Derrotados se unem contra sequência da esquerda no Uruguai; conheça candidatos candidatos

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O apoio de outros políticos a Lacalle representa, pela primeira vez, uma ameaça à Frente Ampla; Martínez promete abertura do comércio uruguaio

Dia 24 de novembro, a população uruguaia deverá ir às urnas novamente para eleger o sucessor de Tabaré Vázquez. O governista Daniel Martínez , da coalizão Frente Ampla, teve 40,7% dos votos no primeiro turno (27 de outubro) e disputa contra Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, que conquistou 29,9% dos votos.

Será um duelo entre a esquerda – que está há 15 anos no poder –  e a direita. O candidato Guido Ríos, que era conhecido como “Bolsonaro do Uruguai”, já foi derrotado, e, além dele, todos os que perderam no primeiro turno devem apoiar Lacalle , o que representa, pela primeira vez, uma ameaça para Martínez e a Frente Ampla. Entenda o perfil dos candidatos:

Daniel Martínez

Nascido em Montevidéu, capital do país, Martínez completou 62 anos em 2019. É engenheiro e político ligado à Frente Ampla, mesmo partido dos dois últimos presidentes: Tabaré Vázquez e José Mujica.

Os uruguaios adquiriram grande confiança na Frente Ampla após a crise político econômica que assolou a Argentina em 2001, e fez com que os argentinos retirassem suas poupanças dos bancos uruguaios, quebrando o sistema bancário local. Nessa época, o Uruguai conheceu a pobreza e a recessão. Os partidos tradicionais, Nacional e Colorado, caíram na opinião pública e deram lugar a Vázquez, candidato da Frente Ampla – partido que reunia grupos de socialistas e centro-esquerdistas.

Desde então, o país elenca índices desejáveis por quanlquer outro: cerca de 65% de sua população está na classe média; o país tem o terceiro melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da América Latina; e, de acordo, com relatório anual do Latinobarómetro , está entre os líderes de satisfação com a democracia.

Se for eleito, Martínez afirma que dará continuidade às pautas priorizadas pelo partido, mas se mostra aberto aos assuntos do comércio, diferentemente dos governos anteriores.  Entretanto,  afirmou que se não houver salvaguardas para o desenvolvimento local de tecnologia e compras públicas, hesita assinar qualquer tipo de acordo de livre-comércio, como o do Mercosul .

Pesquisas apontam que o apoio à Martínez cresceu diante ao caos governamental em outros países, que escolheram representantes com ideologias à direita. A falta de habilidade de Macri, presidente da Argentina, ao tratar dos desafios econômicos do país; o caos do governo Bolsonaro, ao lidar com acidentes ambientais – como o rompimento da barragem em Brumadinho, os incêndios na Amazônia e óleo no Nordeste -; além da insatisfação dos chilenos com as políticas do presidente Sebastián Piñera, fazem o Uruguai considerar a direita com extrema cautela.

Caso os uruguaios optem pelo seguro e conhecido, no dia 24 de novembro, será o quarto mandato consecutivo da Frente Ampla, algo inédito no país. Martínez , no entanto, precisará repensar nas formas de governo, já que a Frente Ampla esteve por muito tempo fechada e terá de se abrir à negociação.

E o que, de fato, ameaça a esquerda no Uruguai?

Tabaré Vázquez , presidente de 2005 a 2010 e novamente eleito de 2015–2020, e José Mujica , que cumpriu mandato de presidência entre 2010 e 2015, promoveram um governo progressista focado em pautas como a legalização do aborto e do comércio da maconha, do casamento gay e da aprovação da Lei Trans – que garante o direito à identidade de gênero – além apostar no investimento em energia renovável e no turismo – hoje responsável por 8% a 10% do PIB nacional, segundo dados do governo.

Entretanto, relativo a segurança e à economia , deixaram a desejar. Durante os dois últimos governos, a criminalidade no país cresceu. Só em 2018, o Uruguai esteve entre os países com as maiores taxas de homicídio da América Latina. Foram 414 crimes de assassinato, o que representa uma taxa de 11,8 homicídios a cada 100.000 habitantes. A nível de comparação, no mesmo ano houve 57.341 assassinatos no Brasil, índice de 27,5 casos por 100 mil habitantes.Os roubos no Uruguai, por sua vez, tiveram aumento de 27,4%, passando de 9.280, em 2017, para 11.827 casos, em 2018.

A alta taxa de violência se intensificou com a legalização da maconha , já que as disputas entre os narcotraficantes por causa da redução do mercado se intensificaram. Para o segundo turno, parte da população considera candidatos mais à direita que proponham endurecer as leis contra os criminosos .

