Terrorista sírio é procurado no Brasil, confirma ministro

Jihad Ahmad Dayeb, ex-presidiário de Guantánamo, em Cuba, teria saído do Uruguai para o Brasil

De acordo com Eliseu Padilha, Jihad Ahmad Dayeb, ex-presidiário de Guantánamo, em Cuba, teria saído do Uruguai para o Brasil há três semanas. PF não acredita que homem ligado ao Al-Qaeda tenha chegado a cruzar a fronteira

ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confirmou que o governo brasileiro procura o terrorista sírio Jihad Ahmad Deyab, ex-presidiário de Guantánamo, em Cuba, que teria saído do Uruguai para o Brasil há três semanas. O sírio estava refugiado em Montevidéu desde dezembro de 2014. Ele teria atuado em operações terroristas da Al-Qaeda na África e sido recrutador do grupo na Europa.

Reprodução/AviancaREPRODUÇÃO/AVIANCA

De acordo com um comunicado da companhia aérea Avianca, da última sexta-feira (1º/7), Dayeb estaria com um passaporte falso de origem marroquina, jordaniana ou síria. Ainda segundo o alerta, a presença do terrorista no país deve ser informada imediatamente à Polícia Federal – que não acredita que Dayeb tenha chegado a cruzar a fronteira.

Em nota enviada ao portal UOL, a PF informou que tem tomado diversas ações para ajudar a polícia uruguaia a partir do que foi noticiado. No entanto, afirmou que não há indícios para que a corporação acredite que Dayeb tenha entrado no Brasil. “Por questões de estratégia e inteligência, a PF não dará nenhuma outra informação além dessa”, afirmou ao portal.

Segundo o jornal O Globo, o ex-detento já havia tentado entrar no país em três ocasiões, mas teve o acesso barrado porque seu nome consta em bancos de dados internacionais como envolvido em terrorismo.

Jogos Olímpicos
O ministro da Casa Civil ressaltou que o serviço de inteligência procura não só o sírio, mas outras pessoas que possam ser uma ameaça ao Brasil, especialmente no período das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Em visita à capital carioca na terça (5), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, garantiu que o país está preparado para conter qualquer tipo de ameaça durante a realização dos Jogos. (Com informações de O Globo e do UOL).

Estado Islâmico tem recrutador no Brasil, revela revista

A cada dia aumentam os indícios de que o Estado Islâmico tenta ampliar sua presença no Brasil. O mais recente capítulo dessa preocupante história atende pelo nome de Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili — conhecido como “O Brasileiro”. Ele, segundo reportagem da revista Veja, seria o recrutador do grupo terrorista em solo brasileiro.

Há menos de uma semana, descobriu-se que o Estado Islâmico mantém um grupo em língua portuguesa no aplicativo Telegram. No canal, são divulgadas propagandas ideológicas do grupo, que envolvem materiais jihadistas e de apologia à retórica religiosa radical.

Al-Brazili é um dos responsáveis por abastecer o canal de bate-papo. De acordo com a revista portuguesa Sábado, o terrorista é monitorado de perto pelos órgãos de inteligência brasileiro e internacionais, que colaboram com a segurança dos Jogos Olímpicos.

Na reportagem, Veja relata que Al-Brazili mantém perfis ativos nas redes sociais, nos quais tenta recrutar jovens brasileiros para a causa do Estado Islâmico.

Até o momento, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem dito que monitora de perto a ação de possíveis integrantes do grupo terrorista no Brasil. A agência agora tem demonstrado preocupação com os chamados “lobos solitários”. Radicais que agem sozinhos e são mais difíceis de rastrear.

Um exemplo recente de “lobo solitário” é Omar Mateen, que matou mais de 50 pessoas em um ataque à boate LGBT Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos.

Estado Islâmico elege Brasil como alvo de ataques; Abin confirma informação

Agência confirma que um membro do Estado Islâmico afirmou, através do Twitter, que Brasil é o próximo alvo para um ataque

“Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse País de merda”. A ameaça foi postada em novembro de 2015, em um perfil do Twitter que tinha como dono Maxime Hauchard, 22 anos. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) afirmou, nesta quarta-feira (13), que o perfil realmente pertence ao terrorista francês que aparece em vídeos do Estado Islâmico decapitando sírios.

