Brasileiro é encontrado morto em prisão na Suíça

Um brasileiro mantido em uma prisão em Zurique (Suíça) foi encontrado morto em sua cela. Um comunicado do Ministério Público de Zurique indicou que uma investigação foi aberta para determinar as causas da morte.

Suspeito de ter cometido um assassinato, o brasileiro teria 36 anos, mas seu nome não foi revelado pelas autoridades suíças.

A prisão onde ele estava sendo mantido era a do aeroporto de Zurique, normalmente usada por detentos que serão extraditados ou pegos no próprio aeroporto, um dos maiores do continente europeu.

Considerado como um dos países que mantém as melhores prisões da Europa, o número de mortes no sistema carcerário suíço está entre os mais baixos do mundo.

Fonte: metropoles.com

Ataque com serra elétrica em cidade suíça deixa 5 feridos

Ataque com serra elétrica em cidade suíça deixa 5 feridos

GENEBRA – A polícia de Schaffhausen, na Suíça, fechou o centro da cidade depois que um homem atacou “diversas pessoas”. Agentes ainda evitam falar em ato terrorista, mas descrevem o incidente, até o momento, como “situação especial”. Informações preliminares apontam para 5 feridos, 2 deles em estado grave.

Armado supostamente com uma serra, o suspeito passou a ser alvo de uma importante mobilização de policiais da região. Diversas ambulâncias e um helicóptero foram enviados ao local, no nordeste da Suíça e na fronteira com a Alemanha.

A polícia de Schaffhausen confirmou que recebeu um alerta de que um homem com uma “serra elétrica” entrou em um edifício de escritórios. O suspeito foi descrito como uma pessoa do sexo masculino de 1,90 m que poderia ter chegado ao local com um carro branco. Em um comunicado, autoridades alertaram: “Cuidado: O suspeito é perigoso”.

Agentes confirmaram que uma operação está sendo conduzida para capturar o suspeito, que continua em liberdade. Moradores e comerciantes da zona central da cidade de apenas 36 mil pessoas foram ordenados a deixar o local.

A polícia ainda não deu informações detalhadas sobre o número de feridos e seu estado de saúde.  Segundo um jornal local, ao menos um homem foi atingido na cabeça e atendido por dois policiais.

Sem histórico de ataques terroristas, os suíços adotaram cautela para descrever o caso e apenas indicam que as investigações ainda estão sendo realizadas. Neste momento, o centro da cidade continua fechado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

 

Corpos de casal são encontrados congelados após 75 anos, na Suíça

No dia 15 de agosto de 1942, um casal suíço deixou suas sete crianças em casa para ordenhar suas vacas em uma clareira próxima de onde morava, em Chandolin, no sudoeste do país, e nunca mais foi visto — até a última semana. Os corpos de Marcelin e Francine Dumoulin foram encontrados congelados em uma geleira, informou a mídia local. Um exame de DNA confirmará a identidade deles.

“Nós passamos todas nossas vidas procurando por eles, sem parar. Nós pensamos que pudéssemos proporcioná-los o funeral que eles merecem um dia”, afirmou a caçula, Marceline Udry-Dumoulin, de 79 anos, ao jornal “Le Matin”. “Posso dizer que, depois de 75 anos de espera por essa notícia, sinto uma calma profunda”, completou.

A polícia do cantão de Valais disse, em nota, que os dois corpos foram encontrados, com documentos de identidade, por um trabalhador na geleira de Tsanfleuron, perto de um elevador de esqui, acima do resort Les Diablerets, a uma altitude de 2.615 metros.

“Os corpos estavam deitados um próximo do outro. Era um homem e uma mulher vestindo roupas do período da Segunda Guerra Mundial”, disse Bernhard Tschannen, diretor da “Glacier 3000”. “Eles estavam perfeitamente conservados no gelo e seus pertences estavam intactos”, acrescentou.

