Traficantes impedem vacinação contra sarampo em Manaus

Região onde aconteceu caso é de maior incidência de casos da doença

Uma equipe de saúde da Prefeitura de Manaus, responsável pela vacinação contra o sarampo, foi impedida por traficantes do bairro Jorge Teixeira, na zona leste da cidade, de continuar as atividades na noite desta quarta-feira (18). A região da ocorrência tem a maior incidência da doença na capital amazonense e recebia ação de casa em casa.

Segundo a prefeitura, o caso ocorreu por volta das 19h, enquanto uma equipe de TV registrava o atendimento no bairro, encerrado uma hora mais cedo em função do fechamento das ruas atribuído a traficantes locais. Em nota, o prefeito Arthur Virgílio (PSDB) pediu apoio do governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), e prometeu ir pessoalmente ao local nesta quinta-feira, 19, para continuidade das ações.

A Secretaria de Segurança do Estado determinou que o caso seja investigado pela Polícia Civil e informou que tem intensificado operações policiais no bairro do Jorge Teixeira nos últimos meses, com base em levantamentos do setor de inteligência.

Casos
O Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Os dados sobre a doença foram atualizados nesta Quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o País enfrenta dois surtos de sarampo: um em Roraima e outro no Amazonas – regiões mais atingidas pelo vírus.

O Estado do Amazonas tem 444 casos de sarampo confirmados. Em Roraima, são 216. Há confirmações ainda nos Estados de Rondônia (1), Rio de Janeiro (7), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (8). O País tem outros 2.724 casos em investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, os surtos no Brasil estão relacionados à importação da doença – o genótipo do vírus é o mesmo que circula na Venezuela.

Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que viajaram a Roraima foram confirmados, causando um surto da doença no Estado. Houve, então, a ampliação de registros da doença para Manaus neste ano, de acordo com a pasta.

O Ministério Saúde informou que mantém equipes técnicas para acompanhar as ações de enfrentamento da doença no Amazonas e em Roraima. “A pasta tem qualificado profissionais de saúde com o objetivo de possibilitar a identificação de sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo, além da adoção de outras ações de vigilância epidemiológica.”

Em São Paulo, um caso da doença foi confirmado em abril em Ribeirão Preto, no interior paulista. Trata-se de uma profissional de saúde que viajou ao Líbano. O registro foi considerado um caso importado da doença. Foram feitas ações de monitoramento da doença na região, mas não foi identificada transmissão do vírus e a paciente se recuperou.

Prevenção
O sarampo é uma doença altamente contagiosa cuja principal forma de prevenção é a vacinação. Apesar da importância da imunização, o País tem cobertura vacinal abaixo da meta definida pelo Ministério da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a pasta, a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral) em 2017. A meta é de 95%.

A vacina contra sarampo deve ser tomada em duas doses: uma aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral). Crianças de 5 a 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem tomar duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses. Entre 6 e 31 de agosto uma campanha de vacinação será realizada no País. O público-alvo são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

Vacinação no mundo
O mundo registrou no ano passado um recorde de crianças vacinadas – 123 milhões, de acordo com dados divulgados na terça-feira, 17, pelo Unicef e pela OMS – uma alta que ocorre tanto por aumento da população quanto de cobertura vacinal.

O Brasil, porém, caminha na contramão desse movimento, com queda na porcentagem de crianças vacinadas nos últimos três anos.

Fonte: correio24horas

 

Bombeiros encontram seis corpos em praia na Urca, no Rio de Janeiro

Os cadáveres pertencem a traficantes que atuavam no Morro Chapéu Mangueira e estavam desaparecidos desde a última sexta-feira (8/6)

Seis corpos foram localizados pelo Corpo de Bombeiros entre pedras, numa região conhecida como Pedra do Anel, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo (10/6). Familiares identificaram os cadáveres: são de traficantes que atuavam no Morro Chapéu Mangueira, no Leme (zona sul), e estavam desaparecidos desde sexta-feira (8).

A identificação oficial deles não havia sido divulgada até as 13h30. Até então, as vítimas haviam sido reconhecidas apenas pelo primeiro nome ou pelos apelidos: Ernani, o Bondinho; Franklin, conhecido como Tinaia; Ângelo, apelidado de Foca; Da Coreia; Nathan da Vila Aliança e HB.

