Deputado de Rondônia leva “pito” de Bolsonaro, “convido quem eu quiser”

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Leia a íntegra da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

REARRUMAÇÃO

O ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), em conversa descontraída com este cabeça chata, revelou que pretende observar o desenrolar das eleições municipais sem  apoiar nenhum candidato abertamente. Disse que vem conversando com vários grupos políticos, em particular com Expedito Junior (PSDB), papos visando as eleições de 2022. Não descartou deixar o PSB e, na hipótese de sair, há o convite para ingressar no PSD. Jesualdo foi o prefeito de Ji-Paraná mais bem avaliado e disputou as eleições de 2018 a uma vaga senatorial em que obteve uma boa votação.

TORMENTA

O livro da jornalista Thaís Oyama, Tormenta, lançado recentemente, em que narra crises, intrigas e segredos, em um ano do governo do capitão Jair Bolsonaro, em suas páginas 68 e 69, dedica um chega para lá do capitão ao coronel e deputado federal rondoniense Chrisóstomo (PSL). De acordo com a autora, na primeira reunião com a bancada do PSL o deputado de Rondônia perguntou porque o presidente levava somente o deputado federal Hélio Negão nas viagens presidenciais. Irritado, Bolsonaro respondeu: “Ô deputado, o senhor me desculpe, mas eu convido quem eu quiser”. Quem assistiu à cena percebeu que o coronel ficou atormentado com a resposta ríspida.

ESTRELATO

O deputado federal Léo Moraes conseguiu ser indicado a novo líder do PODEMOS na Câmara Federal, na última segunda-feira, quando o Congresso retornou do recesso. O parlamentar rondoniense, portanto, passa a compor o grupo de parlamentares que compõe o colégio de líderes. Cabe ao seleto grupo de parlamentares definir toda as pautas de votação, além das indicações dos membros das comissões permanentes. Léo deixa o baixo clero para estrear entre os deputados federais do alto clero que conduzem as votações da Câmara Federal. Antes, somente o ex-senador Valdir Raupp conseguiu a proeza de liderar a bancada no Senado Federal.

CASCATA

Partidários do deputado federal Mauro Nazif (PSB) espalham por aí uma suposta pesquisa – suposta porque os números apurados são duvidosos – onde ele desponta como candidato a candidato competitivo a prefeito da capital. Nazif nunca tornou público o desejo de retornar à administração municipal, mas seus partidários forçam a barra espalhando percentuais irreais. Embora atualmente com um desempenho razoável na Câmara Federal, na municipalidade foi o maior desastre. A candidatura é cascata. Aposto!

OPORTUNISTAS

É impressionante como em temporada eleitoral aparecem candidatos enrustidos falando em nome de tudo e todos. Nada do que eleição para os oportunistas aparecerem como salvadores da pátria. Fazem qualquer coisa para aparecer, nem que seja passar por ridículo aos olhos do povo. Há aqueles que continuam com os métodos arcaicos das caneladas, embora o eleitor esteja tão incrédulo que nestas eleições a abstenção e o voto nulo correm o perigo de serem maioria.

AVACALHAÇÃO

As eleições estão tão avacalhadas que um candidato a candidato a prefeito que preside uma associação de chifrudos anunciou a pretensão de administrar Porto Velho. Mesmo sendo pessoalmente um cara de boa verve, Pedro Soares aborda as pessoas com as quais se relaciona em tom folclórico e vai logo avisando que dispõe de vagas para vereadores. Dificilmente ele próprio leve a sério a suposta candidatura até as convenções, mas vai ajudar a avacalhar um processo envolto a muita desconfiança de esculhambação.

CONVITES

Apesar das resistências contrárias dos familiares, o desembargador Walter Waltemberg está avaliando com certo entusiasmo colocar o nome como candidato a candidato a prefeito. Inicialmente chegou a entabular conversas com o MDB, presidido pelo deputado federal Lúcio Mosquini. Mas foi procurado também por emissários do PSD e Aliança para o Brasil. Valter estabeleceu início de abril para anunciar a decisão, visto que sua aposentadoria das funções de desembargador já está encaminhada.

IRRESPONSABILIDADE

Todas as medidas preventivas adotadas pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias estaduais de Saúde no Brasil são essenciais para conter um surto de corona vírus. Todas as coletivas concedidas diariamente pelos órgãos de controle subordinados ao Ministério da Saúde foram em tom ameno para evitar alarme e pânico junto à população. O Governo Federal tem adotado cautela na divulgação de eventuais casos, bem diferente do tom alarmista adotado pelo Secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, ao anunciar as suspeitas de dois casos no estado. Anúncio que sequer entrou nas estatísticas nacionais. A forma como Máximo anunciou solenemente as tais suspeitas beira a irresponsabilidade.  

MARANHÃO

O governador e ex-juiz federal Flávio Dino, do Maranhão, é hoje o principal nome da esquerda para enfrentar as eleições presidenciais contra o capitão Jair Bolsonaro. Mesmo sendo um governador bem avaliado em seu estado e implementando ações concretas que estão ajudando a melhorar os índices de qualidade de vida dos maranhenses, é na área da educação que o governador tem se destacado ao pagar um salário ao professor da rede estadual acima dos seis mil reais. Não será uma tarefa fácil para a esquerda viabilizar nacionalmente o nome de Dino, mas não é impossível em tempos de redes digitais que criam mitos e destroem reputações.

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Novos áudios podem anular operações da Polícia Civil de Rondônia

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UNANIMIDADE

Dificilmente o jornalismo rondoniense registrará em sua história um profissional da comunicação, e ao mesmo tempo patrão, com o perfil do jornalista Euro Tourinho. O falecimento do jornalista abre uma lacuna que deixará muita saudade pela dignidade, integridade e honradez. A vida profissional do seu Euro se confunde com a história de Rondônia. Eis um cidadão que merece todas as homenagens possíveis por ter sido uma unanimidade em vida e uma unanimidade em seu fim.

ESCOLA

Não cheguei a trabalhar no jornal Alto Madeira – veículo de comunicação da família Tourinho –, mas todos os colegas que com ele labutaram repetiam o apreço e respeito ao patrão. Levou uma vida na maior simplicidade com gestos grandiosos. Seu Euro escreveu uma história densa na imprensa rondoniense e manteve até o final da vida a verve alegre e generosa em relação a todas as pessoas com quem conviveu. Morre um grande jornalista e nasce uma grande inspiração para todos aqueles que vão iniciar na profissão. Esta coluna presta homenagem ao grande pequeno homem e uma eterna reverência ao jornalista. Agora ele se junta no plano superior aos colegas Paulo Queiroz, Ivan Marrocos, Nelson Castro, entre outros.