Casal foi encontrado após 75 anos Foto: Facebook/Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

“Nós pensamos que eles podem ter caído em uma fenda onde permaneceram por décadas. Conforme a geleira recuou, os corpos foram revelados”, Tschannen contou ao jornal “Tribune de Geneve”.

Marcelin Dumoulin tinha 40 anos quando desapareceu. Ele era um sapateiro, enquanto Francine, de 37 anos, era professora. Juntos tiveram cinco filhos e duas filhas.

“Foi a primeira vez que minha mãe foi com meu pai em uma excursão. Por quase sempre estar grávida, ela não podia escalar devido às condições difíceis da geleira”, explicou Udry-Dumoulin. “Depois de um tempo, nós, crianças, nos separados e formamos nossas famílias. Eu fui sortuda por ficar com minha tia”, disse. “Nós todos vivemos na região, mas nos tornamos estranhos”, frisou.

“Para o funeral, não vou vestir preto. Penso que branco seria mais apropriado. Representa esperança, que nunca foi perdida”.

Fonte: extra.globo

 

Suíço é condenado a pagar 13.500 reais por curtir 8 posts no Facebook

Um tribunal regional de Zurique, Suíça, tomou a decisão de obrigar um usuário do Facebook -cujo nome não foi revelado- a pagar ao redor de 3.700 euros em conceito de multa por “Curtir” vários posts desta rede social. Trata-se de oito posts publicados entre 2015 e 2016 durante uma batalha verbal que continham duras críticas contra Erwin Kessler, defensor dos direitos animais e presidente da Associação contra Confinamento Animal (Verein gegen Tierfabriken, em alemão).

Em particular as acusações o tachavam de “racista” e “antisemita”, bem como de “manter contatos com os negacionistas do Holocausto e neonazis”, segundo conta o diário suíço Tages-Anzeiger. O jornal aponta que o usuário também acrescentou um comentário sob um destes posts.

O juiz decidiu impor a multa ao acusado por estimar que insultou Kessler ao dar um “Like” no post. Dessa forma, o acusado compartilhou a opinião que continha a mensagem, tornando a disponível na timeline de um monte de outros usuários, contribuindo para que os insultos a Erwin tomasse grande proporção. O Die Presse considera que esse seja o primeiro caso da história quando um tribunal castiga alguém apenas dar uma “curtida” em uma rede social.

Erwin Kessler também é famoso por afirmações equivocadas. Em 1998, ele acabou na prisão por assegurar que as pratica dos matadouros guarda muita semelhança com as práticas aplicadas nos campos nazistas.

Henrique Eduardo Alves e Cunha tinham “conta conjunta”, afirma Suíça

Henrique Eduardo Alves e Cunha tinham “conta conjunta”, afirma Suíça

Uma empresa no centro de Genebra, na Suíça, gerenciou uma “conta conjunta” de dois ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que estão presos. O país repassou a procuradores brasileiros detalhes das transações de Alves, há um ano. Ex-ministro do Turismo, ele era investigado em Berna desde fevereiro de 2016 por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Alves pode ter transferido o dinheiro para contas no Uruguai e Dubai. A defesa de Alves alega que ele usou um escritório de advocacia no Uruguai para abrir a conta bancária em 2008, a Posadas&Vecino. A reportagem visitou o endereço da Posadas&Vecino em Genebra. O local é uma sala alugada em um escritório. A empresa é registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Em mais um desdobramento da Lava Jato, a Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (6/6) Henrique Eduardo Alves. Na ação conjunta, das operações Sepsis e Cui Bono, há também mandado de prisão contra o deputado cassado Eduardo Cunha, que já cumpre pena em penitenciária no Paraná.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e decorre de delações de ex-executivos de empreiteiras. Batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal (RN), um dos estádios da Copa do Mundo de 2014. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

O secretário de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso. Em Mossoró, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C, foi alvo de mandado de condução coercitiva.

