Governo teme que atos de rua cresçam e se tornem pró-impeachment

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Gestão Bolsonaro, que classificou manifestantes de ‘marginais’, refletiu a preocupação expressada por aliados nas redes sociais

O Palácio do Planalto teme que manifestações de rua em defesa da democracia e contra o governo federal cresçam e se tornem atos pró-impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Após a escalada de tensão dos últimos dias, Bolsonaro deu na quarta-feira, 3, uma espécie de ordem unida e chamou manifestantes contrários a seu governo de “marginais” e “terroristas”. O gesto refletiu a preocupação expressada por aliados do governo nas redes sociais.

Já viu nosso Diário da Quarentena de quarta-feira?

Bolsonaro usou termos duros para se referir a integrantes de grupos – autointitulados antifascistas – que passaram a promover atos contra o governo. Na mesma linha, o vice-presidente Hamilton Mourão também classificou os participantes desses protestos como “baderneiros”, em artigo publicado também na quarta-feira no Estadão

Novos atos estão sendo chamados para o fim de semana por grupos ligados a torcidas de futebol, agora engrossados pela Frente Povo sem Medo, organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda. Em São Paulo as manifestações estão agendadas para o início da tarde de domingo na Avenida Paulista. O governo estadual proibiu atos rivais (contra e a favor de Bolsonaro) simultâneos na capital.  Há manifestações agendadas no Rio, Salvador, Belo Horizonte e outras cidades. 

Na prática, a principal pauta dos bolsonaristas, hoje, é a criminalização dos protestos de rua. Além disso, há na cúpula do governo a avaliação de que os fatos recentes que desgastam o Planalto – principalmente os relacionados a inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal – podem reforçar a defesa do afastamento do presidente.  

As manifestações antirracistas nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, segurança negro asfixiado por um policial branco, também causam apreensão no Planalto. Foi ao se referir aos protestos, na noite de terça, 2, que Bolsonaro defendeu uma “retaguarda jurídica” para a atuação da polícia nas manifestações no Brasil. 

“Começou aqui com os antifas (movimento antifacista) em campo. O motivo, no meu entender, político, é diferente. São marginais, no meu entender, terroristas”, afirmou Bolsonaro. “Têm ameaçado, (no próximo) domingo, fazer movimentos pelo Brasil (…). Lá (nos EUA) o racismo é um pouco diferente do Brasil. Está mais na pele. Então, houve um negro lá que perdeu a vida. Vendo a cena, a gente lamenta. (…) Agora, o povo americano tem que entender que, quando se erra, se paga. Agora, o que está se fazendo lá é uma coisa que não gostaria que acontecesse no Brasil.” 

Levantamento da empresa AP Exata mostra que há nas redes sociais uma tendência de crescimento das manifestações anti-Bolsonaro, com argumentos de defesa da democracia. De acordo com a pesquisa, recentes mensagens postadas por seguidores do presidente indicam que a mídia e a esquerda buscam estimular os protestos para derrubar o presidente. Os próximos atos de rua também devem incorporar a pauta antirracista. 

Na segunda-feira, Bolsonaro pediu a apoiadores que evitem ir às ruas no domingo para não haver confronto com a oposição. “Não tenho influência, não tenho nenhum grupo e nunca convoquei ninguém para ir às ruas. (…) Nós precisamos de uma retaguarda jurídica para que nosso policial possa bem trabalhar, em se apresentando esse tipo de movimento, que não tem nada a ver com democracia.” 

O presidente citou depredações ocorridas em Curitiba e disse ainda que é preciso impedir o alastramento de movimentos assim. “Não podemos deixar que o Brasil se transforme no que foi há pouco tempo o Chile”, insistiu Bolsonaro, numa referência aos protestos do país vizinho. 

Um adolescente foi apreendido quarta em Curitiba, suspeito de atear fogo na bandeira nacional hasteada em frente ao Palácio Iguaçu, sede do Executivo estadual. Ele participou de um “ato antirracista” na segunda-feira, que reuniu cerca de mil pessoas na região central da capital paranaense. Ele foi o oitavo manifestante detido pela polícia. Outras sete pessoas foram encaminhadas à delegacia no dia do ato, que ocorreu de forma pacífica. Segundo as investigações, os atos de vandalismo e depredação foram registrados na dispersão. Os movimentos sociais que organizaram ou aderiram à manifestação atribuíram os atos de vandalismo e depredação a infiltrados. 

