Sarampo mata bebê de 8 meses no RJ; é o primeiro caso em 20 anos

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Este ano foram registrados 189 casos – no ano passado, houve 333 pessoas com a doença

A estupidez em torno da vacinação infantil fez mais uma vítima. Desta vez é um bebê de 8 meses, que morreu em decorrência da doença que havia sido erradica no Brasil, mas que voltou graças aos insensatos que acreditam em tudo quanto é besteira que circula pela internet.

Desde 2000 nenhuma morte pela doença havia sido registrada.

Segundo a secretaria Estadual de Saúde, Davi Gabriel morreu no dia 6 de janeiro, mas a confirmação da causa da morte ocorreu apenas agora. A criança estava no abrigo Santa Bárbara, em Vila de Cava, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Ainda de acordo com a secretaria, a vacinação era feita de forma rotineira, mas a criança contraiu sarampo antes dos seis meses de vida, idade mínima para a primeira dose da vacina.

David deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu no dia 22 de dezembro com quadro de pneumonia. Foram coletadas amostras para os exames, que confirmaram a doença em duas diferentes análises.

Dados do Ministério da Saúde afirmam que entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1.310 casos. Os surtos foram controlados com as medidas de bloqueio vacinal e, em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

O Brasil perdeu o certificado em fevereiro deste ano e, atualmente, empreende todos os esforços para eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação contra o sarampo.

Rio pode ter 10 mil casos em 2020

Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (14), o secretário de Saúde do estado, Edmar Santos, destacou que a campanha de vacinação no Rio de Janeiro está muito aquém do esperado. A meta é atingir três milhões de pessoas, mas, até agora, chegaram a apenas 200 mil.

Segundo o secretário, se continuar nessa progressão, o Rio pode ter 10 mil casos este ano.

Este ano foram registrados 189 casos de sarampo. No ano passado, houve 333 pessoas com a doença.

Campanha no sábado

Neste sábado (15), mais de 350 postos da Secretaria Municipal de Saúde estarão abertos no Rio para o dia D Nacional de combate ao sarampo.

A recomendação é que pessoas entre seis meses e 59 anos compareçam a um posto de vacinação para checar seu histórico vacinal e verificar se já tomaram as doses necessárias contra o sarampo – é preciso levar a caderneta de vacinação para que isso seja conferido.

Mas quem não tem ou perdeu a caderneta também deve comparecer aos postos.

Todas as 233 unidades da rede de atenção primária, como as clínicas da família, e 120 postos extras montados em todas as regiões da cidade vão vacinar a população entre 8h e 16h.

Sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, sendo transmitida por meio da fala, tosse e espirro. A doença pode deixar sequelas por toda a vida ou mesmo ser letal.

A pessoa contaminada pode apresentar mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, além de tosse, coriza e conjuntivite.

Contraindicações

Pessoas com suspeita de sarampo, imunocomprometidas, gestantes e crianças com menos de seis meses não devem receber a vacina.

Alérgicos a proteínas do leite de vaca devem informar a condição ao profissional de saúde no posto de vacinação para que recebam a dose feita sem esse componente. Com G1

||+destaques

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Pais que não vacinarem filhos podem ser multados em até R$ 20 mil

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Nos últimos seis meses, ao menos três decisões dessas foram expedidas. Onda “anti-vacina” é um dos motivos da volta de doenças erradicadas

A Justiça brasileira está tomando uma atitude em conformidade com o modelo de países desenvolvidos: pais que se recusam a vacinar os filhos estão sendo condenados ao pagamento de multas de até R$ 20 mil e podem perder a guarda das crianças. Nos últimos seis meses, ao menos três decisões dessas foram expedidas. A onda “ anti-vacina ” ajuda a entender como doenças erradicadas, a exemplo do sarampo e da febre amarela, se disseminaram no Brasil.

Os pais, muitas vezes influenciados por notícias falsas e fanatismo religioso, tomam esse tipo de atitude e podem comprometer a saúde dos filhos e de outras crianças. Na Alemanha, há multa para os pais que não vacinam, e em Nova York os filhos que não estiverem em dia com a vacinação não podem ser matriculados em escolas.