A mensagem foi postada uma semana após os atentados coordenados na França, que deixaram 129 mortos e dezenas de feridos. A conta na rede social do terrorista já foi suspensa. “Monitoramos e percebemos que o perfil realmente era do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores do grupo terrorista no Brasil”, afirmou o diretor de Contraterrorismo da agência, Luiz Alberto Sallaberry, na Feira Internacional de Segurança que está sendo realizada no Rio de Janeiro.

“Maxime é uma espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico. Saiu de um vilarejo no interior da França para a Síria, aos 18 anos, onde se integrou ao terrorismo. É o segundo na linha de comando de decapitadores e gosta de dizer que estar no grupo “é como estar no Éden”, descreveu o diretor a uma plateia de especialistas em segurança.

Segundo Sallaberry, no Brasil há um crescente nível de pessoas que dizem ter feito o juramento ao califado do Estado Islâmico, ou seja, concordantes com um grupo que deturpou os princípios da religião islâmica e utiliza a violência para expandir seu domínio territorial.

“Quando uma pessoa faz o juramento ao califado e se torna autoproclamado ela está disposta a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo. A ordem não precisa ser presencial, pode ser via internet”, disse Sallaberry.

Lobos Solitários

Os ataques dos chamados ‘lobos solitários’, pessoas que praticam ataques sozinhas, são a maior preocupação da agência para a Olimpíada no Rio de Janeiro. Dez delegações, entre elas dos Estados Unidos e Canadá, são classificadas pela agência com nível “muito alto” para ataques. O nível de ameaça da delegação brasileira é alto.

O monitoramento das redes sociais é uma das atividades da Abin para combater o terrorismo. Por razões de segurança, Sallaberry não divulga o número de pessoas que se dizem autoproclamadas e que são monitoradas.

Cursos para auxiliar na identificação de terroristas

Para melhor ilustrar seu discurso na Feira Internacional de Segurança, o diretor de Contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência, Luiz Alberto Sallaberry, apresentou bandeiras do Brasil onde, em árabe, está escrito “Deus acima de tudo”, com símbolos do Estado Islâmico, postadas por pessoas monitoradas.

“Posso dizer que são de origem salafista sunita, comunidade que está ligada ao Estado Islâmico. Não estou dizendo que vai acontecer um atentado. Estou dizendo que é a primeira vez que a probabilidade aumentou sobremaneira no nosso país”, afirmou o diretor da agência.

Para evitar possíveis ataques, a Abin intensificou cursos com setores de hotelaria, taxistas e outras pessoas para que elas possam identificar possíveis alvos terroristas em território nacional. Além disso, faz constante intercâmbio com forças estrangeiras e internas. “O sucesso contra o terrorismo só é possível com cooperação. O terrorista é a ameaça sem rosto. Pode ser qualquer um”, afirmou em seu discurso.

As informações são de O Dia

Estado Islâmico reivindica ataque na Bélgica, onde 34 morreram e 170 ficaram feridos

Explosões atingiram o aeroporto de Zaventem e estação de metrô

Atentados terroristas deixaram dezenas de mortos e feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na estação de metrô Maelbeek em Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta terça-feira (22). O número de vítimas ainda é desencontrado. A imprensa fala em 34 mortos, além de 170 feridos, mas os números não param de crescer. As explosões levaram o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos ataques de Bruxelas nesta terça-feira, diz uma agência de notícias ligada ao grupo, segundo a Reuters. “Os combatentes do Estado Islâmico realizaram uma série de bombardeios com cintos e aparatos explosivos nesta terça-feira, tendo como alvos o aeroporto e uma estação de metrô no centro da capital da Bélgica, Bruxelas”, escreveu a agência AMAQ.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que classificou de “atentados cegos, violentos e covardes” que atingiram a capital belga. “Temíamos um atentado terrorista e aconteceu”, lamentou.

Duas explosões ocorreram no aeroporto e uma no metrô. Pelo menos uma delas foi provocada por um homem-bomba, segundo procuradoria local. Vozes em árabe e tiros também teriam sido ouvidos no local, segundo a imprensa belga.