INCONSTITUCIONALIDADE

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a Lei 4.012/17, do Estado de Rondônia, que proibia a cobrança de ICMS sobre as contas de luz, água, telefone e gás de igrejas e templos religiosos. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria, a norma pretendida não estava amparada pela imunidade tributária, sendo necessário o atendimento aos requisitos estabelecidos pela Constituição para a proposição e trâmite legislativo dessa matéria, como a exigência de lei específica e acomodação das consequências orçamentárias geradas.

CRITÉRIOS

O ministro Alexandre de Moraes apontou também que a Constituição Federal exige que as renúncias de receita sejam seriamente analisadas pelas instituições, acolhendo recomendações internacionais que estimulam a criação de instrumentos de conexão dos gastos tributários com a realidade orçamentária dos governos.

DANDO QUE SE RECEBE

Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha sido eleito com um discurso de combate aos malfeitos e ao toma-la-dá-cá entre o poder executivo e legislativo – prática conhecida como “é dando que se recebe” -, a Casa Civil da Presidência da República tem negociado em surdina com os membros do Congresso Nacional nomeações de apaniguados para órgão públicos como medida eficaz na aprovação das matérias que tramitam na Câmara Federal e Senado Federal e que são de interesse do presidente.

PERPLEXIDADE

Os novos áudios que expõem uma disputa fratricida no interior de parte da Polícia Civil têm deixado operadores do Direito perplexos. Um magistrado em contato com a coluna, sob o anonimato da fonte, revelou que os fatos noticiados podem contaminar operações em andamento. Além de exigir daqui pra frente dos julgadores uma análise mais rigorosa dos pedidos formulados pelos delegados para quebra de sigilos telefônicos de investigados.

GRAMPO

Na hipótese de uma investigação rigorosíssima para apurar eventuais desvios de agentes públicos em investigações, com perícia da engenhoca denominada de “Guardião”, a conclusão tende a ser um escândalo nacional. Esta informação foi dada à coluna por uma fonte que trabalhou em operações da mesma natureza.

MARMITA

Sempre termina em relações indigestas a mistura entre “badeco” com o mundo político. Quando esses dois mundos sentam na mesma mesa terminam se lambuzando e provocando restrições de ir e vir em decorrência da divisão dos dividendos do que relação com menu servido. De longe já dá para escutar o som do relógio batendo.

ESTUPIDEZ

Não há e nem nunca houve um registro criminal de que nas dependências das Universidades Federais tenha havido cultivo de maconha, conforme declarou o ministro da educação no alto da sua estupidez. Há um movimento concreto de desmoralização das universidades federais visando que sejam privatizadas. A mesma classe média que hoje aplaude esta desmoralização é a mesma que se formou e tem seus filhos cursando em federais pagos pelo contribuinte e ainda não se apercebeu do golpe que está em andamento para acabar com a gratuidade do ensino superior. Droga de verdade é quem se junta a essa casta de estúpidos para aplaudir tamanha insanidade.

POSSE

Os desembargadores Marcos Alaor Grangeia e Alexandre Miguel assumem, nesta sexta-feira, às 17 horas, presidência e vice, respectivamente, do Tribunal Regional Eleitoral. São dois grandes juízes, professores e intelectuais. A coluna agradece o convite recebido.  

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VAZA OCO

Continuam a os vazamentos de conversas entre autoridades policiais civis e membros do Ministério Público rondoniense sobre a operação “Pau oco”, envolvendo servidores públicos, políticos e madeireiros em supostos malfeitos. No entanto, os vazamentos revelam o outro lado da moeda, qual seja, a forma ortodoxa (para não dizer algo pior) que agentes públicos eventualmente utilizam para investigar crimes, aparentemente à margem dos dispositivos constitucionais. Nos bastidores há quem diga que novas revelações ainda vão provocar muito furor por aí.

KAMIKAZES

Os áudios da operação Pau Oco que apontam agentes públicos atuando à margem do sistema judicial foram divulgados por um dos seus membros e aparentemente em razão de egos superlativos. Ao que parece, um delegado, membro desse grupo de WhatsApp, onde trocavam informações sobre a operação, decidiu jogar titica no ventilador e expor os métodos ortodoxos que o grupo utilizou para investigar políticos, agentes públicos e madeireiros. Mas, independentemente do resultado final desta autofagia, quem perde são as instituições, visto que nomes de membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil aparecem em diálogos nada convencionais.

TRANSPARÊNCIA

Ainda não restou clara a razão pela qual o relator desse processo não determinou a liberação de todo o conteúdo das investigações, haja vista que os métodos utilizados na coleta das provas as tornou contaminadas – pelo menos em parte, conforme áudios vazados. Todos falam e defendem transparência dos atos administrativos e cobram das autoridades a mesma postura, mas nem todos agem com a transparência que as circunstâncias exigem e na hora em que é para que tudo venha à luz, o silêncio e a inércia se impõem. Daí a exposição nas redes sociais contra as instituições públicas que ficam sujeitas à desmoralização. Quando as regras de convivência sucumbem emerge o caos.

FINANÇAS

Embora o coronel governador Marcos Rocha não diga um pio publicamente, mas em particular tem manifestado muita preocupação com o futuro das finanças do estado, os gargalos econômicos herdados com a dívida consolidada consomem um quinhão enorme das finanças rondonienses e o cenário futuro, caso a dívida das estatais não seja renegociada, é tenebroso. Na campanha o tema foi debatido a partir de uma reunião com os candidatos promovida pelo Tribunal de Contas que apontava dias difíceis caso nada fosse feito. E quase nada foi feito até o momento para resolver esta bomba relógio. Aliás, a bomba ainda não estourou em razão das ações políticas feitas pelo governador da época, Daniel Pereira.

SOLUÇÃO

No entanto, a solução depende da vontade política do Governo Federal e da capacidade de articulação do governador rondoniense com as autoridades brasilienses. Na campanha, quando o tema apareceu nos debates, o coronel respondia que já havia conversado com o capitão (Bolsonaro) sobre o assunto e que este (hoje presidente) teria prometido resolver. Chegou a hora do coronel Marcos Rocha cobrar do capitão Jair Bolsonaro o cumprimento da promessa, caso contrário, o tesouro estadual entra 2020 no vermelho. Afinal, a relação de amizade entre os dois, segundo o próprio Marcos Rocha, vem desde academia militar e permite ao que parece uma solução especial do caso por Rondônia.

ESTUPIDEZ

O Ministro da Educação Abraham Weintraub conseguiu nos últimos dias mais visibilidade pelas grosserias do que pela educação ao trocar impropérios pelas redes sociais com súditos comuns da população no último dia 15 novembro, data de aniversário da República. Defensor do retorno à monarquia, o ministro expôs suas opiniões favoráveis à família real e desancou a república. “Uma pessoa que acompanha as postagens do ministro no Twitter respondeu que “se voltarmos à monarquia, certamente você (o ministro Abraham Weintraub) será nomeado o bobo da corte”. O ministro retrucou: “Uma pena. Eu prefiro cuidar dos estábulos. Ficaria mais perto da égua sarnenta e desdentada da sua mãe”.

