Concentração de mercúrio no rio Madeira prejudica desenvolvimento neurocognitivo de crianças

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Um grande grupo apresenta níveis de exposição muito superiores ao recomendado pela OMS

Um estudo realizado com 263 crianças de comunidades ribeirinhas de Rondônia associou níveis de mercúrio no cabelo dos participantes a um menor desempenho em testes de funções neurocognitivas. Publicada no periódico Neurotoxicoloy, a pesquisa foi feita com crianças em idade escolar (de 6 a 14 anos) da região do rio Madeira, um dos principais afluentes do rio Amazonas. Nela se refere que o tóxico é consumido em forma de metilmercúrio (MeHg) nos peixes.

As crianças com maiores níveis de mercúrio no cabelo tiveram pior desempenho em tarefas neurocognitivas. A cada 10 μg/g a mais no nível de mercúrio, o desempenho diminuiu meio desvio padrão em quociente de inteligência (QI) verbal, escores de QI estimados, conhecimento semântico, fluência verbal fonológica e memória operacional verbal e visuoespacial (análise controlada por idade, sexo e educação materna).

As habilidades cognitivas são um conjunto de habilidades aprendidas em diferentes graus, conforme um indivíduo cresce e se desenvolve mentalmente. … Alguns exemplos de habilidades cognitivas incluem habilidades motoras, memória, atenção, percepção e uma categoria ampla conhecida como habilidades executivas. As funções cognitivas têm um papel fundamental no processo cognitivo e trabalham em conjunto para que possamos adquirir novos conhecimentos e criar interpretações. Algumas das principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem e aprendizagem

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o valor de referência para níveis aceitáveis de mercúrio em humanos é de até 2 μg/g. Embora a mediana da população do estudo tenha sido próxima a este valor (2,05 μg/g), metade da amostra apresentou níveis acima do ponto de corte para risco à saúde humana. E 25% das crianças apresentaram níveis que variaram de 4,03 μg/g a 21,75 μg/g, o que significa que um grande grupo apresenta níveis de exposição muito superiores ao recomendado pela OMS.

“Um grupo de crianças tinha níveis aceitáveis de mercúrio, mas outras tinham até 10 vezes acima do ponto de corte, e isso traz um efeito negativo para a cognição em funções especificas”, disse ao Medscape o primeiro autor da pesquisa, Cassio dos Santos Lima, que é doutorando da Universidade Federal da Bahia (UFB). A pesquisa foi coordenada pela professora Sandra de Souza Hacon, da Escola de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e teve a participação de especialistas da UFB, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pontifícia Universidade Católica Do Rio De Janeiro (PUC-Rio) e Fiocruz RJ.

O Dr. Carlos Fernando Collares, médico e professor-assistente da Maastricht University, nos Países Baixos, que não participou da pesquisa nem da revisão dela, mas atua como revisor do periódico Neurotoxicology, disse: “Este trabalho tem o mérito de revisitar um problema importante, mas negligenciado. Um trabalho hercúleo, confirma o que se sabe e traz mais evidências. A parte estatística poderia ser melhor, mas com o que foi publicado já é possível ter um panorama da gravidade da situação. A toxicidade do metilmercúrio e de outros agentes neurotóxicos costuma ser insidiosa. E o trabalho tem o grande mérito de colocar uma lupa sobre o problema.”

Da terra à mesa 

O solo da Amazônia brasileira tem altas concentrações de mercúrio de origem natural. Além disso, na década de 80, cerca de 300 toneladas deste elemento químico foram despejadas no rio Madeira devido às atividades de mineração. Historicamente, a exploração do ouro sempre ocorreu de forma irregular, e o mercúrio utilizado no garimpo acabou sendo perdido no ambiente, onde é bio-transformado em MeHg. Não é de hoje que este elemento chega aos peixes, que são a principal fonte de proteína animal da população ribeirinha.

A relação entre exposição ao mercúrio e danos neurológicos está bem estabelecida na literatura, e há estudos prévios com crianças expostas ao MeHg por meio do consumo de peixes associados a reduções significativas na inteligência, memória, atenção e processamento visuoespacial. Os dados obtidos na pesquisa feita com a população acerca do rio Madeira coincidem com os de pesquisas anteriores com as populações dos rios Tapajós e Amazonas. Os resultados eram, de alguma forma, esperados.

