‘Microfone da verdade’ promete detectar quando entrevistado conta mentira

Ele vai começar a ser usado na campanha Explorer Investigation do canal de TV que vai entrevistar personalidades da mídia e políticos a partir de setembro

Um novo microfone que vai começar a ser usado pela emissora National Geographic no Brasil consegue identificar quando alguém conta uma mentira. Ao analisar batimentos cardíacos e o timbre da voz de um entrevistado, o acessório consegue identificar quando ele está confiante no que fala e quando não está.

O microfone foi criado em uma parceria entre a National Geographic e a MediaMonks. Ele vai começar a ser usado na campanha Explorer Investigation do canal de TV que vai entrevistar personalidades da mídia e políticos a partir de setembro.

Quando o entrevistado segura o microfone pela primeira vez, o dispositivo começa a medir batimentos cardíacos e padrões de voz. A partir disso, ele identifica um padrão para a pessoa, e a cada vez que uma declaração resultar em uma mudança nesse padrão, o microfone exibe uma luz LED com cores diferentes: verde quando considera que a pessoa manteve a confiança no que falava, amarelo quando ela tem dúvida, e vermelho quando se mostra desconfortável, o que pode ser um indício de que o entrevistado está mentindo.

O microfone não é infalível e pode acusar mentira mesmo quando a pessoa está falando a verdade. Alex Mendes, chefe de soluções criativas da National Geographic da América Latina, diz que o objetivo não é apontar verdades ou mentiras, e sim “guiar uma entrevista pelas questões mais sensíveis ao entrevistado, visando enriquecer a experiência da conversa.”

Fonte: olhardigital

Por que é uma boa ideia usar papel alumínio para melhorar o sinal de wi-fi

Muitos já ouviram falar desse truque por aí, e ele tem respaldo na ciência. Pode não só reduzir interferências e fortalecer a conexão, mas também tornar a internet de sua casa mais segura.

Graças à nossa luta diária para ter um bom wi-fi em casa, ficou famosa a ideia de usar papel alumínio para direcionar o sinal de internet. Não é um truque novo, mas é bom saber que a ciência demonstrou que ele funciona.

Segundo pesquisadores da Universidade de Darthmouth, nos Estados Unidos, colocar papel alumínio ou uma lata em volta das antenas do roteador pode melhorar o sinal, reduzir interferências e aumentar a segurança da conexão.

“Isso melhora a eficiência da rede sem fio em edifícios, ao reduzir o impacto que paredes e divisões internas têm”, dizem os engenheiros de Darthmouth.

Como funciona o truque do papel alumínio para melhorar o sinal de wi-fi?

As antenas dos roteadores são geralmente omnidirecionais, ou seja, seu sinal se dispersa para todos os lados.

Uma barreira de papel alumínio colocada em torno delas faz com que o sinal se torne unidirecional, ou seja, vá apenas em um sentido.

Assim, você pode direcionar o wi-fi para a sala, por exemplo, o que fará com que outros ambientes fiquem sem sinal, mas ele estará concentrado onde pode ser mais necessário.

Os roteadores usados em nossas casas normalmente enviam o sinal para várias direções

Impedir que o sinal se propague em determinada direção e chegue apenas a alguns locais pode ter outros benefícios.

Pode ser útil, por exemplo, para evitar que ele atinja um espelho e seja refletido, o que pode gerar interferências e afetar a qualidade da conexão.

Isso ainda pode tornar a internet mais segura em sua casa

Direcionar o sinal reduz a interferência e ainda pode melhorar a segurança do wi-fi.

A barreira de alumínio pode servir para que o sinal não chegue a pessoas que queiram piratear a internet de sua casa ou que estejam tentando de alguma forma acessá-la para cometer uma fraude ou realizar um ataque.

Os pesquisadores de Darthmouth criaram uma versão mais sofisticada desse truque caseiro.

Fizeram um sistema que imprime modelos 3D em plástico, que podem ser envolvidos em papel alumínio para direcionar o sinal até onde se deseje.

Parece bastante simples, mas não é comum ainda ter acesso a uma impressora 3D, então, é melhor por enquanto ter um pouco de paciência e criatividade para criar nossos próprios painéis de papel alumínio.

