Léo Moraes informa que HB deve seguir sem material para cirurgias buco-maxilo por 40 dias

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Deputado foi notificado pelo secretário de saúde do Estado que alegou “licitações frustradas” 

O deputado federal Léo Moraes (Podemos-RO), ao tomar conhecimento de que famílias aguardavam há dias no Hospital de Base por cirurgias buco-maxilo (face e queixo), questionou o secretário de saúde do Estado, Fernando Rodrigues Máximo sobre a situação.

Geovani segue à espera de um milagre, mas agora, só daqui a 40 dias…

O secretário informou ao parlamentar que “já foram feitas três licitações frustradas para esse material” e que o governo espera poder resolver a situação nos “próximos 40 dias”.

Na última terça-feira, PAINEL POLÍTICO revelou que uma família de Cujubim aguarda desde o último dia 6 por uma cirurgia para o paciente Geovani Santos Soares, que sofreu um acidente.

A situação está tão crítica, que familiares de pacientes montaram um grupo no Whatsapp batizado de “Apoio aos Pacientes” onde contam suas experiências.

Pelo visto, ao menos nos próximos 40 dias, a situação deve permanecer como está.

Em Porto Velho, família de Cujubim aguarda cirurgia desde o dia 6, no HB

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Homem de 27 anos precisa fazer cirurgia buco-maxilar mas hospital alega “não ter material”

Uma família de Cujubim, cidade próxima a Ariquemes (200km de Porto Velho) aguarda a 16 dias uma cirurgia buco-maxilar no jovem Geovani Santos Soares, que acidentou-se no dia 6 de julho. De acordo com a tia do rapaz, Nadir Marques, ele está internado na Ala 084, do Hospital de Base, e não é operado porque a unidade alega “não ter material”.

Nadir afirmou que sua situação não é a única, “tem gente aguardando cirurgia há 4 meses por aqui”.

De acordo com Nadir, o sobrinho precisa ser operado porque ele está se alimentando apenas por líquidos, “ele está fraco, vai terminar morrendo de fome”, diz ela.

A rede pública de saúde em Rondônia, pelo jeito, segue no mesmo embalo de sempre.

Abaixo, a imagem de Giovani, que segue hospitalizado:

A espera de um milagre…

“Gás de geladeira” é inalado para dar barato em festas

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Especialistas ouvidos pela reportagem falam dos efeitos provocados pela substância

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma garota inalando gás de um botijão durante uma festa em um barco. Ao que parece, trata-se do R-22, geralmente utilizado para refrigeração em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.

O que chama a atenção na gravação é a reação da moça. Na primeira parte do registro, é possível vê-la cercada por amigos ajustando o botijão e levando uma mangueira até a boca. Na parte final, está sentada, com a cabeça jogada para trás, apoiada na lateral do barco. O produto é usado aqui para “dar barato”.

A reportagem entrevistou especialistas para saber quais as sensações que o gás pode trazer se inalado. Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, um dos maiores especialistas em dependência química do Brasil, o R-22 não tem propriedades alucinógenas.

Mulher fica estirada em barco depois de inalar gás  (Reprodução/Veja SP)

“O efeito que ele causa é entorpecedor. Vários outros gases fazem o mesmo, como o do isqueiro. São todos solventes orgânicos”, diz o médico. “No fundo, são diferentes formas de se usar um solvente orgânico, o que acaba causando um efeito cerebral muito semelhante ao provocado pelo álcool. A pessoa apaga.”

Professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Reinaldo Bazito afirma que o principal problema que o gás provoca é asfixia. “O R-22 gera uma severa deficiência de inalação. E narcose, como o que parece ter ocorrido com a menina do vídeo”, afirma. Narcose é o nome clínico dado quando o paciente apresenta alteração de seu estado de consciência devido à intoxicação por alguma substância.

Para efeito de comparação, o professor de química explica que o que ocorreu com a garota da gravação é semelhante ao que acontece com mergulhadores quando retornam muito rapidamente para a superfície. “Quando o gás é inalado, há um aumento muito abrupto de nitrogênio no sangue. Isso provoca a narcose”, diz.

Já Laranjeira tem uma preocupação: a facilidade de conseguir o gás. “As pessoas desenvolveram acessos a outros solventes como esse gás. O problema é que ninguém sabe a dose boa para cada uma delas na hora de usar como droga”, afirma. “A dose para se ter um baratinho para uns, pode ser o suficiente para causar uma parada respiratória para outros.”