“A exposição ao mercúrio é um problema mundial”, explicou Cassio. “A OMS tem diretrizes sobre o impacto do mercúrio na saúde, que ocorre de forma diferentes nos diferentes locais. Na região amazônica, que é cortada por rios, a ingestão de peixe é a caraterística mais marcante.”

O pesquisador, que avaliou os dados para a sua tese de mestrado, coordenou as atividades de campo junto com uma equipe local em Porto Velho. A equipe ia até as comunidades e, diante da autorização dos pais/responsáveis, fazia a avaliação nas escolas. O resultado foi entregue pessoalmente em cada casa, junto com uma orientação nutricional.

O rio Madeira tem mais de 1.000 espécies de peixes, e as equipes ensinaram aos moradores quais tipos de peixe podem ter menos concentração de mercúrio. O trabalho pedagógico incluiu a recomendação de ingerir menos peixes de couro, e manter apenas uma ou duas vezes por semana o consumo de peixes carnívoros. “Sabemos que as condições das famílias não permitem mudar a diete, mas é possível fazer a alternância”, disse Cassio.

Indígenas

O trabalho no rio Madeira não determinou se se tratava ou não de população indígena. “É população ribeirinha reassentada”, especificou o pesquisador. Mas a Fiocruz já chamou atenção para a contaminação por mercúrio de mulheres e crianças de aldeias indígenas do Amazonas.

A avaliação da exposição dos ianomâmis ao mercúrio foi um pedido das próprias lideranças locais, que desconfiaram da contaminação dos moradores dessa região devido à proximidade aos pontos de garimpo de ouro. De acordo com o estudo que analisou amostras de cabelo de quase 300 indivíduos (134 mulheres adultas e 144 crianças), 56% dos indígenas apresentaram concentrações de mercúrio acima do limite estabelecido pela OMS e 4% apresentaram concentrações acima do limite para o surgimento de efeitos adversos à saúde (6 μg/g). O valor máximo (13,87 μg/g) foi detectado na amostra de cabelo de uma criança de três anos.

As pesquisas continuam, e o histórico de exposição ao mercúrio vai ser estudado aproveitando uma caraterística cultural indígena: O cabelo mais próximo da raiz reflete a exposição recente, mas as mulheres deixam o cabelo muito comprido. Outros estudos demonstram que a população urbana da região amazônica também possui níveis altos de mercúrio no organismo. 

Discrepâncias

Os resultados brasileiros estão de acordo com os obtidos em estudos de coorte das ilhas Faroé, no Atlântico Norte, mas contrastam com um estudo de coorte feito nas ilhas Seichelles, no Oceano Índico, que não encontrou associação entre os níveis de mercúrio e os testes neuropsicológicos. Os autores reconheceram que são necessários mais estudos avaliando os níveis de MeHg nos peixes e seu consumo na região do rio Madeira para entender essas diferenças.

Outros pesquisadores destacaram que, para avaliar adequadamente a associação entre o neurodesenvolvimento e a ingestão de peixes, deve ser aplicado um questionário detalhado sobre a frequência alimentar. Em segundo lugar, eles ressaltaram que é difícil avaliar o desenvolvimento cognitivo na infância, porque há mudanças rápidas no desenvolvimento do sistema nervoso central, e os resultados variam dependendo do tempo de avaliação e dos efeitos de diferentes fatores ambientais. A avaliação repetida desde a primeira infância até a idade escolar seria aconselhável para superar as diferenças individuais em trajetórias neurocognitivas e detectar efeitos tardios. 

O Dr. Carlos Fernando acrescentou que o trabalho publicado tem problemas na parte estatística: “Eles transformam a principal variável independente (Hg no cabelo), que é contínua, em descontínua, dividindo-a em quartis e usando o quartil superior para realizar suas asserções e conclusões. Dicotomizar ou politomizar variáveis contínuas, não faz parte das boas práticas de pesquisa, pois pode levar à resultados bem diferentes e paradoxais em comparação com a variável contínua original.”

O Dr. Carlos Fernando fez questão de ressaltar que não discute a neurotoxicidade do metilmercúrio, “que existe e é bem evidente”, mas a abordagem quantitativa utilizada pelos autores para mostrar uma diferença significativa. “Em vez de buscar resultados estatisticamente significativos por meio de um P de valor baixo, teria sido mais interessante utilizar uma série de regressões lineares, ou mesmo uma MANOVA para que, em vez da significância, as magnitudes de efeito (effect sizes) falassem por si. Felizmente, a regressão linear múltipla foi realizada. Houve uma transformação log 10 dos níveis de mercúrio, mas isto foi necessário para que os dados obedecessem aos pressupostos da regressão linear múltipla.”