Fonte: bbc

Projeto obriga empresas a atualizar mapas de GPS a cada dois anos

A atualização é obrigatória mesmo no caso de a empresa deixar de vender o aparelho

Empresas que fornecem mapas para aparelhos de GPS podem ser obrigadas a atualizar a cada dois anos os dados fornecidos aos usuários. É o que determina o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 52/2015. O texto, que está na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), estabelece que os arquivos necessários para a atualização do sistema devem estar disponíveis pela internet sempre que uma nova versão do mapa for lançada.

A atualização deve ser feita nos mapas usados nos aparelhos próprios das empresas ou fornecidos a terceiros. Todos os dispositivos que usem sistemas de navegação produzidos no Brasil devem trazer visível a data da última atualização dos mapas instalados.

A atualização é obrigatória mesmo no caso de a empresa deixar de vender o aparelho. Nesse caso, as atualizações periódicas devem ser mantidas por pelo menos cinco anos, contados da data de descontinuação do dispositivo de GPS. As empresas que descumprirem a regra terão que pagar multa de R$ 10 mil.

Ao apresentar o texto, o deputado Paulo Feijó (PR-RJ) lembrou que o sistema de GPS se popularizou e está presente em grande parte dos smartphones. Para ele, as constantes alterações das vias públicas exigem a atualização dos mapas para garantir a segurança dos usuários.

“Com a difusão dos aparelhos GPS nos automóveis no Brasil, essa atualização se tornou um item de segurança. Imagine-se, por exemplo, o risco aos usuários do sistema no caso de alteração do sentido de uma via. Uma informação desatualizada no sistema de navegação pode levar o motorista a ingressar na contramão, gerando um grande risco de acidente”, exemplificou.

O texto aguarda o relatório do senador Hélio José (Pros-DF). Depois de votado na comissão, ainda precisa passar pelo Plenário do Senado.

Fonte: agenciasenado

Controle remoto das novas TVs 4K da Samsung comanda outros aparelhos

Novidade, os aplicativos SmartThings e Bixby permitem, pela TV ou celular, gerenciar modelos de lâmpadas, ar-condicionado e máquina de lavar

Enviado especial a São Paulo (SP) – A Samsung apresentou, nesta terça-feira (31/7), em São Paulo, as novas TVs UHD 4K da marca. São quatro modelos, que chegam ao mercado durante o mês de agosto. No caso das TVs NU8000 e NU7400, as principais novidades ficam por conta dos aplicativos SmartThings e Bixby, que permitem, na mesma plataforma e por meio da TV ou do celular, controlar equipamentos como lâmpadas, ar-condicionado e máquina de lavar, além de facilitar a comunicação por meio de comandos de voz, em inglês.

Outro recurso é o controle remoto único, em que o televisor reconhece todos os aparelhos plugados e que permite ligar e desligar, por exemplo, videogame, home theather, soundbar e o decoder da TV a cabo.

Já os modelos NU7300 e NU7100 oferecem como inovação o design com telas curvas, proporcionando um melhor campo de visão, especialmente nas extremidades da tela, causando menos cansaço visual. Elas possuem, ainda, o HDR Premium, função que oferece mais brilho e contraste, tanto em cenas escuras quanto nas mais claras.

Cabos
Como solução para esconder os cabos, a marca sul-coreana criou canaletas que ficam na parte traseira dos aparelhos. Dessa forma, os fios não ficam expostos. Também existe preocupação em oferecer imagens com mais qualidade e definição.

Erico Traldi, diretor associado de produto das áreas de TV e Áudio e Vídeo da Samsung Brasil, destaca as melhorias nos novos modelos. “A nova era das TVs inteligentes chega na nova linha 4K, trazendo uma real experiência de automação para a casa do consumidor. O design foi melhorado, com uma solução simples para esconder os cabos e integrar a TV em seu ambiente. Tudo sem abrir mão de uma qualidade de imagem realista, com a reprodução dos mínimos detalhes dos conteúdos”, garante.

Consumidor
Durante a apresentação, foi destacada a opção do consumidor, de acordo com levantamento de mercado, por TVs cada vez maiores. Os novos modelos partem de 40 polegadas e podem chegar a 82 polegadas, no caso da Premium.