IDIOTICE

Diante da agressividade da resposta do ministro, outro cidadão, em tom jocoso, disse “ter encontrado o seu bom senso na rua, que mandou-lhe lembranças”. Mais uma vez, o ministro desceu ao rés do chão: “Que bom. Agora continue procurando o seu pai”. Não são palavras que se supõe proferidas por um ministro de Estado, mas por um estupido ou alguém com uma média intelectual abaixo da média mundial; talvez as duas coisas. A ministra Damares (tinder), perto de Weintraub, é uma alteza.

REPRESENTAÇÃO

É impressionante como a representação senatorial de Rondônia caiu e perdeu a força política que um dia conseguiu, até ministro conseguimos emplacar. As principais demandas políticas do estado eram tratadas com mais vigor e mais entusiasmo. Dos três senadores, hoje representando o estado, um passa o tempo viajando pelo mundo em missões oficiais, postando falas sobre suas andanças que em nada contribuem para o desenvolvimento de Rondônia. De tanto fazer pregações vazias ganhou o apelido de “Rolando Lero”. O segundo, ex-governador, vive viajando na maionese: frequenta as mídias sociais com críticas genéricas, especialmente na área de educação, embora, quando administrou, os índices do seu governo na área não tiveram percentuais tão expressivos. O terceiro, devido aos problemas judiciais, optou por concluir o mandato de forma discreta. É a nossa representação no Senado Federal com a menor importância política desde a criação do Estado.

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Governo de RO ganhou R$ 50 milhões para o JPII, mas não consegue receber

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Dinheiro foi repassado pelo Tribunal de Contas, mas estado não fez questão de receber até hoje

INCOMPETÊNCIA

Mesmo com o Tribunal de Contas disponibilizando cinquenta milhões de reais do seu orçamento próprio para que sejam investidos na construção de uma nova unidade de saúde na capital, substituindo o atual João Paulo II, o Governo do Estado não consegue abrir uma mísera conta exclusiva para receber os recursos. Por três vezes o Tribunal de Contas do Estado notificou a Sesau para que tomasse as providências necessárias à transferência dos recursos, mas, até agora, nada foi feito.

DESVIOS

Embora a ação do TCE não seja comum aos demais tribunais estaduais, visto que invariavelmente buscam recursos para investir nas suas próprias estruturas, o rondoniense abriu mão de suas receitas para que o estado utilizasse os recursos na melhoria da unidade saúde com a construção de um novo Pronto Socorro, já que o João Paulo virou caso de polícia. É incompreensível a inoperância estadual em não conseguir abrir uma simples conta para que o dinheiro seja depositado. O que o TCE não aceita é repassar a dinheirama para a conta única do estado, em razão de evitar que sejam desviados para outras finalidades.

TÓXICOS

Duas ações policiais feitas na semana passada, apesar de independentes, terminaram se interligando pelo conteúdo das investigações que desvendaram a ação predatória ao meio ambiente de grupos madeireiros e suas extensões com o mundo do tóxico. Avaliando com cuidado tais ações deduzimos que todas as operações foram bem montadas e executadas com um profissionalismo incomum. Sem alardes, as autoridades responsáveis pelas investigações surpreenderam os investigados com resultados exitosos.

PILATOS

Em entrevista a uma emissora de rádio no interior, o coronel governador Marcos Rocha (PSL) lavou as mãos em relação às tarifas exorbitantes que estão sendo aferidas nos relógios que medem o consumo de energia elétrica do rondoniense ao declarar que não tem o que fazer. É absoluta verdade o que disse o senhor governador que não tem como exigir da empresa de energia que baixe suas tarifas. É um setor de responsabilidade do Governo Federal que tem privatizado todas as companhias estaduais sob a falsa alegação ao prometer melhorar os serviços. A Energisa venceu um leilão nacional ao incorporar em seu patrimônio a Centrais Elétricas de Rondônia – incorporou somente a banda boa, haja vista que todo o passivo da Ceron foi consolidado na dívida estadual que sangra o tesouro estadual – e cobra as tarifas conforme as regras de mercado estabelecidas pela ANEEL.

MÃOS LIMPAS

Mesmo não podendo interferir diretamente nas tarifas cobradas pela Energisa, o governador, como gestor político e administrativo dos interesses de Rondônia, tem (teria) força política para interferir com cobranças no campo político. Não podemos esquecer que no boleto há vários penduricalhos relativos a taxas e impostos que governo e municipalidade poderiam abrir mão em favor do consumidor mais descapitalizado. Lavar as mãos não é a melhor saída para quem lidera a tropa. Ou tenta.  

VIRALIZOU

No final de semana viralizou nas mídias sociais, em particular nos grupos de WhatsApp, uma coreografia desengonçada feita pelo governador nas escadarias do Palácio Madeira em comemoração ao dia do servidor público. Enquanto o governador, acompanhado por colaboradores fora de ritmo, rebolava nas escadarias palacianas, o servidor não tinha o que comemorar e são compelidos a requebrar para sobreviver com salários aviltados. Não há o que comemorar na data destinada aos barnabés, seja do ponto de vista de carreira e financeiro, seja em relação ao desempenho dos coreógrafos. Mas viralizou o reboleio.   

TUMBA

É sempre assim: em todo período pré-eleitoral começam as especulações sobre eventuais candidaturas que não passam de lorotas para encher linguiça. Já estão ressuscitando das tumbas nomes para disputa de prefeituras que não passam de blefe. Como nestas eleições as coligações estão proibidas, os partidos vão lançar os nomes mais competitivos ao cargo majoritário, caso contrário afundam as nominatas de vereadores. Ademais, as campanhas mudaram e continuam em mutação de um para outra, e ninguém assusta tanto quanto o desconhecido. Já os nomes carimbados dificilmente terão as tumbas abertas. Quem viver verá!

SAÍDA

Sem clima nem espaço para permanecer no PSDB, já que não é ouvido em nada, o deputado estadual Laerte Gomes vai buscar na justiça uma saída jurídica para ingressar em outra legenda sem ferir a regra da fidelidade partidária. O destino deverá ser o PL – antigo Partido da República. Com ele seguem para o Partido Liberal vários vereadores e prefeitos.