O gás R-22 está disponível para venda em diversos sites. No Mercado Livre, ele é comercializado em botijões, em pequenos cilindros ou em latas. Os preços variam de 79 a 500 reais.

Da VejaSP

Monsanto é condenada a pagar US$ 2 bi a casal que desenvolveu câncer por uso do Roundup

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Idosos da Califórnia desenvolveram a doença após usarem herbicida Roundup, à base de glifosato, durante 30 anos. Grupo alemão Bayer, proprietário da empresa, diz que vai recorrer da decisão.

A Monsanto, fabricante do herbicida Roundup, foi condenada nesta segunda-feira (13/05) a pagar 2 bilhões de dólares em indenizações, após um júri popular na Califórnia considerar que o produto à base de glifosato causou câncer em um casal de idosos.  

Os 12 membros do júri na cidade de Oakland consideraram que o Roundup, utilizado para jardinagem doméstica, foi um fator substancial para o desenvolvimento dos linfomas não Hodgkin no casal, Alva e Alberta Pilliod, que entrou com a ação contra a empresa na Justiça.

A Monsanto, que pertence ao grupo alemão Bayer, foi condenada a pagar 1 bilhão de dólares por cônjuge, além deter de reembolsar os custos do tratamento de saúde do casal, de cerca de 55 milhões de dólares, e outras despesas.

A Bayer afirmou que vai recorrer da decisão. “Não há provas científicas para concluir que o herbicida de glifosato foi o fator determinante”, disse a empresa em nota. “Ambos [Alva e Alberta] têm um longo histórico de doenças que se sabe que são fatores de risco para linfomas não Hodgkin.”

Um porta-voz da Bayer afirmou que a decisão do júri foi “excessiva e injustificável”. O grupo farmacêutico alemão adquiriu a Monsanto no ano passado, pelo valor de 63 bilhões de dólares.

Alva, de 74 anos, e a esposa Alberta, de 76 anos, utilizaram o Roundup durante 30 anos no jardim de sua casa em Livermore, na Califórnia. Ele foi diagnosticado com a doença em 2011, e ela, em 2015.

“Isso mudou nossas vidas para sempre”, disse Alberta após o veredito. “Não podíamos mais fazer as coisas que costumávamos estar aptos a fazer e estamos indignados com isso.”

Casal dos EUA usou herbicida Roundup no jardim de casa

A decisão do tribunal de Oakland marca a terceira derrota jurídica para a Bayern envolvendo o uso do glifosato, e acarretou na indenização mais alta a ser paga pela empresa até o momento.

Em março deste ano, a Justiça determinou o pagamento de 80 milhões de dólares um morador em Sonoma, na Califórnia. Em 2018, a Monsanto foi condenada a pagar 289 milhões de dólares – valor posteriormente reduzido por um juiz para 89 milhões – a um jardineiro.

Há, porém, a possibilidade de que o valor de 2 bilhões de dólares da indenização estabelecida agora para o casal da Califórnia ainda seja reduzido, devido a limites estabelecidos pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Após o julgamento, as ações da Bayer despencaram 5,9% na abertura dos mercados desta terça-feira, marcando o valor mais baixo registrado em um período de quase sete anos.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA reafirmou neste mês que o glifosato é um produto seguro. A Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA, na sigla em inglês) e outros órgãos reguladores em várias partes do mundo também afirmaram ser a improvável que o herbicida cause câncer em humanos.

Entretanto, a Agência de Pesquisa do Câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu em 2015 que o produto provavelmente causa de câncer.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do glifosato, o agrotóxico mais utilizado no país, após uma reavaliação toxicóloga concluir que o produto não causa danos à saúde. A aprovação, porém ainda encontra forte resistência no Congresso.

RC/efe/rtr/ap

[Coluna] -Agevisa e Polícia Civil estão enquadrando os “influenciadores digitais” que vendem medicamentos na internet em Rondônia

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Produtos são comercializados livremente em Instagram e Facebook, recomendado por pessoas que não sabem o que estão vendendo

Privilégios…

Lembram da Isis Queiroz? Atualmente ela está trabalhando no gabinete de Confúcio Moura no Senado. O marido dela, servidor efetivo da Emater, está cedido para a representação de Rondônia em Brasília. A pergunta é, o que um técnico agrícola faz na Sibra?