Com relação ao preço, os modelos variam de acordo com as funções e número de polegadas, partindo de R$ 2.799 até R$ 25.999.

 

O que é a ‘Momo do WhatsApp’ e quais são os riscos que ela representa?

Autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online

Ela se chama Momo e sua aparência é aterrorizante: olhos esbugalhados, pele pálida e um sorriso sinistro. Sua imagem ficou famosa pelo WhatsApp, disseminada como um desafio viral. Mas autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online.

“Tudo começou em um grupo de Facebook onde os participantes eram desafiados a começar a se comunicar com um número desconhecido”, publicou no Twitter a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco, no México.

“Vários usuários disseram que, se enviassem uma mensagem à Momo do seu celular, a resposta vinha com imagens violentas e agressivas. Aliás, há quem afirme que teve mensagens respondidas com ameaças.”

O fenômeno se estendeu por todo o mundo, da Argentina aos Estados Unidos, França e Alemanha.

Não está claro o quão disseminado o jogo está no Brasil, mas Rodrigo Nejm, da ONG Safernet, alerta para os riscos. “É mais uma isca usada por criminosos pra roubar dados e extorquir pessoas na internet”, diz.

Nejm diz que sua organização já foi procurada por pais e educadores preocupados com o jogo, mas ainda não recebeu nenhuma denúncia específica.

A BBC News Brasil procurou o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para saber se há alguma investigação em andamento ou providência sendo tomada, mas não houve resposta.

A Polícia Nacional da Espanha também fez alertas sobre o assunto, reforçando que “é melhor ignorar desafios absurdos que entram na moda no WhatsApp”.

A Guarda Civil do país disse no Twitter: “Não entre no ‘Momo’! Se gravar o número na sua agenda, vai aparecer um rosto estranho de mulher. É o mais recente viral de WhatsApp a entrar na moda entre os adolescentes.”

Mas apesar das advertências, ainda há muita confusão. Quem é Momo, de onde saiu e por que temos que prestar atenção nisso?

De onde vem o jogo Momo

A internet está cheia de perguntas sobre Momo.

No Reddit, alguém perguntou em inglês há apenas uma semana: “Quem é Momo, a menina do WhatsApp? Encontrei há pouco um vídeo que dava medo. Acho que é uma brincadeira elaborada, mas não tenho certeza”.

Esta foi a resposta mais votada: “Alguém de um país de língua espanhola tirou a foto, criou uma conta de WhatsApp e espalhou os rumores para contactar a Momo. Dessa conta, envia mensagens e imagens inquietantes a quem escreve para ela. Em algumas, insinua que tem informações pessoais sobre a pessoa.”

A Momo interage com quem escreve para ela através do WhatsApp, às vezes, de um número mexicano

O youtuber ReignBot, que tem mais de 500 mil inscritos em seu canal, publicou um vídeo visto por milhões de pessoas em que explica que é difícil encontrar o usuário de WhatsApp que criou a Momo, mas sabe-se que está vinculado a pelo menos três números de telefone que começam com 81, código do Japão, e dois latino-americanos, um da Colômbia (52) e outro do México (57).

Talvez por isso a Momo tenha ficado especialmente conhecida na América Latina.

Segundo o especialista Rodrigo Nejm, há cada vez mais números se espalhando com a Momo.

A origem da imagem é japonesa. Pertence a uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, um luxuoso distrito de Tóquio, e que fez parte de uma exposição sobre fantasmas e espectros.

As fotos foram tiradas de uma conta do Instagram, explicam as autoridades mexicanas.

Os riscos do jogo Momo

Mas por que o jogo é perigoso? Qual é o problema de escrever para um número desconhecido no WhatsApp?

Os investigadores mexicanos citam cinco possíveis razões:

  • roubo de informações pessoais
  • incitação ao suicídio ou à violência
  • assédio
  • extorsão
  • transtornos físicos e psicológicos (ansiedade, depressão, insônia etc.)

“Lendas urbanas existem desde sempre, e com a internet isso não mudou. Criminosos aproveitam para surfar essa onda”, diz Rodrigo Nejm.

Os especialistas em crimes cibernéticos aconselham a não fomentar a cadeia de mensagens e não contactar números desconhecidos para evitar cair em fraude, extorsão ou outro tipo de ameaça.

