Um ano após suicídio de atleta italiana, irmã também tira a própria vida

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Simona Viceconte, irmã da corredora Maura Viceconte, se enforcou na escada do prédio onde morava, no distrito de Colleatterrato

A italiana Simona Viceconte , irmã da ex-corredora Maura, que tirou a própria vida no dia 10 de fevereiro de 2019, também cometeu suicídio nesta quinta-feira (13).

Quase um ano depois da tragédia com a atleta, Simona se enforcou na escada do prédio onde morava, no distrito de Colleatterrato.

A mulher de 45 anos era casada com um gerente de banco e mãe de duas crianças. Ela não deixou nenhuma carta com informações sobre a motivação da tragédia. O episódio seguiu as mesmas características que a morte de Maura, que tirou a própria vida aos 51 anos. A atleta era campeã italiana dos 10 mil metros, modalidade que lhe garantiu uma medalha de bronze no campeonato europeu em 1998 em Budapeste, além de uma vaga nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000. Ela ainda é detentora do recorde italiano do segmento.

Na ocasião, Maura chegou a informar em um documentário que havia vencido a luta contra um tumor. A trágica morte ocorreu no dia 10 de fevereiro do ano passado, quando a corredora saiu para colocar o lixo na rua e se enforcou em uma árvore no jardim. O corpo foi encontrado por seu companheiro que se deu conta de sua demora para voltar.

Nesta quinta (13), no entanto, sua irmã refez seus passos, mas escolheu o parapeito da escada do edifício em que morava. Um vizinho a encontrou pendurada. As autoridades locais abriram uma investigação e aguardam o exame de autópsia para detectar se Simona sofria com alguma doença maligna.

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Rapper brasileiro comete suicídio durante live no Instagram

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Após fazer um desabafo na rede social, MC Mineiro tirou a própria vida

Guilherme Rodrigues, mais conhecido como MC Mineiro , cometeu suicídio no último domingo (15) durante uma live no Instagram. Segundo o Catraca Livre , antes de tirar a própria vida, o rapper fez um desabafo relatando os problemas que estava passando. A morte inesperada abalou a família, os amigos e os fãs do cantor e poeta que era conhecido nas Rodas de Rimas de São Paulo.

rapper completou 23 anos há quatro dias e, na ocasião, escreveu o seguinte: “Graças a Deus primeiramente mais 1 ano de vida concluído, mais 1 ciclo de sonho alcançado, e com esse ano veio dores, sorrisos, frustações e conquistas sem contar todo o aprendizado”.

MC Mineiro cometeu suicídio enquanto fazia live no Instagram

O caso da morte de MC Mineiro ganhou notoriedade nas redes sociais. “Que tristeza. Que Deus dê muita força para os familiares e amigos”, escreveu uma seguidora. “Muito triste essa história do suicídio do Mineiro, engraçado que ele era um MC de batalha e um poeta e vários lamentaram o falecimento do Juice Wrld, mas poucos se mobilizaram com a morte de um artista nacional”, acrescentou outro.

“Depressão é uma doença muito fodid*, vai em paz guerreiro”, comentou mais uma pessoa. “Que tragédia a cena do MC Mineiro, não sai da minha cabeça… que ele encontre a paz”, lamentou outra. O rapper foi enterrado no cemitério Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Via IG

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Garota denuncia estupro feito pelos pais em carta de suicídio e casal é preso

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Garota de 19 anos denunciou que pai a estuprava desde os 15 e mãe sabia de crimes, mas não fez nada para defendê-la. Caso foi registrado no Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão perdeu um casal na cidade de Governador Newton Bello, no interior do estado, após a filha deles cometer suicídio. Érica Neves, de 19 anos, afirmou em carta de despedida que o motivo para tirar a própria vida foi o constante abuso sexual sofrido por ela dentro de casa.

Nos relatos, Érica afirmava que sofria abusos sexuais desde os 15 anos de idade. Ela disse, ainda, que tinha contado para a mãe do crime, mas que a mulher não fez nada.

Após a denúncia, a polícia começou a investigar o caso e apreendeu os telefones de Érica, da mãe dela, Rosinete Lima Neves, de 40 anos, e do pai, Edmar Cavalcante Neves, de 46 anos. A troca de mensagens foi comprovada por perícia e o mandado de prisão dos dois foi executado.