ESTABILIDADE

O Governo Federal deverá encaminhar ao Congresso Nacional mais uma reforma que vai suscitar muita polêmica por mexer com direitos já consagrados ao longo da nossa história. A reforma administrativa do funcionalismo público traz em seu bojo novas regras para contratação, ou seja, acaba com a estabilidade e flexibiliza o processo de demissão, fragilizando a carreira no poder público. O presidente Bolsonaro nunca escondeu que é contra a estabilidade e tem como opinião que o servidor público possui muitos direitos que, para ele, atrapalham o estado. O que não vai faltar é barulho.

NITRO

Basta conceder uma entrevista para que o presidente Jair Bolsonaro arrume mais confusão. Segundo pessoas próximas, é o estilo belicoso do nosso mandatário. Ele atira para todos os lados e, a fazê-lo indiscriminadamente, vira alvo fácil para seus opositores. O que não falta na administração do capitão é confusão e quando tudo aparenta se acalmar, os filhos (zero 1, zero 2 e zero 3) colocam fogo.

MERECIMENTO

A Assembleia Legislativa de Rondônia voltou a conceder um título de cidadão rondoniense a mais uma autoridade que tem serviço prestado ao estado. Desta feita a condecoração foi destinada ao Conselheiro do Tribunal de Contas Wilbert Coimbra. A coluna abre espaço para homenagear os senhores parlamentares pela atitude, uma vez que o homenageado passou de forma impecável pelo Poder Legislativo, mas, antes disso, trilhou com galhardia desde o andar de baixo um caminho espinhoso para alcançar ao andar de cima. Wilbert nunca escondeu sua origem humilde desde sua chegada a Rondônia, oriundo do Maranhão, quando iniciou uma meteórica carreira na Polícia Militar, depois deputado estadual, professor universitário, e, finalmente, Conselheiro do Tribunal de Contas. Nunca esqueceu as origens, razão pela qual mantém uma vida tranquila, gestos grandiosos e generosidade imensurável. É aquele cara da melhor qualidade. Tem estatura para a comenda e trabalho pelo estado para a homenagem.  

Secretário de Saúde não soube explicar qual cálculo utilizou para aumentar os números de plantões

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Confira a íntegra da Resenha Política

PLANTÕES – Os protestos que os trabalhadores estaduais da saúde fizeram na semana passada e que conseguiram assustar a Sesau, além de chamar a atenção de parlamentares, não ocorreram em razão da instalação de um simples ponto eletrônico. O aumento de plantões para profissionais da enfermagem e medicina foi o motivo que reuniu estes servidores públicos depois que a Secretaria Estadual da Saúde decidiu exigir o cumprimento de um Termo de Ajuste de Gestão (TAG), que assinou com o PM e PMTC, mudando as escalas de quem trabalha nos plantões.

INTERPRETAÇÃO – Na verdade é que a Sesau interpretou de forma diversa a exigência da carga horária de quarenta horas semanais, que os Ministérios Públicos exigem no ajustamento, e modificou as escalas de médicos e enfermeiros ao aumentar os números de plantões sem observar as especificidades de cada profissão. Ao modificar os plantões atuais, a Sesau sequer percebeu que com a nova escala nem os horários obrigatórios para as refeições dos servidores foram observados.  Razão pela qual quase que provocava um movimento paredista no estado.

PERDIDO – Não passou despercebido na reunião o pito que a representante do Ministério Público de Contas passou no secretário Fernando Máximo (SESAU), ao alertá-lo que as recomendações feitas estavam circunscritas ao cumprimento da carga horária, nada a ver com número de plantões. Restou perceptível que o secretário não sabia explicar qual cálculo utilizou para aumentar os números de plantões.

MEDIAÇÃO – Coube ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edilson Silva, mediar o impasse e evitar uma greve ao convocar uma reunião entre o Conselho Regional de Enfermagem, de Medicina, sindicatos, o Secretário de Saúde, MP e MPTC para esclarecer os pontos obscuros contidos no termo de ajuste de gestão que geraram toda a confusão. Ficou acertado que as escalas ficam como estavam até que a Secretaria de Estado da Saúde faça seus estudos, num período de sessenta dias, para regulamentar a carga horária a ser cumprida nos plantões. A mediação feita pelo TCE revelou um órgão equilibrado e bem diferente do que tempos remoto.

HONRARIA – Embora seja um espaço que trata em geral de política, a coluna faz questão de registrar dois fatos que merecem menções: primeiro é a forma diligente que Edilson Silva imprimiu na condução do TC; segundo, resultado do primeiro, a comenda que o Poder Legislativo outorga nesta quarta-feira de Cidadão Honorário do Estado de Rondônia, ao lado do meu queridíssimo confrade desembargador Renato Mimesse. Edilson alcançou a glória profissional, apesar dos obstáculos que a vida impõe a quem não nasceu em berço esplêndido.

INCAUTOS – Sempre é bom que nossos políticos, os pretensos candidatos a políticos e as entidades que se arvoram na defesa dos interesses da população lutem com denodo contra a exploração dos liderados. O problema é quando utilizam o infortúnio do semelhante na exploração exclusivamente eleitoreira. Um caso crasso é a manipulação que andam fazendo com a promessa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar eventuais abusos nas tarifas cobradas pela companhia que comercializa a energia elétrica no estado. Nossas queridas autoridades estão jogando para a plateia para justificar aos incautos que lutam contra tarifas tão exorbitantes porque esta suposta CPI estará fadada ao esquecimento. Na privatização da CERON, por exemplo, muitos que hoje gritam, ficaram em silêncio enquanto o patrimônio estadual era entregue a uma empresa privada com a liberalidade das tarifas atualmente cobradas.

SUSTENTABILIDADE – Todas as atenções desta terça-feira (24) estavam voltadas para o discurso do presidente Jair Messias Bolsonaro na abertura dos trabalhos da ONU. Ao invés de sinalizar para com uma fala responsável de como compatibilizar o desenvolvimento com a sustentabilidade, Bolsonaro optou por anunciar que salvou o país de um suposto socialismo. Não bastasse a aberração intelectual num mundo globalizado, insistiu em observações belicistas num mundo onde ecoa o pacifismo. Bolsonaro, com seu discurso, confirmou as principais críticas de que dá de ombros ao meio ambiente e quando abre a boca solta fogo pelas ventas.

REPERCUSSÃO – O país anda numa cólera coletiva tão avassaladora que grosseria passou a ser sinônimo de autonomia patriótica e os impropérios ditos pelo presidente na ONU receberam aplausos de setores isolados do país, mas a repercussão pelo mundo afora foi um vexame.

ASSASSINATO – É abjeto ouvir de autoridades que a morte da criança no Rio de Janeiro é algo quase normal em nome de uma política de segurança pública altamente repressiva. O que ocorreu na capital carioca foi assassinato, visto que não havia nenhuma operação policial naquele local que justificasse uma bala perdida. O resto é lorota de canalha que sequer se compadece com a dor da família.