Dar seu número a um estranho pela internet nunca é uma boa ideia.

O que os pais podem fazer

“Pais devem orientar seus filhos de que é mais um golpe e deixar claro para eles que é importante proteger seus dados pessoais na internet”, diz Nejm.

“Ter domínio do aparelho não significa ter maturidade para reconhecer situações de perigo.”

Nejm diz que, se alguém estiver “conversando” com a Momo e ela pedir algo indevido – se houver uma extorsão ou um pedido de foto, por exemplo -, deve-se salvar a conversa e procurar uma autoridade. Ele adverte que não basta dar “print” na conversa. É preciso exportar a conversa para nós mesmos. O WhatsApp tem uma ferramenta que permite isso.

Ele também sugere que pais consultem o canal de ajuda da ONG, canaldeajuda.org.br, que orienta as pessoas sobre o que fazer em situações de violência online.

Momo é o novo ‘Baleia Azul’?

Alguns comparam o fenômeno Momo com o “Baleia Azul”, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades levantaram alertas porque incitava o suicídio.

Assim como Momo, se disseminou rapidamente pela internet e as redes sociais.

Os primeiros casos foram registrados na Rússia, mas o jogo chegou ao Brasil, México, Colômbia e outros países.

Alguns comparam a Momo com o `Baleia Azul`, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades alertaram porque incitava o suicídio.

No caso da Momo, seu principal meio de disseminação é o WhatsApp, mas também se popularizou através do jogo Minecraft, que tem mais de mil jogadores por dia.

Fonte: bbc

Por que especialistas recomendam embrulhar chaves automáticas do carro em papel alumínio?

Estratégia é uma das possíveis precauções contra tipo de roubo que tem se tornado cada vez mais frequente.

A tecnologia que permite a você destrancar seu carro à distância também traz um risco de roubo.

O problema existe porque as chaves automáticas dos carros modernos estão constantemente emitindo sinais para eles.

Especialistas alertam que os ladrões podem comprar chaves “virgens” e usá-las para replicar o código de acesso de um determinado veículo.

Como evitar que isso aconteça?

A forma mais fácil de precaução contra isso é embrulhar as chaves em papel alumínio.

Especialistas em cibersegurança concordam que, embora não seja o ideal, esse é um método muito fácil e barato.

Outra opção é comprar pela internet uma “bolsa de Faraday”, que tem a mesma função de isolamento do alumínio e serve como um escudo contra a transferência de informações que poderiam ser usadas no roubo do carro.

“Estamos falando de uma forma de comunicação por ondas eletromagnéticas, como rádio ou televisão. Pense em uma música que é constantemente usada em uma rádio e uma fechadura que se abre ao ouvir essa música. Se eu conheço a música, posso abrir a fechadura”, diz à BBC News Mundo Moshe Shlisel, CEO da agência de segurança cibernética GuardKnox Cyber ​​Technologies.

Moshe Shlisel: “Se eu conheço a ‘música’, posso abrir a fechadura”

Shlisel, que também trabalhou para a força aérea israelense no desenvolvimento de sistemas de defesa com mísseis, explica que a função do papel alumínio é criar uma célula para evitar que as ondas eletromagnéticas sejam registradas por outra pessoa.

Ataques ocorrem cada vez mais

Para muitos, pode parecer antiquado, no século XXI, usar papel alumínio para proteger algo tão tecnológico.

A precaução, no entanto, tem se mostrado mais do que nunca necessária, como explica Shlisel.

“Apesar de não ter números, posso dizer que esses incidentes acontecem cada vez mais, porque os dispositivos necessários para cometer esses ataques podem ser facilmente adquiridos na internet e há até tutoriais no YouTube sobre como fazê-los”, diz ele.

E acrescenta: “A indústria automotiva está totalmente ciente desses problemas e bucando maneiras de impedir que terceiros consigam replicar a comunicação entre uma chave e um veículo”.

A indústria automotiva está ciente desses problemas e, segundo especialistas, busca formas de reduzir os riscos de os veículos serem roubados

Este tipo de crime não acontece apenas com carros e precauções têm sido tomadas de olho nisso.

Algumas pessoas, por exemplo, tomam o cuidado de proteger seus cartões de crédito em carteiras “isolantes”.