Enquanto isso

Cerca de mil alunos da zona rural de Porto Velho seguem sem poder assistir aulas por falta de transporte escolar. Eu queria saber o que impede a prefeitura de pedir ajuda para a Marinha, a Polícia Militar Ambiental e até o Exército para resolver a questão enquanto não é feita a licitação/contratação de empresas do ramo. É justo centenas de crianças perderem aula por pura incompetência do município em socorrer-se em outras instituições?

Detalhamentos

O deputado estadual Jair Monte (PTC) solicitou à Secretaria de Ação Social um detalhamento sobre as moradias populares em Rondônia entre 2011 a 2019. E o deputado tem razão. O ex-governador Confúcio Moura alardeava estar entregando casas e apartamentos populares, mas nunca prestou contas do quantitativo, tampouco quem são os ocupantes desses imóveis. Não é de agora que circulam notícias sobre possíveis ocupações por pessoas que não precisam.

Saúde pública

A Agevisa e a Polícia Civil de Rondônia estão intimando os tais “digital influencers” e afins a comparecerem na delegacia para serem informados sobre a proibição de fazer propaganda, venda e distribuição de medicamentos e garrafadas para emagrecer que não tenham registro na Anvisa. Nesta quarta-feira devem comparecer mais cinco desses “instagrammers/youtubers”. Na polícia, eles precisam assinar um termo se comprometendo a cumprir a determinação.

Tem que fiscalizar mesmo

Esse tipo de controle precisa mesmo ser feito. Atualmente as timelines são invadidas por pessoas, que não possuem nenhum tipo de conhecimento técnico que avalizam produtos e dietas altamente duvidosos. Influenciam jovens, crianças e adultos que depois adoecem e não associam o motivo a essas misturebas/dietas loucas.

Sei não, só sei que foi assim

Jair Bolsonaro visitou nesta terça-feira o Museu do Holocausto, em Israel onde está escrito em letras garrafais que o Nazismo era um movimento de direita. Em 1923 o próprio Adolf Hitler, em entrevista ao jornal inglês The Guardian respondeu ao repórter George Sylvester Viereck que perguntou: “Por que você se define como um nacional-socialista se o programa de seu partido é a própria antítese do que é comumente associado ao socialismo?”. “Socialismo”, Hitler responde belicosamente, baixando sua xícara de chá, “é a ciência de lidar com o bem comum. Comunismo não é o socialismo. Marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Eu retirarei o socialismo dos socialistas. O socialismo é uma instituição alemã, do arianismo antigo. Nossos ancestrais alemães possuíam certas terras em comum. Cultivavam a ideia do bem comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. Ao contrário do marxismo, não envolve a negação da personalidade; em vez de marxista, ele é patriótico. Nós poderíamos nos chamar Partido Liberal.” Sabe o que Bolsonaro fez? Em discurso disse que “o nazismo é de esquerda”.

Amarelou

Já o filhote valentão, Flávio Bolsonaro, em um arroubo, postou no Twitter a capa da revista Exame onde aparece um integrante do Hamas, e acrescentou, “quero que vocês se EXPLODAM”. A tuitada, claro, repercutiu e ele, assustado em se tornar uma vítima de um carro bomba, apagou a postagem. Será que ele explodiu o Queiroz também?

Depois da bravata, a amarelada…

Tô nem ai

Jair Bolsonaro não quer saber da reforma da previdência. Ele sempre votou contra. Chegou a gravar vídeos quando era deputado criticando as mudanças. Se ela não passar agora, ele vai culpar o Congresso Nacional, vai dizer que os deputados são venais, querem cargos e dinheiro.

Os riscos da moda de injetar vitaminas diretamente nas veias

a tendência de injeções intravenosas de vitaminas apresenta muitos riscos. A prática é muito popular na Ásia, onde injeções são oferecidas até em salões de beleza. Mas também já chegou ao Brasil, aos Estados Unidos e à Europa. Quem faz propaganda da injeção de vitamina diretamente nas veias afirma que a prática aumenta a energia, fortalece o sistema imunológico, melhora a pele, cura ressaca, queima gordura, evita o jat lag e cura uma miríade de outros problemas. Embora vitaminas sejam necessárias ao corpo, não há nenhuma base científica de que sua injeção direta traga esses benefícios. Os tratamentos do tipo podem ser bem caros. Em uma clínica de Londres, eles custam entre 100 e 3 mil euros. Celebridades como Miley Cyrus, Cara Delevigne e Chrissy Teigen aderiram à moda, postando nas redes sociais fotos de si mesmas ligadas a bolsas de soro e vitaminas. Normalmente, um paciente que recebe qualquer tipo de injeção intravenosa precisa ter seu historico médico analisado. Infusão de vitaminas em pessoas sem necessidade médica pode potencialmente colocar o fígado e os rins sob estresse. No Reino Unido, dar esse tipo de injeção sem examinar o fígado e os rins antes é proibido pelo NICE, o instituto nacional de excelência clínica do país.