Os dois foram presos pelo crime de estupro e foram encaminhados para presídios, onde aguardarão julgamento.

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PM mata esposa e comete suicídio – o casal deixa três filhos

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Depois de agressão do marido, Ana Gabriela chegou a pedir ajuda pelo celular

Edson Melo, 41 anos, matou a esposa Ana Gabriela Perin Broesler, de 26 anos, nesta segunda-feira (21), em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O homem, que era policial militar, cometeu suicídio depois do crime.

Antes de ser executada pelo marido, Ana chegou a pedir socorro para uma amiga pelo aplicativo WhatsApp. Helen Cerqueira revelou que a amiga teria ligado para contar que havia se separado por conta de ciumento e ameaças.

“Ela disse que não sabia o que fazer. Como era meu aniversário, conversamos por telefone e não consegui ir até lá. No fim de semana ela disse que ele estava a ofendendo. Cheguei a perguntar se ela queria que eu a buscasse para ficar na minha casa, moro em Itanhaém, mas ela não quis”, contou ao veículo.

Após deixar os três filhos na escola, o PM atirou contra a esposa na direção da cabeça, no abdômen e na coxa, totalizando três tiros, que foram disparados dentro do veículo da família. Ana Gabriela chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nesse período, Edson deixou a esposa e no local do crime e retornou para casa, onde se suicidou com um tiro na própria cabeça.

 (Reprodução/Facebook)

Segundo Helen, amiga do casal, Ana já tinha comentado que o marido estava com um comportamento violento nos últimos tempos. “Ele era um ótimo marido, até sexta-feira, quando ela disse que iria morar com a mãe. Ele não aceitava que ela queria se separar”, revelou ao G1.

No domingo de manhã, Ana também desabafou que iria na delegacia denunciar uma agressão física cometida pelo marido. Além disso, Helen contou que nesse momento a amiga pediu dinheiro emprestado para fugir, já que estava com medo do que poderia acontecer.

 (Reprodução/G1)

“Eu não consegui o dinheiro no domingo, mas fiquei de ir lá nesta segunda-feira, mas não deu tempo de fazer nada. Estamos sem chão, está doendo muito. Como vamos contar isso para as crianças? Nunca pensei que ele pudesse fazer isso”, disse Helen.

Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa por meio de uma nota que o caso foi registrado na Delegacia de Peruíbe como feminicídio e suicídio. Já a Polícia Militar informa que lamenta o ocorrido e prestará todo apoio à família do casal, que tinha filhos pequenos.

Atriz transgênero comete suicídio aos 44 anos nos EUA

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No texto de despedida, ela pediu para ajudarem a filha dela a superar a perda

Daphne Dorman , atriz e comediante trans norte-americana, cometeu suicídio aos 44 anos, logo após deixar uma mensagem de despedida em seu Facebook. A artista era uma figura ativa na comunidade LGBTQ+ de San Francisco, nos EUA.

“Eu sinto muito”, escreveu Dorman no início de seu post. “Eu já pensei muito sobre isso essa manhã. Como você diz ‘adeus’ e ‘sinto muito’ e eu te amo’ para todas as almas lindas que você conhece? Pela última vez. Não há uma solução boa. Foi o que concluí de todos os meus pensamentos. Para aqueles que estão bravos comigo: por favor, me perdoem. Para aqueles que acham que falharam comigo: vocês não falharam. Para aqueles que acreditam que eu tenha falhado com eles: eu falhei, eu peço desculpas e espero que vocês se lembrem de mim em momentos melhores e de forma mais iluminada”.

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“Eu amo todos vocês. Eu sinto muito. Por favor ajuda a minha filha, Naia, a compreender que nada disso é culpa dela. Por favor lembrem a ela que eu a amei com todas as fibras da minha existência”, finalizou a atriz. A morte de Dorman foi noticiada pelo New York Daily News .

Funcionário do Facebook morre na sede da empresa; polícia trata caso como suicídio

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Identidade do homem não foi divulgada

Um funcionário do Facebook morreu nesta quinta-feira (18) ao pular do quarto andar de um dos prédios da sede da empresa em Menlo Park, Califórnia.