Além disso, instituições governamentais dos Estados Unidos, por exemplo, entregam determinados documentos a seus usuários dentro de invólucros especiais para evitar a transferência e o roubo de dados, como é o caso do Green Card ou Cartão de Residente Permanente – o visto permanente de imigração concedido pelas autoridades do país.

No caso dos carros, os roubos podem ser cometidos com bastante facilidade.

“Você chega a uma casa que tem um carro estacionado na frente, detecta uma chave a dez passos dele, dentro de uma sala, e consegue desbloqueá-lo. Enquanto as ferramentas estiverem disponíveis, o cenário para esses roubos me parece cada vez mais provável “, disse ao jornal USA Today o diretor do Centro de Segurança de Sistemas de Computadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, Clifford Neuman.

Quando leu pela primeira vez sobre o risco de seu carro ser roubado desse jeito, ele começou a guardar suas chaves à noite dentro de uma lata de café vazia.

Os especialistas continuam recomendando que, até as empresas fabricantes encontrarem uma solução para o problema, é preferível usar o papel alumínio antes de deixar as chaves onde provavelmente elas estão guardadas agora: no bolso de uma calça, dentro da bolsa ou sobre uma mesa.

Fonte: bbc

App mostra quantos cigarros ‘fumamos’ ao respirar em áreas poluídas

Sh**t, I Smoke! compara os níveis de contaminação do ar ao consumo de cigarros

Embora públicos, os dados sobre a poluição do ar não são muito fáceis de entender e de consultar. Para facilitar o acesso a estas informações, um brasileiro e um francês criaram o aplicativo Sh**t, I Smoke!, que compara os níveis de contaminação ao consumo de cigarros.

O funcionamento é bem simples: o usuário abre o app e recebe o alerta: hoje, inalou tantos poluentes como se tivesse fumado determinada quantidade.

A ferramenta usa os dados do projeto Berkeley Earth, que mapeia indicadores em tempo real sobre a poluição do ar em várias cidades do mundo. Pesquisadores desta iniciativa criaram um cálculo que relaciona os efeitos de respirar ar poluído ao de fumar.

A conta compara as mortes geradas pelo tabagismo com as mortes ocorridas devido à poluição do ar e concluiu que passar um dia em uma área onde há 22 microgramas de material particulado fino (MP 2,5) por metro cúbico de ar equivale a fumar um cigarro.

Este material consegue entrar nos pulmões e atingir a corrente sanguínea. A recomendação da OMS é que o ar tenha no máximo 10 microgramas dessas substâncias por m3 de ar (meio cigarro fumado por dia).

Na terça-feira (3), passar o dia na avenida Paulista, em São Paulo, equivaleu a fumar quatro cigarros, por exemplo. No bairro do Jaçanã, a 4,6 unidades. Em Parelheiros, a 1,9.

Os números de São Paulo surpreenderam um dos criadores do aplicativo, o gaúcho Marcelo Coelho, 27. “Pela quantidade de carros e indústrias eu sempre imaginei que a qualidade do ar seria péssima, mas a cidade tem índices semelhantes ou até menores que outras grandes capitais do mundo. Os Estados Unidos também demonstraram menos poluição do que o esperado”, contou ao blog.

Coelho, designer especializado em experiência do usuário, desenvolveu o app com o francês Amaury Martiny, depois que ambos ficaram espantados ao ler um artigo sobre o nível de poluição em Paris (3 a 6 cigarros por dia), onde viviam na época. Atualmente, Coelho mora em San Francisco (2,4 cigarros diários), nos Estados Unidos.

Devido à falta de monitoramento, as informações sobre a poluição no Brasil são limitadas ao Estado de São Paulo. “As outras estações [de medição da qualidade do ar] do país não geram medições a cada hora, por isso não podem integrar bases de dados em tempo real”, explica o designer.

Além do aplicativo, há planos de publicar um site com as informações e fazer ações em redes sociais. “Vamos lançar contas que trarão diariamente aos seguidores os números de grandes cidades no mundo. Estamos pensando também em adicionar uma função que traga a média do número de cigarros por outros períodos. Algo como ‘você fumou em média 5 cigarros por dia durante o mês de Maio'”, planeja Coelho.