Inicialmente, a imprensa divulgou que eles ocorreram na área de embarque. Inicialmente, houve um relato de que ocorreram perto de um balcão da companhia American Airlines, o que a empresa nega.

A polícia belga diz ter encontrado um rifle Kalashnikov ao lado dos corpos no aeroporto de Bruxelas, segundo a emissora pública belga VRT. O canal privado VTM disse que um cinto com explosivos que não chegou a ser detonado também foi localizado e detonado pela polícia.

Metrô
Uma terceira explosão atingiu a movimentada estação Maelbeek, que fica perto de um bairro onde parte das representações da União Europeia está sediada, segundo a CNN. O prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, afirmou que 20 pessoas morreram no metrô e outras 106 ficaram feridas, sendo 17 gravemente.

O número de vítimas diverge entre as agências e jornais locais. A VRT, TV pública belga, fala em 34 mortos, sendo 20 no metrô e 14 no aeroporto. A RTBF fala em 14 mortos apenas no aeroporto e 20 mortos, além de 170 feridos, na estação de metrô. A CNN segue a contagem da RTBF. O Le Monde diz que 28 pessoas morreram.

Um diplomata esloveno ficou ferido nos ataques. A imprensa local afirma que ele estava se deslocando para o trabalho de metrô no momento dos ataques, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a CNN, dezenas de pessoas foram retiradas de macas do aeroporto. As fotos do aeroporto mostram destroços e vidros quebrados. Imagens divulgadas pela BBC mostram a fumaça e a correria das pessoas para deixar o aeroporto.

Uma testemunha estava na área de embarque, entrevistada pela TV5, contou que logo após a primeira explosão houve um “momento de perplexidade”. Poucos instantes depois, veio a segunda explosão e “ninguém mais teve dúvida do ataque”, dando início à correria.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que, nesse momento, a prioridade é estabilizar a situação: reforçar a segurança em alguns pontos onde os serviços de segurança temiam alguma ameaça e dar socorro às vítimas. O primeiro-ministro pediu calma e solidariedade para os compatriotas. “Nós estamos face a uma dificuldade, um desafio. Vamos enfrentar unidos e solidários”, declarou.

Ele disse que existe informações sobre mortos, mas não citou números. “Há muitos feridos, alguns, graves. É um momento negro para o nosso país”, afirmou.

As autoridades recomendam às pessoas evitar deslocamentos. O sinal de celular está prejudicado nesse momento. Por isso, as autoridades orientam a enviar mensagens ou fazer contatos por redes sociais. As ligações telefônicas devem ser deixadas apenas para emergências.

As autoridades esvaziaram todas as estações de metrô e suspenderam o deslocamento de trens em Bruxelas.

Fumaça no terminal de embarque do Aeroporto Internacional de Zaventem, em Bruxelas, na Bélgica, após explosões (Foto: Daniela Schwarzer / via AP Photo)
Fumaça no terminal de embarque do Aeroporto Internacional de Zaventem, em Bruxelas, na Bélgica, após explosões (Foto: Daniela Schwarzer / via AP Photo)

O aeroporto esvaziado e fechado para pousos e decolagens e o tráfego aéreo foi interrompido e desviados para outras regiões. A polícia bloqueou todas as vias de acesso ao complexo. O serviço de ônibus também foi interrompido.

Veículos de serviços de emergência no aeroporto de Zaventem (Foto: Francois Lenoir / Reuters)
Veículos de serviços de emergência no aeroporto de Zaventem (Foto: Francois Lenoir / Reuters)

Luta contra o terrorismo
As explosões ocorreram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de Salah Abdeslam, principal suspeito pelos ataques de Paris em novembro. Desde o início da semana passada, a polícia belga faz buscas por suspeitos de terem participado dos atentados de Paris que deixaram 130 mortos e mais de 200 feridos. Um suspeito foi morto após a invasão de um apartamento. Na segunda-feira (21), a polícia divulgou a identidade de mais um suspeito de envolvimento com os ataques. Conhecido sob a falsa identidade de Soufiane Kayal, ele foi identificado como Najim Laachraoui, um homem de 24 anos.