Na sexta (8), houve intensa troca de tiros na Urca entre policiais e traficantes. Os criminosos tentaram fugir do Morro da Babilônia, no Leme, pela mata. Do local, é possível chegar à Urca, e foi esse o trajeto escolhido pelos criminosos para tentar escapar da polícia.

Os tiroteios chegaram a interromper a circulação do bondinho do Pão de Açúcar pela primeira vez, por razão de segurança pública, desde o início de seu funcionamento, em 1912. Na sexta (8), apesar dos tiroteios, não houve registro de mortes. Um suspeito foi preso e seis fuzis foram localizados e apreendidos.

Fuzis apreendidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro em ação no Morro da Babilônia

Na manhã deste domingo (10), parentes dos desaparecidos avisaram aos bombeiros sobre a localização dos corpos. Eles teriam sido informados por traficantes que conseguiram fugir da perseguição de sexta. Esses familiares acusam a Polícia Militar de ter assassinado os seis traficantes depois que eles se renderam, na mata do morro da Urca.

Depois, os PMs teriam abandonado os corpos entre as pedras, numa região de difícil acesso. Essa versão também foi contada aos familiares por traficantes que conseguiram fugir da perseguição ocorrida na sexta (8).

A reportagem consultou a Polícia Militar, que até as 13h30 não havia se manifestado sobre a acusação feita pelos parentes dos mortos.

Fonte: metropoles

Plano de Trump para combater drogas inclui pena de morte para traficantes

Para defender a proposta de pena de morte para traficantes, Trump afirmou que “eles matam mihares de cidadãos a cada ano”

O presidente americano Donald Trump anunciou nessa segunda-feira (19) um plano nacional para combater as drogas nos Estados Unidos, para frear sobretudo o consumo de opioides – cujo índices se tornaram uma epidemia no país, com mais de 60 mil mortes por ano. A proposta apresentada por Trump, durante um evento em New Hampshire, inclui medidas para restrigir a venda de remédios derivados do ópio, custeio de tratamento para dependentes e a ideia de implementar a pena de morte para traficantes.

Trump disse que o projeto do muro na fronteira com o México será parte do plano para “cortar o fluxo de drogas que entram pela vasta fronteira entre os dois países.

Para defender a proposta de pena de morte para traficantes, Trump afirmou que “eles matam mihares de cidadãos a cada ano”. E completou: “Por causa disso, o Departamento de Justiça buscará penalidades mais duras do que as que já tivemos”, citando ainda como argumento que alguns países já usam penas de morte para o tráfico de drogas.

Segundo dados do governo norte-americano, a epidemia de opiodes é responsável pela morte de cerca de 175 pessoas por dia no país. A quantidade de dependentes químicos de substâncias derivadas do ópio está relacionada ao uso indiscriminado de analgésicos no país que possue ópio em sua fórmula.

Estes medicamentos para especialistas são uma porta de entrada para o vício em drogas como a Heroína.

Fonte: agenciabrasil

Jungmann pede ao STF que estabeleça quantia legal para porte de drogas

Para o ministro, é preciso um critério mais claro para diferenciar traficante de usuário

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pediu nesta quinta-feira (8/3) à ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que coloque em pauta o processo que trata da descriminalização de usuários de drogas, para que a Corte possa estabelecer uma quantidade mínima para o porte de substâncias.

Para o ministro, é preciso um critério mais claro para diferenciar traficante de usuário. “Essa distinção precisa ter quantidade que separa um do outro, como a lei não traz essa quantidade, fica muito difuso, fica ao arbítrio de cada juiz, de cada corte, de cada vara estabelecer quem é usuário”, disse ele, após sair de um encontro com Cármen Lúcia na manhã desta quarta-feira.

Segundo Jungmann, o ministro Alexandre de Moraes, com quem se encontra o processo, afirmou-lhe que deve liberar em breve seu voto, permitindo assim que o assunto possa voltar a ser apreciado pelo plenário. “Pedi que esse assunto possa ser pautado o mais rapidamente possível.”