Lacalle Pou

Lacalle tem 45 anos, é advogado e político uruguaio do Partido Nacional.  Basicamente o candidato promete flexibilizar o Mercosul , colocar um fim na “farra” dos criminosos e promover políticas de choque para reduzir o déficit.

Sua família tem histórico político: Luis Alberto de Herrera, seu bisavô, foi uma das figuras mais destacadas na história do Partido Nacional . Seu pai, Luis Alberto Lacalle Herrera, governou o Uruguai de 1990 a 1995, reduzindo principalmente o déficit do Produto Interno Bruto (PIB) em mais de 6%.

O candidato a presidência deste ano seguiu os passos do pai e ingressou na política com apenas 26 anos pelo Partido Nacional . Foi eleito deputado da república em 1999, e reeleito em 2004 e em 2009, ou seja, cumpriu 3 mandatos consecutivos. Em 2014, Lacalle Pou foi eleito senador da república, função que desempenha até então.

Sobre sua posição política, Lacalle diz que não é nem de esquerda nem de direita e diz que se dedica a “fazer política e interpretar as sensibilidades nacionais”. O projeto de lei de Lacalle , em 2010, foi o primeiro a pensar sobre o cultivo individual de maconha no Uruguai , mas o candidato manifestou-se contra a legalização aprovada pelo governo de Mujica. Sobre o assunto, o candidato pensa em substituir parte das vendas em farmácias por clubes de fumantes ou mais cultivo próprio.

Além disso, se for eleito, Pou promete fechar as fronteiras para o tráfico de drogas e considera criar uma lei para abater aviões que transportam drogas nos céus do Uruguai. Sobre a segurança da população, o candidato irá reforçar a presença policial nos bairros.

Caso Lacalle Pou ganhe o segundo turno das eleições, o retorno do Partido Nacional à presidência, após 20 anos, exigirá do presidente muita habilidade. Além das demandas dos eleitores da Frente Ampla , o candidato terá que conciliar diferentes perfis de eleitores que seguem ideologias de centro e extrema-direita – incluindo eleitores de Manini Ríos, o “Bolsonaro do Uruguai”.

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Mujica renuncia ao cargo de senador por motivos pessoais e ‘cansaço’

Em carta, ele apontou que não deve mais receber remuneração do Senado porque está saindo voluntariamente e porque receberá aposentadoria.

O ex-presidente do Uruguai José Mujica, de 83 anos, renunciou nesta terça-feira (14), mediante uma carta, ao cargo de senador por motivos pessoais e “cansaço”.

“Os motivos são pessoais, diria ‘cansaço da longa viagem”, diz o texto enviado pelo ex-mandatário, que foi eleito para o Senado depois de ocupar a Presidência entre 2010 e o 2015.

Além disso, o documento aponta que “o caráter de renúncia voluntária e a legislação vigente apontam que não corresponde o benefício do subsídio estabelecido”, já que ele receberá “aposentadoria”.

Mujica também utilizou esta carta para “pedir desculpas muito sinceras” se alguma vez, “no calor dos debates”, feriu “pessoalmente algum colega”.

Além disso, o político ressalta na carta que enquanto sua mente funcionar, não desistirá “da solidariedade e da luta por ideiais”.

Em 6 de agosto, o ex-presidente explicou em entrevista à Agência Efe que pensava em deixar seu assento no Parlamento porque queria tirar uma “folga” antes de morrer, dada sua avançada idade.

“Vejo que tenho 83 anos e vou me aproximando da morte. Quero tirar uma licença antes de morrer, simplesmente, porque estou velho”, ressaltou à Agência Efe Mujica.

Fonte: g1

Brasileira e filha de 4 anos morrem após cair de prédio no Uruguai

Incidente ocorreu na noite de terça-feira (24) em Punta del Este. Ela e a menina moravam em Porto Alegre. Informação é do Consulado brasileiro no país vizinho que presta assistência aos familiares.

Uma brasileira de 44 anos e a filha dela, de 4 anos, morreram após cair de um prédio em Punta Del Este, no Uruguai. O incidente ocorreu na noite de terça-feira (24) e foi confirmado pelo Consulado Geral do Brasil em Montevidéu.

Elas eram moradores de Porto Alegre, e o consulado informou que presta assistência aos familiares, que já se deslocaram ao país vizinho.

A expectativa, conforme o consulado, é que os corpos dela e da criança sejam liberados até sexta-feira (27).

O marido é médico e trabalha como cirurgião no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre.

A causa das mortes não foi esclarecida. O G1 tenta contato com a polícia local para saber sobre a investigação. O portal também ligou para o Itamaraty, que ficou de retornar por e-mail.