A polícia foi chamada por volta das 16h de Brasília para responder a um incidente no campus da empresa e confirmou a morte do homem, cuja identidade não foi divulgada.

Equipes médicas tentaram salvar a vida do funcionário, mas ele morreu no local. Investigações preliminares dão conta que não há outras pessoas envolvidas na morte do funcionário, e a polícia afirma que a hipótese mais provável é de suicídio.

Em nota, o Facebook lamentou a morte do funcionário. “Estamos tristes ao saber da morte de um de nossos funcionários em Menlo Park. Estamos cooperando com a polícia nas investigações e por enquanto não temos informações a compartilhar. Esperamos compartilhar mais informações quando soubermos mais das autoridades”, disse a empresa.

A notícia é do TechBreak

Como lidar com o luto pelo suicídio de uma pessoa querida

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Quando as pessoas chegam a um grupo de apoio na zona sul de São Paulo, carregam consigo não apenas uma imensa tristeza, mas também culpa e diversas perguntas

“Por que isso aconteceu? Como eu não percebi nada? Será que pode acontecer de novo com a minha família?” são os questionamentos mais comuns entre quem acaba de perder uma pessoa querida para o suicídio.

“É um luto mais intenso, duradouro, repleto de ‘por quês’ e com muito estigma”, relata a psicóloga Karen Scavacini, mediadora do grupo de apoio, destinado a pessoas enlutadas pelo suicídio. “Muitas vezes a família estendida e os amigos se afastam ou não sabem como falar do tema, deixando essas pessoas em situação de grande vulnerabilidade.”

Essa vulnerabilidade se reflete no fato de que parentes e pessoas próximas de suicidas têm risco até dez vezes maior do que o restante da população de, eles próprios, tentarem tirar a própria vida.

E isso só será mitigado, segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil, se a sociedade combater o estigma que envolve o suicídio e a saúde mental, bem como deixar de buscar “a causa” ou “o culpado” pela morte – que é multicausal e às vezes decidida de modo impulsivo, em um momento de desespero.

‘Não vamos encontrar causas’

“No grupo de apoio, dizemos que não adianta ficar preso na busca do ‘por quê?’, já que a resposta foi embora com quem morreu”, explica Scavacini.

“Na verdade, a gente não vai encontrar causas, porque o suicídio é sempre resultado de um conjunto de fatores”, afirma o psiquiatra Daniel Martins de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC).

Família em luto
Parentes e pessoas próximas de suicidas têm risco até dez vezes maior do que o restante da população de, eles próprios, tentarem tirar a própria vida

Segundo a Organização Mundial da Saúde, quase 800 mil mortes por suicídio ocorrem anualmente no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, foram registrados 11,7 mil suicídios em 2015 (dado mais recente disponível no Ministério da Saúde), sendo que parte dos especialistas teme que haja subnotificações.

E, segundo a Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio, cada morte por suicídio afeta outras 135 pessoas, que ficam psicologicamente abaladas e traumatizadas.

Como ajudar essas pessoas a lidar com tamanha dor?

‘Você se sente muito isolado’

A escritora e psicanalista Paula Fontenelle sentiu na pele o estigma que envolve suicídio quando seu pai tirou a própria vida, em 2005.

“Ninguém sabe como falar com você a respeito, então, simplesmente, ninguém fala nada. O luto acaba sendo muito diferente por causa disso”, conta Fontenelle à BBC News Brasil.

“Você se sente muito isolado. Certa vez, uma amiga me perguntou a causa da morte do meu pai e, quando eu respondi que era suicídio, ela ficou chocada. ‘Não fale essa palavra em público, não é bom’. As pessoas têm medo. O problema é que é no silêncio que o suicídio cresce. Porque nenhuma dor diminui se você não tiver com quem falar sobre ela.”

A franqueza em falar sobre o assunto e a empatia são, de fato, cruciais ao amparar pessoas de luto pelo suicídio, segundo Barros, do IPq-HC.

“É um momento de compartilhar a dor, oferecer o ombro e não evitar a pessoa enlutada. Em casos de mortes trágicas, às vezes a gente acha melhor não falar nada, mas isso é mais para evitar o nosso próprio mal-estar em torno da morte. Porque, para a pessoa enlutada, falar a respeito pode ser um alívio”, diz o psiquiatra.

