Travesti rouba carro de cliente após ele se recusar a pagar o programa

Homem procurou a polícia para tentar recuperar o veículo. Ao ser localizada, a travesti contou que teve que pagar até o motel

Após encontro com uma travesti de 20 anos, em um motel de Sinop (500 km de Cuiabá), um homem de 38 anos não pagou o programa e o caso acabou na delegacia do município. De acordo com boletim de ocorrência, o homem procurou a polícia na madrugada deste domingo (08) para prestar queixa contra a travesti, que segundo ele teria o agredido fisicamente e roubado seu carro Ford Ka de cor branca.

A guarnição realizou rondas próximo ao local do fato e encontrou a travesti dirigindo o veículo na avenida Itaúbas, no bairro Jardim Palmeiras. Consta na ocorrência, que ao ser abordada a travesti não possuía nenhum documento pessoal, e que ela negou se identificar.

No carro havia uma carteira sem dinheiro com os documentos pessoais do denunciante. A travesti relatou à polícia que o homem tinha contratado seus serviços e a levado para o motel, porém após o programa ele não arcou com as despesas.

“Eu tive que pagar até o motel, então ele me pediu para acompanhá-lo até sua residência, só que quando eu disse que tudo ficaria mil reais, ele se recusou a pagar. Daí eu o agredi e deixei ele em frente o cemitério da cidade, depois eu fiquei rodando com o veículo”, conta a travesti.

Segundo a PM, depois de muita insistência a acusada revelou sua verdadeira identidade. O veículo foi encaminhado para o guincho e a travesti foi levada para a Delegacia Civil.

Fonte: metropoles

Prazo para incluir nome social no título de eleitor termina na quarta

Para requerer a atualização cadastral, o interessado só precisa apresentar um documento de identificação com foto

Transexuais e travestis que desejem adotar um nome social na eleição presidencial deste ano têm até a próxima quarta-feira (9) para solicitar a alteração de seu título eleitoral em um cartório ou unidade de atendimento vinculados às suas respectivas zonas eleitorais. Para requerer a atualização cadastral, basta que o interessado apresente um documento de identificação com foto, não sendo exigidos comprovantes, declarações nem certidões adicionais.

Menores de 18 anos também podem requerer a modificação, desde que já possuam o título de eleitor. Em todos os casos, um novo documento, com o nome civil já substituído pelo nome social e com o mesmo número de inscrição do anterior, será emitido e entregue pelo atendente no ato da solicitação. O verso do título deverá trazer um “QR Code”, código de segurança que atesta a autenticidade do documento.

Convalidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Resolução 23.562/2018, como uma identificação que assegura um direito básico dos travestis e transexuais, o nome social, além de constar no título de eleitor, também estará indicado no cadastro da urna eletrônica e no caderno de votação das seções, utilizado pelos mesários no dia da votação.

Ao comunicar o nome pelo qual se sente reconhecido, o eleitor também poderá alterar a identidade de gênero indicada em seu cadastro. A identidade de gênero é relevante não somente por conferir um tratamento mais igualitário ao segmento transgênero, como forma de combate à discriminação e à transfobia, mas também porque a legislação eleitoral observa um percentual mínimo de candidaturas de mulheres, visando garantir equidade em relação aos homens na participação política do país, sejam elas cisgênero – cuja identidade de gênero é a mesma do sexo biológico – ou transgênero. Segundo o TSE, apesar de as mulheres constituírem mais da metade do eleitorado brasileiro (52%), elas representaram somente 31,98% das candidaturas do último pleito, em 2016.

Embora existam pessoas que se autoidentifiquem como não-binárias, isto é, que afirmam não se encaixar nem no gênero feminino, nem no masculino, o TSE limitou, por ora, a escolha de identidade de gênero dos eleitores a essas duas opções.

O registro do nome social e a atualização da identidade de gênero são procedimentos independentes, o que significa que o votante poderá solicitar apenas um deles ou ambos. Caso o eleitor queira voltar atrás em sua decisão de utilizar seu nome social no título de eleitor, deverá se dirigir, novamente, ao cartório eleitoral ou posto de atendimento, respeitando o prazo de 9 de maio, quarta-feira, para que a nova alteração do título seja válida já nas eleições de outubro.