STF – O Plenário do Supremo Tribunal Federal julga nesta quarta-feira (25) o primeiro recurso contra a sentença oriunda da 13ª Vara Federal de Curitiba, da época de Sérgio Moura, que condenou o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, condenado a 11 anos prisão. Na segunda turma do STF, Bendine conseguiu o feito inédito de anular a sentença por suposto erro processual. O resultado do julgamento pode influenciar em outras condenações da Lava Jato.

VENEZUELANAS – Em Porto Velho diariamente convivemos com um cenário ainda mais desolador nas ruas, nos sinais de trânsito: as venezuelanas e seus bebês pedindo para sobreviver. Muitas ainda amamentando. A população tem sido solidária, mas é preciso mais. E a pergunta que fica no ar: onde estão nossas instituições, secretarias de ação social, igrejas, pastorais, enfim, aqueles que têm a missão humanitária de prestar socorro nas situações mais extremas?

REFUGIADOS – Os refugiados no mundo passam de 70 milhões. É resultado de uma crise mundial grave mas que tem guarida no direito internacional. Os países devem cuidar de duas fronteiras, estabelecer suas regras, mas têm a obrigação de respeitar o direito internacional, o direito dos refugiados e o direito humanitário. É o princípio da solidariedade. E o que faz nossa capital? Só vemos aumentar o problema.  

ARTICULAÇÃO – Algumas capitais já se articulam em projetos sociais, como o “Empoderando Refugiadas”, que tem apoio da ONU, com ensino da língua, capacitação profissional, integração cultural etc. Em Rondônia não vemos ainda um trabalho sistematizado, uma atenção séria. São inúmeros os problemas sociais, mas todos devem receber a devida consideração.

Falas de Bolsonaro liberaram ações predatórias na Amazônia

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Leia a íntegra da coluna de Robson Oliveira

NÉSCIO – Ao propor a extinção do Incra para que o estado avoque as funções fundiárias desenvolvidas pelo órgão federal, Evandro Padovani, Secretário de Estadual de Agricultura, revela que em questão agrária é um néscio. O Incra tem feito ao longo de sua existência um trabalho satisfatório na regularização e pacificação fundiária com o recurso insuficiente que tem. Em relação às ações típicas da Seagri, é possível que Padovani tenha alguma expertise, embora o setor em Rondônia venha se expandindo com resultados exitosos independentemente das ações governamentais.

BOQUIRROTO – Durante três colunas este cabeça chata vem alertando para as declarações do presidente Bolsonaro e do seu subalterno na área ambiental, Ricardo Salles, por serem o combustível explosivo que deu visibilidade internacional às labaredas das queimadas na região Norte, em particular Rondônia. No meio de tanta insensatez que causou tanta combustão nessa discussão, as falas do presidente ao criticar as ações de fiscalização na área ambiental, desde o início do ano, foram entendidas como uma senha para liberar geral as ações predatórias contra nossas reservas, seja na extração ilegal da madeira, seja na expansão desordenada das áreas de pasto.

REAÇÃO – Um exemplo de como as falas de nossas autoridades são interpretadas por estes setores do agronegócio de forma tosca e equivocada, basta lembrar a reação que culminou com o incêndio de um caminhão pipa que transportava combustível para o abastecimento dos veículos da fiscalização do Ibama, em Espigão do Oeste. Ora, quando nossas autoridades responsáveis pela ordem incentivam o contrário, emerge o caos.

EXEMPLO – Há uma gravação, por exemplo – esta coluna transcreveu na época-, em que o próprio governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, avisa aos madeireiros que não iria autorizar a participação das polícias do estado nas ações de repressão contra os eventuais crimes perpetrados em Espigão do Oeste por madeireiros. Nem as suspeitas de que parte dessa madeira seja oriunda das reservas indígenas da região foram suficientes para que o governo abrisse uma investigação. Suspeitas estas que exigiam do poder público ao menos uma investigação preliminar e ações preventivas de repressão para que a ordem fosse restabelecida. A fala do coronel governador Rocha também serviu para que os céus de Rondônia entrassem em chamas.

FOTOGRAFIAS – Enquanto a Amazônia virava cinzas, os grupos políticos que se rivalizam de forma venal nas mídias sociais debatiam sobre fotos supostamente da floresta Amazônica em fogo que personalidades e autoridades internacionais utilizaram como ilustrações das matérias ou denúncias. Uma polêmica inútil e sem sentido, visto que tais fotos apenas ilustram o conteúdo da denúncia. Inequívocos são os dados disponíveis por órgãos científicos de que as queimadas e o desmatamento voltaram a crescer. O que devemos condenar, como também reprovar, são as falas de nossas autoridades políticas que terminaram servindo como incentivos das queimadas. O resto é lorota. O que conta é o essencial: o ar irrespirável, pastos e florestas em chamas e os órgãos de fiscalização sucateados sem condições objetivas para conter a criminalidade ambiental.

GARIMPAGEM – Ao declarar recentemente que o governo tem intenção de encaminhar ao Congresso Nacional uma emenda para regularizar a garimpagem nas reservas indígenas, Bolsonaro termina dando razão aos ambientalistas de que seu governo quer flexibilizar a legislação para que o garimpo seja legalizado em áreas de preservação. Com isto, aumenta este abismo de devastação na Amazônia com reflexos danosos às comunidades indígenas. Não há um local, desde que os portugueses saquearam e levaram o nosso ouro e pedras preciosas para a coroa lisboeta, em que o garimpo foi liberado e que o resultado não tenha sido um desastre. Um exemplo é Serra Pelada. Ao prometer liberar nas terras indígenas, o governo estimula um setor altamente predatório.

PAPO FURADO – Nossas autoridades costumam repetir o bordão de que é preciso regularizar o garimpo de diamante em Espigão do Oeste, localizado da reserva Cinta Larga e Zoros, sob o falso argumento de que as riquezas estão saindo clandestinamente sem que nada fique para o cofre estadual. Onde os garimpos foram regularizados o legado deixado para o poder público local são os problemas sociais na saúde, educação e segurança pública e, lógico, os problemas ambientais. O resto é papo furado!

UFANISMO – Todas as vezes em que a comunidade internacional reage contra a falta de zelo do Brasil com os recursos naturais da Amazônia surgem as reações internas alegando uma suposta conspiração visando a internacionalização de nossa região. Foi assim no governo FHC, Lula e, agora, repetido no de Jair Bolsonaro. O ufanismo exacerbado na verdade é o meio pelo qual o governante de plantão utiliza para desviar o foco da verdade, ou seja, toda vez que nosso sistema de fiscalização e repressão dos crimes ambientais relaxam em suas funções, optamos por um nacionalismo infantil ao invés de reconhecer o erro e investir em alternativas para a região . Não há em marcha nenhuma conspiração com o objetivo de invasão do território nacional, especialmente da Amazônia. O que há é um governo que atenta contra nossos recursos hídricos e vegetais para atender um setor econômico predatório.

