Ataque contra igreja evangélica deixa ao menos 24 mortos em Burkina Faso

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Cinco soldados também foram mortos na explosão de uma bomba de fabricação caseira na mesma região, palco frequente de ataques extremistas islâmicos

Ao menos 24 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas após ataque contra uma igreja evangélica de Burkina Faso, no domingo (16). O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (17), pelas autoridades da cidade de Pansi, nordeste do país.

Cinco soldados também foram mortos na explosão de uma bomba de fabricação caseira na mesma região, palco frequente de ataques extremistas islâmicos.

“O balanço provisório tem 24 mortos, incluindo o pastor de uma igreja protestante. Igualmente, lamentamos 18 feridos e pessoas sequestradas”, afirmou o coronel Salfo Kabore em um comunicado.

Um balanço anterior divulgado por fontes das forças de segurança citava pelo menos 10 mortos no ataque jihadista, durante o culto dominical na localidade de Pansi, na província de Yagha.

“No domingo, um grupo armado terrorista invadiu localidade e atacou a aprazível população local”, completa o texto.

“Os feridos foram levados para Sebba e Dori para receber atendimento. Os falecidos foram enterrados no mesmo dia pelos sobreviventes, com a ajuda espontânea dos moradores de localidades vizinhas”, explicou o governador, antes de informar que as pessoas sequestradas estão sendo procuradas.

“É difícil ter uma ideia da situação, pois os habitantes fugiram após o ataque”, declarou um morador contactado pela AFP em Sebba, cidade onde muitos moradores de Pansi buscaram refúgio.

“Em Sebba há uma situação de psicose porque terroristas mataram cristãos e seu pastor”, completou o habitante que pediu anonimato.

Burkina Faso, país que faz fronteira com o Mali e o Níger, já sofreu uma série de ataques jihadistas que fizeram mais de 750 mortos desde 2015, segundo uma contagem da AFP.

Em 10 de fevereiro, um grupo de jihadistas invadiu Sebba e sequestrou sete pessoas na residência de um pastor. Três dias depois, cinco pessoas foram encontradas mortas, incluindo o pastor, e duas mulheres foram resgatadas, de acordo com o governador da região do Sahel.

Os ataques atribuídos a grupos jihadistas contra igrejas ou religiões cristãs se multiplicaram recentemente no país.

Em um incidente separado no domingo, cinco soldados de Burkina Faso morreram na explosão de uma bomba de fabricação caseira na passagem de seu veículo pelos arredores da província de Lorum, norte do país.

“Um veículo de uma unidade militar de Banh passou por cima de um artefato explosivo improvisado na manhã de domingo” na província de Loroum, informou à AFP uma fonte da segurança.

Os ataques com dispositivos explosivos improvisados se multiplicaram desde 2018 em Burkina Faso, custando a vida de cem pessoas, de acordo com uma contagem da AFP.

Em 28 de janeiro, seis soldados foram mortos em um desses ataques, combinado com uma emboscada, na província de Kompienga, no sudeste do país.

Em 17 de janeiro, seis soldados foram mortos na explosão de um dispositivo artesanal quando o veículo em que estava passava perto de Arbinda, na província de Soum (norte).

Mal equipadas e mal treinadas, as forças de segurança do país não conseguem conter a espiral de violência, apesar da ajuda de forças estrangeiras, notadamente da França, presentes no Sahel com 4.500 homens no contexto da operação antijihadista Barkhane.

Um militar da Barkhane foi encontrado morto no domingo em seu acampamento, segundo o ministério francês dos Exércitos. A causa da morte não foi informada.

A violência extremista provocou uma crise humanitária sem precedentes, com milhares de deslocados e refugiados. Via France Presse

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PCC planejou explodir dois carros-bomba em SP na Copa do Mundo de 2014

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Reportagem da Ponte Jornalismo assinada por Josmar Jozino revelou plano terrorista da facção

O PCC (Primeiro Comando da Capital) ameaçou explodir dois carros-bomba em São Paulo durante a Copa do Mundo de 2014, caso algum líder da facção criminosa fosse transferido, à época, para presídios federais.