Candidatos

No caso de candidatos transexuais e travestis, segundo o TSE, embora o nome social e o nome que constar na urna (aquele escolhido por candidatos durante sua campanha) possam coincidir, eles também são registrados em procedimentos separados.

O prazo final para que candidatos transexuais e travestis comuniquem à Justiça Eleitoral o nome social que usará na urna será encerrado no dia 15 de agosto.

Para concorrer a um cargo eletivo dentro de uma cota de gênero, porém, é necessário que indiquem, até a próxima quarta-feira (9), a identidade de gênero com a qual se identificam.

Fonte: agenciabrasil

Cinco dos acusados pela morte da travesti Dandara são condenados

Travesti Dandara dos Santos foi torturada e assassinada em fevereiro de 2017 em Fortaleza. Crime foi filmado e compartilhado em redes sociais.

Cinco dos oito acusados pelo assassinato de Dandara dos Santos foram sentenciados na madrugada desta sexta-feira (6). Todos os réus julgados foram condenados com as qualificadoras de motivo torpe (homofobia), meio cruel e sem chance de defesa para a vítima.

As penas, contudo, foram individualizadas, de acordo com a participação de cada um no crime. Francisco José Monteiro de Oliveira Junior foi condenado a 21 anos em regime fechado por ter atirado em Dandara. Jean Victor Silva Oliveira teve pena de 16 anos por usar a tábua no espancamento.

Dandara dos Santos, 42 anos, travesti espancada e assassinada em Fortaleza (Foto: Reprodução)

Rafael Alves da Silva Paiva também foi condenado a 16 anos, mas por ter agredido a vítima com chutes. Francisco Gabriel dos Reis cumprirá pena de 16 anos por ter agredido Dandara com chineladas. Por fim, Isaías da Silva Camurça foi punido com 14 anos e 6 meses por ter proferido palavas e frases ofensivas durante o ataque.

As defesas de Jean e Rafael vão recorrer da decisão, por entenderem que a pena foi elevada, justificando que a agressão causada por eles não foi determinante para a morte de Dandara.

O julgamento teve início às 9h46 desta quinta-feira (5) e durou 14 horas e 45 minutos até a leitura da sentença, terminando por volta da 0h30 desta sexta-feira (6). O processo aconteceu no 1º Salão do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.

Dandara dos Santos foi agredida com socos, chutes e golpes de pau e pedra em fevereiro de 2017, em Fortaleza.

Os acusados foram condenados por crime triplamente qualificado: sem chance de defesa à vítima, motivo torpe e crueldade. Enquanto espancavam Dandara, um dos acusados filmou o crime com um celular, imagem que foi compartilhada em redes sociais.

Eles confessaram participação na agressão contra Dandara, mas negaram a intenção de matá-la.

Dos 12 acusados de participar do crime, quatro são menores que cumprem medida socioeducativa. Dois estão foragidos. Um deles, Júlio Cesar Braga, conseguiu ser retirado do julgamento por falta de provas. Outros cinco foram julgados nesta quinta.

Fonte: g1

Travesti é detida após dar tesouradas em cliente que se recusou a pagar programa em MT

Uma travesti conhecida em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, como Talita foi detida nesta quinta-feira (23) após dar tesouradas em um cliente que se recusou a pagar por um programa sexual. De acordo com o boletim de ocorrência, o suposto cliente foi ferido com golpes na cabeça e nas costas.

O caso foi registrado no Jardim Potiguar, na região do Zero KM.

No boletim de ocorrência, o suposto cliente negou que fez um programa com a travesti e contou outra versão. Segundo ele, a travesti e um amigo passaram em frente ao carro dele. No momento, o cliente alega que seguia para casa com a namorada.

Ainda no registro, ele conta que o amigo da travesti pulou na janela, retirou a chave do veículo da ignição e pegou R$ 180. Em seguida, a travesti teria aparecido com a tesoura e efetuado os golpes.

Segundo o cliente, a namorada que está grávida também foi agredida com chutes e murros.

Fonte: g1/mt

Hospital é condenado por negar atendimento a travesti devido às roupas que vestia

O Hospital de Caridade de Canela/RS deverá indenizar uma travesti em R$ 30 mil, a título de danos morais, após negar atendimento de emergência por considerar que vestia roupas inadequadas. A decisão é da 10ª câmara Cível do TJ/RS.