Projeto cria regras para garantir qualidade de óculos e lentes em geral

Ainda segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) analisa um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O substitutivo da Câmara (SCD 7/2017) altera um projeto de lei (PLS 512/2003) apresentado pelo então senador Jonas Pinheiro (1941-2008). A relatora é a senadora Ana Amélia (PP-RS), que ainda não apresentou sua análise sobre a matéria.

A Câmara ampliou o alcance do projeto. Pelo texto de Jonas Pinheiro, todos os óculos de sol comercializados deveriam oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O substitutivo da Câmara estende os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidos no Brasil. De acordo como o SCD 7/2017, todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Ainda segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos.

O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas.

Fonte: agenciasenado

Lei institui Dia Nacional de Doenças Raras

O objetivo da nova efeméride é chamar a atenção das pessoas, organizações de pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores e autoridades de saúde pública para indivíduos nessa condição

O último dia do mês de fevereiro será conhecido como o Dia Nacional de Doenças Raras. É o que estabelece a Lei 13.693, publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. A nova norma tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 159/2011, do ex-senador Eduardo Suplicy.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma doença é definida como rara quando atinge até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. No Brasil, existem cerca de 13 milhões de pacientes afetados por doenças raras. O objetivo da nova efeméride é chamar a atenção das pessoas, organizações de pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores e autoridades de saúde pública para indivíduos nessa condição.

Fonte: agenciasenado

Senado aprova criação de política para doenças raras no SUS

Projeto foi modificado pelos senadores e retorna à Câmara para votação

O plenário do Senado aprovou ontem (11) o projeto que cria a Política Nacional para Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS). Por ter sido alterado pelos senadores, a medida volta para apreciação da Câmara dos Deputados, sua Casa de origem.

O texto prevê o fornecimento de medicamentos pelo SUS de doenças raras, negligenciadas ou sem alternativas terapêuticas e reconhece o direito de acesso dos pacientes diagnosticados com essas doenças aos cuidados adequados, o que inclui a entrega de “medicamentos órfãos” (aquele destinado ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doença rara).

A política deve ser implementada tanto na atenção básica à saúde quanto na atenção especializada. O objetivo é que os portadores de doenças raras sejam identificados precocemente, no pré-natal ou ainda recém-nascidos, e que recebam o tratamento adequado desde a primeira infância. A política prevê, ainda, o suporte às famílias dos pacientes.

Pelo texto aprovado, cada estado deverá estruturar pelo menos um centro de referência, que deverá, na medida do possível, aproveitar a estrutura já existente em universidades e hospitais universitários.

O relator da proposta, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), afirmou que os medicamentos são um dos principais instrumentos para enfrentar as doenças e, portanto, “é fundamental para garantir o acesso a todos os produtos considerados necessários, mesmo àqueles que não fazem parte das listas utilizadas nas unidades de saúde vinculadas ao SUS”.

Pelo texto, também se estabelece a criação de um mecanismo de avaliação de preços, para equilibrar o impacto financeiro incidente sobre o Ministério da Saúde.

Doenças raras
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que as doenças raras afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos, sendo 80% decorrentes de fatores genéticos. No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são acometidas por esse tipo de enfermidade.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2014, o SUS incorporou 19 exames de diagnóstico e 11 medicamentos, além de organizar a rede de assistência a doenças raras no Brasil. O país conta, atualmente, com sete serviços de referência no atendimento de doenças raras.

Fonte: agenciabrasil

Redução de peso pode evitar 15 mil casos de câncer por ano no Brasil

Estudo da USP indica relação com consumo de alimentos ultraprocessados

Estima-se que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano no Brasil, ou 3,8% do total, poderiam ser evitados com a redução do excesso de peso e da obesidade. E esse número deve ainda crescer até 2025, quando se estima que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuíveis à obesidade e sobrepeso devam surgir por ano, índice que vai representar 4,6% de todos os novos casos da doença no país.

Os dados são de um estudo epidemiológico feito no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em colaboração com a Universidade de Harvard (Estados Unidos).

