PMs são presos por guardar armas, bombas e drogas no Rio de Janeiro

O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju, major Alexandre Frugoni, e outros três policiais da unidade foram presos na quarta-feira, (11/10), depois que a Corregedoria da Polícia Militar descobriu, numa varredura na base, armas com numeração raspada, bombas de efeito moral, maconha e cocaína.

A PM não divulgou o que eles fariam com o material, mas existe a suspeita de que usariam para forjar flagrantes de pessoas mortas por eles, incriminando-as. As investigações são da Corregedoria da PM e da Auditoria Militar e foram abertas para apurar desvio de armas da polícia.

Na operação, foram encontrados no armário do major na UPP uma pistola Glock com a numeração raspada (o que é ilegal), quatro carregadores, nove carregadores de fuzil, bombas de gás, 261 munições de pistola calibre 40, 56 de 9mm e 1110 munições de fuzil.

No armário de um outro policial, não identificado, havia 97 munições de fuzil, 158 pinos de cocaína, 20 tabletes de maconha e uma pistola calibre 380, também com a numeração raspada. No telhado do alojamento da UPP, cães farejaram 67 pinos de cocaína e 11 tabletes de maconha que estavam escondidos.

O material está sendo periciado pelo Centro de Criminalística da PM. Também PM, a mulher do comandante, a major Paula Andresa Frugoni, foi autuada por ter tentando esconder o material dentro de casa.

As equipes da Corregedoria, da Coordenadoria de Inteligência (CI) e do Ministério Público Militar cumpriram 23 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar, inclusive nas residências de suspeitos.

O comandante Frugoni vai responder por porte de arma ilegal de uso restrito e os três praças, por posse de drogas e favorecimento. Todos foram conduzidos para a unidade prisional da Polícia Militar, em Niterói.

A UPP do Caju foi inaugurada em 2013 e tem efetivo de cerca de 350 policiais. Sua área abrange doze favelas comunidades da zona portuária do Rio, onde vivem 16 mil pessoas.

Fonte: metropoles

PMs de UPP são presos suspeitos de organizar churrasco com cerveja durante serviço

Carne, garfos e facas, uma churrasqueira e cerveja bem gelada. A receita é perfeita para um domingo de sol no Rio. O local marcado só não poderia ser uma Unidade de Polícia Pacificadora. No caso, a base da UPP do Morro São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio.

G1 apurou que, na tarde do domingo (24), cinco militares da unidade foram presos depois de serem descobertos por agentes da Corregedoria da Polícia Militar com tudo pronto para a confraternização entre amigos.

Além da bebida alcoólica na geladeira da UPP, os PMs estavam de serviço, ou seja, fardados, armados e com uma viatura à disposição. Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que o caso está sendo apurado pela Corregedoria da PM.

Freezer lotado de cerveja foi encontrado na sede da UPP (Foto: Arquivo Pessoal)

Fora terem sido presos administrativamente por transgressão disciplinar, os PMs também foram ouvidos por agentes do órgão correcional. As oitivas tiveram como objetivo individualizar os casos para evitar que os militares que estavam na unidade fossem punidos pelo erro de outros. 

Relato na web questiona prisão

No dia seguinte à ação da Corregedoria, na segunda-feira (25), um texto com o título “PMs denunciam arbitrariedade de oficiais da Corregedoria” circulou por redes sociais. O relato conta outra versão para a prisão dos militares.

Consta no depoimento que os militares detidos estariam “sem água e sem comida na 8 DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar)”, que fica no Complexo do Alemão. O texto alega que o motivo da prisão foi a “falta de cobertura, coturno sujo, além da barba que não estava adequada”.

Peças de carne indicaram que militares fariam um churrasco (Foto: Arquivo Pessoal)

O relato diz, ainda, que os PMs foram surpreendidos pelos militares da Corregedoria e acrescenta que “o patrulhamento foi prejudicado”. É dito, ainda, que “o fardamento é pago com o dinheiro do próprio policial” e que “muitos não têm dinheiro de passagem para trabalhar”.

Em relação ao fardamento, a legislação estadual determina que o Estado deve arcar com o uniforme de alunos-oficiais, praças ou policiais com patentes abaixo de 3º sargento. Acima desta patente, o PM tem direito a um auxílio para custear a farda.