Fonte: g1

Corpo de jornalista gaúcho é encontrado em praia do Uruguai

jornalista e empresário gaúcho Robson Pandolfi, de 31 anos, foi encontrado morto neste domingo (7), em uma praia do Uruguai. O brasileiro estava de férias no país, na cidade de Priápolis (a cerca de 40 quilômetros do destino turístico Punta del Este), com o pai, a namorada e e alguns amigos.

Segundo informações do G1, Pandolfi nasceu em Mariano Moro, mas vivia em Porto Alegre, onde atuava como sócio-diretor da República Agência de Conteúdo. Ele estava desaparecido no Uruguai desde a tarde do sábado (6), quando deixou a casa que alugaram na companhia de um amigo. Os dois foram à praia, mas não retornaram.

As buscas dos parentes pelo gaúcho e pelo amigo, que não teve a identidade revelada, teriam começado ainda na noite do sábado (6) e durado até a manhã do domingo (7), quando os corpos foram encontrados na praia de Solanas. Segundo um dos amigos do jornalista, a suspeita é de afogamento.

“Eles tinham alugado duas casas em Piriápolis, para passar uns 10 dias de férias. Pelo que soube, estava junto com eles uma criança, que eles conseguiram salvar, até porque o Robson fazia natação. A gente é sócio há quatro anos, é um baque muito grande, não sei nem como explicar. Ainda não caiu a ficha”, explicou ao G1 o jornalista Ricardo Lacerda, sócio de Pandolfi na agência de conteúdo.

A família aguarda que até a terça-feira (9) o corpo de Robson chegue ao Brasil até a terça-feira (9). O translado dos corpos depende dos trâmites burocráticos exigidos pelas autoridades uruguaias.

Jornalista premiado

Robson Pandolfi é especialista em Política Internacional e cursava Mestrado em Computação Aplicada, no qual desenvolvia pesquisas voltadas para as aplicações da Inteligência Artificial no jornalismo.

O jornalista, que também era professor universitário, conquistou dois prêmios da Confederação Nacional da Indústria, e um prêmio Fiep de Jornalismo Econômico, entregue pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná.

Robson é filho de Décio Carlos Pandolfi, sócio-proprietário da Rádio Belos FM e do jornal Folhasete, em Santa Catarina.

Itamaraty

O Itamaraty comunicou ao G1 que o Consulado-Geral do Brasil em Montevidéu, que acompanha o caso, já fez contato com as famílias. O Ministério das Relações Exteriores não revelou mais informações por questões de privacidade.

Fonte: noticiasaominuto

Venda legal de maconha no Uruguai emperra por excesso de demanda e restrição bancária

Falta maconha legal no Uruguai. A política criada em 2013 pelo governo do então presidente José Mujica avançou para sua etapa mais liberal em julho deste ano, quando a droga passou a ser vendida nas farmácias.

O processo de legalização é pioneiro na América Latina, mas ainda não funciona como esperado. A demanda dos usuários é maior do que a oferta e o sistema de produção e distribuição ainda é insuficiente.

Outro entrave são as restrições dos bancos ao dinheiro oriundo desse tipo de comércio. As instituições financeiras alegam que podem sofrer sanções internacionais por receber valores oriundos da venda de drogas – ainda que sejam legais em seu país.

De acordo com o governo do Uruguai, a dificuldade acontece porque os bancos locais necessitam de parceiros que sejam dos Estados Unidos, já que operam também com dólares. Os americanos, por sua vez, têm uma lei federal que proíbe o sistema financeiro de ter relações com entidades que comercializam maconha e outras substâncias (veja mais abaixo o caso de um farmacêutico que deixou de vender maconha por causa desse problema).

Esgotada em questão de horas

Numa farmácia cadastrada para vender maconha em Montevidéu, uma placa mostra um número de telefone. Os usuários são avisados por Whatsapp quando chega uma nova remessa: “llegó la marihuana” (chegou a maconha). Os pacotinhos de 5 gramas são vendidos em horas por cerca de R$ 20. Nas primeiras semanas da liberação nas drogarias, acabavam em questão de minutos. Não faltaram fotos das filas em frente às lojas cadastradas.

 

Marido bate em mulher por cada “like” que ela recebeu no Facebook

Uma uruguaia teve seu rosto desfigurado depois que o marido decidiu violentá-la por cada “curtida” recebida por ela no Facebook. Segundo o The Sun, Adolfina Camelli Ortigoza, 21 anos, foi encontrada na última semana. A jovem foi mantida em cativeiro e resgatada pela polícia após denúncia do sogro.

Ele desfigurou o rosto da jovem. Segundo o advogado de Adolfina, “cada curtida que ela recebia no Facebook, ele batia nela.”