O plano foi descoberto pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPE (Ministério Público Estadual) em uma investigação conjunta envolvendo 35 pessoas acusadas por tráfico de drogas no ABC Paulista.

Havia rumores de que o PCC iria cometer atentados e que a Copa do Mundo de Futebol seria o “Mundial do terror”. O temor por possíveis ataques teve repercussão até em jornais da Europa.

As autoridades, no entanto, jamais admitiram oficialmente a existência de planos terroristas da maior facção criminosa brasileira durante os jogos do Mundial de 2014 no Brasil.

Mas as escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Civil e pelo Gaeco em 28 de abril de 2014  – 45 dias antes da cerimônia de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians – mostraram exatamente o contrário.

Ponte teve acesso às transcrições dos diálogos. Um dos alvos, James Mendes da Silva, conhecido como Gordão ou Gê, liga para o parceiro de crime Marcos Laureano da Silva, o Galego ou São Paulino.

Gê manda Galego pegar caneta e papel para anotar um “salve” (recado), comunicando que “se alguém do PCC for arrastado (transferido) para presídio federal, não vai ter Copa do Mundo”.

Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Mais um trecho da transcrição da conversa entre Gê e Galego
Mais um trecho da transcrição da conversa entre Gê e Galego

A mensagem adverte que, em caso de transferência de algum líder do PCC para unidade federal, “vai morrer muita gente e vai ter um rio de sangue”.

Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego
Página de transcrição da escuta telefônica em que Gê conversa com Galego

O alvo da escuta avisa para o parceiro que o PCC  “tem dois carros-bomba preparados para qualquer eventualidade”.

Depois de transmitir o recado, Gê pede para Galego repassar  o “salve” e informa que vai quebrar o celular para evitar um possível grampo telefônico e promete arrumar outro aparelho.

"Salve" do PCC completo interceptado pelo Gaeco e Polícia Civil
Salve do PCC completo interceptado pelo Gaeco e Polícia Civil

Naquele mesmo dia, Galego atende ao pedido do amigo e transmite o recado para outros parceiros de crime, entre eles Bruno Abraão Santanna Xavier Lima, o Corintiano.

Galego fala com Smeets ou Hip Hop e também passa o "salve"
Galego fala com Smeets ou Hip Hop e também passa o “salve”
Outra página da conversa entre integrantes do PCC combinando a explosão dos carros-bomba
Outra página da conversa entre integrantes do PCC combinando a explosão dos carros-bomba

Segundo investigações da Polícia Civil de São Bernardo do Campo, Gê recebeu o “salve” de presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde, na época, estavam recolhidos os principais líderes do PCC.

De acordo com os policiais civis, Gê, Galego e Corintiano traficavam drogas e  integravam a célula “sintonia dos 14”. Esse grupo tinha um líder em cada região do Estado, distribuído de acordo com o código de área, o DDD.

O código 012 era da região de São José dos Campos e Vale do Paraíba; 013 Santos e Baixada Santista; 014 região de Bauru; 015 Sorocaba; 016 Ribeirão Preto; 017 São José do Rio Preto; 018 região de Presidente Prudente e 019 Campinas.

Os outros seis restantes eram do código de DDD 011: zonas norte, sul, leste e oeste da capital paulista; cidades do ABC e municípios da Grande São Paulo.

A “sintonia dos 14” era formada por líderes do PCC em liberdade e subordinada apenas à “sintonia final geral”, integrada pelos chefes da facção recolhidos na P2 de Presidente Venceslau, no interior de SP.

Em outubro de 2013, oito meses antes do início da Copa do Mundo, o Gaeco de Presidente Prudente denunciou 175 integrantes do PCC por associação à organização criminosa e pediu a internação de 35 deles no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

No RDD, o preso fica em cela individual trancado 22 horas por dia, tem direito a duas horas de banho de sol, não há visita íntima e é proibido ouvir rádio, assistir televisão e ler jornais e revistas.