“É preciso ainda fazer um grande esforço para não atribuir culpas – por exemplo, combatendo o pensamento automático de ‘Como será que era o relacionamento com os pais daquele jovem que se matou?’, porque ao se tentar atribuir uma causa, você estigmatiza as pessoas (envolvidas) e aumenta o risco de contágio do suicídio.”

Mulher de luto
‘Ninguém sabe como falar com você a respeito, então simplesmente ninguém fala nada. O luto acaba sendo muito diferente por causa disso’

Direito ao luto

Para além da família, amigos e pessoas próximas ao morto também requerem atenção especial, porque também estão extremamente vulneráveis.

“Consideramos sobreviventes do suicídio quaisquer pessoas que tenham sentido aquela morte de alguma forma”, explica Scavacini.

“Até um chefe ou um colega de trabalho (de um suicida) pode ficar abalado ou sentir-se culpado, talvez até igual a um parente. Essas pessoas também estão sujeitas ao efeito contágio (ou seja, a elas próprias pensarem em suicídio) e não adianta simplesmente dizer a elas ‘não se deixe abater’. Elas também têm de ter permissão de fazer seu luto.”

“Aprendi que não podemos colocar as coisas debaixo do tapete”, diz Paula Fontenelle, a respeito do luto pela morte do pai. “Na minha família, sempre conversamos sobre o tema, para ele não virar tabu. E sempre chamamos o suicídio pelo que ele é.”

O mesmo vale para crianças e adolescentes – expostas, por exemplo, ao suicídio de colegas, em casos que ganharam as manchetes em São Paulo e Brasília recentemente.

Em muitos casos, é a primeira vez que eles se deparam com a morte.

“Com adolescentes, é preciso explicar o que é o luto e os sentimentos envolvidos, bem como ensiná-los a identificar em si mesmos e nos amigos o que não está legal e quem procurar nessas situações”, afirma Scavacini.

Homem de luto
Isolamento e culpa podem afetar colegas e amigos, que também têm direito ao luto

Nessa faixa etária, é ainda mais crucial reforçar os vínculos pessoais, em vez de apenas os digitais.

“As relações estão mais líquidas hoje”, lamenta o psiquiatra Fabio Gomes de Matos e Souza, coordenador do Programa de Apoio à Vida (Pravida) da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Existe (entre adolescentes) uma ausência de espaços para desabafar e conversar, em vez de apenas olhar a ‘revista digital’ do Instagram, onde você não vê quem está mal ou sofrendo, porque essas pessoas estão sozinhas em seus quartos.”

As fases do luto – e como lidar com ele

Em seu esforço para entender e processar a perda do pai, Fontenelle passou anos estudando o suicídio, pesquisa que levou ao livro Suicídio – O Futuro Interrompido: Guia para Sobreviventes e ao site prevencaosuicidio.blog.br.

“Ao estudar o luto, identifiquei que ele tem fases, que começam com a raiva, muito intensa: ‘como ele/ela fez isso comigo?’ É um mecanismo de proteção, por ser mais fácil lidar com a raiva do que com a tristeza. Mas é algo que obviamente te consome. Já conheci enlutados pelo suicídio que passaram anos presos a isso”, conta.

Depois, vem o que se costuma chamar de “autópsia psicológica”: a busca das pessoas por tentar entender as causas ou o que suportamente poderiam ter feito para evitar aquela morte. É o “Como eu não enxerguei?”

“Claro que é possível ficar atento a sinais de comportamento suicida, mas não temos como saber antes (que a pessoa vai se matar). Ninguém é culpado”, diz Fontenelle.

Em seguida vêm o estigma em torno da morte suicida e o medo: “será que eu ou algum outro parente meu também pode ser levado a cometer suicídio?”

“É que, quando alguém se mata, o suicídio, que até então era algo distante, passa a ser uma possibilidade para as pessoas ao redor”, agrega Fontenelle.

Grupo de apoio
Grupos de apoio ajudam a processar as perdas; ‘suicídio é um tsunami, mas é possível voltar a ser feliz’

No grupo de apoio mediado por Karen Scavacini, a maioria dos participantes ao longo dos anos já mencionou ter tido, em algum momento do luto, vontade de morrer, em geral abalados pela culpa.