Pessoas andam em estrada de acesso ao Aeroporto de Zaventem bloqueada (Foto: Thierry Monasse / AFP Photo)
Pessoas andam em estrada de acesso ao Aeroporto de Zaventem bloqueada (Foto: Thierry Monasse / AFP Photo)

Repercussão
A família real belga divulgou uma mensagem de solidariedade para as famílias das vítimas dos ataques. “O rei e a rainha estão transtornados com os atentados no aeroporto e no metrô de Bruxelas. São atos odiosos e covardes. Os pensamentos emocionados do Rei e da Rainha vão em primeiro lugar para as vítimas e às suas famílias e ao socorristas que fazem de tudo para levar assistência às vítimas.”

Alemanha
Após as explosões na Bélgica levaram a Alemanha a refoçar a segurança no Aeroporto de Frankfurt. Ministro do Interior alemão afirmou eu não há indicações de que os autores dos atentado tenham alguma relação com a Alemanha, segundo a Reuters.

França
O presidente da França, François Holland, afirmou que os ataques à Bélgica “atingem toda a Europa”. O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, direcionou 1,6 mil policiais a mais para manter a segurança das fronteiras e no sistema de transportes do país. A França também reforçou segurança no Aeroporto Charles de Gaulle, na região de Paris.

As autoridades esvaziaram a estação de trens e metrô Gare du Nord, em Paris, após um pacote suspeito ter sido encontrado no local.

Os trens de alta velocidade que ligam Paris a Bruxelas, Colônia (na Alemanha) e Amsterdam foram paralisados completamente, informou a Thalys, companhia que opera o serviço, em seu site oficial.

A torre Eiffel vai ser iluminada com as cores da bandeira da Bélgica nesta noite, em homenagem às vítimas, disse a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, via Twitter.

Inglaterra
A polícia britânica reforçou sua presença em estações, aeroportos e outros locais públicos, de acordo com a France Presse. A Eurostar concelou trens para Bruxelas, como informou a Reuters. O chefe de antiterrorismo da polícia britânica, Mark Rowley, esclareceu que a medida não tem nada a ver com alguma ameaça secreta contra o Reino Unido.

Vaticano
O Papa Francisco condenou a violência cega dos atentados em Bruxelas e afirmou estar orando pelas vítimas.

Atentado na Bélgica deixa 21 mortos e 35 feridos na manhã desta terça-feira; veja vídeo

As explosões aconteceram no aeroporto de Zaventem e na estação de Maalbeek

Duas explosões foram registradas dentro do saguão do Aeroporto Internacional de Zaventem, na região metropolitana de Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta terça-feira (22). Uma terceira explosão foi relatada na estação de metrô de Maalbeek, também em Bruxelas, nas proximidades da sede da União Europeia. Há pelo menos 21 mortos e 35 feridos com gravidade.

O aeroporto foi fechado e todos os voos foram cancelados. Segundo as agências internacionais, o alerta terrorista em todo o território belga foi elevado ao nível máximo. As autoridades belgas confirmaram que as explosões foram um ataque suicida.
A STIB, empresa que administra o metrô da cidade belga, informou pela conta oficial no Twitter que todas as estações do sistema metroviário da cidade haviam sido fechadas e que todos os ônibus e bondes da cidades pararam de circular.

Uma autoridade dos Estados Unidos presume que as explosões são um ataque terrorista em retaliação à prisão de Salah Abdeslam, um dos responsáveis pelos ataques em Paris em novembro de 2015, que ocorreu na última sexta-feira (18).

Veja um vídeo feito no local

Vazamento de documentos do EI revela identidade de 22 mil militantes

Iraque retoma cidade dominada pelo grupo terrorista Estado Islâmico

O vazamento de uma série de documentos do Estado Islâmico (EI) pela inteligência alemã revela detalhes sobre a identidade de 22 mil militantes da insurgência de mais de 50 países — incluindo nacionalidade, nível de educação e tipo sanguíneo. Nesta quinta-feira, os formulários para inscrição no grupo rebelde circulam pelo mundo e surpreendem por algumas das perguntas àqueles que querem se tornar combatentes jihadistas. A papelada inclui escolhas inusitadas, como “você prefere ser combatente ou terrorista suicida?” e “quais países você já visitou?” e “quem te recomendou?”.