O Dr. Carlos Fernando também destacou outros pontos faltantes na publicação, como a falta de detalhamento sobre o processo de controle por sexo, idade e nível educacional materno.

“Idealmente, outros preditores entram na própria regressão e os valores dos coeficientes são analisados em conjunto. Além disso, valores de Psignificativos em regressões não bastam. É preciso que os autores digam o percentual de variância explicada em cada regressão. Regressões com resultados significativos, mas com pouco percentual de variância explicada, não costumam ter tanta relevância clínica. Fomos privados dessa informação. Eu sugiro fortemente ao time de autores que publique os dados anonimizados deste estudo para que outros autores possam realizar análises independentes, com outras abordagens analíticas.”

Em pesquisas futuras, os fatores genéticos também devem ser levados em conta, uma vez que pode haver uma predisposição genética à neurotoxicidade do MeHg, mesmo em níveis baixos. De fato, alguns polimorfismos foram associados a um aumento da suscetibilidade ao MeHg, enquanto outras variantes são capazes de proteger contra eventos adversos. 

Mesmo com as críticas metodológicas, há consenso em aceitar o problema da neurotoxicidade do metilmercúrio na alimentação e seu efeito em funções neuropsicológicas cruciais. Esta deficiência poderia se potencializar com as consequências de outras caraterísticas que as populações ribeirinhas reassentadas e indígenas têm em comum, como a vulnerabilidade social.

Na Amazônia, se teme que os efeitos da exposição alimentar ao mercúrio comprometam ainda mais o futuro.

Dr. Carlos Fernando Collado e Cassio dos Santos Lima informaram não ter conflitos de interesses relevantes. A pesquisa foi financiada por uma subvenção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio – Avaliação de Impacto em Saúde de projetos de desenvolvimento na Amazônia, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e INOVA ENSP 2015.

Via Medscape

Rebocador afunda no rio Madeira, em Porto Velho

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Não houve feridos, segundo a Marinha. Delegacia Fluvial disse que vai investigar o acidente

Um rebocador naufragou na tarde desta sexta-feira (12) na região do rio Madeira, em Porto Velho. A confirmação veio através da Delegacia Fluvial, que monitorou o acidente durante a tarde. Não houve registro de feridos.

Segundo a Marinha, o local onde a embarcação afundou fica na região do Porto do Milho, no bairro Nacional, Zona Norte da capital. No local funciona o embarque e desembarque de grãos.

A delegacia fluvial informou que não há feridos e que uma equipe de Inspeção Naval, subordinada à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, foi enviada até a região do acidente para avaliar a situação. A Marinha reiterou também que não houve poluição hídrica no Madeira.

Em nota, a Delegacia Fluvial disse que um inquérito será instaurado para apurar as causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades pelo acidente.

Imagem ilustrativa

Rio Madeira atinge maior cota do ano em Porto Velho: 17,11 metros

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Autoridades consideram 17 metros a cota de cheia na capital. Água subiu rapidamente por volta de 3h

O rio Madeira atingiu nesta terça-feira (26) a cota de cheia em Porto Velho. Segundo o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira, por volta de 3h45 o rio marcou 17,11 metros, a maior cota do ano.

Segundo a Defesa Civil, 17 metros é a cota de transbordamento para uma eventual cheia na capital. Na tarde de segunda-feira (25) o rio marcava 16,85 metros.

Nível da água subiu rapidamente nesta terça-feira/Imagem de arquivo

Às 3h da madrugada desta terça-feira, a água subiu rapidamente e chegou aos 17 metros. Quarenta e cinco minutos depois, o rio subiu ainda mais e atingiu a maior cota do ano: 17,11 metros.

Segundo o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH Rio Madeira), mesmo atingindo o recorde do ano, o rio Madeira voltou a recuar durante a manhã desta terça-feira. Às 10h da manhã a cota era de 16,67 metros.

A tendencia para os próximos dias é que o rio tenha uma estabilidade, porém a previsão de chuva para a capital do estado nos próximos dias.

Mais de 400 atingidos

A cheia do rio Madeira já atinge mais de 400 pessoas na capital. Mais de 10 famílias estão desabrigadas e pelo menos 28 desalojadas.

“Os desabrigados estão na área rural e são mantidos em barracas, com ajuda das secretarias envolvidas no apoio humanitário”, explicou Marcelo Santos, coordenador de Defesa Civil do município.