“Tentamos fazê-los entender que o suicídio é multifatorial e que nem sempre os sinais são fáceis de ler – muitas vezes, só são visíveis após a morte”, diz a psicóloga.

A maioria dos casos de suicídio costumam estar associados a problemas de saúde mental (diagnosticados ou não), como depressão, ansiedade e bipolaridade, o que torna importante conversar a respeito e focar em prevenção. Mas, depois de ocorrido o suicídio, especialistas consideram infrutífera a busca por causas individuais.

“Talvez aquele paciente estivesse com depressão, mas não era só aquilo – afinal, há milhões de pessoas deprimidas que não se matam. Por trás de cada suicídio, há muitas coisas que não sabemos e nunca saberemos”, diz Barros.

Grupos de apoio, terapia e conversas ajudam ao mostrar aos sobreviventes que a raiva faz parte do luto, que outras pessoas passam por situações parecidas, que a morte da pessoa querida “estava além do que eles poderiam fazer e que o suicídio não é uma escolha livre, mas sim um ato de um momento de muito desespero e dor”, afirma Scavacini.

No grupo de apoio mediado por ela, há atividades terapêuticas como escrever histórias sobre o luto e a pessoa perdida ou produzir murais de fotos para honrar a vida de quem morreu.

Muitos, como Paula Fontenelle, acabam encontrando conforto ao se dedicar a criar conscientização em torno do tema.

“Escrever um livro sobre isso foi catártico para mim, foi parte do meu processo de cura, ainda que tenha sido muito difícil – levei três anos para escrevê-lo e o interrompi duas vezes”, diz ela. “(Mas) eu precisava entender o que havia acontecido com o meu pai.”

Aos poucos, as pessoas também passam a identificar o que lhes faz bem ou mal – voltar a frequentar eventos sociais e familiares, por exemplo – “sem que nada seja considerado certo ou errado e sem que seja esperado um determinado comportamento delas”, agrega Scavacini.

“E eles precisam aprender que podem voltar a ser felizes, mesmo que o processo seja lento. O suicídio é como um tsunami, que destrói tudo. Mas dá para fazer uma reconstrução da vida. Haverá um antes e um depois, mas é possível ser feliz.”

* O Centro de Valorização da Vida (CVV) dá apoio emocional e preventivo ao suicídio. Se você está em busca de ajuda, ligue para 188 (número gratuito) ou acesse www.cvv.org.br. (Até 30 de junho de 2018, o CVV atende pessoas de Maranhão, Bahia, Pará e Paraná no número 141; após essa data, o atendimento ao país inteiro migrará para o 188.)

*O Instituto Vita Alere tem grupos gratuitos de apoio a sobreviventes de suicídio em São Paulo, Baixada Santista e Rio de Janeiro: http://vitaalere.com.br/sobre-o-suicidio/posvencao/grupo-de-sobreviventes/

Da BBC Brasil

Setembro Amarelo: conheça a campanha de prevenção ao suicídio e saiba como ajudar

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PAINEL POLÍTICO apoia a causa Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização e de prevenção ao suicídio da ABP, junto ao Conselho Federal de Medicina. Leia mais)

Neste mês, é realizada a campanha Setembro Amarelo. No Brasil, o projeto surgiu em 2014, com o intuito de prevenir o suicídio e alertar a população sobre esse assunto. Durante esses trinta dias, serão feitas diversas ações e palestras para informar a sociedade sobre o tema.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente um milhão de casos de morte por suicídio são registrados por ano. No Brasil, as ocorrências chegam a 12 mil. Entretanto, sabe-se que esse número está errado, já que muitos episódios não são notificados. Além disso, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo e a cada três ocorre uma tentativa.

© Fornecido por Entre Aspas Comunicação Ltda

Na maior parte das vezes, os casos de suicídio estão relacionados com algum transtorno mental, em sua maioria não diagnosticados ou não tratados corretamente. A depressão é o distúrbio mais ligado às ocorrências, seguida do transtorno bipolar. O abuso de substâncias químicas também aparece com destaque na lista de agentes ligados ao suicídio.

“O acompanhamento correto da doença mental de base é o primeiro passo para cessar o comportamento suicida”, diz o Dr. Antônio Geraldo da Silva, coordenador da campanha. Por isso, ao identificar algum dos transtornos, as pessoas precisam entrar em contato com um profissional para realizar o tratamento.