 

Adolfina, antes de sofrer nas mãos do companheiro

 

Nesta última terça-feira (29/11), Arnaldo Martinez, o advogado da vítima, falou com a imprensa. Ele explicou como Pedro Heriberto Galeano, de 32 anos, torturava a esposa. Segundo Martinez, o suspeito começou a violentá-la cada vez que um de seus amigos no Facebook interagia com as postagens feitas por ela. Galeano também invadiu o perfil de Adolfina e se passava por ela.

“Ele controlou as redes sociais de Adolfina, vigiou as mensagens e as fotos, e por cada “like” que ela recebia de seus amigos, levava uma surra”, contou Martinez. Ela sofreu operações de reconstrução do septo nasal e dos lábios. Galeano foi preso e pode pegar até 30 anos de prisão.

Pedro Heriberto Galeano, de 32 anos, foi preso e, se condenado pode pegar até 30 anos de prisão

Fonte: metropoles

Garota de 10 anos grava abuso para provar que estava sendo estuprada por homem de 62, pai de uma coleguinha

Uma menina uruguaia de 10 anos precisou gravar os abusos sexuais cometidos pelo pai de uma colega para que os adultos acreditassem que ela estava sendo estuprada

O caso chocou o país. “É algo que deve envergonhar a todos nós”, disse a promotora uruguaia Mariela Nuñez. De acordo com matéria da BBC, Nuñez informou que o acusado “aproveitava momentos em que a esposa estava trabalhando, mandava a filha ao mercado para ficar a sós com a menina e começava a tocar suas partes genitais”. O crime, ocorrido na cidade de Artigas, norte do Uruguai, se repetiu diversas vezes, chegando até mesmo a ser presenciado pela filha do abusador. Com isso, as duas meninas se uniram para gravar os estupros.

“(A filha) disse à amiguinha que sabia o que seu pai estava fazendo com ela, que tinha muito medo do pai e que ninguém acreditaria nelas, motivo pelo qual planejaram filmar tal situação, algo que conseguiram fazer depois de várias iniciativas”, afirmou Nuñez, de acordo com a imprensa uruguaia.

A promotora fez um comunicado lembrando a importância de escutar bem as crianças. “Esse ato valente de uma menininha estuprada deveria servir não apenas para que se faça justiça, mas sim para que toda a sociedade tome consciência de que essas coisas acontecem com mais frequência do que acreditamos e que as crianças não mentem, não inventam”, afirmou.

“É um caso extremamente doloroso que mostra a visão das crianças sobre o mundo adulto. Essa visão de que não acreditamos em sua palavra, a ponto de (a menina) submeter-se voluntariamente à violação para registrá-la. Não dá para separar o lado de promotora do de mãe e avó. (…) As consequências desse caso são imensuráveis. Arruinou a vida de duas meninas.”

Ela ainda comentou sobre como o abusador era tido como “uma pessoa respeitada, de classe média, de quem ninguém suspeitaria uma atitude semelhante. Ele só negava (o estupro), mesmo diante das provas. Custou muito até que admitisse e não deu uma explicação. Eu mesma tive de sair do interrogatório para conter minha própria ira e cumprir com a minha função”. O homem, identificado pelas iniciais JCSB, tem 62 anos e não tinha antecedentes criminais.

Mafioso italiano foragido há 25 anos é preso no Uruguai com documento brasileiro

Foragido há 25 anos, um dos mafiosos mais procurados pela Itália foi preso em Montevidéu, no Uruguai . A informação foi confirmada pelas autoridades italianas nesta segunda-feira (4).

Rocco Morabito, considerado um dos chefes mafiosos mais influentes da ‘Ndrangheta – grupo criminoso da Calábria – usava um documento de identidade falso uruguaio e um passaporte brasileiro em nome de Francisco Capeletto. Ele é um dos cinco criminosos considerados mais perigosos pela Itália.

“Após seis meses de intensa atividade de informação e inteligência, foi comprovado que Morabito tinha obtido documentos uruguaios, apresentando uma identificação brasileira com o nome de Francisco Antonio Capeletto Souza, nascido em 14 de janeiro de 1967, no Rio de Janeiro”, informaram as autoridades.

Morabito já tinha um mandado de captura emitido pela Interpol. Ele também já havia sido condenado a 30 anos de prisão. O criminoso foi detido em um hotel de Montevidéu, sob acusação de chefiar o tráfico de drogas entre Itália e América do Sul nos anos 1988 a 1994.

Além disso, o governo uruguaio citou dois episódios envolvendo o mafioso italiano. Um deles foi uma tentativa frustrada de levar 32 quilos de cocaína, em 1993, para a Itália. O outro crime foi o carregamento de 592 quilos de cocaína que saiu do Brasil e foi apreendido em 1992 pelas autoridades italianas.

A Itália informou que, nos próximos dias, solicitará a extradição do mafioso e continua a busca pelos demais criminosos que fazem parte do mesmo grupo.