Mais tarde, no Twitter, Bolsonaro bateu na mesma tecla, demonstrando preocupação com o confronto. “Quem promove o caos, queima bandeira nacional e usa da violência como uma forma de ‘protestar’ é terrorista sim! Manifestante, contra ou a favor do governo, é outra coisa.” 

Mourão adotou o mesmo tom. “Aonde querem chegar? A incendiar as ruas do País, como em 2013? A ensanguentá-las, como aconteceu em outros países? Isso pode servir para muita coisa, jamais para defender a democracia. E o País já aprendeu quanto custa esse erro.” 

Crítica

Líderes de movimentos classificaram as reações de Bolsonaro e Mourão de autoritárias. “As declarações são próprias de figuras políticas que não sabem viver com o contraditório”, disse o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão. “Manifestações em defesa da democracia seguem um direito constitucional. Terrorista deveria ser considerado quem faz manifestação em defesa do AI-5 e da tortura. As declarações mostram mais um face de um governo autoritário”, afirmou Josué Rocha, da coordenação nacional da Frente Povo Sem Medo. 

Um dos líderes do movimento Somos Democracia, Danilo Pássaro criticou o artigo de Mourão. “Ao contrário do que diz o vice, são os apoiadores do governo que expõem seus revólveres e armas.” / COLABORARAM MATHEUS LARA e ANGELO SFAIR, ESPECIAL PARA O ESTADO

Defesa alega risco de Covid-19 para soltar dupla que é contra a quarentena

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Bolsonaristas que fizeram protesto contra o ministro do STF Alexandre de Moraes foram presos por descumprir ordem judicial; Defensoria Pública pediu soltura

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo entrou com um pedido para libertar dois manifestantes bolsonaristas, Antonio Bronzeri e Jurandir Alencar, que foram presos preventivamente no sábado 16. A ação alega que o mandado de prisão é ilegal e, entre outros argumentos, diz que há o risco de eles serem contaminados com a Covid-19 na prisão.

Integrantes de movimentos conservadores e defensores do presidente Jair Bolsonaro, eles estão presos porque, segundo a Polícia Civil, descumpriram a ordem de ficar em casa e participaram de protestos na Avenida Paulista e em um acampamento montado em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) – eles haviam sido detidos no dia 2 de maio quando fizeram um ato em frente ao prédio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraescontra a sua decisão de barrar a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal.

“Considerando a situação emergencial de saúde pública decorrente do coronavírus (Covid-19), considerando que estabelecimentos em que há aglomeração de pessoas privadas de liberdade são muito mais suscetíveis à disseminação de doenças virais, e visando a reduzir ao máximo os riscos advindos de uma possível contaminação por coronavírus, principalmente dos sujeitos ainda protegidos pela presunção de inocência, pugna pela concessão da liberdade provisória dos requerentes”, diz o pedido assinado pela defensora Hellen Compariri.

Contrário às medidas de quarentena e a favor da abertura do comércio em São Paulo em meio ao avanço da doença, Bronzeri organizou uma série de protestos contra o governador de São Paulo, João Doria, a quem chama de “psicopata”. Segundo ele, a pandemia é uma “fraude” para encher o bolso de políticos corruptos. Agora a doença virou argumento a seu favor para tirá-lo da cadeia.

Leia a reportagem completa na Veja

Moradores fecham BR-364 em protesto por transporte coletivo em Candeias, RO

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Interdição afeta pista sentido Candeias-Porto Velho. Manifestantes liberam rodovia a cada 10 minutos

Moradores de Candeias do Jamari (RO), na região metropolitana de Porto Velho, fecharam a BR-364 na manhã desta sexta-feira (10). O fechamento acontece em protesto pela paralisação do transporte coletivo na cidade, que fica a cerca de 20 quilômetros da capital.

A manifestação acontece na pista sentido Candeias-Porto Velho, nas proximidades da ponte sobre o Rio Candeias. O protesto tem cerca de 60 pessoas e é acompanhado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A cada 10 minutos os manifestantes liberam a rodovia para manter o fluxo de veículos. O objetivo, segundo eles, é chamar a atenção para os problemas enfrentados no transporte coletivo da cidade. Via G1

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Na Colômbia população vai às ruas contra reforma no trabalho e previdência

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Atos levam centenas de milhares às ruas em várias cidades e acabam em confronto em Cali e Bogotá. Manifestações, inicialmente contra reformas do trabalho e da previdência, também miram temas de segurança e educação

Centenas de milhares de colombianos saíram às ruas nesta quinta-feira (21/11) em protestos contra a política econômica e social do governo conservador do presidente Iván Duque, paralisando praticamente todo o comércio e o trânsito nas ruas de várias cidades.