A travesti alegou que passou mal e procurou a emergência do hospital, junto de seu companheiro. No entanto, a enfermeira responsável pelo pré-atendimento, no setor de triagem, teria feito um escândalo pelo fato de o autor estar vestido com roupas femininas, negando o atendimento e ameaçando chamar os seguranças. Mesmo depois de se trocar, colocando roupas masculinas, e retornar à emergência, a travesti ouviu que a ficha dela e do parceiro estavam canceladas, por “não serem pessoas de bem”. A paciente ajuizou ação pleiteando indenização por danos morais.

O juízo de 1ª instância julgou o pedido procedente e condenou o hospital a indenizar a paciente. O hospital, por sua vez, negou que o fato tenha ocorrido e sustentou que não poderia ser responsabilizado por condutas dos funcionários.

O relator do processo no TJ/RS, desembargador Túlio Martins, manteve a sentença e ressaltou que embora sejam sentidos avanços sociais e culturais acerca da diversidade sexual, a comunidade LGBT segue sendo alvo de estigmatização e menosprezo por parte de setores da sociedade.

“O direito à saúde não permite a um estabelecimento hospitalar recusar atendimento a enfermo sob nenhuma justificativa, seja qual for a aparência, biótipo, condição sexual, credo, cor, raça, etnia ou qualquer outro segmento, identificador de um grupo social ou característica individual”.

Por unanimidade, o colegiado condenou o hospital ao pagamento de R$ 30 mil.

Confira a íntegra da decisão.

Fonte: migalhas

Juíza manda bloquear R$ 110 mil de ex-vereador para indenizar PM que o flagrou com travesti em MT

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da Décima Vara Cível de Cuiabá, determinou o bloqueio de R$ 110.076,22 das contas bancárias do ex-vereador Ralf Leite. Ralf teve o mandato cassado em 2009 após ser flagrado com uma travesti menor de idade em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A decisão é do dia 16 de outubro.

De acordo com o G1, não conseguiram entrar em contato com ex-vereador.

A decisão atende ao pedido do policial militar Uanderlei Benedito da Costa, que entrou com ação de indenização por danos morais contra o ex-vereador. O militar disse que foi acusado pelo réu de praticar extorsão por lhe pedir dinheiro para se liberado.

O PM alegou, na ação, que no dia 6 de fevereiro de 2008 fazia rondas na região do Zero Quilômetro, considerada a maior zona de prostituição de Mato Grosso, quando flagrou o ex-vereador com uma travesti adolescente.

Ralf Leite foi flagrado embriagado dentro do carro, com as calças abaixadas na altura do joelho. Segundo o policial, ele se apresentou como soldado do Corpo de Bombeiros. O ex-vereador ficou alterado ao perceber que estava tendo os documentos checados.

O ex-vereador alegou que os policiais pediram R$ 600 para liberá-lo de ser preso. Conforme Ralf Leite, os policiais tentaram tirar proveito da situação.

Os PMs foram investigados em um procedimento pela Corregedoria da Polícia Militar, que conclui que não houve crime militar nessa situação.

Ralf Leite

Ralf foi afastado do cargo após ser flagrado por policiais militares junto com um travesti menor de idade próximo a um posto de combustível em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Ele foi afastado seis meses depois de ser investigado pela Comissão de Ética do Legislativo. Foi absolvido parcialmente pelo juiz criminal Luiz Tadeu Rodrigues, de Várzea Grande, dos crimes de exploração sexual, corrupção ativa e fraude de documentação.

As informações são do G1

Após programa, travesti é baleada na boca por cliente em Cuiabá

Um cliente atirou na boca de uma travesti após um programa na noite desta terça-feira (10). Eliandro Brasilino de Morais, de 31 anos, teve ainda o braço atingido pelos disparos efetuados pelo suspeito no Bairro Jardim Potiguar, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O homem fugiu após a tentativa de homicídio.

A polícia foi avisada da ocorrência através de um telefonema. Ao chegar ao local, os agentes teriam encontrado a vítima caída no chão. Ela conseguiu explicar a situação, informando que vinha de um programa sexual com um cliente nas proximidades e que tinha sido deixada naquela rua após o encontro, local onde ele teria atirado.