Prisão de Fazzalari

Em junho do ano passado, as forças de segurança da Itália detiveram Ernesto Fazzalari, de 46 anos, líder da ‘Ndrangheta , a máfia calabresa. Fazzalari era acusado, entre outros delitos, de homicídio e associação mafiosa, e era considerado o segundo homem mais procurado do país, atrás apenas de Matteo Messina Denaro, o chefe da máfia siciliana Cosa Nostra.

O criminoso – líder dos mafiosos, que também esteve fugindo da Justiça por cerca de 20 anos – foi preso em sua casa em Taurianova, na Calábria. Ele estava acompanhado de uma mulher, que também foi detida. Segundo as autoridades da Polícia local, ele não resistiu ao pedido de prisão.

Fonte: ig.com

‘Me dá pena, pena pelo Brasil’, diz Mujica sobre manobra para salvar Temer na Câmara

'Me dá pena, pena pelo Brasil', diz Mujica sobre manobra para salvar Temer na Câmara

O ex-presidente do Uruguai e atual senador José ‘Pepe’ Mujica, de 82 anos, classifica como “triste” o fato de que se tenha trocado integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para garantir a rejeição do parecer que recomendava o avanço da denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer.

“Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma república muito desprestigiada. O Brasil não merece isso”, afirma em entrevista à BBC Brasil. É, diz, algo que lhe faz sentir “pena”.

“Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo.”

Na conversa por telefone, o ex-líder uruguaio afirma que não acredita em nenhuma das acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, critica o sistema de delações premiadas, fala sobre a polarização política no Brasil e disse que as reformas do governo Temer representam “mais de 50 anos de atraso”. Além disso, aponta o que vê como um avanço do “falso moralismo” no país.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – Qual é a sua opinião sobre o Brasil hoje? O ex-presidente Lula, que o senhor costuma elogiar, foi condenado, em primeira instância, a nove anos e meio de prisão. E a sociedade parece bem dividida politicamente.

José ‘Pepe’ Mujica – Eu acho que o que está acontecendo no Brasil hoje tem antecedentes. Eu não posso separar isso da forma como expulsaram Dilma Rousseff da Presidência.

BBC Brasil – Por quê?

Mujica – Porque é evidente que no Brasil tudo ganhou um tom conspirativo de extrema-direita que está atropelando um conjunto de conquistas e melhoras sociais. E há uma onda regressiva no campo trabalhista para os trabalhadores, isso é um problema sério.

Acho também que existe uma direita muito conservadora que está utilizando, entre outras coisas, a influência de mecanismos da Justiça, tentando frear toda possibilidade de resposta progressista ou mais ou menos a favor da grande maioria.

Atacar Lula, da maneira como o estão atacando, é impressionante. Colocam a eventual venda de um apartamento em uma praia… (o tríplex no Guarujá). Para um homem que foi presidente durante oito anos da principal potência da América Latina e com o antecedente da retirada de Dilma Rousseff do governo… realmente tudo isso gera a imagem de um Brasil muito doente.

E, além disso, aprovam um conjunto de reformas que vão para o passado, (anulando) as medidas que foram implementadas por Getúlio Vargas, que foi um presidente inesquecível e se suicidou por causa da pressão da oligarquia. É como se o Brasil estivesse voltando aos seus piores tempos.

BBC Brasil – O senhor acha…

Mujica – (interrompe) Olha, eu mantenho minha fé no Lula. Eu o conheço há muitos anos. O acusam por um sítio. Uma vez estive no sítio e é muito simples, com uma casinha. Além disso, tem outra coisa, ninguém coloca ênfase no papel das empresas. Parece que as empresas são pecadoras e isso está virando moda no mundo.

BBC Brasil – Como assim? O senhor pode explicar?

Mujica – Por exemplo, a Volkswagem pode organizar uma farsa de caráter internacional (no caso dos carros com um programa que reduzia as emissões de gases poluentes dos motores em testes regulatórios), pagar multas de milhões de dólares, e ninguém vai preso. E as empresas continuam enormes. E aqui na América Latina as empresas servem como que para destroçar a confiança pública.

Tudo isso que está acontecendo no Brasil acaba interrompendo, no longo prazo, a esperança em uma sociedade. E na vida dos homens, das mulheres, das sociedades, precisamos ter esperança. O Brasil está cultivando o não acreditar em nada. E depois disso o que vem? O niilismo? O golpe de Estado?

Uma coisa é ser de direita e outra, conservador. O que há no Brasil está com cara de falso moralismo, e o fascismo na Europa se apresentou com cara de falso moralismo também.

BBC Brasil – Mas o senhor acha que pode ocorrer um golpe de Estado no Brasil hoje?