A Justiça de São Paulo indeferiu o pedido de internação dos líderes da facção no RDD, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o número 1 da organização.

Porém, no início de 2014, O Gaeco voltou a pedir a internação de Marcola e dos presos Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes, o Du da Bela Vista.

Segundo o Gaeco de Presidente Prudente, havia um plano para resgatar os quatro presos da P2 de Presidente Venceslau.

Marcola foi internado em RDD no CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes em 11 de março de 2014, mas ficou apenas um mês no castigo.

Por determinação da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, Marcola deixou o RDD em 10 de abril de 2014. Dezoito dias depois, a Polícia Civil interceptou o “salve” para explodir dois carros-bomba em São Paulo, se algum líder do PCC fosse transferido para presídio federal.

No período da Copa do Mundo de 2014, Marcola e seus principais colegas presos na P2 de Venceslau não foram removidos para unidades federais. A transferência viria acontecer cinco anos depois do Mundial, em fevereiro de 2019.

Já a Justiça de São Bernardo do Campo condenou, em primeira instância, Gê a 18 anos de prisão, Galego a 20 anos e Corintiano a 22 anos por tráfico de drogas e associação à organização criminosa.

Mas a 6ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP absolveu os três das acusações e mandou expedir alvará de soltura em julgamento realizado em 28 de fevereiro do ano passado. Via Ponte Jornalismo

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URGENTE: Trump confirma morte do filho de Osama Bin Laden

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Líder da Al-Qaeda Hamza bin Laden foi morto em ação contra o terror

O presidente americano Donald Trump confirmou neste sábado a agências internacionais a morte do líder da Al-Qaeda Hamza bin Laden, em uma operação contra o terrorismo. Hamza é filho de Osama Bin Laden, acusado de ser o mentor e financiador do ataque às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2011.

Uma declaração oficial da Casa Branca disse: “Hamza bin Ladin, o alto membro da Al Qaeda e filho de Osama bin Ladin, foi morto em uma operação de contraterrorismo dos Estados Unidos na região do Afeganistão / Paquistão.

“A perda de Hamza bin Ladin não apenas priva a Al Qaeda de importantes habilidades de liderança e a conexão simbólica com seu pai, mas também prejudica atividades operacionais importantes do grupo.

“Hamza bin Ladin foi responsável por planejar e lidar com vários grupos terroristas”.

Restaurante palestino é alvo de ataques em São Paulo

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O Al Janiah é um estabelecimento que emprega refugiados, frequentado por um público identificado com pautas de direitos humanos e movimentos de esquerda

O restaurante palestino Al Janiah, localizado no bairro do Bexiga, em São Paulo, sofreu um ataque na noite deste sábado, 31. Um vídeo de segurança, publicado nas redes sociais, mostra um grupo de homens atirando garrafas para dentro do estabelecimento.

Segundo a assessoria de imprensa do Al Janiah, o ataque ocorreu por volta das 3h30 do sábado, quando um grupo de cinco pessoas se aproximou da porta principal portando armas brancas e spray de pimenta. Ninguém ficou ferido. O restaurante afirma que está conversando com seus advogados e que, por isso, nenhum boletim de ocorrência foi feito até o momento.

Ainda segundo a assessoria, a invasão foi evitada pela própria equipe do Al Janiah. O restaurante diz ter sido vítima de um ataque da ‘extrema-direita’. A Polícia Militar não foi chamada para o local da ocorrência.

O Al Janiah é um restaurante palestino que emprega refugiados. O local é frequentado por um público universitário identificado com as pautas de direitos humanos e com movimentos de esquerda. No Facebook, o Al Janiah se manifestou: “Desde o inicio, o Al Janiah sempre foi conhecido por ser um espaço democrático, de defesa das minorias políticas e acolhimento de refugiados. Sua historia se liga à luta pela Libertação da Palestina”.