“O problema principal é que vem ocorrendo um aumento nas prevalências de excesso de peso e obesidade no Brasil e, com isso, os casos de câncer atribuíveis a essas duas condições também devem crescer. Fora isso, espera-se que haja um aumento nos casos de câncer como um todo, pois a população do país vai aumentar e envelhecer”, acredita o doutorando na FMUSP, Leandro Rezende.

Rezende é um dos autores do artigo publicado na revista Cancer Epidemiology, com o título The increasing burden of cancer attributable to high body mass index in Brazil. O trabalho é resultado de uma Bolsa de Pesquisa no Exterior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) realizada na Harvard University. Segundo o pesquisador, o aumento do poder econômico nos últimos anos levou a um maior consumo, porém, no caso da alimentação, o fenômeno ficou atrelado principalmente aos alimentos ultraprocessados.

“O estudo mostra essa fase de transição nutricional epidemiológica. São justamente esses alimentos altamente calóricos, com quantidade elevada de açúcar, sal e gordura, que também são os produtos mais baratos”, disse.

Obesidade e sobrepeso estão associados ao aumento de risco de 14 tipos de câncer, como o câncer de mama (pós-menopausa), cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a incidência desses 14 tipos de câncer corresponde à metade do total de casos da doença diagnosticados por ano.

O estudo feito por Rezende, em colaboração com pesquisadores brasileiros e norte-americanos, calculou a fração atribuível populacional (FAP) do câncer relacionado ao índice de massa corporal (IMC) elevado. A FAP é uma métrica para estimar a proporção da doença possível de prevenir na população caso o fator de risco (nesse caso o sobrepeso e a obesidade) fosse eliminado, mantendo os demais fatores/causas estáveis.

População feminina

De acordo com o estudo, 3,8% dos mais de 400 mil casos de câncer diagnosticados anualmente são atribuíveis ao IMC elevado. Verificou-se também que esses casos são mais comuns em mulheres (5,2%) do que em homens. Isso se dá não apenas pelo fato de a média do IMC ser mais elevada nas mulheres, mas, principalmente, porque três tipos de câncer atribuíveis à obesidade e sobrepeso – ovário, útero e câncer de mama – afetam quase exclusivamente a população feminina.

Para estimar o excesso de peso e a obesidade na população brasileira, os pesquisadores usaram dados sobre IMC no Brasil em 2002 e 2013 da Pesquisa de Orçamentos Familiares e da Pesquisa Nacional de Saúde, ambas conduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise de dados em dois momentos, e com dez anos de diferença, se justifica para analisar a latência da doença a partir do excesso de peso ou obesidade.

De acordo com os dados do IBGE, 40% da população brasileira tinha sobrepeso ou obesidade em 2002. Em 2013, o total subiu para aproximadamente 60%. Levando em conta IMC, magnitude do risco relativo, casos da doença e período de latência, os pesquisadores estimaram que, em 2012, cerca de 10 mil casos de câncer em mulheres e 5 mil casos em homens eram atribuíveis ao excesso de peso e obesidade aferidos dez anos antes. Já os dados sobre a incidência de câncer foram obtidos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da base Globocan da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, da OMS.

De modo a quantificar a dimensão da contribuição do sobrepeso e da obesidade na incidência de câncer no Brasil, os autores do estudo estimaram FAPs da doença em 2012 (com dados existentes) e em 2025 (por meio de projeção) atribuídas a IMC elevado. As frações foram calculadas de acordo com sexo, idade, área geográfica e tipo de câncer.

Abordagem regional

O trabalho é um dos primeiros a fazer comparações regionais sobre a relação entre obesidade e câncer. De acordo com o estudo, as maiores FAPs, para todos os tipos de câncer, foram encontradas nos estados das regiões Sul (3,4% de mulheres para 1,5% de homens) e Sudeste (3,3% de mulheres para 1,5% de homens).

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Os pesquisadores associam o aumento do sobrepeso na população ao consumo crescente de alimentos ultraprocessados (Arquivo/EBC)

Nas mulheres, as maiores FAPs foram encontradas nos estados de Rio Grande do Sul (3,8%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos 3,4%). Nos homens, as FAPs mais altas foram em Mato Grosso do Sul e São Paulo (ambos 1,7%).

“Houve aumento do IMC no país inteiro. Observamos que o impacto da obesidade é maior nas regiões Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mais ricos e com maiores IMC. No entanto, não se justifica uma estratégia de prevenção de câncer e redução da obesidade exclusivamente nessas duas regiões”, disse Rezende.