Mujica – É que no lugar de se utilizar militares para golpes de Estado, agora se utilizam os subterfúgios jurídicos para a mesma coisa. E isso me provoca imensa dor porque o Brasil é muito importante para toda a América Latina.

Eleição de Lula em 2018 seria maneira de “colocar nos trilhos” a oposição a políticas que protegem os mais pobres, diz ex-líder uruguaio

BBC Brasil – Qual a sua opinião sobre o juiz Sergio Moro, que condenou o ex-presidente Lula?

Mujica – Acho que ele está trabalhando no compasso desses setores ultraconservadores e, na verdade, o que se percebe é que pretendem fechar o caminho para a candidatura de Lula, porque de outra forma é difícil que possam evitar que ele vença.

E isso não soluciona o problema endêmico que o Brasil tem, que é um sistema político muito perigoso, com mais de 30 partidos políticos. Ninguém tem a maioria. Cada lei é uma negociação à parte. Então, em vez de ser um parlamento, o Congresso acaba virando uma bolsa de valores.

Isso é um problema de caráter constitucional. Não se pode governar um país com esse mosaico de partidos onde cada qual luta por seu próprio interesse e tudo se transforma em negociações. É um problema grave para o Brasil e, portanto, para nós também. Nosso pequeno país fica no meio de um sanduiche, ao lado de dois países grandes (Brasil e Argentina) em crise.

BBC Brasil – Mas o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, também fizeram alianças com outros partidos, como o PMDB, do agora presidente Michel Temer.

Mujica – Pois é, é como juntar o céu com o inferno. Mas esta é a situação do Brasil.

BBC Brasil – Está marcada para o próximo dia 2 de agosto uma votação na Câmara que poderia definir o destino do presidente Temer…

Mujica – Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão (a Comissão de Constituição e Justiça) que estava estudando as eventuais acusações, e tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo.

Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma república muito desprestigiada. O Brasil não merece isso.

BBC Brasil – Segundo pesquisas recentes, o governo Temer é bem avaliado por cerca de 7% dos brasileiros e mantém a agenda de reformas no Congresso Nacional…

Mujica – É um retrocesso. Porque, por exemplo, os trabalhadores rurais, tão importantes no Brasil, vão ficar praticamente sem aposentadoria. Porque ter que trabalhar esse montão de anos é praticamente impossível para uma vida normal. Eu acho que estão caminhando para mais de 50 anos de atraso.

O Estado tem um papel fundamental na distribuição da riqueza e precisa ajudar as pessoas. Temos que saber que o capitalismo é formidável para gerar riqueza, mas não é formidável para distribuir riqueza. O Estado tem que intervir para que não sejam criados bolsões de extrema pobreza e de miséria, com medidas que possam distribuir e mitigar o que o mercado não pode fazer.

Por um lado existe um mundo que floresce quando a economia cresce, mas existe outro que vai ficando marginalizado da civilização. E o Estado tem que buscar reduzir essa contradição. E o Brasil está fazendo exatamente o contrário.

Mujica com o então vice-presidente Temer em 2014; uruguaio critica governo do peemedebista

BBC Brasil – Mas os defensores das reformas afirmam que elas vão gerar mais empregos e mais investimentos no país.

Mujica – Esse é um velho mito que existe – de que é preciso reduzir os impostos aos mais ricos para fomentar sua ambição e que com isso vão investir e vão aumentar o trabalho. Mas, na verdade, é preciso levar em conta o salto tecnológico contemporâneo. Ou seja, multiplica-se a riqueza, mas não necessariamente os postos de trabalho.

A riqueza pode aumentar, e também o desemprego. E no caso do Brasil isso é evidente. O Estado tem que funcionar como escudo dos mais pobres, ou haverá uma polarização da riqueza na sociedade, e a concentração excessiva da riqueza acaba se transformando, indiretamente, em poder político a favor da riqueza.

BBC Brasil – O senhor acha que o ex-presidente Lula pode ir preso? Ou que ele pode chegar a não ser candidato?

Mujica – Sim, e isso me preocupa. E acho que a candidatura dele seria uma forma de colocar nos trilhos, institucionalmente, uma crescente oposição a estas políticas, mantendo as regras da democracia representativa e sua garantia fundamental. E tudo isso (que hoje envolve Lula) pode ser que nos leve a um arrependimento no futuro.

BBC Brasil – Hoje o ex-presidente Lula lidera as projeções para as eleições de 2018. No entanto, o país está bastante polarizado. A possível eleição dele não poderia intensificar este quadro?

Mujica – A polarização é um perigo. E Lula sabe disso. Mas Lula é um homem negociador. Por isso chegou onde chegou. Certamente Lula é o político mais maduro que o Brasil tem para poder orquestrar um freio nessa polarização. Mas concordo com sua pergunta e acho também que a polarização é um veneno na América Latina.

