação à prisão perpétua e pena de morte, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, citou, em entrevista exibida nesta sexta-feira (11), um exemplo para o primeiro caso e afirmou não saber “se é necessário tudo isso”, mas que o sistema atual gera insatisfação.

“Olha, eu vejo que vários países europeus têm penas de prisão perpétua. Não sei se é necessário tudo isso, mas é absurdamente insatisfatório quando se vê, no Brasil, pessoas condenadas, por exemplo, por homicídio qualificado, às vezes com requintes de crueldade, ficando menos de dez anos na prisão. É uma pena que parece desproporcional a gravidade desses crimes”, defendeu. 

Comentando a pena de morte, o ministro fez uma reflexão sobre as implicações de aderir esse tipo de condenação. “O problema da pena de morte sempre envolve a questão do erro judiciário. Quando se erra é impossível voltar atrás, então isso é realmente um problema apontado inclusive nos países que adotam [a pena de morte]”, avaliou.

Moro ainda avaliou a progressão de pena e disse ser favorável da mudança dos critérios para essa mudança, que ele considera muito generosa. “Além da pessoa acabar respondendo por uma pena desproporcional ao crime, isso gera descrédito do sistema de justiça”, pontuou.

Babá é sentenciada à prisão perpétua após matar duas crianças nos EUA

Depois de esfaquear os irmãos, a mulher enfiou uma faca de cozinha em sua própria garganta em uma tentativa fracassada de suicídio

Uma babá foi sentenciada à prisão perpétua, sem liberdade condicional, nesta segunda-feira (14/5) por matar duas crianças em 2012. Leo Krim, de dois anos, e a irmã, Lucia, de seis, foram mortos a facadas no banheiro de casa no Upper West Side, em Manhattan, enquanto a mãe deles estava em uma aula de natação com o irmão do meio Nessie, de três anos.

Após um julgamento de dois meses na Suprema Corte de Manhattan, Yoselyn Ortega, de 55 anos, foi condenada por homicídio em primeiro grau. Os pais das crianças Kevin Krim, 42, e Marina Krim, 41, agradeceram ao juiz, jurados e ao gabinete do procurador distrital.

O advogado de Ortega argumentou que ela não deveria ser considerada responsável pelos crimes devido a uma doença mental – hipótese rejeitada pelo júri após semanas de depoimentos de especialistas de ambos os lados.

Após esfaquear as crianças, a babá enfiou uma faca de cozinha em sua própria garganta em uma tentativa fracassada de suicídio. Para a promotoria, a motivação para o crime foram problemas financeiros enfrentados após trazer o filho, de 17 anos, para o país, e por despeito contra Marina Krim.

“Foi sua intenção tirar a vida deles e destruir a família”, disse a acusação na sentença. ” Ela nunca demonstrou nenhum remorso e nunca derramou uma lágrima por essas crianças.”

Lucia, que tentou desesperadamente se defender, sofreu cerca de 30 ferimentos de faca, enquanto seu irmão mais novo sofreu cerca de cinco golpes.

Jurados e membros da plateia choraram quando Kevin e Marina – a primeira e última testemunhas no caso direto da acusação – tomaram o banco dos depoentes. Ortega também chorou pouco antes da sentença ser imposta.

Fonte: metropoles

Dinamarquês que matou jornalista sueca em submarino é condenado à prisão perpétua

O inventor de 47 anos foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da jornalista sueca em agosto de 2017

O inventor Peter Madsen foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua pelo assassinato, precedido de abusos sexuais, de uma jovem jornalista sueca, Kim Wall, em seu submarino particular em agosto de 2017, perto de Copenhague.

O réu, de 47 anos, foi considerado culpado pelo júri do tribunal de Copenhague pelo assassinato com premeditação de Kim Wall, de 30 anos, e por tê-la agredido sexualmente e esquartejado seu corpo antes de jogá-lo ao mar.

O caso ganhou as manchetes e é único na história judicial dinamarquesa devido às circunstância, um crime realizado em um submarino, e pela personalidade de seus protagonistas: um inventor renomado, criador de foguetes e submergíveis, e uma jovem jornalista que pretendia entrevistá-lo.

Em outubro, Peter Madsen confessou que esquartejou e lançou ao mar o corpo da vítima, mas negou tê-la matado intencionalmente.

Até então, Madsen, de 46 anos, negava ter mutilado o cadáver e assegurava que a jornalista havia morrido acidentalmente, depois que uma escotilha de 70 quilos teria caído sobre a sua cabeça.

A necropsia não permitiu determinar as causas da morte de Kim Wall. As partes do corpo da vítima foram encontradas em diferentes lugares da Baía de Køge, que separa a Dinamarca da Suécia.

“O homicídio pode ter acontecido por degolamento ou estrangulamento”, afirmou a Procuradoria.

O procurador Kakob Buch-Jepsen pediu que a imprensa seja cuidadosa ao publicar as informações mais sensíveis “deste caso de rara violência, com consequências trágicas para Kim Wall e seus parentes”.

Em 10 de agosto, Madsen embarcou com Wall no “UC3 Nautilus”, submarino que ele mesmo projetou e construiu.

A jornalista queria fazer o perfil deste engenheiro autodidata obcecado pela conquista do mar e do espaço.

Madsen foi socorrido no dia 11 de agosto pela manhã, antes do naufrágio de sua embarcação, que admitiu ter afundado intencionalmente.