A cheia já prejudica produtores rurais em distritos. Alguns deles já perderam toda lavoura devido ao avanço da água nas propriedades.

Cheias históricas

Quando registrou a cheia histórica, em 2014, o nível do rio Madeira atingiu mais de 19 metros. Milhares de pessoas foram retiradas de casa.

Outro ápice do nível do rio foi em 9 de abril de 2007, quando o Madeira chegou a 17,52 metros. Na época, a enchente invadiu bairros, distritos e afetou cerca de 1,6 mil famílias somente em Porto Velho.

Com G1

Construção de muro de contenção na margem do Rio Madeira, em Porto Velho, inicia em outubro

Em março de 2019 terá início a revitalização do complexo. Toda obra deverá ser entregue 18 meses.

Após quase oito anos de impasse, um acordo na 5ª Vara da Justiça Federal, ocorrido na tarde desta segunda-feira (17), definiu como será a revitalização do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Os recursos para obra, destinados pela Santo Antônio Energia, já estavam disponíveis, mas as partes envolvidas não se entendiam.

“Graças a Deus nós conseguimos reunir todos os interessados, o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Iphan, Governo do Estado e Justiça Federal. Hoje, o juiz Shamyl Cipriano homologou, por sentença, o acordo formulado entre as partes”, comemora o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

Foi definido que as obras de enrocamento (muro de contenção) em toda margem do Rio Madeira, que compreende a área da Madeira-Mamoré, iniciará no próximo dia 1º de outubro. Em março de 2019 terá início a revitalização do complexo. Toda obra deverá ser entregue 18 meses. “O espaço será transformado e devolvido para a população como ela merece, com muito mais conforto, dignidade e respeito. Vai ser um verdadeiro ponto turístico da nossa cidade”, acrescentou.

Obstáculos

Dentre os entraves enfrentados até chegar a esse acordo, Hildon Chaves cita a falta de realização do projeto básico, falta de delimitação de responsabilidades e quatro ações civis públicas propostas no âmbito da Justiça Federal tratando do assunto. Com a boa vontade das partes envolvidas, as ações foram transformadas numa só e os obstáculos superados, isso depois de várias reuniões em um ano e meio de trabalho.

Valores

A obra toda custará cerca de R$ 30 milhões, sendo 24 milhões da Santo Antônio Energia, a título de compensação, R$ 2,5 milhões do Governo Estadual, outros R$ 2,8 de emenda parlamentar de autoria do senador Ivo Cassol e contrapartida em serviços diversos por parte do Município.

A parte que cabe ao Governo de Rondônia será quitada em sete parcelas iguais de R$ 357.142,85, sendo que a primeira será depositada no dia 30 deste mês. Durante o período das obras o complexo ficará fechado para visitações.

Fonte: rondoniagora

Para prender 2 pescadores, PM faz perseguição cinematográfica com helicóptero no Rio Madeira; veja vídeo

A Policia Ambiental teve apoio aéreo do helicóptero do NOA – Núcleo de Operações Aéreas da Policia Militar durante a perseguição

PORTO VELHO – Em uma ação espetaculosa com uso de helicóptero e barcos, dois pescadores foram perseguidos e presos no Rio Madeira, em Porto Velho, na noite desta quarta-feira (13), durante uma ação da Polícia Militar Ambiental (PMA). Segundo o boletim de ocorrência, uma guarnição fazia patrulhamento no rio quando foi visto embarcações saindo das comportas da Hidrelétrica Santo Antônio.

Policiais militares do Batalhão Ambiental em duas embarcações e com o apoio do helicóptero do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) em operação na noite de quarta-feira (13) pelo leito do Rio Madeira na região da Usina Santo Antônio, em Porto Velho, dentro do limite proibido, flagraram várias embarcações em deslocamento vindo das comportas da Usina Hidroelétrica de Santo Antônio, sendo possível abordar apenas uma embarcação devido a extensão do rio e dificuldade da abordagem.

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De acordo com o boletim de ocorrência, quando os policiais chegarem perto da embarcação os suspeitos empreenderam fuga realizando diversas manobras perigosas pelo meio do Rio Madeira, chegando quase a colidir com um barco de passeio turístico, causando grande perigo para todas as pessoas que navegam no rio, configurando a contravenção penal do artigo 34, além de dificultar o serviço da Polícia Militar.