Delação – Uma delação feita por um empresário madeireiro vai desencadear ainda uma operação em cadeia de Rondônia ao Pará. O delator fez sua parte e entregou cada um dos parceiros que operavam de forma ilegal a extração vegetal sob os auspícios de outras autoridades administrativas e políticas. A princípio o foco das atenções é a região de Ariquemes.

Políticas de Bolsonaro são porta de entrada para dizimar indígenas

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Leia a coluna de Robson Oliveira

MEIO AMBIENTE – Ao que parece é que o presidente Bolsonaro não percebeu que suas frases provocam mais desgaste para o país do que sua imaginação pode alcançar. A questão ambiental é hoje, aqui e alhures, uma das mais cruciais para a humanidade e não pode ser encarada pelos governantes como uma pauta ideológica, seja de esquerda, seja de direita. É uma pauta que afeta a todos, indistintamente.

APEDEUTA – Todas as declarações presidenciais sobre o assunto deixam claro que os assessores do presidente para a área são ruins e não entendem nada, ou nosso chefe de estado é um apedeuta. Decerto que há exageros em alguns números divulgados quanto ao uso indevido dos biomas. Mas quanto ao desmatamento e às invasões das reservas indígenas, com a tecnologia hoje de monitoramento disponível, os números parecem ser até piores do que os anunciados.

TERROR – Bolsonaro acenou em campanha para o agronegócio e chegou a chamar os movimentos populares pela terra de terroristas numa clara intenção de que na presidência as tensões no campo iam aumentar caso o MST mantivesse a mesma prática de invadir terra produtiva e tocar fogo nos equipamentos das fazendas. Para surpresa, ainda não houve um grande conflito entre MST e governo, e o conflito registrado até agora foi provocado pelo setor madeireiro da região de Espigão do Oeste que, com ato de terror, pôs fogo num caminhão pipa que transportava combustíveis para abastecer os carros dos órgãos de fiscalização naquela região. Ao invés de reprovar o ato, o presidente gravou um vídeo em defesa do agronegócio.

EQUÍVOCOS – Desde que foi ungido ao cargo de mandatário da nação, Jair Bolsonaro tem voltado as suas mais acerbas críticas à atuação dos órgãos ambientais e sua metralhadora vernacular em direção às organizações não governamentais e ao mundo científico. Não por coincidência os setores que mais cobram do governo políticas restritivas contra a devastação desenfreada.  

RAPA – O governo federal tem feito um “rapa” no arcabouço jurídico construído desde que o Brasil sediou a Eco 92 e passou a adotar políticas em defesa do meio ambiente. Mudou o decreto que flexibiliza o porte de armas, o relaxamento das leis num dos países que mais mata em acidentes de trânsito, os ataques machistas e homofóbicos, a criminalização dos movimentos sociais, abriu precedente para aniquilação da cultura e terras dos índios, a perseguição a professores e estudantes, a defesa explícita do desmatamento, não apenas na Amazônia como nos demais biomas, a condenação sumária dos imigrantes e refugiados, inclusive dos nossos lá fora, enalteceu torturadores, além de estimular todo tipo de preconceito, em particular de gênero.

GRILAGEM – Ontem, no principal telejornal brasileiro, mais uma matéria relacionada à questão ambiental. Desta feita, os índios Uru Eu Wau Wau – conhecidos como Japaú – com reserva a partir de Espigão do Oeste e se alastrando por mais regiões, estão denunciados uma suposta grilagem das suas reservas e que estariam sendo comercializados ilegalmente por grileiros como loteamentos.

DIAMANTE – Na mesma região, os Cintas Largas – etnia reconhecida pelos brancos por ostentarem uma espécie de cinturão, feito de entrecasca de árvores, são alvos da garimpagem de diamantes. Há quem defenda, inclusive o presidente, a legalização desse garimpo sob o falso discurso de que nossas riquezas estão sendo exploradas clandestinamente, sem reconhecer que a ilegalidade é o reconhecimento da incompetência do estado brasileiro em não combater adequadamente o contrabando. A legalização, será o fim da etnia e a abertura total para que a madeira da reserva seja retirada também ilegalmente.

TRATADOS – O Brasil é signatário de vários tratados internacionais na área ambiental, quer queira ou não o agronegócio, vai ser compelido a cumprir as normas ambientais. Do contrário, os produtos agrícolas e a proteína animal brasileira, principais produtos de nossas exportações, vão sofrer boicotes internacionais. Daí a necessidade de o presidente da República diminuir sua metralhadora verborrágica e o setor vegetal e agro se conscientizarem que num mundo globalizado não há espaço para prática criminosas e primitivas que remontam a ocupação de Rondônia há três décadas.

JORNADA – Serventuários da justiça do estado de Rondônia lançaram um movimento denominado “Justiça 12” que visa a adoção da jornada de trabalho de 12 horas, ininterruptas. É um movimento espontâneo, capitalizado pelo jovem servidor Brunno Oliveira, que percebeu a proposta como saída para que os serviços destinados aos advogados e jurisdicionados não sejam suspensos. Atualmente o Poder Judiciário Estadual funciona em dois turnos, das oito horas às treze, depois retoma o atendimento das dezesseis horas às dezoito. Esta jornada tem causado problemas aos jurisdicionados, aos advogados e aos próprios serventuários. Uma simples mudança nesses horários, com duas turmas trabalhando ininterruptamente prestaria um serviço mais digno e melhor. Embora a cúpula do tribunal ainda não perceba. Fica a dica.

ROCHA FILHO – A maioria dos membros da bancada federal de Rondônia compareceu ao ciclo de palestras que o escritório de advocacia Rocha Filho organizou para debater as perspectivas do agronegócio. Diego Vasconcelos, um dos sócios da banca, promete novos painéis de interesse estadual. As questões ambientais e agrárias estão no radar como temas importantes para nossa economia. 

Nota oficial da Ordem dos Advogados do Brasil foi a mais lúcida sobre caso Moro/Dallagnol

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Notas exclusivas do jornalista Robson Oliveira, em sua Resenha Política

VAZAMENTO – O mundo político está perplexo com os vazamentos de aplicativos que até então todos achavam invioláveis. WhatsApp e Telegram, os dois aplicativos mais usados por quem não quer ser bisbilhotado, em particular conversas com conteúdo nada republicano, agora revelam que são violáveis, em razão do vazamento das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e membros do MP que investigam os malfeitos da lava-jato. A notícia em si caiu como uma bomba pelos diálogos revelados, mas deixou muita gente do mundo político preocupado.