No dia seguinte, as autoridades emergiram o “Nautilus”, que foi rebocado até Copenhague para fazer investigações em seu interior.

Depois de uma intensa busca no mar, o tronco decapitado e esquartejado de Kim Wall foi encontrado em 21 de agosto por um ciclista na Baía de Køge.

No início de outubro, a Polícia anunciou ter encontrado a cabeça e as pernas da jornalista nas mesmas águas.

A acusação sustenta que Madsen matou Kim Wall com o objetivo de satisfazer uma fantasia sexual, para depois mutilar seu corpo.

No disco rígido do computador de seu laboratório foram encontrados filmes “fetichistas” em que mulheres são torturadas, decapitadas e queimadas.

Fonte: exame

Popular guru indiano é condenado à prisão perpétua por estuprar jovem

Jovem morreu 13 dias depois da agressão e o crime gerou um debate sem precedentes no país sobre a situação de discriminação das mulheres

Nova Délhi – Um tribunal indiano condenou nesta quarta-feira à prisão perpétua o popular guru Asaram Bapu por ter estuprado uma menor, em meio a fortes medidas de segurança em vários estados para evitar distúrbios entre os seguidores do líder espiritual.

Um dos advogados da família da vítima, Manish Vyas, indicou à Agência Efe que Asaram foi condenado por ter abusado sexualmente em 2013 de uma jovem de 16 anos em um de seus ashram ou centros de meditação.

Além disso, outros dois acusados foram condenados a 20 anos de prisão enquanto outros dois foram desculpados, disse Vyas, antes de esclarecer que ainda não recebeu a sentença completa.

Uma porta-voz de Asaram, Neelam Dubey, afirmou em entrevista coletiva que a defesa do guru recorrerá do veredito em uma instância judicial superior.

A sentença foi ditada na prisão de Jodhpur, no Rajastão (noroeste) onde o guru, de 77 anos, permanece preso desde 2013, e não no tribunal da cidade.

Tudo isso foi feito a pedido da polícia, que temia que os seguidores de Asaram provocassem distúrbios similares aos de 2017, quando quase 40 pessoas morreram após uma condenação por estupro ao guru Gurmeet Ram Rahim Singh.

O delegado de polícia da cidade, Ashok Rathore, afirmou à Efe que a situação em Jodhpur é “absolutamente pacífica” e precisou que as autoridades locais limitaram o direito de reunião.

A polícia estava em alerta perante a possível chegada a Jodhpur de milhares de seguidores para defender o guru, uma situação que segundo Rathore não chegou a ocorrer.

O estado do Rajastão e os vizinhos Gujarat e Haryana também desdobraram fortes medidas de segurança.

A agressão à adolescente aconteceu em 15 de agosto de 2013 em um ashram nos arredores de Jodhpur propriedade de Asaram.

A jovem morreu 13 dias depois da agressão e o crime gerou um debate sem precedentes no país sobre a situação de discriminação das mulheres, que levou as autoridades a endurecer as penas contra os estupradores.

O guru deu pouco depois daqueles fatos declarações que suscitaram muita polêmica, ao considerar que, embora menor que os agressores, a vítima também teve culpa, já que ao invés de resistir, “devia ter rezado para Deus e pedido aos agressores que a deixassem em paz”.

Fonte: exame

Lutador é condenado à prisão perpétua por agredir ex-namorada, atriz pornô

Declarado culpado por 29 acusações na corte do distrito de Clark County, em Las Vegas, o lutador Jon “War Machine” Koppenhaver foi condenado à prisão perpétua nesta última segunda-feira (5). Aos 35 anos de idade, o norte-americano é acusado por violência doméstica e cárcere privado contra sua ex-namorada, Christy Mack e um homem chamado Corey Thomas.

Em agosto de 2014, o lutador encontrou sua então namorada e ex-atriz pornô com Thomas e agrediu os dois. O homem sofreu diversas lesões, como pulmão perfurado e muitos ossos quebrados. A mulher também foi espancada e ficou com diversos hematomas. Uma das acusações contra Koppenhaver era de tentativa de homicídio.

Christy Mack após agressão de Jon Koppenhaver

O julgamento aconteceu em março deste ano, mas somente agora a punição contra o ex-UFC irá acontecer. Na época, embora o destino de Jon fosse ainda incerto, a ex-namorada comemorou o resultado apresentado pelo júri. “Hoje foi uma grande vitória minha e de todas as vítimas de violência doméstica. Por favor, continuem denunciando e fiquem firme!”, publicou Christy Mack , que hoje é ativista na luta das mulheres contra a violência doméstica em seu Twitter. “Obrigado a todos pelo apoio ao longos dos anos, por favor, continuem a apoiar outros casos semelhantes e acreditem nisso”, continuou.

War Machine iniciou sua carreira no MMA em fevereiro de 2004 e fez sua última luta oficial em outubro de 2013. Em quase 10 anos de carreira ele tem um cartel com 14 vitórias e cinco derrotas. Lutou apenas duas vezes no UFC , entre 2007 e 2008 e três no Bellator.

Recurso

De acordo com informações do portal “Bleacher Report”, pode ser que o lutador  War Machine consiga liberdade condicional depois de 35 anos de prisão . Durante o último julgamento, a ex-atriz pornô chegou a afirmar: “Eu sei que quando ele for liberado, ele vai tentar me matar”, disse Christy Mack.