O app tem código aberto e está disponível para aparelhos com Android ou iOS. Com informações da Folhapress.

Fonte: noticiasaominuto

Falha faz celular da Samsung enviar fotos a contatos sem permissão

Imagens são encaminhadas pelo aplicativo de mensagem Samsung Messages

Proprietários de celulares da Samsung precisam redobrar a atenção: uma falha de privacidade faz com que imagens salvas no celular da marca sejam enviadas para contatos do aparelho aleatoriamente. As mensagens são encaminhadas pelo aplicativo de mensagem Samsung Messages.

Usuários estão reclamando do problema em fóruns oficiais da empresa e em sites de tecnologia – um deles, inclusive, diz que seu smartphones enviou todas as suas imagens para a namorada.

Segundo as críticas, o aplicativo nem sequer avisa que os arquivos foram enviados. Algumas pessoas só descobrem o erro quando recebem uma resposta do destinatário a respeito das imagens enviadas.

Em resposta ao problema, a Samsung informa que está “ciente das críticas” e que suas equipes técnicas estão “investigando o problema”. A empresa também aconselha os clientes que enfrentam o problema a entrar em contato com o suporte da Samsung.

Entre os celulares afetados pelo erro, os consumidores apontam o Galaxy S9 e S9 +.

Enquanto o problema não é resolvido, os usuários podem bloquear o acesso do Samsung Message ao armazenamento do celular, de forma que o aparelho não envie as imagens aleatoriamente aos contatos.

Fonte: veja

Mecanismo de Antikythera: o objeto mais misterioso da história da tecnologia

De início, as peças, danificadas após anos no mar, ficaram esquecidas. Mas em seguida um olhar mais atento mostrou que eram objetos feitos com esmero, engrenagens talhadas à mão.

Se não fosse uma forte tempestade na ilha grega de Anticítera (ou originalmente, Antikythera), há mais de um século, um dos objetos mais desconcertantes e complexos do mundo antigo muito provavelmente jamais teria sido descoberto.

Após buscar abrigo na ilha, um grupo de catadores de esponjas marinhas decidiu tentar a sorte naquelas águas. Eles acabaram encontrando os restos de uma galé romana que havia naufragado havia dois mil anos, quando o Império Romano começou a conquistar as colônias gregas no Mediterrâneo.

Nas areias do fundo do mar, a 42 metros de profundidade, estavam itens de grande valor. De início, as peças, danificadas após anos no mar, ficaram esquecidas. Mas em seguida um olhar mais atento mostrou que eram objetos feitos com esmero, engrenagens talhadas à mão.

Um tesouro no fundo do Mediterrâneo
Obras incomparáveis que sobreviveram aos saques feitos por romanos e à ação da água

Entre belas estátuas de cobre e mármore, estava o objeto mais intrigante da história da tecnologia. Trata-se de um instrumento de bronze corroído, do tamanho de um laptop moderno, feito há 2 mil anos, na Grécia antiga. É conhecido como máquina (ou mecanismo) de Anticítera.

“Se não tivessem descoberto a máquina, ninguém teria imaginado, ou nem mesmo acreditado, que algo assim existisse, pois é muito sofisticada”, disse à BBC o matemático Tony Freeth, da Universidade de Cardiff. “É um mecanismo de genialidade surpreendente”.

Há divergências sobre a data exata da descoberta, mas isto teria ocorrido entre 1900 e 1902.

No começo o artefato não dizia nada aos cientistas, mas eles logo notaram que as peças traziam marcas e inscrições

“Imagine: alguém, em algum lugar da Grécia antiga, fez um computador mecânico”, afirma o físico grego Yanis Bitzakis.

Ambos integram a equipe internacional que investigava o artefato. E eles não estão exagerando nas descrições. Levou cerca de 1,5 mil anos até que algo parecido com a máquina de Anticítera voltasse a aparecer, na forma dos primeiros relógios mecânicos astronômicos, na Europa.

Vanguarda

Em 1950, o físico inglês Derek John de Solla Price foi o primeiro a analisar em detalhes os 82 fragmentos recuperados. Anos depois, em 1971, juntamente com o físico nuclear grego Charalampos Karakalos, foram feitas imagens das peças com raios-X e raios gama, que mostraram como o mecanismo era complexo: com 27 rodas de engrenagem no seu interior.