Fonte: g1/rj

Estátua de Michael Jackson no Rio veste agora um boné da PM

A estátua do cantor Michael Jackson (1958-2009) no Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a ser assunto na internet. Dessa vez, o monumento apareceu com um boné da Polícia Militar (PM) na cabeça. A imagem, difundida nas redes sociais, é uma provocação aos traficantes que haviam pendurado um fuzil no pescoço da estátua.

O monumento de bronze, inaugurado em 2010, está fixado no alto do morro, na laje onde Michael gravou parte do clipe de They Don’t Care About Us, em 1996. O local é um ponto turístico, procurado por visitantes brasileiros e estrangeiros após a comunidade ter recebido a primeira das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da capital, em 2008. A escultura foi inaugurada um ano depois que o “Rei do Pop” morreu.

A UPP afirmou ter identificado os criminosos que colocaram o fuzil no pescoço da estátua, mas os bandidos seguem foragidos. Em comunicado, a UPP disse que os traficantes fizeram a foto no início da manhã, aproveitando um horário em que há maior movimentação na favela para evitar confrontos com os policiais.

Histórico

Prestes a fazer uma década, as UPPs hoje somam 38 postos no Rio. O modelo vive uma crise, decorrente da insuficiência de PMs para o patrulhamento e do rombo financeiro nas contas do estado. A falência das UPPs vem sendo evidenciada na volta dos embates entre policiais e traficantes e na falta de confiança dos moradores das favelas em relação aos policiais, acusados de abusos e de envolvimento em casos de corrupção.

Para especialistas na área de segurança, o ponto de inflexão foi julho de 2013, quando ocorreu o assassinato do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza. Ele foi sequestrado, torturado e morto por PMs da UPP da Rocinha, favela onde morava. Doze policiais foram condenados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual.

Foto da estátua de Michael Jackson com um fuzil, no Morro Dona Marta – 14/08/2017 (//Reprodução)

Fonte: veja.com

Soldado de UPP é preso suspeito de assalto na Região dos Lagos, no RJ

Soldado de UPP é preso suspeito de assalto na Região dos Lagos, no RJ

Suspeito de participar de um assalto em Maricá, na Região dos Lagos, no Rio, um soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Lins foi preso horas depois de cometer o crime. Uma das cinco vítimas, que foram abordadas por um carro no bairro São José do Imbassaí, e tiveram os celulares roubados, reconheceu Wallace Jordan da Silva Santos.

Segundo informações do Extra, a mulher, que não foi identificada, conseguiu anotar a placa do veículo. Nele, estavam três celulares, sendo um deles de uma das vítimas do assalto. O soldado foi autuado por roubo e associação criminosa. Os outros suspeitos ainda não foram identificados pela polícia.

Em nota, a assessoria de imprensa das UPPs informou que o Wallace foi transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. “O policial está preso na Unidade Prisional da PM e o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins está acompanhando a investigação da Polícia Civil e recolhendo mais informações sobre a prisão do mesmo”.

Fonte: noticiasaominuto

Delegado ainda tem esperança de encontrar corpo de Amarildo

O titular da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil fluminense, delegado Rivaldo Barbosa, disse hoje (2) que ainda tem esperança de localizar o corpo do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. O inquérito sobre o desaparecimento, que tem 2 mil páginas, já foi entregue ao Ministério Público (MP).

No inquérito,  (UPP) da Rocinha, major Edson Santos. Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. Também foi pedida ao MP a prisão preventiva dos investigados, disse o delegado.

Barbosa declarou que as provas colhidas o levaram a uma convicção para pedir o indiciamento dos suspeitos. “Há um conjunto de provas testemunhais e um conjunto de provas de inteligência que fizeram que nós chegássemos a essa convicção, e isso foi levado ao Ministério Público”. Rivaldo informou que Amarildo não foi torturado dentro do contêiner que serve de base da UPP e que no local não foram encontradas marcas de sangue.

O ajudante de pedreiro sumiu no dia 14 de julho, depois de ser levado por PMs para a sede da UPP na comunidade. O ex-comandante da unidade sustentou que Amarildo foi ouvido e liberado, mas nunca apareceram provas que mostrassem o pedreiro saindo da UPP, pois as câmeras de vigilância que poderiam registrar a saída dele não estavam funcionando.

Fonte: Agência Brasil