Há três anos, durante atos contra o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), o restaurante também esteve no noticiário – quando, segundo o empresário Hasan Zarif, proprietário do estabelecimento, a Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo contra o local (que na ocasião ficava em outro endereço no centro de São Paulo).

Em maio de 2017, Zarif chegou a ser detido durante um confronto com manifestantes de um grupo chamado Direita São Paulo.

A assessoria do Al Janiah respondeu, por meio de nota, que os incidentes da madrugada de sábado e o de 2016 não podem ser considerados como mera coincidência. “Não é coincidência tendo em vista o momento que nosso país está passando. De 2016 pra cá, temos sofrido com uma escalada do ódio e da intolerância, que hoje segue sendo reforçada por nosso presidente. Ser um espaço democrático, com pessoas de diversas partes do mundo, é uma posição não só política mas de projeto de sociedade”.

Polícia da Itália apreende míssil durante operação contra extremistas de direita; veja vídeo

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Autoridades investigavam militantes de extrema-direita que lutaram com separatistas na Ucrânia quando se depararam com arsenal de guerra, que incluía ainda pistolas e baionetas.

A polícia italiana apreendeu nesta segunda-feira (15/07) uma grande quantidade de armas, incluindo um míssil ar-ar, durante uma operação contra neonazistas.

Segundo as autoridades, forças policiais de elite revistaram propriedades no norte da Itália no âmbito de uma investigação sobre italianos que haviam lutado ao lado de forças separatistas apoiadas pela Rússia no leste da Ucrânia.

Três homens foram presos, incluindo um funcionário italiano da alfândega de 50 anos que já concorreu ao Parlamento por um partido neofascista italiano, o Força Nova. Um dos presos é um homem de nacionalidade suíça de 42 anos.

Durante a operação, a polícia encontrou um míssil ar-ar (usado por aviões para derrubar outras aeronaves) de três metros, fabricado na França, que aparentemente pertenceu às Forças Armadas do Catar. Verificações mostraram que a arma estava em condições de funcionamento, mas não possuía carga explosiva.

A polícia informou que os suspeitos tentaram vender o míssil em conversas com contatos no aplicativo de mensagens WhatsApp.

Míssil de três metros, fabricado na França, aparentemente pertenceu às Forças Armadas do Catar

Além do míssil, a polícia também encontrou em esconderijos 26 pistolas, 20 baionetas, 306 peças de armas, incluindo silenciadores e miras de fuzil, e mais de 800 balas de vários calibres. As armas eram provenientes principalmente da Áustria, Alemanha e Estados Unidos.

Memorabilia nazista também foi encontrada nas propriedades que foram alvos da operação.

Nas últimas semanas a polícia desencadeou diversas operações contra círculos de extrema-direita em Turim. 

Em 9 de julho, a polícia já tinha detido um italiano chamado Fabio Carlo D’Allia, acusado de apologia do fascismo e posse de munições de guerra. 

JPS/rt/afp/lusa

‘Talebã americano’ é libertado: o que acontece quando um traidor da pátria deixa a prisão?

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O que acontece quando um traidor da pátria deixa a prisão?

John Walker Lindh, hoje com 38 anos, conhecido como “Talebã americano”, e outras centenas de pessoas foram presas por terrorismo, traição e outros crimes nos EUA.

Sua soltura foi anunciada na quinta-feira, 23, após 17 anos encarcerado.

Lindh foi capturado pelas forças americanas durante a invasão do Afeganistão, meses após os ataques terroristas do 11 de Setembro. Ele se declarou culpado em 2002 de colaborar o Talebã e foi condenado a 20 anos de prisão.

Naquela época, Lindh foi considerado um traidor. Nesta semana, porém, ele sairá da prisão em liberdade condicional. Não poderá entrar na internet sem uma permissão especial nem viajar livremente.

Lindh se tornou cidadão irlandês enquanto estava preso – sua avó nasceu no país – e poderá se mudar para a Irlanda quando as restrições a viagens forem suspensas.