Os combatentes que tiveram suas informações divulgadas vêm de 51 países diferentes. Dentre eles, acredita-se que mais de uma dezena seja de britânicos — cuja maioria está desaparecida ou já morreu em ataques realizados pelos EUA, segundo a imprensa britânica. No entanto, o número de soldados franceses e alemães seria ainda maior. Outros quatro militantes seriam originários dos EUA e outros seis do Canadá.

As 23 perguntas que devem ser respondidas pelos futuros jihadistas mostram a alta organização do grupo na hora do recrutamento. O formulário inclui questões como experiência de trabalho prévia, campo de especialidade, nível de obediência, outras atividades jhadistas já realizadas, endereço para contato e nível na Sharia, a lei islâmica. Além disso, os potenciais militantes podem escolher se querem ser combatentes em campo ou terroristas suicidas e informar se estão sendo recomendados por alguém do meio.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, confirmou que autoridades do país têm os documentos autênticos em mãos para acelerar as investigações e facilitar o sentenciamento de militantes que retornem da Síria e do Iraque — além de tornar mais clara a estrutura de organização do Estado Islâmico.

No entanto, investigadores não informam como obtiveram os papéis que podem ter vindo do território sírio. Um jornal da oposição síria publicou centenas de documentos do gênero nesta semana, afirmando que conseguiu acesso aos papéis por meio de um desertor do EI.

Câmara conclui votação de projeto antiterrorismo; texto vai a sanção

Será enviado à sanção o projeto do Poder Executivo que tipifica o crime de terrorismo (PL 2016/15), prevendo pena de reclusão de 12 a 30 anos em regime fechado, sem prejuízo das penas relativas a outras infrações decorrentes desse crime.

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (24), osubstitutivo do Senado ao projeto. Com isso, foi mantido o texto aprovado pela Câmara em agosto do ano passado.

Trata-se de um substitutivo do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), que tipifica o terrorismo como a prática, por um ou mais indivíduos, de atos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

Ao apresentar seu parecer em Plenário, Maia criticou o texto do Senado, principalmente quanto à exclusão do artigo que evitava o enquadramento como ato terrorista de violência praticada no âmbito de movimentos sociais. “Quem apontou esse problema foram os especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU)”, afirmou, ao ler o trecho do parecer da ONU contra a exclusão do artigo.

O relator recomendou a manutenção integral do texto da Câmara, por deixar mais clara a divisão das tipificações penais relativas ao terrorismo, seus atos preparatórios e financiamento.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Enquadramento

Para o enquadramento como terrorismo, com a finalidade explicitada, o projeto define atos terroristas o uso ou a ameaça de usar explosivos, seu transporte, guarda ou porte. Isso se aplica ainda a gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa.

Também estarão sujeitos a pena de 12 a 30 anos os seguintes atos, se qualificados pela Justiça como terroristas:
– incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado;
– interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática ou bancos de dados;
– sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com violência, de meio de comunicação ou de transporte; de portos; aeroportos; estações ferroviárias ou rodoviárias; hospitais; casas de saúde; escolas; estádios esportivos; instalações de geração ou transmissão de energia; instalações militares e instalações de exploração, refino e processamento de petróleo e gás; e instituições bancárias e sua rede de atendimento; e
– atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa.

A proposta altera ainda a Lei das Organizações Criminosas (12.850/13) para permitir a aplicação imediata de instrumentos de investigação previstos nela, como a colaboração premiada, o agente infiltrado, a ação controlada e o acesso a registros, dados cadastrais, documentos e informações.

Também poderá ser aplicada a Lei 8.072/90, sobre crimes hediondos, que já classifica o terrorismo nessa categoria.

Manifestações sociais
Para deixar claro que não deverão ser enquadrados como terrorismo os protestos de grupos sociais, que às vezes podem ser violentos, como os dos movimentos de trabalhadores sem-terra ou os ocorridos em todo o País em junho de 2013, o texto faz uma ressalva explícita.

A exceção inclui a conduta individual ou coletiva nas manifestações políticas, nos movimentos sociais, sindicais, religiosos ou de classe profissional se eles tiverem como objetivo defender direitos, garantias e liberdades constitucionais.