No boletim de ocorrência, os policiais afirmam que foi necessário o uso de equipamentos não letais, sendo lançadas duas granadas de gás de pimenta pela equipe do Núcleo de Operações Aéreas. Na sequência, duas embarcações da Polícia Ambiental conseguiram parar a embarcação e dar voz de prisão pelo crime de pesca ilegal em local proibido, conforme prevê o art. 34 do decreto federal 9.605/98 combinado com a Portaria 228/2015/GAB/SEDAM e também direção perigosa aos suspeitos identificados como Sirinei P. S., 37, e Jorge Luiz S. S., 21.

Foram apreendidos com eles uma malhadeira de 50 metros de comprimento e cinco metros de altura, conforme Termo de apreensão e depósito nº 002188 depositados no Batalhão Ambiental.

Fonte: expressãorondonia

 

Nível do Rio Madeira atinge 16,6 metros e mais uma família é desalojada em RO

Um jovem de 21 anos, a esposa e duas filhas, uma de 4 e outra de 1 ano foram retirados de casa no Bairro São Sebastião II, devido ao avanço do Rio Madeira, em Porto Velho. Nesta terça-feira (20), o nível da água atingiu 16,6 metros.

Segundo a Defesa Civil municipal, esta é a quarta família desalojada pela cheia em menos de uma semana. Nos próximos dias, outras quatro famílias devem realocadas.

“Temos oito famílias em observação. Dessas, quatro foram removidas para outras regiões”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Santos.

A exemplo de várias outras pessoas que moram em área alagadiças, Maik de Souza, que mudou-se com a família para a casa do sogro, já está inscrito em um programa de moradia e teve o nome sorteado, mas ainda não sabe quando terá acesso à nova residência.

“Fui vítima da enchente de 2014. Me inscreveram no programa de moradia, mas ainda estou no aguardo da tão sonhada casa”, explicou.

Nesta quarta-feira, outras duas famílias que moram na mesma comunidade serão retiradas para regiões mais altas.

Uma delas é a do estivador Orlando Franco Félix, de 41 anos. Com o acesso à casa tomado pela água e sem ter recebido a moradia, mesmo tendo sido contemplado no programa da prefeitura, ele foi obrigado a alugar um pequeno apartamento com quem dividirá com a esposa e cindo filhos. “A gente vai sobrevivendo do jeito que dá”, comentou.

Na quarta-feira (21), segundo Marcelo Santos, uma equipe da Defesa Civil seguirá para as regiões do médio e baixo Madeira, onde algumas residências já estão sendo isoladas pela água.

“Vamos montar acampamento nessas regiões para prestar apoio efetivo aos moradores dessas comunidades”, afirmou Marcelo.

Comunidades do Médio e Baixo Madeira também sentem os efeitos da cheia do Madeira (Foto: Defesa Civil Municipal/Divulgação)

Fonte: g1

Rio Madeira atinge 15,6 metros e deixa família desabrigada em Porto Velho

Devido ao aumento do nível do Rio Madeira, que atingiu 15,6 metros nesta sexta-feira (9), uma família que reside no Ramal Maravilha, margem esquerda do rio, teve que ser retirada de casa para um abrigo provisório. Esta foi a primeira família a ser retirada de casa por causa do avanço do nível do rio.

Segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, Marcelo Santos, a água chegou próximo ao assoalho da casa onde a família reside e já compromete a segurança do casal e das cinco crianças que habitam o local.

“Já sofremos com a invasão de sapos, cobras e até jacarés”, lamentou a dona de casa Rosangela Ramos da Vilva que, segundo ela, vive pela segunda vez o drama da alagação.

De acordo com Marcelo Santos, na enchente histórica de 2014, Rosângela e a família foram algumas das pessoas que ficaram desabrigadas devido ao avanço das águas do Madeira.

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“Essa é uma das famílias que, embora estejam contempladas no programa de moradia da prefeitura, ainda sofrem com a enchente”, salientou Marcelo, acrescentando que o caso será repassado à Secretaria Municipal de Regularização Fundiária, Habitação e Urbanismo (Semur).

Enquanto o sonho de uma casa em local seguro não se concretiza, a família de Rosângela conta com apoio da prefeitura, para se alimentar, e de pessoas como a estudante Franciene Barros Amorim, que cedeu um espaço no terreno onde mora e uma casa para amparar os desabrigados.

“Fiz questão que essa família viesse morar aqui”, afirmou a estudante.

Segundo Marcelo Santos, a Defesa Civil vai ceder uma barraca, aos moldes dos assentamentos da ONU, e doará uma cesta básica para que a família se mantenha.