O processo, um recurso especial com repercussão geral para todos os casos correlatos em tramitação na Justiça, coloca em discussão a constitucionalidade do artigo 28 da Lei das Drogas (11.343/2006), que prevê penas para quem “adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo” drogas ilegais para consumo pessoal.

O assunto chegou a ser discutido em plenário, mas o julgamento encontra-se interrompido há mais de dois anos devido a um pedido de vista do ministro Teori Zavascki, antecessor de Moraes, que acabou herdando o processo. O placar atual é 3 votos a 0 a favor da descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.

Votaram até agora pela descriminalização o relator, Gilmar Mendes, e os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, único a propor uma quantidade máxima de 25 gramas para o porte de maconha, especificamente.

Segundo Jungmann, ao estabelecer uma quantidade para o porte descriminalizado de drogas, o STF pode contribuir para desafogar as prisões do país, ao reduzir o encarceramento de pequenos infratores sem antecedentes criminais. “Se continuarmos jogando esse pessoal todo em penitenciárias, estamos entregando legiões para o grande crime organizado.”

Fonte: metropoles

Na Bahia, jovem finge próprio sequestro para extorquir dinheiro da mãe

Para tentar pagar dívidas com traficantes, Lucas Figueiredo Cruz, de 20 anos, planejou o próprio sequestro na tentativa de extorquir dinheiro da mãe. O jovem foi preso nesta quinta-feira (14/12), na cidade de Salvador, Bahia.

Na quarta (13), a mãe de Lucas compareceu à delegacia informando o sequestro filho, e que era necessário o pagamento de R$ 2.400 pela liberdade dele.

Após investigações do Departamento de Repressão e Crimes Organizados (Draco), a equipe encontrou o jovem junto com dois traficantes em uma casa no bairro do Arraial do Retiro.

No momento da abordagem, um dos suspeitos conseguiu fugir, mas o outro, Gleidson de Jesus Souza, foi capturado junto com Lucas. Já no local, os investigadores descobriram a farsa, pois a dívida do rapaz era a mesma quantia solicitada no resgate.

Também foram apreendidas munições e uma arma calibre 38, usada na foto que foi enviada a mãe de Lucas.

O traficante foi preso em flagrante por porte ilegal de armas, e Lucas autuado por extorsão. Uma audiência de custódia foi marcada pela Justiça para decidir se os dois responderão em liberdade ou em regime fechado.

Fonte: metropoles

 

Mãe e filha são mortas a tiros em vingança de traficantes de drogas na BA; irmão era alvo

A faxineira Adriana Nogueira Venas, de 41 anos, e a filha dela, Laiana Venas Silva, de 18 anos, foram mortas a tiros dentro de casa, na localidade de Itinga, localizada em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. As mortes foram motivadas por vingança de traficantes de drogas e o alvo era o irmão de Adriana, Airan Nogueira Venas.

O crime ocorreu na noite de domingo (15). Outra filha de Adriana, de 14 anos, e uma jovem de 16 anos, que não era da família mas estava na casa, também foram baleadas e encaminhadas para o Hospital Geral do Estado (HGE).

A delegada Elaine Laranjeira, que investiga o caso, diz que cerca de seis pessoas participaram do crime e parte delas já foi identificada. A polícia continua as investigações para identificar todos os suspeitos e pedir a prisão deles. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações.

Airan já foi preso por envolvimento em tráfico de drogas e estava em liberdade. De acordo com a investigação, ele tinha esfaqueado um homem na localidade de Vila Pedrita há cerca de um mês, o que despertou a vingança dos traficantes. Os criminosos já tinham tentado matar Airan em outras duas ocasiões por conta disso, segundo a delegada.

Na noite de domingo, os traficantes foram na casa de Adriana em busca do irmão dela e, como não encontraram, acabaram matando ela e a filha. As duas morreram no local. A polícia não tem informações sobre a localização do irmão de Adriana.