Após sua libertação da prisão, ele descobrirá um mundo que mudou drasticamente desde seu encarceramento. Terá de reaprender a lidar com a vida cotidiana e voltará a viver em uma sociedade que fez pouco para se preparar para sua chegada.

Muitos especialistas, incluindo Steven Aftergood, da Federação Americana de Cientistas, especializado em segurança nacional, dizem que os Estados Unidos deveriam fazer mais para reintegrar pessoas como ele.

“No sistema judicial, dizemos: ‘Você, criminoso, não é como nós’. Mas há também a responsabilidade dizer no final ‘Há um lugar para você em nosso mundo’.”

Em má companhia

Lindh não é o único a voltar a viver em sociedade após um longo encarceramento por crimes que ameaçam a segurança nacional.

Mais de 300 pessoas nos Estados Unidos foram condenadas por acusações relacionadas a terrorismo jihadista desde 2001, segundo a New America Foundation, um centro de estudos sediado em Washington.

Além disso, dezenas de indivíduos estão atrás das grades por tentativas de assassinato, venda de segredos ao governo chinês e outros crimes que ameaçam a segurança nacional.

Alguns foram condenados à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional. No entanto, um número significativo já foi libertado ou será em algum momento.

John Walker Lindh é capturado em 2001
Momento da captura de Lindh: mais de 300 pessoas nos Estados Unidos foram condenadas por acusações relacionadas a terrorismo jihadista desde 2001

Quando Lindh sair da prisão, ele vai se juntar a um elenco de ex-presidiários infames. Em 2016, John Hinckley Jr. deixou uma clínica psiquiátrica onde ficou preso por décadas após tentar matar o ex-presidente americano Ronald Reagan (1911-2004). Hinckley, hoje com 63 anos, foi morar com sua mãe em na cidade de Williamsburg, no Estado da Virgínia.

Faysal Galab, ex-membro de um grupo de extremistas conhecido como Lackwanna Six, declarou-se culpado de uma acusação relacionada a terrorismo e foi condenado a sete anos de prisão. Em 2008, foi libertado de uma cadeia no Estado de Indiana e se mudou para um centro de reabilitação na cidade de Detroit.

‘Pagou sua dívida com a sociedade’

Cada um destes casos é único, mas, coletivamente, levantam uma questão fundamental: os indivíduos que cometem crimes graves, sejam de terrorismo ou contra a segurança nacional, serão bem recebidos de volta à sociedade após sua punição? Como devem ser acolhidos ou, pelo menos, reintegrados?

Legalmente falando, o assunto é simples. Indivíduos que cumpriram seu tempo de prisão podem retomar suas vidas novamente.

“Alguém que pagou suas dívidas tem o direito de seguir em frente”, diz John Sifton, diretor de defesa da Human Rights Watch, organização de defesa dos direitos humanos.

No entanto, a forma como esses indivíduos retomam suas vidas varia, assim como as restrições impostas a eles. O governo americano não possui um programa oficial ou um conjunto de procedimentos para ajudá-los a encontrar seu caminho no mundo.

Duas décadas atrás, o adolescente Lindh começou uma jornada muito diferente, deixando sua família católica no Estado da Califórnia para estudar árabe no Iêmen. Ele seguiu para o Paquistão, depois foi para o Afeganistão, antes de ser levado de volta aos Estados Unidos para ser julgado.

Pronto para reintegração?

Desde sua condenação, o único vislumbre que tivemos de Lindh foi em 2012, quando ele testemunhou em um tribunal, vestindo um uniforme de prisão e uma touca branca, como parte de um processo que questionava a proibição de orações em grupo.

“Acredito que fazer isso é obrigatório”, disse ele. “Se você é obrigado a orar em congregação e não o faz, isso é pecado. Não há riscos à segurança ao nos permitir orar em grupo. É um absurdo.”