Cerca de 80 policiais federais cumpriram 33 mandados judiciais. Havia cinco mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

Fonte: metropoles.com

Banco suíço denuncia contas usadas pela JBS para Lula e Dilma

Antes mesmo de vir à tona o conteúdo das delações de Joesley Batista na Operação Lava Jato, um banco suíço usado para movimentar recursos ilícitos para abastecer campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente cassada Dilma Rousseff, conforme relato do empresário, denunciou suas contas para autoridades do país europeu. O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações.

A Procuradoria-Geral da República espera que as informações coletadas pelas autoridades sejam agora transferidas ao Brasil. Na avaliação de autoridades suíças próximas ao caso, o Ministério Público Federal terá “forte chance” de apurar mais detalhes sobre as transferências. O banco Julius Baer fechou as contas na Suíça e o dinheiro foi transferido para Nova York, onde hoje vivem Joesley e sua família.

Em sua delação premiada, o empresário afirmou à PGR que reservou duas contas para atender às demandas dos petistas. Segundo ele, o dinheiro era usado para pagar propina a políticos do PT e também a aliados. Joesley contou que as contas chegaram ao saldo de US$ 150 milhões em 2014. O empresário disse também que o dinheiro era operado a mando do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, com o conhecimento de Lula e Dilma. Os petistas negam as acusações.

Mesmo sem o nome dos envolvidos nos extratos, uma vez que operadores e doleiros teriam efetuado as transações, fontes do setor financeiro suíço dizem acreditar que as datas das transferências podem indicar se o dinheiro foi movimentado com maior intensidade nos meses que antecederam eleições no Brasil.

As contas foram alimentadas, segundo pessoas próximas ao caso, com recursos lícitos dos negócios da JBS e também por dinheiro irregular, em um esquema descrito como “misto”. No entanto, enquanto as contas foram mantidas no país europeu, a movimentação de volumes no Brasil não era de conhecimento nem das autoridades nem do banco. A dinâmica é considerada surpreendente porque companhias suspeitas de crimes financeiros separam as contas “legítimas” das “ocultas”.

Encerramento. Fontes do sistema financeiro da Suíça revelaram ao Estado que as contas foram fechadas após o Julius Baer informar aos administradores do dinheiro que não manteria os recursos na instituição. Grande parte do dinheiro foi então transferida para os Estados Unidos.

Da conta 06384985 no Julius Baer, o dinheiro seguiu para o JP Morgan Chase Bank, em Nova York. Para ocultar os proprietários da conta, os recursos estavam em nome da empresa de fachada Lunsville Internacional Inc. Uma segunda empresa, a Valdarco, também foi usada.

Apesar do encerramento das contas, o Julius Baer informou as suspeitas às autoridades de combate à lavagem de dinheiro da Suíça. Joesley não foi comunicado da decisão do banco em razão da legislação local.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público Federal em Berna se recusou a comentar o caso, indicando que não revelaria se Joesley está ou não sob investigação em função da legislação local.

As contas. Joesley contou que a primeira das contas foi usada durante os anos do governo Lula e que, ao final do mandato, em 2010, teria ficado com um saldo de US$ 70 milhões. Quando começou a gestão Dilma, ele disse que fora instruído por Mantega a abrir uma nova conta. As contas deixaram de ser abastecidas, segundo Joesley, em novembro de 2014, quando ele afirmou ter comunicado a presidente cassada em reunião no Palácio do Planalto. O último saldo foi de R$ 30 milhões.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Suíça admite que seus bancos foram usados para lavar dinheiro da corrupção do Brasil

Suíça admite que seus bancos foram usados para lavar dinheiro da corrupção do Brasil

Com mais de contas bloqueadas envolvendo a Operação Lava Jato, a Suíça admite que os bancos do país foram usados para “lavar” dinheiro da propina nos casos de ex-diretores da Petrobras, políticos e na Odebrecht. Num informe publicado nesta quarta-feira, 31, sobre suas atividades, o Departamento de Justiça Federal destaca o caso brasileiro como um exemplo da cooperação internacional e admite que o número de contas encontradas é “atípico”.