Fonte: g1/ba

Traficantes evangélicos obrigam mãe de santo a destruir terreiro; vídeo

Traficantes evangélicos obrigam mãe de santo a destruir terreiro; vídeo

Sete traficantes armados invadiram um terreiro de candomblé, no bairro Ambaí, no Rio de Janeiro, durante uma sessão religiosa. Eles obrigaram a yalorixá, sacerdotisa no local, a destruir as próprias imagens sob a mira de uma arma.

De acordo com a reportagem da CBN, toda a ação foi gravada e divulgada pelos criminosos nas redes sociais. Testemunhas disseram à CBN que os bandidos chegaram a urinar nos santos, dizendo que não permitiriam a prática de “bruxaria” naquela comunidade.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa apura um outro vídeo nas mesmas circunstâncias. O caso também teria ocorrido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Os “filhos de santo”, como são chamados os fiéis, foram obrigados a deixar o local. Criminosos usaram os canos das armas para arrancar as “guias”, um tipo de cordão, do pescoço deles.

No material é possível ouvir os criminosos falando as seguintes palavras: ‘Quebra tudo, quebra tudo! Apaga as velas, porque o sangue de Jesus tem poder! Arrebenta as guias todas! Todo o mal tem que ser desfeito, em nome de Jesus! Quebra tudo porque a senhora é quem é o “demônio-chefe”! É a senhora quem patrocina essa cachorrada! Quebra tudo! Arrebenta as guias todas, derrama, quero que quebre as guias todas!’

Os bandidos ameaçam a vítima com um bastão de beisebol onde está escrita a palavra ‘diálogo’. Eles dizem para a vítima que ela será morta, caso tente montar um novo terreiro na favela. O grupo chega a gritar o nome de uma facção criminosa durante a ação, além de citar o nome de Jesus Cristo e outros termos comuns em cultos evangélicos.

‘É só um diálogo que eu tô tendo com vocês, na próxima vez eu mato! Safadeza, pilantragem! Primeiramente é Jesus! Quando vocês forem bater cabeça aí na casinha do cachorro, vocês primeiro pedem licença a Jesus! Vocês não sabem que o “mano” não quer macumba aqui? Tá peitando por quê? Por que a gente tirou a boca dali? Arrebenta tudo! Eu sou da honra e glória de Jesus! Pensa por que eu não tô na favela essa p*** vai continuar? Já avisei! Se eu pegar de novo ou tentar construir esse c*** de novo, eu vou matar!’

Fonte: noticiasaominuto

Gravação mostra policiais assumindo boca de fumo e vendendo drogas no lugar dos traficantes no RJ

Gravação mostra policiais assumindo boca de fumo e vendendo drogas no lugar dos traficantes no RJ

Uma das gravações feitas com autorização da Justiça para o inquérito da operação Calabar, que terminou com 66 PMs e 22 traficantes presos nesta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, chocou os investigadores. Nela, é possível identificar PMs tomando uma boca de fumo dos traficantes e assumindo a venda de drogas. Ao todo, vinte mil escutas foram analisadas durante as investigações.

A gravação feita em abril do ano passado, na favela Parada 40, em São Gonçalo, indica que os policiais militares foram cobrar a propina, que estava atrasada, mas, quando chegaram a um ponto de venda de drogas, assumiram o lugar dos traficantes. E, fardados, passaram a vender maconha e cocaína (veja abaixo a conversa entre policiais, criminosos e um comprador).

Traficante: “perdemos, perdemos”.

Policial: “deita, deita, deita, deita no chão. Deita no chão p… Pegou o pó?”

Policial 2: “não”.

Policial: “tá com ele, tá com ele, tá com ele. Vem, vem, vem, vem, Zequinha. Pode vim. Leva tudo, leva tudo.”

Comprador: não, não.

Policial: “p… Leva tudo, leva tudo, vai voltar?”

Comprador: “dá duas vinte (reais) então.”

Policial: “dois de vinte (reais), aí ó, pedrão. Vem que vem. Quanto você quer? Três. Três pó de cinco (reais) para o amigo aí. Vai lá, se adianta aí.”

Comprador: “desculpa, aí, valeu?”

Policial: suave. “Pode mandar vir que a boca tá vendendo a todo vapor.”