A primeira surpresa: o mecanismo era formado por 27 engrenagens

Os especialistas conseguiram datar algumas outras peças com precisão, entre os anos 70 a.C. e 50 a.C. Mas um objeto tão extraordinário não podia ser daquela época, pensavam os especialistas. Talvez fosse mais moderno e tivesse caído no mesmo local por casualidade.

“Se cientistas gregos antigos podiam produzir esses sistemas de engrenagens há dois milênios, toda a história da tecnologia do Ocidente teria que ser reescrita”, diz o matemático Freeth.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC

 

Facebook confirma que rastreia até os movimentos do seu mouse

Empresa de Mark Zuckerberg usa técnicas que permitem acompanhar os movimentos do cursor na tela do seu computador

Em um documento enviado ao Senado dos Estados Unidos, o Facebook responde ponto por ponto às perguntas feitas pelos parlamentares. São 228 páginas em que a empresa expõe a maneira como age em relação aos dados dos seus usuários. Um dos aspectos mais polêmicos é o da coleta de informações.

Aqui a empresa de Mark Zuckerberg lista em vários trechos do documento como reúne dados concretos sobre os dispositivos do usuário e que uso faz dessas informações. No computador, um dos parâmetros mais chamativos que o Facebook monitora são os movimentos do mouse. Tradicionalmente, esse tipo de rastreamento, conhecido como mouse tracking, serve para indicar como os usuários se comportam dentro de uma plataforma de software, reunindo dados que permitam melhorar a interface.

No computador, o Facebook controla os movimentos do cursor do mouse e também se uma janela está aberta em primeiro ou segundo plano. A companhia acrescenta entre parênteses que esse tipo de informação “pode ajudar a distinguir humanos de robôs”. Também observa que toda a informação colhida de um usuário através dos múltiplos dispositivos que ele usa, como computadores, smartphones e TVs conectadas, é cruzada para “ajudar a proporcionar a mesma experiência personalizada onde quer que as pessoas usem o Facebook”.

O documento não esclarece se a rede social se vale dos movimentos do mouse para algo além de distinguir entre humanos e robôs, embora tampouco afirme que o utilize exclusivamente para essa finalidade. No passado, o Facebook foi acusado de testar métodos que usavam o mouse tracking para determinar não só em quais anúncios o usuário clica como também em quais pontos da tela ele se detém, e durante quanto tempo.

Informações desse tipo são relevantes porque o lugar onde o cursor se detém muitas vezes coincide com o ponto no qual focamos nossa atenção, segundo os especialistas em mouse tracking.

Dados sobre bateria, armazenamento e operadora

No memorando enviado ao Senado dos EUA – e que a revista Business Insider foi o primeiro veículo de comunicação a examinar –, o Facebook também enumera a informação que reúne sobre os atributos do aparelho que usuário utiliza. Isso inclui o sistema operacional, as versões de hardware e software, o nível de bateria e a capacidade de armazenamento disponível. Do mesmo modo, sabe qual navegador e os tipos e nomes dos aplicativos instalados e de arquivos guardados.

A companhia também tem a capacidade de acessar o sinal Bluetooth e de rastrear informação sobre os pontos de acesso wi-fi próximos, as torres de telecomunicações ou outros dispositivos emissores de sinal, como os beacons.

O nome da operadora de telefonia celular de um usuário e o seu provedor de Internet são outros dados que a rede social conhece. Neste item relativo à conexão, o Facebook também detecta “o número de telefone, o endereço IP, a velocidade de conexão e, em alguns casos, informações a respeito dos dispositivos que estão próximos ou em sua mesma rede, com o que podemos fazer coisas como ajudar a enviar um vídeo do celular para a televisão”.

Informações sobre a localização por GPS, assim como acesso à câmera e à galeria de fotos, são outros dos aspectos, já amplamente conhecidos, que a companhia enumera no documento. Mas ela deixa claro, diante de várias perguntas ao longo do texto, que “não usa o microfone do celular dos usuários ou qualquer outro método para extrair áudio” a fim de influenciar os anúncios que são apresentados ou para determinar o que aparece no feed de notícias do usuário.

Fonte: elpais