Decisões judiciais como essas parecem bastante necessárias: afinal, a imunização de menores de um ano tem caído no Brasil, exigindo atitudes drásticas para que o País não se torne ainda mais doente. Via Istoé

+Destaques

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Justiça obriga casal a vacinar filho que não havia recebido doses por causa de ‘filosofia vegana’

Revista - https://revista.painelpolitico.com

Decisão é do TJ-SP e promotoria de Justiça destaca que criança de 3 anos nunca foi imunizada em Paulínia porque os pais também são contrários a ‘intervenções invasivas’. Cabe recurso.

A Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que um casal de Paulínia (SP) vacine o filho de 3 anos por ele não ter recebido nenhuma dose de medicamento porque os pais são adeptos da “filosofia vegana” e contrários a “intervenções invasivas”. O conteúdo foi divulgado na tarde desta segunda-feira (5) pelo Ministério Público e há possibilidade de recurso.

De acordo com o órgão, a decisão é do mês de julho e estabelece que ela deve ser cumprida no prazo de 30 dias, a partir da intimação. Além disso, o texto estabelece que, em caso de violação, o Conselho Tutelar deve realizar busca e apreensão da criança para regularizar as vacinas.

O processo tramita sob sigilo judicial.

O caso

O MP alega que inicialmente recebeu a denúncia do Conselho Tutelar da cidade e, posteriormente, fez uma reunião com o casal. “Na ocasião, eles [pais da criança] confirmaram os fatos e reiteraram que não desejavam vacinar o filho antes dos 2 anos de idade. O casal informou que optou por um crescimento de ‘intervenções mínimas’, que o filho estava saudável e que ele não ia à escola, portanto, estaria ‘longe de riscos de infecções'”, informa texto da assessoria.

O órgão destaca que, ao longo do processo de apuração, o pediatra responsável alegou ter feito ressalvas aos pais sobre a importância das vacinas e quais doenças elas previnem. Ele destacou que os pais são cuidadosos e a criança tem desenvolvimento neuropsicomotor adequado à idade.

“Ou seja, em momento algum [o pediatra] ratifica ou apoia a opção escolhida pelos requeridos e esclarece que acredita não se tratar de negligência, mas de opção filosófica”, diz trecho de ação proposta pelo promotor de Justiça André Perche Lucke, de acordo com o MP.

Tentativa de acordo

O órgão sustenta que houve uma tentativa de acordo antes do caso ser levado à Justiça, mas o casal reiterou convicção de não vacinar o filho, mesmo após os 2 anos. Contudo, o MP considerou que a criança deveria receber doses de imunização com objetivo de proteção e para que não se tornasse vetor de enfermidades – o que poderia contaminar outras pessoas, por exemplo.

A decisão de primeira instância foi favorável aos pais, mas a promotoria de Justiça recorreu com o fundamento de que é dever constitucional da família assegurar à criança o direito à saúde.

“Assim, o direito à imunização é do infante e seus genitores o estão negligenciando de forma intencional [inclusive violando um dever imposto aos pais, decorrentes do poder familiar]. Então, o estado, personificado na pessoa do magistrado, precisa, sim, corrigir a situação e garantir que [a criança] receba a imunização necessária”, destaca texto do promotor.

Divergências

O MP ressaltou ainda, com base em dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), que a maioria das reações às vacinas é “geralmente pequena e temporária”, e que há maior probabilidade de uma pessoa adoecer por uma doença evitável pela imunização. Os pais, por outro lado, entendiam que elas geram efeitos colaterais e poderiam enfraquecer o sistema imunológico.

“As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta imunológica semelhante àquela produzida pela infecção natural, mas não causam a doença ou colocam a pessoa imunizada em risco de complicações”, diz texto do MP, com referência para a OPAS/OMS.

Do G1/SP

Criança sem cicatriz não precisa refazer vacina BCG, diz ministério

Revista :: Tudo sobre tudo - https://revista.painelpolitico.com

A orientação, segundo o governo federal, foi encaminhada aos estados e municípios na última sexta-feira (1º)

Crianças que não apresentarem cicatriz vacinal após receberem a dose contra a tuberculose – conhecida como BCG – não precisam ser revacinadas. A recomendação foi divulgada hoje (5) pelo Ministério da Saúde e está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Técnico Assessor de Imunizações.