Alguns dos maiores tabus em relação ao suicídio são o preconceito e a falta de conversas sobre o tema. Por isso, o Centro de Valorização à Vida, em parceria com a Unicef, criou uma série de vídeos para “reduzir o estigma relacionado ao assunto e incentivar o diálogo por meio de empatia e acolhimento”, conta Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV. 

A população pode ajudar de diversas formas: falando sobre o suicídio, organizando mobilizações sobre a prevenção e participando dos eventos do projeto. Segundo Antônio, “o papel da sociedade na campanha Setembro Amarelo é fundamental para alcançar o maior número de pessoas possível com ações efetivas de orientação sobre o risco, fatores de proteção e também na emergência do suicídio”.

Para auxiliar na prevenção do suicídio, conheça os principais fatores de risco e sinais de alerta. Além disso, saiba algumas maneiras de ajudar pessoas com transtornos mentais ou pensamentos suicidas.

Como ser um bom ouvinte?

  • Crie um ambiente confortável e seguro para iniciar a conversa;
  • Mantenha o olhar na pessoa (esqueça o celular por alguns minutos);
  • Tenha empatia – tente compreender a dor dessa pessoa;
  • Não interfira nas pausas e nem complete frases;
  • Não dê opiniões pessoais com exemplos da própria experiência;
  • Não faça comparações do problema dessa pessoa com a de outras;
  • Não simplifique a situação com frases como “isso passa” ou “você supera”;
  • Não responda a possíveis agressões.

O que dizer para quem precisa de ajuda?

  • Pergunte se a pessoa está pensando em suicídio;
  • Em caso de resposta positiva, pergunte o conteúdo deste pensamento;
  • Diga que tem tempo para escutá-la (“sou todos ouvidos para você neste momento”);
  • Ofereça auxílio para buscar ajuda médica profissional (muitas vezes é necessário ajudar a pessoa a chegar ao médico).

Os transtornos mentais e os pensamentos suicidas são assuntos muito sérios. Por isso, se você ou algum conhecido está passando por problemas, ligue para o número 188. Assim, é possível conversar de forma anônima com um dos voluntários do CVV, que irão auxiliar com apoio emocional e todo tipo de ajuda.

Para saber mais sobre como os distúrbios mentais afetam as pessoas, assista um dos vídeos liberados pelo Centro de Valorização da Vida, em que eles falam sobre a depressão na adolescência.

Síndrome das “pernas inquietas” triplica chance de suicídio, diz pesquisa

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Pesquisadores dos Estados Unidos apontaram relação entre pensamentos suicidas e a condição das pernas inquietas

Indivíduos que tenham a condição da síndrome das pernas inquietas (RLS), são mais prováveis a se machucarem ou se suicidarem. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pessoas com esta condição, que consiste no desejo quase compulsivo de mexer as pernas, têm até três vezes mais chance de se machucarem propositalmente do que seres humanos que não a possuem.

O RLS, também conhecido como doença de Willis-Ekbom, é mais aparente durante o período noturno e pode impedir que a pessoa garanta uma boa noite de sono, por gerar desconforto e uma certa impossibilidade de relaxar. A doença não afeta somente as pernas: em certos casos, o indivíduo pode ter vontade de mexer compulsivamente partes do corpo como os braços e a cabeça. A sensação foi descrita por pacientes e instituições como se houvesse “água com gás dentro das pernas”.

Analisando as informações médicas de mais de 24 mil pacientes com a condição e 145 mil indivíduos saudáveis, os pesquisadores da Universidade observaram que as pessoas que apresentam a doença apresentam uma chance 2,7 vezes maior de realizarem suicídio ou acabarem se machucando. Alguns dos fatores analisados foram a depressão, distúrbios do sono e diabetes; características como idade e sexo dos indivíduos não foram levados em conta para questão de análise.

Xiang Gao, diretor do Laboratório de Epidemiologia Nutricional da Universidade, explicou que o estudo em volta da condição vai além de suas consequências físicas. “Nosso estudo sugere que a síndrome das pernas inquietas não está apenas conectada às condições físicas, mas também à saúde mental. E, com o RLS subdiagnosticado e as taxas de suicídio aumentando, essa conexão será cada vez mais importante. Os médicos podem querer ter cuidado ao rastrear os pacientes, tanto quanto ao RLS quanto ao risco de suicídio”.