Segundo informações do G1, a vítima, que está internada em pronto-socorro e não corre risco de morte, havia sido presa na semana passada, após uma confusão com outras travestis e um cliente no motel no mesmo bairro. Ela e as outras cinco travestis são suspeitas de tentar roubar um cliente e desacatar policiais militares. A vítima do caso anterior, um homem de 41 anos, ainda teria sido agredido pelas travestis.

Fonte: noticiasaominuto

Homem matou travesti em BH por vergonha da esposa e amigos, diz polícia

travesti Mirella de Carlo, de 29 anos, morta em fevereiro deste ano, foi executada, segundo a Polícia Civil, porque Caio César Viana de Almeida, de 39, apontado como responsável pelo crime, temia, por vergonha de manter esse tipo de relacionamento, que familiares e amigos descobrissem que ela tinha relações sexuais com a vítima.
Nesta manhã, a Polícia Civil esclareceu as circunstâncias do homicídio. A delegada Adriana Rosa entendeu que o crime não estaria caracterizado como homofobia. Segundo a policial, a motivação para a morte de Mirella foi um desacordo comercial. “Não ficou caracterizado como um crime em razão de homofobia. O que o autor alega é que houve um desacordo comercial, não tem nada que ele tenha dito sobre aversão. Ele, inclusive, usava de serviços sexuais de travestis”, disse.
Durante as investigações, Caio César disse que se negou a pagar o valor do programa cobrado por Mirella, que ameaçou chamar a polícia para o cliente, na tentativa de receber. “Segundo ele, após a realização do programa, houve um desacordo comercial e a vítima supostamente iria acionar a PM. Ele (estava) preocupado com a consequência disso, que seria sua exposição com relação à companheira dele, que estava grávida, no final da gestação, e dos amigos dele, que também teriam ciência de que ele mantinha envolvimento com travestis.”

“Ele (estava) preocupado com a consequência disto, que seria a sua exposição com relação à companheira dele que estava grávida, no final da gestação, e dos amigos dele, que também teriam ciência de que ele mantinha envolvimento com travestis”

(Delegada Adriana Rosa, responsável pelas investigação)

Segundo a Polícia Civil, inicialmente o valor do programa seria de R$ 100, mas, como Caio teria mantido relações com Mirella por duas vezes, a travesti cobrou R$ 150. Após se negar a pagar o valor cobrado, o homem atacou a vítima. “Ele a golpeou com um mata-leão e a teria asfixiado com esse golpe. Mas a vítima foi localizada caída no quarto dela com uma toalha envolta no pescoço. Ele não explicou essa toalha envolta no pescoço, mas possivelmente foi usada para finalizar a execução da vítima”, destacou.

Caio César Viana de Almeida foi indiciado por homicídio de motivo torpe, quando não se é permitido a defesa da vítima. O homem já está preso e permanecerá recluso aguardando julgamento. Ainda segundo a delegada, um homem identificado Rafael Eloy Correa também foi indiciado no inquérito, suspeito de ter comprado produtos que foram furtados da vítima por Caio.

O crime

O corpo de Mirella de Carlo foi encontrado por outra travesti, que morava com ela em um apartamento no Bairro Carlos Prates, Noroeste de BH, em fevereiro deste ano. No boletim de ocorrência da PM, consta que a travesti, garota de programa e defensora dos direitos de pessoas trans, foi esganada e tinha sinais de agressão física pelo corpo. A colega de apartamento relatou à PM que, na noite anterior ao crime, saiu para uma festa por volta da 1h e achou Mirella com semblante triste.
No dia seguinte, a travesti chegou em casa pela manhã e viu a porta do quarto fechada. Quando entrou no cômodo, achou que Mirella ainda estivesse dormindo. Passarem-se sete horas até ela desconfiar que Mirella ainda estava fechada no quarto, sem fazer barulho. Ela resolveu checar se a companheira de apartamento estava bem e, ao abrir a porta, viu a travesti morta com uma toalha enrolada no pescoço.
Fonte: em.com

 

 

Organização que traficava travestis para prostituição é alvo de operação

Um organização criminosa suspeita de tráfico interestadual de travestis para exploração sexual foi desarticulada na manhã desta terça-feira (26) pela Polícia Civil do Distrito Federal. Até a última atualização desta reportagem, dez cafetinas – que também são travestis – haviam sido presas por liderar o esquema. Uma delas está foragida.