Por meio de nota, a pasta informou que estudos comprovaram a eficácia da vacina também em crianças que não ficam com cicatriz após a aplicação. A orientação, segundo o governo federal, foi encaminhada aos estados e municípios na última sexta-feira (1º).

Prevenção

De acordo com o ministério, a principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é por meio da BCG, ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A dose deve ser dada ao nascer, nas maternidades, ou na primeira visita da criança ao serviço de saúde, o mais precocemente possível.

A vacina também está disponível na rotina dos serviços para crianças menores de 5 anos e protege contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.

Cobertura

Dados da pasta mostram que a BCG é uma das doses com maior adesão atualmente no Brasil. Em 2017, a vacina registrou 96,2% de cobertura em todo o país – acima do preconizado pelo ministério, de pelo menos 90%.

Em anos anteriores, a taxa ultrapassou os 100%, sendo 107,94% em 2011; 105,7% em 2012; 107,42% em 2013; 107,28% em 2014; e 105,08% em 2015.

“Os gestores têm até o mês de abril para atualizar, no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), a situação vacinal local, mas dados preliminares já indicam uma cobertura, em 2018, de 87,5%.”

Fonte: agenciabrasil

Dia D de vacinação contra pólio e sarampo será neste sábado

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

Postos de saúde em todo o país abrem as portas amanhã (18), sábado, para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite.

Todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto.

A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até a última terça-feira (14), no entanto, 84% das crianças que integram o público-alvo ainda não haviam recebido as doses.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da pólio, as que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral.

Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da Tríplice Viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Casos de sarampo

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até a última terça-feira (14), foram confirmados 910 casos no Amazonas, onde 5.630 outros casos permanecem em investigação. Já em Roraima, são 296 casos confirmados e 101 em investigação.

Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2).

Até o momento, foram confirmadas no Brasil seis mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e dois no Amazonas (brasileiros).

Fonte: agenciabrasil

Ministério da Saúde quer vacinação obrigatória para venezuelanos

Medida deve valer para todos que entrarem no Brasil

O Ministério da Saúde está elaborando uma nota técnica em que recomenda a obrigatoriedade da vacina contra o sarampo para os venezuelanos que ingressarem em território brasileiro. A medida faz parte da mobilização para impedir a proliferação da doença no país.

A ação ainda deve ser estudada pela Presidência República, os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de Advocacia-Geral da União. Para a obrigatoriedade valer, é necessário negociar mudanças na política internacional do Brasil que permita impor a estrangeiros o ato de vacinar como requisito de ingresso no país.

Atualmente, a vacina contra o sarampo é obrigatória apenas para os imigrantes da Venezuela que desejam residir no Brasil ou pedir asilo e refúgio. A iniciativa pretende ampliar o rigor com a vacinação para os turistas, profissionais ou outros venezuelanos em trânsito no território nacional.

Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação da obrigatoriedade é permitida pelo Regulamento Sanitário Internacional, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda não há previsão para divulgação da nota técnica.

Imunização
Na semana passada, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou a jornalistas estrangeiros preocupação com o aumento dos casos de sarampo no país, principalmente envolvendo venezuelanos, e reforçou a intenção da pasta de obrigar os visitantes a receber imunização.

“Nós temos a preocupação de mais vítimas, já que a doença não escolhe a vítima, qualquer pessoa pode pegar o sarampo se não estiver imunizada. Então, a intenção do Brasil é esta nesse momento, mas nada disso está definido.”

Occhi afirmou também que pretende retornar a Roraima para acompanhar a situação na região.

“A fronteira é muito aberta e você não tem nada, é uma savana, não tem nada que impeça a entrada. A outra questão é nós sabermos o levantamento de vacinação que a Venezuela tem, mas eles não nos mandaram. Pode ter criança já vacinada e o Brasil ter um custo desnecessário de revacinar essas pessoas que estão entrando”, disse o ministro.

Fonte: agenciabrasil

Traficantes impedem vacinação contra sarampo em Manaus

Região onde aconteceu caso é de maior incidência de casos da doença

Uma equipe de saúde da Prefeitura de Manaus, responsável pela vacinação contra o sarampo, foi impedida por traficantes do bairro Jorge Teixeira, na zona leste da cidade, de continuar as atividades na noite desta quarta-feira (18). A região da ocorrência tem a maior incidência da doença na capital amazonense e recebia ação de casa em casa.