As manifestações mais intensas dos últimos anos no país foram maioritariamente pacíficas, apesar de tumultos registrados em Bogotá e Cali, onde foi decretado um toque de recolher obrigatório. Nas duas cidades, assim como em Medellín, houve também panelaços ( o que não é comum na Colômbia) que se prolongaram durante mais de duas horas.

“A Colômbia saiu vencedora nessa jornada histórica de mobilização cidadã”, disse em nota o Comitê Nacional de Paralisação, que engloba centrais trabalhistas, sindicatos, organizações camponesas, universitários e partidos de oposição.

Os organizadores pediram uma reunião em caráter de urgência com o presidente para debater as questões políticas, econômicas e de segurança que motivaram os protestos e ameaçaram voltar ás ruas se o governo não der atenção ás demandas do movimento.

Kolumbien Paro Nacional Landesweiter Streik gegen die Regierung (Carlos Augusto Lozano)
Apesar de confrontos, manifestações foram majoritariamente pacíficas

O estopim dos protestos foram as propostas do governo de flexibilizar o mercado de trabalho e o sistema previdenciário, mas outras causas também foram adicionadas por diferentes setores da população.

Os indígenas pedem maior proteção, após o assassinato de 134 membros de suas comunidades desde o início do governo de Duque; os estudantes, por sua vez, exigem mais recursos para a educação.

Uma queixa em comum a todos os grupos é à política de segurança do governo, centrada no combate ao narcotráfico, além do assassinato de vários líderes sociais e da intenção de modificar o acordo de paz assinado entre o governo anterior e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Alguns ex-membros da guerrilha também participaram dos protestos.

Polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Bogotá
Polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Bogotá

Membros do comitê organizador asseguram que mais de um milhão de pessoas participaram das mobilizações em todo o país. Entretanto, estimativas oficiais apontam que esses números seriam de no máximo 207 mil pessoas, no horário de maior adesão aos protestos.

Iván Duque, que acompanhou as manifestações junto das autoridades de segurança do governo e membros de seu gabinete, disse reconhecer a legitimidade de algumas das exigências das ruas.

“Hoje, os colombianos falaram e nós os ouvimos. O diálogo social tem sido a principal bandeira deste governo. Devemos aprofundá-lo com todos os setores da sociedade e acelerar a agenda social e a luta contra a corrupção”, afirmou o presidente em pronunciamento à nação. 

Ele destacou o caráter pacífico dos protestos, mas condenou o que chamou os atos de “vandalismo puro” que ocorreram em algumas cidades. Os choques entre manifestantes e policiais deixaram ao menos 57 civis e 70 policiais feridos e 43 pessoas foram presas em todo o país.

Duque enfrenta uma rejeição de 60% dos colombianos além de sérias dificuldades por não possuir maioria no Congresso. O país de 48 milhões de habitantes tem um crescimento econômico acima da média regional, ainda que com altos índices de desigualdade e desemprego. Via DW

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Comunidades bloqueiam BR 364 em protesto pela falta de transporte escolar, em Porto Velho

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A manifestação acontece na BR 364, no sentido Acre, e a PRF está se deslocando para o local

Moradores de distritos de Porto Velho iniciaram mais uma manifestação na manhã dessa segunda-feira(30), em protesto pela falta de transporte escolar nessas regiões, que já deixou milhares de estudantes fora das salas das aulas e com ano letivo de 2019 totalmente comprometido, informa o Rondoniaovivo.

Dessa vez, o fechamento está ocorrendo no km 80, da BR 364, no sentido Acre, em uma área conhecida como Linha Caracol, próximo a Jaci-Paraná. Participam da manifestação moradores das Linhas: 67 (Caracol), Santa Rita, Linha 22, Linha 32, Jirau, União Bandeirantes e Rio Pardo.

Eles disseram que pretendem colocar um fim nessa situação em que se encontra o transporte público escolar nos distritos de Porto Velho. O grupo aguarda que as autoridades responsáveis se manifestem e encontrem uma solução para o problema.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal está se deslocando para o local da manifestação e se colocará à disposição para trazer um representante das comunidades até Porto Velho para negociar com pessoal da Prefeitura de Porto Velho.