Mas também faz um alerta geral a todos os governos: um processo de investigação por corrupção pode ser barrado se um dos estados envolvidos se recusar a cooperar, principalmente quando a elite política do país estiver envolvida.

Com um terço da fortuna global depositados em seus bancos, as autoridades suíças adotam tradicionalmente uma cautela para falar sobre suas instituições financeiras. Mas com 42 bancos suíços envolvidos na Lava Jato e mais de US$ 1 bilhão congelados, o órgão que é o equivalente ao Ministério da Justiça reconhece a dimensão do caso.

De acordo com o Departamento de Justiça suíço, o “escândalo massivo de corrupção que chacoalhou o mundo dos negócios e político no Brasil ao seu coração” começou com prisões sem qualquer significado.

Mas, de acordo com o informe, procuradores brasileiros revelaram um sistema de corrupção centrado na Petrobras e Odebrecht. “Empresas brasileiras e estrangeiras subornaram diretores da Petrobras em troca de contratos. Em muitos casos, o volume extremamente elevado de dinheiro encontrou seu caminho até os políticos brasileiros”, disse.

No caso da Odebrecht, os suíços indicam que a empresa se beneficiou de contratos do governo. “Parte do dinheiro obtido nessas transações foi lavado por meio de contas em bancos suíços, onde parte ainda continua depositado”, disse o informe. De acordo com as autoridades, o Ministério Público suíço está conduzindo processos criminais em diversas frentes sob a base de lavagem de dinheiro.

Mas as autoridades admitem que diversos casos foram delegados ao Brasil. Um deles foi o de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Para os suíços, a cooperação internacional foi “crucial” para atingir progresso nos processos em ambos os países. Um “elevado número” de pedidos de cooperação por parte do Brasil foi realizado. Mas Berna também solicitou ajuda, principalmente para ouvir suspeitos e testemunhas, além de extratos bancários.

O governo suíço, apesar de estar acostumado com dezenas de escândalos de corrupção, reconhece que a dimensão da corrupção no Brasil sai dos padrões. “É atípico, porém, o grande número de contas bancárias envolvidas e a escala das evidências que tem sido coletada”, apontou.

“Apesar da resistência de vários dos implicados, vários pedidos brasileiros por ajuda foram executados e as evidências foram entregues às autoridades brasileiras”, explicou. “O apoio suíço tem sido um dos fatores em diversas condenações no Brasil”, destaca o informe oficial.

Região. De acordo com os suíços, as investigações ainda revelaram que o escândalo ia bem além das fronteiras brasileiras. “Novos pedidos de assistência legal foram recebidos uma vez que as investigações sobre a Petrobras, e em especial a Odebrecht, revelaram que o escândalo de corrupção se estendeu para outros estados sul-americanos”, disse, numa referência a casos no Peru, Panamá, República Dominicana, Equador e outros.

Para o Departamento de Justiça, a cooperação internacional é um “desafio” nesse caso, não apenas para o Brasil, mas também para os suíços. “Provamos estar à altura do desafio”, disse, lembrando que a “sinergia e confiança” entre as autoridades brasileiras e suíças permitiu que um caso complexo fosse lidado de forma “eficiente”.

Mas os suíços deixam claro que não há como dar por garantido que haverá uma vontade política sempre de cooperar. “Se o caso da Petrobras oferece um exemplo positivo de um esforço internacional unido, o 1MDB (fundo da Malásia) ilustra a dificuldade em combater a corrupção”, alertou. A referência era ao governo malaio que, por diversas vezes, impediu qualquer troca de informação. Mas a advertência valeu para todos.