A investigação descobriu que o dinheiro era arrecadado toda semana por um intermediário, em pelo menos cinquenta das cem comunidades de São Gonçalo. O ministério público afirma que há uma estreita relação entre a propina paga aos policiais militares corruptos e o aumento dos crimes de roubo e latrocínio (roubo seguido de morte) na região.

“Laranjas podres”

Foi usando a expressão “laranjas podres” que delegado Fábio Barucke, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, se referiu aos PMs denunciados na maior operação contra a corrupção na Polícia Militar já realizada na história do Rio. Ao todo, 96 policiais militares tiveram mandado de prisão preventiva decretado, assim como 70 traficantes e outros criminosos apontados como integrantes de esquema de corrupção em São Gonçalo, Região Metropolitana.

A ação é realizada por agentes da Polícia Civil, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP-RJ), e da Corregedoria da Polícia Militar. Dos 184 mandados de prisão preventiva, por volta das 18h os agentes já tinham cumprido 63 contra PMs (cinco deles já estavam presos) e 22 contra traficantes (15 presos anteriormente).

Segundo Barucke, armas apreendidas em comunidades de São Gonçalo eram vendidas em outras favelas por policiais corruptos, sem que acontecesse a apresentação dos materiais em delegacias. “Percebemos que essa organização criminosa não deixou de arrecadar os recursos do tráfico de drogas,” destacou o delegado. “Extraímos essas laranjas podres”, acrescentou.

Polícia Civil do RJ deflagra megaoperação para prender 96 PMs e 70 traficantes

Polícia Civil do RJ deflagra megaoperação para prender 96 PMs e 70 traficantes

A Polícia Civil realiza uma megaoperação, iniciada na manhã desta quinta (29), para prender 96 policiais militares, 70 traficantes e outros criminosos suspeitos de integrarem um esquema de corrupção em São Gonçalo, Região Metropolitana do estado. Por volta das 8h30, os agentes já tinham cumprido 41, sendo 36 PMs e cinco traficantes, dos 184 mandados de prisão preventiva.

Quase uma centena de policiais – 96 ao todo – que já esteve, e alguns que ainda estão nas fileiras do efetivo do 7º BPM (São Gonçalo) é acusada pela polícia de fazer do esquema de recebimento de propina paga por traficantes que rendia, mais ou menos, R$ 1 milhão por mês aos militares.

PM preso na megaoperação esconde o rosto ao ser levado por outrols policiais (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

A operação para prender os envolvidos, batizada de Calabar, contou com 800 agentes e 110 delegados, que deixaram a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte da cidade, às 5h. Por volta das 6h30, já havia policiais militares presos. A ação é, segundo a polícia, a maior da história relativa a casos de corrupção envolvendo PMs e traficantes.

Os policiais que forem presos irão responder por organização criminosa e corrupção passiva. Já os bandidos respondem por tráfico, organização criminosa e corrupção ativa. O nome Calabar é uma referência a Domingos Fernandes Calabar, considerado o maior traidor da história do país.

A investigação mostra que os PMs atuavam como “varejistas do crime” e chegavam a ofertar serviços diversos a traficantes. Por exemplo, os militares escoltavam os chamados “bondes” de criminosos de um local a outro, e até alugavam armas da corporação, incluindo fuzis, aos traficantes.

Operação Calabar é deflagrada para prender traficantes e cerca de 100 PMs (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Uma das conclusões do inquérito é que todas as semanas, de quinta-feira a domingo, as viaturas do batalhão circulavam por ruas de São Gonçalo exclusivamente para recolher o “arrêgo” que, no jargão, é a quantia paga por criminosos a policiais para não atrapalhar os negócios de bandidos. O valor cobrado pelos PMs variava entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil para cada equipe de policiais que estava de plantão.

Agentes que investigaram o esquema estimam que a venda de favores e cobrança de dinheiro a traficantes rendesse, pelo menos, R$ 350 mil por semana aos PMs, que estavam no Grupamento de Ações Táticas (GAT), Patrulha Tático Móvel (PATAMO), Serviço Reservado (P-2), do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e Ocupação (uma espécie de “UPP” de São Gonçalo).