Entretanto, esses atos violentos continuarão sujeitos aos crimes tipificados no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40). O texto do Senado retirava essa exceção do texto.

Financiamento do terrorismo terá pena de 15 a 30 anos de reclusão

O projeto que tipifica o crime de terrorismo (PL 2016/15) prevê pena de 15 a 30 anos de reclusãopara o crime de financiamento do terrorismo. Estarão sujeitos a essa mesma pena quem receber ou prover recursos para o planejamento, a preparação ou a execução dos crimes previstos no projeto.

Já o ato de promover, constituir, integrar ou prestar auxílio a organização terrorista – pessoalmente ou por meio de outra pessoa – estará sujeito a pena de reclusão de 5 a 8 anos e multa.

Essa pena será aplicada ainda a quem abrigar pessoa e saber que essa pessoa praticou ou vai praticar crime de terrorismo. A exceção é para o parente ascendente ou descendente em primeiro grau, cônjuge, companheiro estável ou irmão da pessoa abrigada ou recebida.

Pena de 4 a 8 anos e multa será aplicada a quem fizer publicamente apologia de fato tipificado como crime pelo projeto, ou de seu autor. Como agravante, a prática desse crime de apologia feita pela internet implicará aumento de 1/6 a 2/3 da pena.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Atos preparatórios
No caso da realização de atos preparatórios de terrorismo, a pena, correspondente àquela aplicável ao delito consumado, será diminuída de 1/4 até a metade. Isso inclui o recrutamento, a organização, o transporte e o treinamento de pessoas em país distinto de sua residência ou nacionalidade.

Quando o treinamento não envolver viagem ou não ocorrer em outro país, a redução será de metade a 2/3 da pena.

Lesão ou morte
Se do crime previsto no projeto resultar morte, a pena será aumentada da metade e se resultar em lesão corporal grave, o aumento será de 1/3. A exceção é para o crime em que isso for um elemento desejado (explosão de uma bomba em lugar de grande circulação, por exemplo).

Igual agravante será aplicado se a ação resultar em dano ambiental, com aumento da pena em 1/3.

Em qualquer crime, os condenados em regime fechado cumprirão pena em estabelecimento penal de segurança máxima.

Investigação e julgamento
O texto aprovado prevê que, pelo fato de esses crimes serem praticados contra o interesse da União, caberá à Polícia Federal a investigação criminal e à Justiça Federal o processamento e julgamento.

De acordo com o substitutivo do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República coordenará os trabalhos de prevenção e combate aos crimes previstos no projeto até a regulamentação pelo Executivo.

O texto explicita ainda que poderá ser usado o instituto da prisão temporária para os crimes relacionados ao terrorismo.

Bloqueio de bens
O texto permite ao juiz, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou do delegado de polícia, decretar medidas para bloquear bens do investigado se houver indícios suficientes de crime relacionado ao terrorismo.

O acusado terá de comparecer pessoalmente perante o juízo para pedir a liberação de recursos que conseguir comprovar serem de origem lícita e destinados a outros objetivos legais.

Se as circunstâncias o aconselharem, o juiz, ouvido o Ministério Público, poderá nomear pessoa física ou jurídica qualificada para administrar os bens, com remuneração fixada pelo juiz, preferencialmente com o produto dos bens objeto da administração.

Caso haja tratado ou convenção internacional sobre o assunto e solicitação de autoridade estrangeira competente, o juiz determinará o bloqueio dos bens oriundos de crimes descritos no projeto e praticados no estrangeiro.

Mesmo sem tratado, o bloqueio poderá ocorrer se houver reciprocidade entre o Brasil e o governo do país solicitante. Entretanto, nesse caso, os recursos com perda definitiva decretada por sentença transitada em julgado serão repartidos igualmente entre o Estado requerente e o Brasil.

Militante do Estado Islâmico executa a própria mãe na Síria

Mulher teria advertido ao filho que o Estado Islâmico vai ser dizimado pelos Estados Unidos e pedido que os dois fugissem

Um militante do Estado Islâmico executou a própria mãe publicamente em Raqqa, reduto rebelde na Síria, após ela pedir que deixasse o grupo jihadista. Ativistas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (Ondus) denunciaram, citando testemunhas oculares, que o homem, identificado como Ali Saqr, de 21 anos, matou a própria mãe, Lena al-Qasem, 45.