Ainda que não se tenha muito conhecimento aprofundado sobre a síndrome, o que torna a análise de suas causas e diagnósticos mais complexos. Entretanto, pesquisadores dos Estados Unidos analisaram que cerca de 5% a 15% da população é identificada com a doença. A condição tem sido mais associada com pessoas de meia-idade e indivíduos com falta de ferro, diabetes, pressão alta e ataques cardíacos, além de depressão e pensamentos suicidas.

A equipe que conduziu o estudo, porém, compreende que existem alguns impedimentos em suas análises. Para classificar o suicídio e a auto-mutilação, por exemplo, foram utilizadas as definições de uma versão desatualizada da Classificação Internacional de Doenças, a CID-9, que foi liberada em 1975. Os pesquisadores esperam que estudos futuros possam comprovar a sua hipótese.

Preso por confusão no trânsito é encontrado enforcado em delegacia do Rio; família nega suicídio

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Caso aconteceu na 32ª DP (Taquara). Segundo familiares próximos do rapaz, “ele jamais cometeria suicídio”; delegado se recusou a falar sobre o caso

O autônomo Marcos Vinícius Gouvea Gomes, de 33 anos, foi encontrado morto na última quinta-feira, em uma cela da 32ª DP (Taquara), na Zona Oeste do Rio. A polícia informou que ele teria se enforcado com a própria camisa, presa na janela.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a morte por “asfixia mecânica”. O companheiro de cela na delegacia , um jovem de 25 anos, estaria dormindo no momento em que o agente de plantão encontrou o corpo. A família de Marcos contesta a versão da polícia.

O rapaz, que morava com a família no Cachambi, teria se envolvido em uma confusão no trânsito após voltar de um encontro em Jacarepaguá. Descontrolado, ele arremessou objetos contra policiais e foi conduzido à delegacia mais próxima, onde acabou sendo preso. Marcos estaria sob efeito de álcool ou substância entorpecente, segundo os PM’s.

O delegado Ed Wilson da Silva Correa abriu uma investigação sumária para saber o que aconteceu. Pelo menos cinco policiais estavam no DP quando o corpo do rapaz foi encontrado, além do outro preso. Procurado na manhã deste domingo, o delegado não quis comentar o caso.

A assessoria de imprensa da Polícia se limitou a informar que a 32ª DP (Taquara) instaurou inquérito para apurar a morte de Marcos Vinícius e abriu também uma sindicância administrativa interna.

Para Jorge Gomes, 36 anos, a morte do irmão Marcos ainda precisa ser esclarecida. “Até agora não nos entregaram a camisa que disseram que ele usou para se enforcar. Também não passaram o protocolo do atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que eles relataram ter solicitado, e não nos passaram o depoimento do jovem que dividia a cela com ele naquele dia. Tudo muito estranho”, comenta.

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Arquivo pessoal – Marcos, o homem que foi encontrado morto

Outro ponto que intriga a família foi o fato de o corpo ter dado entrada no IML com a especificação de “morte domiciliar”. “Só depois da contestação eles modificaram o documento”, diz. Jorge confirma que o irmão vinha sofrendo com a dependência química e alcoolismo havia alguns anos. Ele tinha sido internado por 40 dias em uma clínica em Guapirimim no Estado do Rio, tendo sido liberado no dia 21 de agosto. 

Com relação à versão do suicídio , Jorge declara: “Fiquei muito nervoso com a notícia. Comecei a me preparar para vir para o Rio quando me acalmei, coloquei a cabeça no lugar e a comecei pensar sobre esta versão. Meu irmão jamais se mataria, ele tem uma filha de 3 anos que é o amor da vida dele. Mesmo que estivesse sob efeito de drogas, se por um segundo passasse o suicídio pela cabeça dele, ele se lembraria da filha e não faria. Como pode ter decidido cometer este ato tão drástico em tão pouco tempo?”. 

Mais informações sobre o caso do rapaz encontrado morto em uma delegacia do Rio de Janeiro devem ser divulgadas em breve.