O problema da polarização é que faz com que metade do país fique contra a outra metade. Além disso, existe a polarização social. Aqueles que saíram da pobreza e voltam à pobreza são candidatos a participar dessa polarização.

Quando alguém é muito pobre, isso costuma gerar uma cultura de resignação à pobreza. Mas quando essa pessoa melhora de vida e depois tem que voltar à pobreza, é a historia da rebeldia. A rebeldia surge daqueles que, estando menos pobres, têm que retroceder. Hoje existe egoísmo demais.

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BBC Brasil – De parte de quem? Dos políticos? De setores da sociedade?

Mujica – Nas sociedades modernas, funciona cada vez mais o egoísmo e menos a solidariedade. É um problema contemporâneo.

BBC Brasil – Mas o senhor não acredita em nenhuma das denúncias contra o ex-presidente Lula? Ele enfrenta cinco processos no âmbito da operação Lava Jato.

Mujica – Eu não acredito em nenhuma delas. Além disso, aconteceram coisas que não podemos esquecer. O tesoureiro do PT (Paulo Ferreira) foi condenado e depois o liberaram porque não havia provas.

E esse regime de delação premiada, inventado pelo fascismo, que vem da época do Mussolini, é uma bomba prestes a explodir.

BBC Brasil – Por quê? O regime não possibilita que casos de corrupção sejam desvendados?

Mujica – É muito difícil poder separar a verdade da mentira. Essas pessoas, quando se veem perdidas, recorrem a qualquer coisa. Para mim, é um recurso retrógado do sentido liberal da Justiça.

BBC Brasil – Qual a sua opinião sobre o possível futuro do Brasil e da região no contexto atual?

Mujica – Minha querida, o futuro é o mais difícil de se prever. Mas existem mudanças muito fortes que temos que ver como repercutem.

BBC Brasil – Que mudanças?

Mujica – O eventual isolamento que os Estados Unidos estão assumindo ao se retirar da tentativa do Acordo do Pacífico é algo histórico. Ao mesmo tempo, é evidente que a China entendeu esse contexto perfeitamente e está fazendo o que tem que fazer a favor dos seus interesses.

Parece que a Europa quer despertar e começa a olhar para a América Latina. A China virou o principal comprador dos produtos da América Latina, e não se deve estrategicamente depender só de um. E a Europa, que culturalmente estava mais perto da nossa região, tinha nos isolado.

O isolamento e a atitude que os Estados Unidos assumem agora pode levar a Europa a abrir os olhos para outras partes do mundo. E nada disso ocorria há cerca de um ano.

BBC Brasil – Esse possível novo quadro pode ser positivo para a região?

Mujica – É preciso lembrar aquele ditado que diz “não há mal que não seja para o bem”.

Estoques de farmácias autorizadas a vender maconha no Uruguai esgotaram no primeiro dia

BBC Brasil – Nesta sexta-feira se reúnem os presidentes do Mercosul, na reunião semestral que está sendo realizada em Mendoza, na Argentina. Hoje os presidentes são Temer, do Brasil, Macri, da Argentina, Horacio Cartes, do Paraguai, e Tabaré Vázquez, do Uruguai. Antes, o Mercosul parecia ter outro perfil com o senhor, Lula, Dilma, Fernando Lugo, Cristina Kirchner…

Mujica – Eu acho que a América Latina, por sua história, tem um montão de países, mas ainda não conseguiu construir sua nação. Teremos a nação (América Latina) quando formos capazes de nos integrar. Precisamos de integração para ter massa crítica.

E acho que todos os gestos que nos ajudem para que nos juntemos – sejam de esquerda, de direita ou de centro – temos que apoiar, e apoiar com entusiasmo, porque o mundo está se organizando em gigantescas comunidades e os latino-americanos estão pulverizados. Espero que os que hoje estão no Mercosul saibam da responsabilidade que têm.

BBC Brasil – Na Venezuela, foi realizada uma consulta popular sobre a Constituinte promovida pelo governo Nicolás Maduro, que teve mais de 7 milhões de participantes, segundo organizadores. E a eleição para a Assembleia Constituinte ocorre no final deste mês…

Mujica – Na Venezuela, estão todos muito exaltados e sem diálogo, e essa é a pior parte. Eles não atacam o principal problema, que é o econômico, resultado de depender de um produto só.

BBC Brasil – O petróleo.

Mujica – Isso. E isso não se ajeita nem com discursos e nem com manifestações. É necessária uma política de trabalhar na terra, de produzir alimentos. Se a Venezuela (o país importa quase tudo o que consome) não resolver o problema agrário, qualquer regime que o país tenha e sendo o petróleo caro ou barato, terá dificuldades.