O esquema foi descoberto há quase um ano pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A primeira pista do esquema surgiu a partir da prisão de um dos suspeitos apontado como responsável por recolher a propina para os policiais.

O resultado só foi possível graças ao trabalho de escuta de agentes, que identificou dois mil diálogos entre PMs e traficantes considerados “chaves” pela polícia para elaborar o inquérito e indiciar os suspeitos. Para chegar ao resultado, policiais da especializada interceptaram mais de 250 mil ligações.

Batalhão de São Gonçalo sofre “devassa” (Foto: Leslie Leitão/TV Globo)

PMs buscavam dinheiro em favelas

Para não levantar suspeita, os investigadores dizem que os PMs escolhiam pessoas “de confiança” para os serviços de “recolhe”. Também segundo os agentes estas pessoas recebiam dinheiro e falavam diretamente com os traficantes.

No entanto, várias vezes, fontes na Polícia Civil informaaram que os próprios militares buscavam as quantias nas comunidades, fardados ou à paisana.

A propina, então, era distribuída em pelo menos sete bairros de São Gonçalo. O valor, de acordo com as informações, era pago pelos “atravessadores” em vários pontos: nas próprias DPOs, em padarias, viadutos ou até mesmo dentro do alojamento do batalhão.

Justamente por isso, nesta manhã, a Polícia Civil faz uma devassa no 7ºBPM (Alcântara), alvo de mandados de busca e apreensão. Lá serão presos pelo menos 12 policiais que vão estar de plantão. Outros oito já transferidos para o 12º BPM (Niterói) e serão presos na unidade.

Investigação teve início há mais de um ano

O trabalho de investigação, que também contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público, foi iniciado a partir da morte de um policial reformado na Avenida do Contorno, em fevereiro de 2016.

Na ocasião, agentes da delegacia, que faziam um local de crime, desconfiaram de um veículo suspeito, que passou pelo viaduto diversas vezes. Após abordagem, foram apreendidos com o suspeito cerca de 28 mil reais em espécie, relativos ao pagamento de propina de traficantes a policiais do 7º BPM (São Gonçalo).

O suspeito aderiu à delação premiada (algo inédito no âmbito de segurança) e detalhou o esquema que envolvia centenas de policiais em mais de 50 comunidades do município. A principal testemunha foi incluída no sistema de proteção à vítima e testemunha.

Fonte: g1/rj

Megaoperação contra traficantes da Zona Norte do Rio termina com 21 presos

Megaoperação contra traficantes da Zona Norte do Rio termina com 21 presos

Foram presas 21 pessoas durante operação nesta quarta-feira para combater diversos crimes na zona norte da capital do Rio de Janeiro, além da Baixada Fluminense. Foram cinco presos em flagrante na Operação Pacificare, comandada pela 38ª DP (Irajá). O presidente da Associação de Moradores da Cidade Alta, e um militar do Exército estão entre os presos.

Os policiais apreenderam 19 tabletes de maconha, quatro radiotransmissores, celulares e um simulacro de fuzil. Cinco pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas.

A operação visava cumprir 40 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, contra autores de crimes de tráfico de drogas, roubos de veículos, cargas e transeuntes, além de delitos envolvendo lavagem de dinheiro. As diligências estão sendo realizadas na Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Imbariê e em Queimados.

Cerca de 220 agentes participaram da ação, sendo 50 equipes do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), seis equipes do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), uma equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), e apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e da Delegacia de Roubos de Cargas (DRFC), além de blindados.

Início da investigação
A investigação começou com o depoimento de um traficante preso no início de maio, na Cidade Alta. Na ocasião, outros 44 bandidos foram presos, todos de uma facção criminosa que queria retomar o controle do tráfico da comunidade.

Na época, vários ônibus foram queimados na Avenida Brasil. Logo em seguida, as investigações apontaram que nove policiais do batalhão de Olaria estavam envolvidos com o tráfico de drogas da região. Os PMs estão presos no Batalhão Prisional de Niterói e vão responder associação criminosa. A polícia agora procura outros envolvidos com a quadrilha.

Homens colocam fogo em ônibus em Cordovil, durante protestos após invasão da Cidade Alta (Foto: Reprodução)
Fonte: g1/rj