O governo dos Estados Unidos alegou, no entanto, que ele havia feito um sermão radical em árabe. E vazaram documentos secretos, publicados pela revista Foreign Policy em 2017, que alegavam que Lindh conseguiu “escrever e traduzir textos extremistas virulentos”.

Alguns senadores americanos questionaram se está sendo feito o suficiente para ajudar equipes prisionais e de liberdade condicional a reconhecerem os sinais de radicalização violenta e reincidência.

Uma carta de um republicano e um democrata para o diretor do Bureau Federal de Prisões, a agência do governo americano responsável pelo sistema carcerário, observou que outros 108 presos condenados por crimes de terrorismo nos Estados Unidos devem ser libertados nos próximos anos.

“Poucas informações foram disponibilizadas ao público sobre quem são estes infratores e sobre quando e onde eles serão libertados, se representam uma ameaça pública contínua, e o que as agências federais estão fazendo para mitigar essa ameaça enquanto estiverem sob custódia federal”, afirmaram.

O presidente americano, Donald Trump, defendeu que Lindh deveria cumprir sua sentença completa, em vez de ser libertado três anos antes do prazo oficial.

Após sua captura no Afeganistão, Lindh foi mantido em uma prisão onde Johnny Micheal Spann, um oficial da CIA, a agência americana de inteligência, conduziu interrogatórios – e onde foi morto em uma rebelião. Seu pai, Johnny Spann, disse aos repórteres que não acha que Lindh deveria sair em liberdade condicional.

Boletim escolar de Lindh no Paquistão
Lindh frequentou uma escola no Paquistão e depois foi para o Afeganistão, onde foi preso

Ainda assim, alguns especialistas em combate ao terrorismo dizem que o sistema funciona bem. Daniel Byman, do Brookings Institution, um centro de estudos em ciências sociais baseado em Washington, diz que indivíduos que cometem crimes de terrorismo e são libertados são vigiados de perto: “Há muito monitoramento”.

Outros afirmam simplesmente que ele cumpriu seu tempo atrás das grades. Jesslyn Radack, uma advogada que trabalhava para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos quando Lindh foi capturado no Afeganistão, avalia que sua sentença era excessivamente severa. “Espero que ele consiga recomeçar sua vida.”

BBC Brasil – Tara McKelvey

Homem mais rico da Dinamarca perdeu três filhos em ataques no Sri Lanka

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Segundo a imprensa dinamarquesa, Anders, sua esposa Anne e os quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka

Anders Holch Povlsen, o homem mais rico da Dinamarca, perdeu três de seus quatro filhos durante os ataques terroristas ocorridos no Sri Lanka no domingo (21).

Explosões em igrejas e hotéis do Sri Lanka mataram ao menos 290 pessoas. O governo local apontou um grupo jihadista como culpado pelos atos.
Povlsen é proprietário do grupo de moda Bestseller, que possui marcas como Vero Moda e Jack & Jones. De acordo com a Forbes, ele possui cerca de US$ 7,9 bilhões (cerca de R$ 31 bilhões) em patrimônio.

As mortes foram confirmadas pela empresa, mas a identidade e a idade das vítimas não foram reveladas. “Pedimos que a privacidade da família seja respeitada e não faremos outros comentários”, declarou à AFP Jesper Stubkier, gerente de comunicações da Bestseller.

Anders, sua esposa Anne e os quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka

Segundo a imprensa dinamarquesa, Anders, sua esposa Anne e os quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka.

Considerado a pessoa mais rica na Dinamarca, Povlsen, 46, herdou o grupo de moda Bestseller, criado em 1975 por seus pais, Merete e Troels Holch Povlsen. A empresa possui cerca de 3.000 pontos de venda em 70 países.

Povlsen também é acionista majoritário da marca britânica de moda online ASOS e faz parte do capital da Zalando, especialista alemã em vendas pela internet.

O bilionário também possui o equivalente a 1% das terras da Escócia, além de uma grande reserva na Romênia dedicada à preservação de lobos e ursos, segundo a Forbes.