PAPAGAIO – Uma fonte da coluna com experiência em investigar o mundo político local adiantou que a forma utilizada pelos hackers para clonar os telefones das autoridades da lava-jato, em Rondônia, é indispensável porque os políticos continuam falando abertamente sobre estripulias, despreocupados com eventuais vazamentos. Haveria, inclusive, em andamento, uma investigação com falas desses papagaios de arrepiar as penas das araras azuis, ave em extinção.

ABRANGÊNCIA – Outro dia houve uma operação policial de busca e apreensão numa empresa local e na casa de autoridades sem o mesmo alarde das anteriores ligadas ao ‘Pau oco”. Há informações ainda em apuração que a operação original se multiplicou em outros inquéritos com madeira suficiente para queimar muitas reputações ainda incólumes. Em pouco tempo algo nesse sentido poderá ser revelado com o barulho político que tende a vir pela frente, decerto pela abrangência dos fatos.

JORNALISMO – Li com tristeza alguns profissionais da mídia local tentando desqualificar o furo jornalístico envolvendo os principais personagens da lava-jato dado pelo jornalista Glenn Greenwald – profissional premiadíssimo e que acumula um prêmio Pulitzer, o mais representativo do mundo e, no Brasil, um ESSO.

CAPACHOS – Qualquer profissional sério que tivesse um material jornalístico tão forte nas mãos não temeria em divulgá-lo, em respeito ao acesso da população às entranhas da maior operação policial e judicial já vista por aqui. Tentar desqualificar o autor da matéria e o conteúdo exposto, na boca das pessoas comuns que se rivalizam com acusações mútuas nas redes sociais desde a campanha, não há nada anormal, mas não é comum profissionais da imprensa censurarem o trabalho competente de colegas premiadíssimos sob a justificativa de falta de isenção. Ora, censura a uma reportagem, aqui ou alhures, deve ser repelida por toda a sociedade, principalmente por quem um dia pode sofrer o mesmo mal.

GOTAS – Pelo quem tem sido publicado no noticiário nacional e internacional os diálogos controversos entre o ex-juiz Moro e as partes responsáveis pela investigação não são apenas os que foram tornados públicos, os que hão de vir prometem ser igualmente demolidores. É aguardar para ver a próxima gota desta nitroglicerina jurídica.

PONDERAÇÃO – Entre todas as notas corporativas divulgadas em relação aos vazamentos, a nota oficial da Ordem dos Advogados do Brasil foi a mais lúcida pela ponderação. Num ambiente contaminado pelo viés ideológico e um conteúdo publicado de causar perplexidade a qualquer rábula de porta de cadeia, a nota da OAB põe as coisas nos devidos lugares.

PRIORIDADE – Embora não seja afeto a atuação do Tribunal de Contas a construção de hospitais da rede estadual, a decisão do presidente da corte rondoniense, Edilson de Sousa, ao abrir mão de cinquenta milhões de reais, que seriam destinados às edificações e ampliações dos espaços  do TC, para que sejam destinados a construção de um novo João Paulo II, merece todos os elogios. Os membros do Tribunal de Contas deram um exemplo de que é possível cortar gastos e priorizar ações que sejam capazes de atender com mais dignidade à população carente. Em tempos bicudos, os administradores têm que eleger prioridades e não serem perdulários.

RESPONSABILIDADE – Quem também tem imprimido uma gestão responsável e moderna é o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes. O presidente do Legislativo tem conseguido economizar os recursos públicos e exigido muita seriedade dos seus comandados. Quem não seguir os ditames que regram a administração pública não terá longevidade na política. Os tempos podem ser bicudos, contudo, arejados.

PROJETO – Com a filiação do ex-governador Daniel Pereira ao Solidariedade, partido presidido pelo polêmico e ex-sindicalista Paulinho da Força Sindical, surgiram as especulações de que poderá ser mais um pretendente à sucessão do atual prefeito Hildon Chaves. É verdade, Pereira chegou a sondar o PSD sobre a possibilidade de filiação com a garantia da indicação à prefeitura da Capital. Como não conseguiu tais garantias optou em ingressar ao SD para viabilizar seus projetos pessoais. Por enquanto, pode sonhar com a candidatura. O problema reside na pedra no meio do caminho, já que em política dois mais dois nem sempre são quatro…

Marcos Rogério dá uma banana para servidores e pessoas do campo

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RESENHA POLÍTICA – POR ROBSON OLIVEIRA

REFORÇO

Os partidos já estão trabalhando em surdina para se reforçarem visando as eleições municipais de 2020. O PR, por exemplo, anunciará em breve várias filiações de nomes com apelo eleitoral. Vão ser reforços bem consistentes e que mudam a correlação de forças em Rondônia. O PR é comandado no estado pelo ex-deputado federal Luís Cláudio, atual Secretário de Agricultura da Capital.

FEIRA

A principal feira do agronegócio do Norte que ocorre há oito anos na cidade de Ji-Paraná, organizada pela Seagri, apoiada por instituições públicas e setor privado, ajuda a movimentar o comércio estadual e projeta o estado no calendário regional dos negócios agrícolas. Este ano haverá novamente a participação de delegações estrangeiras.

GASOLINA

Os preços dos combustíveis dispararam em Rondônia. A gasolina ultrapassou os cinco reais, o que reflete nos preços dos alimentos, visto que os transportadores não hesitam em repassar o aumento para o contribuinte. Ainda tem tolo que faz convocação pra rua em defesa dos políticos. A economia não dá sinais de melhora e a crise política instalada na capital federal tende a abrir mais fissuras no tecido social. Estamos em plena recessão. Salve-se quem puder!

RECALL

Nem principais líderes do PSL, partido do presidente Bolsonaro, estão convictos da convocação de um ato público em defesa do mandatário nacional. Preocupada com os desdobramentos do acirramento que pode vir das ruas, a deputada federal Joyce Hasselmann (SP) é contra. O problema é esta convocação virar um recall da eleição do presidente. Ou coisa pior.

SEGURANÇA

É impressionante a inércia do coronel Marcos Rocha, governador de Rondônia, em relação ao sistema prisional. Assim que assumiu, o primeiro ato foi intervir no sistema ao convocar a tropa da polícia militar para manter a ordem. De lá para cá a situação tem piorado e está longe do controle dos órgãos públicos. Não há uma semana que não sejam divulgadas fugas em massa, o que contribui para a escalada da violência, em particular em Porto Velho. O coronel, antes de cair em suas mãos a governadoria, administrou o sistema, o que causa mais críticas em razão da falta de ações concretas para debelar a inércia.

TACAPE

Enquanto a maioria dos membros da bancada federal de Rondônia no Congresso percebeu que é fria defender sem nenhuma modificação a proposta da Reforma da Previdência, o senador Marcos Rogério (DEM) fez questão de ocupar a tribuna do Senado Federal, na semana passada, para baixar o tacape em quem é contra e defendeu a reforma sem nenhum retoque.