Além de 11 mandados de prisão, a Operação Império cumpre 19 de busca e apreensão em Taguatinga e no Riacho Fundo, nas casas onde as vítimas eram “abrigadas”. Segundo a delegada Elisabete Morais, responsável pelas investigações, nos locais foram encontrados revólveres, facas, “muitas drogas”, anabolizantes e dinheiro – ainda não contabilizado.

As cafetinas vão responder por organização criminosa, rufianismo – obtenção de lucro a partir da prostituição alheia –, tráfico interestadual de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, extorsão e ameaça.
Uma delas, conhecida como “bombadeira”, também deve responder por exercício ilegal da medicina, porque injetava silicone industrial no quadril das vítimas. “A aplicação era feita em casa. É um procedimento muito doloroso, que demora sete dias para passar a dor, porque é silicone de avião”, disse Elisabete à TV Globo.
Todas as suspeitas foram levadas para depor na 29ª DP, no Riacho Fundo, e no Departamento de Polícia Especializada, na Asa Sul.

Segundo a delegada, as investigações começaram depois que algumas travestis registraram ocorrências de extorsão e ameaça, mas não é possível estimar há quanto tempo a organização atuava. “Desde janeiro, tudo é muito volátil, muito dinâmico. Uma hora tem uma liderança, outra hora aparece uma pessoa que é mais forte e consegue tomar o território.”

Como funcionava

Segundo as investigações, em curso há nove meses, a organização cooptava travestis em outros estados para trabalhar com prostituição na capital, principalmente no Pistão Sul em Taguatinga. Como é comum em esquemas de tráfico de pessoas, as vítimas são financiadas pelos próprios criminosos para aceitar uma promessa de emprego.

Quando chegam ao destino, torna-se dependentes do esquema e, no caso investigado pela Operação Império, são obrigadas a se prostituir para pagar as dívidas. De acordo com a polícia, as travestis eram forçadas a viver em espécie de “repúblicas” administradas pela organização e precisavam pagar uma diária de R$ 50.
“A travesti que não quisesse morar na república, tinha que pagar o mesmo valor”, disse a delegada Elisabete.

Para atrair mais clientes, os criminosos submetiam as vítimas a cirurgias plásticas e intervenções estéticas, como injeção de silicone industrial nos glúteos e implante nos seios. Segundo a polícia, eram os próprios líderes do esquema que realizavam os procedimentos.

Jovem é preso por matar travesti e delegado aponta homofobia em MT

Um jovem de 24 anos foi preso nesta segunda-feira (25) suspeito de ter matado a tiros a travesti Tabata Brandão, de 30 anos, no dia 25 de junho em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante a investigação ficou constatado motivação homofóbica, por causa da orientação sexual da vítima.

Valdinei Souza da Silva, de 24 anos, conhecido como ‘Vavá’, foi preso em uma ação entre a Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nas investigações, a Polícia Civil contou com apoio de testemunhas e representantes LGBT.

De acordo com o delegado Thiago Damasceno, a investigação constatou motivação homofóbica. No dia do crime Valdinei passou pelo local e ‘brincou’ com um grupo de travestis. Tabata teria revidado as agressões verbais. Valdinei foi para casa e retornou com uma arma de fogo para matar a vítima.

O suspeito foi localizado na casa dele, um barraco de madeira no Bairro Pedra 90. No local, cães da Polícia Federal ajudaram nas buscas por drogas e armas. Ele será indiciado por homicídio qualificado e motivo fútil, que impossibilitou defesa da vítima.

Valdinei ainda será interrogado e encaminhado para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis. Ele foi preso em cumprimento de mandado de prisão temporária, de 30 dias. O G1 não localizou o advogado do suspeito.

O crime

Tabata foi assassinada no dia 25 de junho no bairro Belo Horizonte. Segundo informações, no dia dos fatos a vítima foi abordada por um motociclista que fez vários disparos em sua direção. O corpo foi encontrado na Rua 19 de Novembro, fundos de uma empresa de sementes.

A travesti foi atingida por quatro tiros, sendo três pela frente e um nas costas. O último disparo foi dado quando a vítima tentava fugir. Tabata estava com trajes íntimos quando foi encontrada morta caída de bruços na rua.

Fonte: g1/mt