As fotos são de Carlos Caldeira

Paralisação e protestos contra medidas do governo atingem 20 estados e o DF; AO VIVO

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Mobilização foi convocada contra cortes na educação e a reforma da Previdência. Por volta de 9h, ao menos 20 estados e o DF tinham sido afetados

Cidades brasileiras registram protestos e paralisações em serviços públicos na manhã desta sexta-feira (14). Trabalhadores cruzaram os braços contra os cortes do governo na educação e a reforma da Previdência. Por volta de 9h, ao menos 20 estados e o DF tinham sido afetados.

No início da manhã, os efeitos da paralisação eram sentidos nas grandes cidades principalmente no transporte público e com o fechamento de vias. Somente parte das linhas de ônibus, trem ou metrô funcionavam em capitais como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador. No Rio, protestos bloquearam vias da cidade.

Resumo

  • No Rio, vias foram bloqueadas por manifestantes, e a PM chegou a usar bomba de efeito moral para dispersar protesto, mas o transporte público não parou
  • Em SP, somente algumas linhas do metrô paralisaram, e houve bloqueio de vias importantes por protestos
  • Em Salvador, ônibus foram atacados por pedras
  • Escolas e universidades amanheceram fechadas em locais como Goiás, São Paulo, Sergipe Distrito Federal, Minas Gerais e Pará
  • Até 8h05, 43 cidades de 14 estados tinham registrado protesto
  • Até 8h15, 31 cidades haviam registrado paralisação de serviços em 15 estados e no DF

Entidades marcam novo protesto contra cortes na Educação para o dia 30 de maio

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Manifestações desta quarta-feira ocorreram em todos os estados e no DF; segundo a CUT, cerca de dois milhões de pessoas participaram dos atos

Após a onda de  protestos pelo país nesta quarta-feira (30), entidades da sociedade civil já organizam novas manifestações para o dia 30 de maio contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

As mobilizações de hoje se espalharam por mais de uma centena de cidades em todos os 26 Estados e no Distrito Federal e reuniu estudantes, professores, entidades da sociedade civil e partidos políticos.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a greve nacional prevista na agenda de atos deste dia de mobilizações contou com o engajamento de ao menos dois milhões de trabalhadores.

As manifestações, que transcorreram, em sua maioria, de forma pacífica, deram-se no mesmo dia em que o ministro da Educação , Abraham Weintraub,  foi sabatinado na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o bloqueio das verbas.

MEC defende contingenciamento

O Ministério da Educação (MEC) garante que o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos.

Segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais, cujo orçamento para este ano totaliza R$ 49,6 bilhões. Deste total, segundo o ministério, 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

De acordo com o ministério , 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) diz respeito àquelas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.

Temendo manifestação de caminhoneiros, Moro autoriza uso da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios

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Órgão responsável pelas ações de inteligência informou que há previsão de manifestações na Esplanada. Segundo GSI, iniciativa de pedir a Força Nacional é de ‘caráter preventivo’

Portaria assinada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública, pelo período de 33 dias, na Esplanada dos Ministérios, via de Brasília que concentra os principais prédios públicos da capital federal. A portaria publicada no “Diário Oficial da União” entrou em vigor nesta quarta-feira (17).

Segundo a assessoria do Ministério da Justiça, Moro atendeu a um pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pasta comandada pelo ministro Augusto Heleno que é responsável pela segurança do presidente e ações de inteligência.

Criada em 2004 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Força Nacional é formada por policiais militares, bombeiros militares e profissionais de perícia forense indicados pelas secretarias de segurança estaduais. Esse efetivo é acionado em situações de distúrbio público e pode atuar em qualquer unidade da federação mediante autorização do ministro da Justiça.

A assessoria do GSI confirmou que a iniciativa de solicitar o emprego da Força Nacional na Esplanada foi da pasta e informou que a motivação é a previsão de que ocorram manifestações na área central de Brasília nas próximas semanas. Uma das categorias seria a dos caminhoneiros, que não concordam com a política de preços da Petrobrás. Nesta quarta, foi autorizado um reajuste de R$ 0,10 no preço do litro do diesel. Também podem ocorrer manifestações contra a reforma da Previdência.

Ainda de acordo com o Gabinete de Segurança Institucional, o pedido de uso da Força Nacional é de “caráter preventivo” para garantir a segurança do patrimônio da União e dos servidores que atuam nos prédios públicos da região.

“Registramos que este procedimento faz parte da definição de atribuições que constam do Protocolo Integrado de Segurança da Esplanada dos Ministérios do Governo do Distrito Federal”, ressaltou a assessoria do GSI por meio de nota.