ESCUDEIRO

Quem leu o texto do projeto de lei da Reforma da Previdência percebeu que os servidores públicos e trabalhadores rurais são as maiores vítimas do projeto porque vão chegar à velhice exauridos em suas energias e terão problema ao fazer a nova conta pra se aposentar. São grupos sociais rondonienses importantes que o senador tem dado banana. Marcos Rogério virou uma espécie de escudeiro do governo.

DESGASTE

Quem também recebeu várias críticas nas redes sociais foi a deputada federal Mariana Carvalho que, ao lançar loas ao Ministro da Educação no mesmo momento em que as ruas fervilhavam de jovens, familiares e pessoas ligadas ao meio acadêmico protestando em favor da educação e das universidades públicas, arrumou uma briga com esse público. Embora não seja segredo que a parlamentar tem laços firmes com o ensino pago, foi um desgaste desnecessário já que é uma jovem preparada e de fácil acesso. Com esta postura o discurso envelhece e o desgaste reflete no futuro das urnas.

CARRANCUDO

Mesmo não sendo uma liderança que consiga chamar atenção por onde passa, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL) é sempre visto de cara fechada destilando mau humor para quem o encara. Na segunda-feira, por exemplo, estava na fila da TAM para embarcar e não cumprimentava ninguém que estava aguardando o embarque. O fato é que o cara é desabonitado, mas não precisa fechar o semblante para quem o cumprimenta. Pense num carrancudo!

PAUTA

Mês de junho devem entrar nas pautas do Supremo Tribunal Federal os processos relativos à Lava Jato dos réus com foro privilegiado. Em tempos bicudos quem estiver nesse radar vai penar para sair dos rolos.

METEOROLOGIA

O SIPAM anuncia que o tempo em Rondônia deverá amanhecer mais fresco, nesta quarta-feira. Nos últimos dias o calor tem dado uma trégua com uma temperatura amena e bem menos hostil. Mas vai esquentar na quinta ou sexta, independentemente dos termômetros.

Confúcio Moura e sua cruzada demagógica da educação – Resenha Política

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FUTURO

Em conversa informal com um experiente técnico do Tribunal de Contas do Estado a coluna ficou sabendo que a situação econômica estadual poderá sofrer revés com reflexos diretos na quitação dos salários e pensionistas, caso o coronel não adote medidas de austeridade para evitar o caos econômico de Rondônia. O futuro hoje é incerto, visto que as dívidas contraídas por decisões políticas pretéritas equivocadas podem levar as finanças estaduais à insolvência.

IPERON

Um exemplo da preocupação dos técnicos atualmente é, em geral com as dívidas das empresas Caerd, Beron, Ceron, em particular com a saúde financeira do Iperon. De acordo com a fonte, a reserva econômica do Instituto de Previdência de Rondônia caiu preocupantemente e, na hipótese de nada ser feito, no segundo semestre pode faltar grana para honrar com os aposentados e pensionistas, repetindo, portanto, o caos econômico que acometeram estados muitos mais fortes como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A vitalidade econômica que tanto o governo passado se ufanava, de acordo com o técnico, era pura maquiagem.

FRAQUEZA

Embora oriundo da caserna e eleito governador com uma montanha de votos, o coronel Marcos Rocha tem demonstrado fraquezas e optou em se comunicar com a população pelas redes sociais, seguindo a lógica utilizada pelo capitão Bolsonaro. O problema é que o meio utilizado como candidato – momento em que é estilingue – não necessariamente seja o mais apropriado para um governante – quando vira vidraça – e as cobranças passam exigir soluções imediatas.

PULSO

Há quem duvide que a patente alcançada na caserna tenha alguma utilidade na vida civil de governante, pois o governado quer do seu governante pulso na condução da gestão. Já há quem o critique alegando falta de firmeza para enfrentar os problemas estaduais. Os governantes alegam que ainda é cedo para avaliar o governo, e é verdade. No entanto, os sinais de um governo fraco já são perceptíveis, razão pela qual a pulsação do executivo estadual desanda na opinião média da população em tão pouco tempo após a posse.

FEMINICÍDIO

São assustadores os casos reiterados divulgados na mídia de mulheres vítimas de agressões em decorrência do gênero. Em Rondônia os números também são alarmantes e preocupam a todos, não apenas aos órgãos públicos. Aliás, é uma questão afeta a todos os setores, em especial às famílias. A violência em si tem aumentado, principalmente em tempos de tanta intolerância social e política. Como conter esta escalada quando nossas autoridades estimulam a reação em sentido contrário?

ROEDORES

Um vídeo que viralizou no WhatsApp expôs de forma repugnante a situação em que se encontra o Hospital João Paulo. A gravação mostra ratazanas chafurdando sacos de lixo hospitalar e outros ratos percorrendo corredores da unidade hospitalar. O que revolta é que o atual gestor estadual da pasta é lotado exatamente naquela unidade e conhece a fundo os problemas que transformaram o JP II numa unidade demonizada pela população.

CENAS

A coluna ouviu alguns profissionais do hospital João Paulo que reconheceram que há esforços da secretaria em melhorar o atendimento, mas as cenas revelam que a situação continua péssima. Aliás, uma das promessas do governador é exatamente construir uma nova unidade para substituir a atual infestada de ratazanas, conforme cenas que viralizaram no WhatsApp.

PREVIDÊNCIA

Na última coluna informamos que apenas o deputado federal Expedito Neto (PSD) teria anunciado a posição contrária em relação à proposta do governo Bolsonaro para a Reforma Previdenciária. A bem da verdade o deputado federal Mauro Nazif (PSB) também é contra. Ambos, na campanha eleitoral, avisaram que votariam com os interesses do servidor público. Pode-se, em geral, discordar, mas os dois parlamentares ao declararem votos contrários à reforma estão sendo coerentes com o que prometeram na campanha eleitoral. Bem diferente daqueles que optam pela dissimulação.

BANDEIRA

O senador emedebista Confúcio Moura tem dito que vai transformar seu mandato senatorial numa cruzada pela educação. Uma ótima bandeira para qualquer político já que nenhum país consegue se desenvolver com uma educação pública capenga, igual a nossa. O lamentável é que no executivo estadual por oito anos, com orçamento, estrutura, pessoal e um quadro enorme de professores, o senador não abraçou tal bandeira. Educação séria começa com valorização dos seus trabalhadores, entre outras propostas, e em oito anos, como governador, Moura não concedeu um reajuste digno aos professores. A atual cruzada soa como demagogia, embora seja uma bandeira digna a ser empunhada no Senado Federal.

METEOROLOGIA

Nuvens carregadas anunciam tempestades nos céus de Rondônia.

Resenha Política – Robson Oliveira