Isso porque, de acordo com o artigo, ao comparar os dados de IMC de 2013 e de 2002, os autores perceberam que as regiões Norte e Nordeste tiveram o maior aumento de IMC em comparação com outras regiões. “Os dados mostram que é preciso tomar precauções em outros locais, além do Sul e Sudeste”, alerta Rezende.

Políticas públicas

Na avaliação do professor titular da FMUSP e orientador do estudo, José Eluf Neto, o interessante é poder mensurar o impacto da relação de câncer e obesidade para a saúde pública e, com base nisso, planejar ações e investimentos.

“Hoje, se sabe que há uma razão biológica para haver essa relação, com mecanismos moleculares ou metabólicos bem descritos. É o caso da insulina. A obesidade causa resistência à insulina gerando inflamações e o aumento da proliferação celular”, esclarece Eluf Neto.

Alimentos ultraprocessados

De acordo com o artigo, as vendas de produtos ultraprocessados cresceram 103% em toda a América Latina entre os anos de 2000 e 2013, acompanhadas de um consequente aumento no IMC nos países da região. Para os autores, reverter esse quadro exige políticas públicas como a regulamentação de imposto, rotulagem nutricional e restrição de marketing de alimentos ultraprocessados.

“Esse crescimento de vendas na América Latina retrata uma estratégia da indústria de alimentos, assim como foi, ou tem sido, a da indústria de tabaco. Quando alguns países começam a regular minimamente a venda e publicidade desses alimentos, eles partem para regiões em que as leis ainda não foram estruturadas para promover a saúde da população”, analisa Rezende.

Segundo ele, o crescimento dos alimentos ultraprocessados no Brasil é comparável ao que ocorreu com a indústria de tabaco nos anos 1980. “O tabagismo, hoje, é um problema maior em países de baixa e média renda porque é onde a indústria de tabaco está focada. Fazer isso no Brasil em 2018 ficou mais complicado. Temos restrição de publicidade, é proibido fumar em ambiente fechado. Já no caso dos alimentos ultraprocessados, é como se estivéssemos em 1980. Os produtos não são comercializados, rotulados e taxados de maneira adequada a garantir a saúde da população”, disse.

Outros fatores

A equipe de pesquisadores está calculando também o peso de outros fatores, como sedentarismo, tabagismo, alimentação e consumo de álcool, na incidência e mortalidade por câncer. Os dados desses outros fatores ainda não foram publicados, mas o objetivo final do trabalho é compará-los e estimar quantos casos de câncer seriam evitáveis no Brasil.

“Existem fatores genéticos que aumentam o risco do desenvolvimento do câncer, mas isso não é algo modificável e também eles não excluem os outros fatores que causam a doença. O tabagismo é o principal fator de risco ou causa de câncer no Brasil, podemos adiantar essa análise, mas ele está caindo de forma importante, com prevalência em cerca de 15% da população. Com isso, outros fatores começam a ganhar relevância na formação de políticas públicas. Os dados mostram que não dá para cessar os esforços para reduzir o tabagismo, mas combater o sobrepeso e a obesidade também deve ser prioridade”, avalia o pesquisador.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Anvisa suspende fabricação de creme antirrugas

Agência orienta consumidor a interromper uso do creme Risotex

Indicado para o tratamento de rugas e manchas, o creme Risotex, fabricado pela Labocortex, teve a fabricação, distribuição, divulgação e comercialização suspensa em todo o país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para os consumidores, a orientação é que interrompam o uso do produto.

Segundo a agência reguladora, foram detectadas irregularidades em inspeção de boas práticas na fabricante do creme.

A Anvisa também determinou que a fabricante faça o recolhimento do estoque do produto existente no mercado.

COM A PALAVRA, A RISOTEX:

Nota de compromisso com o cliente

A marca Risotex em conformidade com a ação realizada pela Anvisa e reafirmando o compromisso com o cliente, informa que todas as medidas necessárias para a regularização do laboratório já foram realizadas e aprovadas pela Autoridade Sanitária.

Acreditando na relação de transparência e confiança que temos com o mercado e principalmente com os nossos clientes, para maiores esclarecimentos disponibilizamos a documentação comprovando a atual situação da empresa.

Em 21 de agosto de 2017, recebemos a interdição cautelar e suspendemos a fabricação para cumprir com a determinação da Anvisa, para ampliação de espaço de fabricação dos produtos. Dentro de quatro meses cumprimos com a determinação e recebemos a desinterdição em 13 de dezembro de 2017, desde então, fomos autorizados a retomar a produção.

Diário Oficial – Suspensão Anvisa