Atentados religiosos no Sri Lanka matam 207 e deixam 450 feridos; veja vídeos

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Atentados ocorreram na capital Colombo e em outras 2 regiões do país durante as celebrações de Páscoa

Uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou 207 mortos e mais de 450 feridos neste domingo (21), segundo o último balanço das autoridades policiais. Fontes oficiais disseram que havia ao menos 27 estrangeiros entre os mortos.

Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento. Sete pessoas foram presas durante uma operação de captura dos suspeitos em Colombo. Dois policiais morreram na ação.

O que se sabe até agora

  • 8 explosões atingiram o Sri Lanka neste domingo
  • 4 hotéis, 3 igrejas católicas e um complexo de casas foram alvos
  • Atentados ocorreram na capital, Colombo, e em outras duas cidades
  • 207 pessoas morreram e mais de 450 ficaram feridas
  • 27 mortos são estrangeiros
  • Nenhum grupo assumiu a autoria até o momento
  • Sete suspeitos foram presos

Sequência de ataques

  • Foram oito atentados. Seis ocorreram na capital, Colombo, atingindo quatro hotéis, uma igreja e um complexo residencial. Outros dois ataques foram registrados em igrejas nas regiões de Katana e Batticaloa.
  • Os primeiros casos ocorreram de forma coordenada por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília), em três hotéis de Colombo e três templos católicos que realizavam missas em celebração à Páscoa, nas três cidades atingidas.
  • Horas mais tarde, outras duas explosões ocorreram na capital. Uma delas, que deixou dois mortos, ocorreu em um pequeno hotel situado ao lado do zoológico de Dehiwala. A outra, em um complexo de casas em Dematagoda, na periferia de Colombo.

No hotel de luxo Cinnamon Grand, em Colombo, um homem-bomba detonou o explosivo na fila de clientes que esperava para entrar em um bufê de Páscoa no restaurante do local.

“Ele se dirigiu para o início da fila e se explodiu”, relatou um funcionário para a AFP. “Era o caos total”, acrescentou.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país. “Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena, em mensagem à nação.

Sirisena, que se mostrou “em choque e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás destes atos cruéis”.

Toque de recolher

O governo impôs um toque de recolher no país. O governo também decretou um bloqueio temporário das redes sociais para impedir a difusão de mensagens falsas sobre os atentados.

“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais com o objetivo de impedir a propagação de informações incorretas e falsas. Trata-se de uma medida temporária”, anunciou a presidência, em um comunicado.

Atentados desta magnitude não aconteciam no Sri Lanka desde a guerra civil entre a guerrilha tâmil e o governo, um conflito que durou 26 anos, terminou em 2009 e deixou, segundo dados da ONU, mais de 40 mil civis mortos.

O último deles foi em 2018, quando o governo teve que declarar estado de emergência após confrontos entre muçulmanos e budistas. No Sri Lanka, a população cristã representa 7%, enquanto os budistas são cerca de 70%, de acordo com o Censo feito em 2012.

Reações

As igrejas cristãs na Terra Santa expressaram seu pesar após os atentados. “Que difíceis, irritantes e tristes são estas notícias, especialmente porque os ataques aconteceram enquanto os cristãos comemoravam a Páscoa”, lamentou o assessor de líderes da Igreja na Terra Santa, Wadie Abunassar.

Ele transmitiu sua solidariedade ao Sri Lanka e “a todos seus habitantes em suas várias confissões religiosas e origens étnicas”. “As igrejas rezam pelas almas das vítimas e pedem a rápida recuperação dos feridos”, acrescentou, em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social: “Os EUA prestam suas sinceras condolências ao grande povo do Sri Lanka. Estamos prontos a ajudar!”. Inicialmente, Trump havia postado que o número de mortos era de 138 milhões, mas corrigiu o número para 138 em um novo post.