Lena teria advertido ao filho que o Estado Islâmico vai ser dizimado pelos Estados Unidos e pedido que os dois fugissem da cidade. Ali teria informado seus superiores, que ordenaram a execução.

Os militantes do grupo jihadista são conhecidos por seu extremismo. O próprio grupo nasceu após ser expulso do Al Qaeda por ser considerado muito violento.

Eles não toleram dissidentes que, em geral são executados de forma pública para servir de exemplo aos demais.

Com informações do site IG

Londres identifica o novo carrasco do Estado Islâmico

Iraque retoma cidade dominada pelo grupo terrorista Estado Islâmico

Dhar é o novo “substituto” do famoso Jihadista John, o também inglês Mohamed Emwazi, que teria sido morto

O novo algoz do grupo terrorista Estado Islâmico foi identificado pelas autoridades britânicas e se chama Siddharta Dhar, 32 anos, um ex-comerciante de Londres. Segundo a emissora “BBC”, o homem era de uma família que seguia o hinduísmo, mas converteu-se há 10 anos quando conheceu e casou-se com sua esposa, Aisha, que era muçulmana. De acordo com vizinhos ouvidos pela TV, era ela quem pode ter “radicalizado” o marido.

Apesar de não ter se pronunciado oficialmente, a identificação de Dhar pode aumentar as dúvidas sobre o sistema de controle de entrada e saída da Grã-Bretanha. Isso porque o comerciante, que tem quatro filhos, havia sido preso em setembro de 2014 por ter sido acusado de participar do grupo terrorista, já extinto, Al-Muhajiroun. Horas após ter sido detido, o homem conseguiu sair da detenção, buscou sua família e partiu para a Síria em um voo direto do Reino Unido.[su_frame align=”right”] [/su_frame]

Também conhecido como Abu Rumasayah, o homem chegou a dar uma entrevista para a própria “BBC” para debater o porquê de tantos muçulmanos estarem mudando-se para a Síria. A mãe e a irmã do britânico acreditam que é realmente a voz de Dhar como algoz do EI, durante a execução de cinco supostos espiões britânicos.

Apesar disso, elas pedem que a polícia revele se tem informações sobre seu irmão e dizem estar “chocadas” com a atitude do familiar.
Dhar é o novo “substituto” do famoso Jihadista John, o também inglês Mohamed Emwazi, que teria sido morto em um ataque aéreo em novembro do ano passado.

Ataques em Paris foram comandados em tempo real a partir da Bélgica

Jornal Le Monde teve acesso às investigações sobre os atentados.  Celular achado no lixo mostra como foi a organização da ação terrorista.

Os atentados de novembro em Paris foram coordenados a partir da Bélgica, de acordo com a edição do jornal Le Monde desta quarta-feira (30). O jornal francês teve acesso às investigações que já permitem traçar os preparativos e o desenrolar das ações que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos. Os investigadores concluíram que uma “tripla coordenação” ocorreu à distância.

“Começamos”, dizia uma mensagem que foi encontrada em um celular Samsung, que foi jogado em um lixo perto do Bataclan, informou o periódico francês.

De acordo com as investigações, essa foi a mensagem que deu início a ação dos terroristas que invadiram a tradicional casa de espetáculos durante o show da banda de rock “Eagles of Death Metal”, na noite de 13 de novembro. Ela foi recebida pelos terroristas cerca de dois minutos após o carro estacionar nas redondezas.

Às 21h42, quando o SMS foi enviado, o destinatário estava na Bélgica. A linha, que tinha sido aberta na noite anterior foi rapidamente desativada após a mensagem. Durante sua curta existência, foram trocadas 25 mensagens com o aparelho encontrado no lixo.

Um segundo número belga ficou em contato com Abdelhamid Abaaoud, que coordenou o ataque aos restaurantes, destacou o Le Monde. As ligações foram feitas a partir do mesmo lugar de onde a mensagem foi enviada ao aparelho encontrado no lixo.

Com informações do G1