O ministério destacou ainda no comunicado que o emprego dos policiais da Força Nacional depende de autorização prévia do Ministério da Justiça, conforme prevê a legislação.

A portaria publicada nesta quarta-feira no “Diário Oficial” afirma que o contingente que será disponibilizado para atuar na região da Esplanada será definido após planejamento do Ministério da Justiça. Além disso, o ato assinado por Moro destaca que o prazo de 33 dias poderá ser prorrogado, “se necessário”.

“Caso a renovação não seja solicitada pelo órgão apoiado, tempestivamente, o efetivo será retirado imediatamente após o vencimento desta portaria”, diz um dos artigos do ato oficial.

Com G1

Justiça condena jovens que protestaram contra gastos na Copa de 2014

O grupo condenado a 7 anos de prisão é acusado de liderar manifestações, alegando superfaturamento nas obras para o Mundial

Vinte e três ativistas foram condenados nesta terça-feira (17/7) pelo juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a 7 anos de prisão. O grupo atuou em protestos realizados em 2013 e 2014 contra a realização da Copa do Mundo, alegando que tratavam-se de obras superfaturadas gerando gastos desnecessários ao país.

Eles foram condenados por formação de quadrilha ou bando e por corrupção de menores. Na época, os envolvidos foram acusados de planejar e realizar atos violentos contra os gastos do Mundial.

Posteriormente, a Operação Lava Jato provou que ocorreram diversos casos de corrupção envolvendo obras feitas ou iniciadas para a competição esportiva, inclusive, as investigações levaram o ex-governador Sergio Cabral e seus principais secretários à cadeia, onde ainda permanecem.

Foram condenados: Elisa de Quadros Pinto Sanzi (conhecida como Sininho), Luiz Carlos Rendeiro Júnior, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, Eloísa Samy Santiago, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Jourdan, Igor Pereira D´Icarahy, Drean Moraes de Moura Corrêa, Shirlene Feitoza da Fonseca, Leonardo Fortini Baroni Pereira, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes, Pedro Guilherme Mascarenhas Freire, Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia, Bruno de Souza Vieira Machado, Andre de Castro Sanchez Basseres, Joseane Maria Araújo de Freitas, Rebeca Martins de Souza, Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza.

Ao final da sentença, porém, Flavio Itabaiana não determinou a prisão preventiva e permitiu que os condenados possam recorrer em liberdade.

O advogado João Tancredo, responsável pela defesa de dois condenados, considerou que a decisão já era esperada, pelo perfil do juiz ao longo do processo. Segundo ele, a história demonstrou que os manifestantes estavam certos ao denunciarem os excessos e a corrupção nas obras da Copa, posteriormente comprovados pela Lava Jato. Tancredo recorrerá da decisão.

Fonte: agenciabrasil

Caminhoneiros protestam mesmo após anúncio de Temer

A proposta foi anunciada na noite deste domingo (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto

protestos em pelo menos cinco estados brasileiros – Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Pernambuco – nesta segunda-feira (28), mesmo após o anúncio do presidente Michel Temer de reduzir R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias.

A proposta foi anunciada na noite deste domingo (27) pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. Isto significa, segundo o presidente, zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.

O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. A expectativa do Palácio do Planalto era que a paralisação, que já durava sete dias e causava enormes prejuízos e transtornos em todo o país, terminasse logo.

“Os efeitos dessa paralisação na vida de cada cidadão me dispensam de citar a importância da missão nobre de cada trabalhador no setor de cargas. Durante toda esta semana, o governo sempre esteve aberto ao diálogo e assinamos acordo logo no início. Confirmo a validade de tudo que foi acertado.” Temer disse que, nas 48 horas anteriores, o governo tinha avançado na negociação das novas medidas. “Assumimos sacrifícios sem prejudicar a Petrobras.” Temer acrescentou que o congelamento valerá por 60 dias e, a partir daí, só haverá reajustes mensais. “Cada caminhoneiro poderá planejar seus custos. Atendemos todas as reivindicações”, afirmou.

A equipe econômica foi chamada ao Palácio para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados. Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados. Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal. Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas.

Panelaços e vaias

Durante o pronunciamento de Temer pela televisão, várias cidades do país registraram manifestações como panelaços, apitaços e gritos de “Fora, Temer!”.

No Rio de Janeiro, por exemplo, houve registros na Urca, Laranjeiras, Botafogo e Copacabana. Manifestações foram também registradas em São Paulo, Salvador, Recife e Distrito Federal.

Fonte: agenciabrasil