Com G1 e Agências Internacionais

Bebês e idosos estão entre as vítimas do massacre na Nova Zelândia

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Uma lista, ainda provisória, mostra que as vítimas tinham entre 3 e 77 anos e pelo menos quatro eram mulheres

Mucad Ibrahim usava meias brancas, do tipo que têm detalhes na sola que impedem as crianças de escorregarem, quando foi
carregado para fora da mesquita de Al­ Noor, na sexta­-feira. Os sapatos do menino ainda estavam na entrada do local, onde ele os
deixou quando chegou para rezar com seu pai e seu irmão mais velho. Mucad tinha 3 anos e foi a vítima mais nova do massacre
cometido pelo australiano Brenton Tarrant, que deixou 50 mortos em Christchurch.

Mucad nasceu na Nova Zelândia em uma família que havia fugido da Somália há mais de 20 anos. Ele era uma criança “que brincava
bastante e muito sorridente”, descreve seu irmão Abdi. Quando o atirador começou os disparos na mesquita, Mucad, o pai e o irmão
correram em direções diferentes.

Alguns corpos começaram a ser devolvidos neste domingo, 17, às famílias. Uma lista, ainda provisória, mostra que as vítimas tinham
entre 3 e 77 anos e pelo menos quatro eram mulheres.

O governo do Paquistão confirmou a morte de nove paquistaneses no massacre e anunciou que homenageará um deles. “O Paquistão
está orgulhoso de Mian Naeem Rashid que foi morto quando tentou se lançar sobre o terrorista supremacista branco. Sua coragem será
honrada com uma condecoração nacional”, disse o primeiro­-ministro Imran Khan em sua conta no Twitter.

Os corpos de várias vítimas ainda permanecem dentro das mesquitas para serem identificados, enquanto as famílias esperam para
iniciar os rituais funerários muçulmanos, contrariando uma tradição religiosa de um sepultamento rápido. Segundo as autoridades
locais, 34 pessoas estavam hospitalizadas neste domingo.

Estadão Conteúdo

Bebês e idosos estão entre as vítimas do massacre na Nova Zelândia

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Uma lista, ainda provisória, mostra que as vítimas tinham entre 3 e 77 anos e pelo menos quatro eram mulheres

Mucad Ibrahim usava meias brancas, do tipo que têm detalhes na sola que impedem as crianças de escorregarem, quando foi
carregado para fora da mesquita de Al­ Noor, na sexta­-feira. Os sapatos do menino ainda estavam na entrada do local, onde ele os
deixou quando chegou para rezar com seu pai e seu irmão mais velho. Mucad tinha 3 anos e foi a vítima mais nova do massacre
cometido pelo australiano Brenton Tarrant, que deixou 50 mortos em Christchurch.

Mucad nasceu na Nova Zelândia em uma família que havia fugido da Somália há mais de 20 anos. Ele era uma criança “que brincava
bastante e muito sorridente”, descreve seu irmão Abdi. Quando o atirador começou os disparos na mesquita, Mucad, o pai e o irmão
correram em direções diferentes.

Alguns corpos começaram a ser devolvidos neste domingo, 17, às famílias. Uma lista, ainda provisória, mostra que as vítimas tinham
entre 3 e 77 anos e pelo menos quatro eram mulheres.

O governo do Paquistão confirmou a morte de nove paquistaneses no massacre e anunciou que homenageará um deles. “O Paquistão
está orgulhoso de Mian Naeem Rashid que foi morto quando tentou se lançar sobre o terrorista supremacista branco. Sua coragem será
honrada com uma condecoração nacional”, disse o primeiro­-ministro Imran Khan em sua conta no Twitter.

Os corpos de várias vítimas ainda permanecem dentro das mesquitas para serem identificados, enquanto as famílias esperam para
iniciar os rituais funerários muçulmanos, contrariando uma tradição religiosa de um sepultamento rápido. Segundo as autoridades
locais, 34 pessoas estavam hospitalizadas neste domingo.

Estadão Conteúdo