BBC Brasil – A região pode ajudar de alguma maneira? Hoje o presidente Nicolás Maduro conversa com o presidente Juan Manuel Santos, da Colômbia. Estaria conversando também com o senhor?

Mujica – Tentei conversar com ele, mas não tive sorte.

BBC Brasil – Por quê? Ele não atendeu sua ligação?

Mujica – Sim, atendeu, mas… (sugere que o presidente não lhe deu ouvidos). Na Venezuela, parece que cada um tem seu jeito, seu capacete, e não há lógica política.

BBC Brasil – Na última quarta-feira começou a venda de maconha nas farmácias do Uruguai, uma medida aprovada pelo seu governo. Como foi o início?

Mujica – Espetacular. Bom até demais (os estoques das farmácias autorizadas esgotaram no primeiro dia, segundo a imprensa uruguaia).

Fonte: bbc.com

Uruguai começa venda em farmácias de maconha para consumo recreativo

A partir desta quarta-feira (19/7) os 3,4 milhões de habitantes do Uruguai podem encontrar nas farmácias do país pacotes com maconha para uso recreacional. A droga legalizada, produzida por duas companhias privadas escolhidas pelo governo em uma licitação pública, será vendida a 187,04 pesos (R$ 20,61) para cada 5g, preço similar ao praticado no mercado ilegal.

A operacionalização da venda de maconha legalizada era esperada desde dezembro de 2013, quando o governo do então presidente José “Pepe” Mujica aprovou a lei que regulamentou a produção, comercialização e distribuição da maconha — além de legalizar o plantio doméstico e o cultivo cooperativo.

A venda ocorrerá inicialmente em 16 locais credenciados que, até a noite de ontem ainda não tinham sido divulgados. Os usuários poderão comprar até 10 gramas por semana, limitados a 40g por mês. O comércio, porém, não é livre. Somente quem tiver se cadastrado pode comprar — tanto cidadãos uruguaios quanto estrangeiros, desde que residam legalmente no país. O registro pode ser feito em agências dos correios.

O número pequeno de centros de distribuição se deve ao fato de o governo do presidente, Tabaré Vázquez, não ter fechado acordos com as grandes redes de farmácias. Ao anunciar esta etapa, no começo do mês, o governo disse que mais 20 farmácias devem ser incorporadas aos pontos de venda em breve, mas não deu datas.

O cenário faz com que o acesso à maconha legalizada ainda não seja garantido em todo o país e coloca em xeque alguns dos argumentos da Lei de Regulação da Cannabis: a diminuição do poder do narcotráfico e a redução da dependência dos uruguaios de drogas mais pesadas.

Segundo levantamento do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca) — agência reguladora estatal —, 4,9 mil pessoas se inscreveram para comprar maconha nas farmácias. Destas, 60% moram em Montevidéu e 70% são homens. A maioria tem entre 30 e 44 anos.

Para evitar constrangimentos, o governo desenvolveu o sistema de venda de forma que os compradores não precisam fornecer dados pessoais nas farmácias, já que todo o processo é realizado com impressões digitais cadastradas. Ainda segundo o Ircca, 6.948 pessoas se inscreveram para cultivar maconha em casa, enquanto os clubes, de 15 a 45 pessoas, são oficialmente 63.

O Ircca informou que a maconha será encontrada em duas variedades, denominadas Alfa I e Beta I, embaladas em estado natural. Ambas têm cerca de 2% de Tetraidrocanabinol (THC), componente psicoativo da planta, mas diferem na quantidade de Canabidiol (CBD), que modera os efeitos da droga. Enquanto a primeira tem 7% de CBD, a segunda tem um pouco menos: 6%, além de ser da variedade sativa.

A droga vendida no mercado ilegal costuma ter até 10% de THC, sem a presença de CBD. Por isso, espera-se que o governo introduza novas variantes da maconha legal. Em artigo, o site La Diaria afirmou que fontes ligadas às empresas que plantam a maconha uruguaia afirmaram que um novo lote poderia dobrar para 4% a quantidade de THC para fazer frente ao produto ofertado por traficantes.

Para Marco Algorta, dono da loja de produtos canábicos Planeta Ganja e membro de um clube de cultivo em Montevidéu, a vantagem competitiva da maconha estatal é a qualidade. “O mercado negro vende o produto prensado, muito inferior”, disse ao Estado. “É como pagar o mesmo preço entre uma salsicha e um filé mignon.”

A limitação do princípio ativo da maconha não afeta, por exemplo, os uruguaios que cultivam as drogas em casa ou em clubes, onde o produto obtido pode conter até 20% de THC. Uma pesquisa divulgada pelo programa de TV Subrayado, do Canal 10, indicou que 62% da população não está de acordo com a venda de maconha nas farmácias.

Fonte: metropoles.com