“O interesse numa investigação não pode ser dado como uma garantia, especialmente quando a corrupção se estende aos níveis políticos mais altos de um estado estrangeiro”, alertou. “Um processo com sucesso pode ser obstruído ou até mesmo inteiramente barrado se um ator principal se recusa a conduzir seu próprio processo criminal e trabalhar com outros estados”, completou.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Brasileira morre em incêndio na Suíça e mãe denuncia negligência; vídeo

Brasileira morre em incêndio na Suíça e mãe denuncia negligência; vídeo

Amannda Rodrigues foi a única vítima de incêndio que destruiu três prédios em Payerne, na Suíça. Sua mãe acusa as autoridades locais de negligência

Amannda Rodrigues, uma paranaense de 22 anos que morava na Suíça, morreu em um incêndio que destruiu três prédios em Payerne, uma pequena cidade de pouco mais de 8.000 mil habitantes, próxima à fronteira com a França.

O incêndio, de causas ainda não identificadas, consumiu rapidamente os edifícios, segundo o jornal local 24 heures. Arben Krasniqi, que estava em um dos edifícios e conseguiu escapar sem ferimentos junto com a esposa e seu bebê de 3 semanas, disse que “estava descansando quando ouvimos os gritos. Em menos de 2 minutos, estava fora e tudo queimado “, declarou ao jornal.

As circunstâncias da morte de Amannda levantaram dúvidas. O incêndio começou pouco depois das 15h30 (hora local) do domingo, dia 23, e quinze pessoas que estavam nos edifícios, um complexo residencial com uma loja de bicicletas no térreo, foram retiradas pelos bombeiros, que teriam chegado rapidamente ao local. Única vítima do incidente, Amannda só foi encontrada, sem vida, horas depois, às 19h15, quando o incêndio já havia sido controlado, mas as autoridades ainda trabalhavam para garantir a segurança.

A brasileira tinha muitos conhecidos entre os jovens da região e sua morte causou comoção. Marciléia Rodrigues, mãe de Amannda, que também mora em Payerne, publicou em sua página no Facebook um relato desesperado sobre a morte da filha e questiona a ação dos bombeiros que, se segundo ela, teriam sido negligentes.

As autoridades locais declararam que as investigações sobre o incêndio estão em andamento e que estão dando suporte às famílias que perderam tudo no incidente.

Fonte: veja.com

Suíça já bloqueou R$ 3 bilhões em contas de suspeitos na Lava Jato

MP processa Cunha e Funaro por danos em fundo de previdência

Se o deputado cassado Eduardo Cunha, já condenado em primeira instância, voltar a ser sentenciado, seu dinheiro congelado será devolvido.

A Suíça anuncia que congelou mais de 1 bilhão de francos suíços (R$ 3,08 bilhões) em contas de suspeitos envolvidos na Operação Lava Jato. Em um documento publicado nesta quarta-feira (5/4) pelo Ministério Público da Confederação, o país revela que, no ano passado, Berna abriu 20 novos inquéritos criminais envolvendo brasileiros e que analisou mais de mil relações bancárias.

De acordo com o documento, o MP confirma que investiga desde 2014 o caso envolvendo a Petrobras, em especialmente por “lavagem de dinheiro agravada e atos de corrupção”. “O MP, portanto, coletou e examinou de forma mais profunda os documentos bancários relacionados com mais de mil relações bancárias”, indicou. “Até o presente momento, os valores patrimoniais de mais de 1 bilhão de francos suíços (após conversão) foram congelados”, constatou a procuradoria.

Na última vez que Berna havia citado um número oficialmente foi em abril do ano passado, quando apontou que havia congelado US$ 800 milhões — cerca de 802 milhões de francos suíços. Desse montante, em média 200 milhões de francos suíços foram restituídos às autoridades brasileiras. Outro caso também pode se somar a esse valor. Se o deputado cassado Eduardo Cunha, já condenado em primeira instância, voltar a ser condenado, os valores de suas contas na Suíça serão devolvidos.