“A prefeitura vai ficar dando apoio a essa família o tempo que for necessário”, assegurou, alertando que outras 150 famílias são monitoradas pela Defesa Civil, na iminência de serem retiradas de seus lares devido o avanço do rio.

Famílias desabrigadas na primeira enchente ainda sofrem com descaso

PAINEL POLÍTICO produziu uma reportagem mostrando o drama das famílias que haviam sido atingidas pela enchente de 2014. Relembre:

G1/Paine Político

Rio Madeira deve atingir a cota de alerta emergencial de 14 metros neste fim de semana

Nesta sexta-feira (12), às 11h15, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chave, dará entrevista à imprensa, em seu gabinete, para falar das providências que estão sendo adotadas pela Prefeitura para enfrentar uma eventual situação de nova enchente do rio Madeira.

Pela manhã, o prefeito, acompanhado do chefe da Defesa Civil Municipal, Marcelo Santos, e do chefe da Defesa Civil Estadual, coronel Chianca, sobrevoará de helicóptero regiões ribeirinhas mais vulneráveis a alagações, como os distritos de Nazaré, São Carlos, Demarcação, enfim, vão verificar o que poderá ser feito em caso da necessidade de evacuação de ribeirinhos, abastecimento emergencial de água e alimentos.

No retorno, seguem para a sede da Prefeitura para a coletiva de imprensa. Pelas previsões recebidas pela Defesa Civil Municipal, o rio Madeira deve atingir a cota de alerta emergencial, que é de 14 metros, neste fim de semana.

Elevação das águas do Madeira e seus afluentes está acima do esperado, aponta boletim do CPRM

Houve elevação importante dos níveis do rio Madeira e afluentes

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou nesta segunda-feira, dia 08/01, boletim de monitoramento do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH Rio Madeira). A avaliação da situação hidrológica atual do rio, com base nas informações atualizadas fornecidas pelas estações automáticas de monitoramento operadas pela CPRM, registra elevação do rio Madeira e seus afluentes acima do esperado para esta época do ano devida a ocorrência de chuvas intensas em toda a bacia.

Os dados pluviométricos registrados representam acumulado de até 121,4 mm nos últimos sete dias para a região do rio Madeira em Porto Velho. Nas demais estações, o volume de chuva registrado foi na sua maioria próximo de 100 mm. As chuvas intensas atingiram as regiões dos rios Guaporé, Mamoré, Madre de Dios e Beni.

Segundo estimativas por satélite do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), os níveis pluviométricos registrados representam de forma geral chuvas acima do esperado para essa época do ano.

De acordo com o engenheiro hidrólogo da CPRM, Giancarlo Bonotto, responsável pelo SAH Rio Madeira, houve elevação importante dos níveis do rio Madeira e afluentes em quase todos os pontos de monitoramento, muito acima do esperado para esta época do ano nas estações Príncipe da Beira, Guajará-Mirim, Morada-Nova, Abunã e Porto Velho, sendo que as últimas três registraram máximas históricas para essa semana do ano.

A exceção é Porto Velho, onde o nível do rio caiu nos últimos dias e se aproximou das cotas esperadas, provavelmente reflexo da operação das usinas do rio Madeira. No entanto, a situação deve mudar neste ponto. Previsão do CPC/NOAA aponta até domingo, dia 14, precipitação acumulada de até 135 mm em boa parte das bacias dos rios Guaporé, Mamoré, Beni e Madre de Dios, o que representa chuvas acima do esperado na região em até 50 mm.

“Com base nesta projeção e considerando-se também as chuvas que ocorreram na última semana, espera-se que o rio Madeira volte a subir em Porto Velho e que a tendência de elevação continue na próxima semana”, afirma Bonotto.

Os dados hidrológicos utilizados no boletim são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) operada pela CPRM e de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA), os dados de previsão de chuvas são provenientes da NOAA.

Assessoria CPRM

Homem ameaça pular da ponte do Rio Madeira, em Porto Velho

Na manhã desta terça-feira (07), um homem, ainda não identificado, foi contido após ameaçar pular da ponte do Rio Madeira, em Porto Velho.

O homem gritava que ia cometer suicídio e logo equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas. Um negociador foi chamado e conseguiu convencer ele a não cometer tal ato.

O cidadão foi levado para uma unidade médica. A motivação para o homem tentar praticar tal ato não foi revelada.

Fonte: rondoniaovivo