Em 2016, 20 novos processos foram abertos pelos suíços, o que fez com que o total de inquéritos criminais conduzidos pelo MP de Berna sobre a Lava Jato tenha superado a marca de 60 casos. Nessa lista estão os ex-diretores da Petrobras, além de políticos brasileiros e coordenadores de campanhas e marqueteiros, como João Santana.

“As investigações são conduzidas na Suíça acima de tudo contra agentes públicos brasileiros suspeitos de terem recebido em contas na Suíça os valores da corrupção obtidos na atribuição de contratos públicos, mas também contra empresas de construção e de fornecimento brasileiras suspeitas de terem transferidos na Suíça montantes da corrupção graças a estruturas contábeis”, diz o texto. De acordo com os suíços, essas mesmas empresas são “suspeitas de terem se enriquecido de forma ilegítima em inúmeros casos”.

Odebrecht
Se o caso começou com a Petrobras, a Suíça deixa claro que, a partir de meados de 2015, “uma atenção particular” foi dada ao “conglomerado Odebrecht”.

“No quadro das investigações conduzidas contra a Odebrecht, contra outras sociedades e contra inúmeras pessoas físicas, um colaborador importante da Odebrecht pode ser preso e ouvido na Suíça em fevereiro de 2016”, indicou o MP. No informe, o nome do colaborador não é revelado. Mas se refere à Fernando Miggliaccio, que tentou fechar contas na Suíça e apagar dados em um servidor mantido fora do país.

O MP também confirma que, em março de 2016, confiscou em Genebra “um sistema de servidores com os meios e provas importantes e pode, pelo menos parcialmente, analisar os dados”. O jornal O Estado de S. Paulo revelou com exclusividade o fato de que o sistema passou a ser considerado como um dos elementos mais importantes em termos de provas, já que mostrava a rota do dinheiro justamente do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável pelo pagamento de propinas.

O servidor da Odebrecht citado de fato tinha sido em parte alvo de uma tentativa de borrar os dados. Outra dificuldade tem sido a de quebrar os códigos do sistema. O Brasil chegou a pedir ajuda do FBI, que estimou que precisaria de 102 anos de trabalho diante da complexidade do sistema.

Os suíços, ainda assim, indicaram que as investigações contra a Odebrecht avançaram no Brasil e os primeiros julgamentos foram realizados, assim como condenações de “longas penas de prisão”.

“A Odebrecht então decidiu cooperar com as autoridades penais e pode colocar um fim aos processos contra ela no Brasil, EUA e Suíça”, explicou.

Culpada
De acordo com o informe, a “Odebrecht foi reconhecida como culpada” na Suíça e uma multa de 4,5 milhões de francos foi imposta. Mas um confisco e uma compensação ainda exigiram que a empresa pagasse 200 milhões de francos suíços “por restituir vantagens ilícitas”. No total, o acordo ainda envolveu mais de US$ 1,8 bilhão para Brasil e EUA.

“O processo coordenado entre Suíça, Brasil e EUA constitui um sucesso para a luta internacional contra a corrupção”, completou o informe.

Fonte: metrópoles.com

Em evento na Suiça, Dilma tenta falar em francês e vira piada na internet

Ex-presidente participou de uma série de eventos na Europa

Brasília – A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) participou de uma série de eventos relacionados a Direitos Humanos por vários países da Europa neste mês de março para “dialogar e debater sobre o contexto social e político no Brasil durante e após o processo de impeachment“.

Seu roteiro inclui Genebra, que sedia o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e Lisboa, onde será recebida pela Fundação Saramago.

Ela também foi uma das palestrantes no Fórum Direitos Humanos, evento paralelo ao 15º Festival Internacional de Filmes de Direitos Humanos, em Genebra, do qual é convidada. E foi neste evento que ela deu uma de suas famosas “derrapadas linguísticas” ao tentar falar em francês. O vídeo virou motivo de piada entre os internautas. Veja a tentativa da ex-presidente:


Ex-presidente Dilma fala em francês por painelpolitico