Segundo a prefeitura, o caso ocorreu por volta das 19h, enquanto uma equipe de TV registrava o atendimento no bairro, encerrado uma hora mais cedo em função do fechamento das ruas atribuído a traficantes locais. Em nota, o prefeito Arthur Virgílio (PSDB) pediu apoio do governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), e prometeu ir pessoalmente ao local nesta quinta-feira, 19, para continuidade das ações.

A Secretaria de Segurança do Estado determinou que o caso seja investigado pela Polícia Civil e informou que tem intensificado operações policiais no bairro do Jorge Teixeira nos últimos meses, com base em levantamentos do setor de inteligência.

Casos
O Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Os dados sobre a doença foram atualizados nesta Quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o País enfrenta dois surtos de sarampo: um em Roraima e outro no Amazonas – regiões mais atingidas pelo vírus.

O Estado do Amazonas tem 444 casos de sarampo confirmados. Em Roraima, são 216. Há confirmações ainda nos Estados de Rondônia (1), Rio de Janeiro (7), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (8). O País tem outros 2.724 casos em investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, os surtos no Brasil estão relacionados à importação da doença – o genótipo do vírus é o mesmo que circula na Venezuela.

Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que viajaram a Roraima foram confirmados, causando um surto da doença no Estado. Houve, então, a ampliação de registros da doença para Manaus neste ano, de acordo com a pasta.

O Ministério Saúde informou que mantém equipes técnicas para acompanhar as ações de enfrentamento da doença no Amazonas e em Roraima. “A pasta tem qualificado profissionais de saúde com o objetivo de possibilitar a identificação de sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo, além da adoção de outras ações de vigilância epidemiológica.”

Em São Paulo, um caso da doença foi confirmado em abril em Ribeirão Preto, no interior paulista. Trata-se de uma profissional de saúde que viajou ao Líbano. O registro foi considerado um caso importado da doença. Foram feitas ações de monitoramento da doença na região, mas não foi identificada transmissão do vírus e a paciente se recuperou.

Prevenção
O sarampo é uma doença altamente contagiosa cuja principal forma de prevenção é a vacinação. Apesar da importância da imunização, o País tem cobertura vacinal abaixo da meta definida pelo Ministério da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a pasta, a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral) em 2017. A meta é de 95%.

A vacina contra sarampo deve ser tomada em duas doses: uma aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral). Crianças de 5 a 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem tomar duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses. Entre 6 e 31 de agosto uma campanha de vacinação será realizada no País. O público-alvo são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

Vacinação no mundo
O mundo registrou no ano passado um recorde de crianças vacinadas – 123 milhões, de acordo com dados divulgados na terça-feira, 17, pelo Unicef e pela OMS – uma alta que ocorre tanto por aumento da população quanto de cobertura vacinal.

O Brasil, porém, caminha na contramão desse movimento, com queda na porcentagem de crianças vacinadas nos últimos três anos.

Fonte: correio24horas

 

Saiba quais doenças voltaram a ameaçar o Brasil

Saiba quais doenças voltaram a ameaçar o Brasil

Os primeiros sinais de queda nas coberturas vacinais em todo o país começaram a aparecer ainda em 2016. De lá para cá, doenças já erradicadas voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o país acendem o que chamou de “luz vermelha”.

Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.

Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Poliomielite
Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Rubéola
A rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus. A doença também é conhecida como sarampo alemão.

No campo das doenças infectocontagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está associada à síndrome da rubéola congênita, que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares.

Os sintomas da rubéola incluem febre baixa e inchaço dos nódulos linfáticos, acompanhados de exantema. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Difteria
Doença transmissível aguda causada por bacilo que frequentemente se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A presença de placas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas é a manifestação clínica típica da difteria.

A transmissão acontece ao falar, tossir, espirrar ou por lesões na pele. Portanto, pelo contato direto com a pessoa doente. O período de incubação da difteria é, em geral, de um a seis dias, podendo ser mais longo. Já o período de transmissibilidade dura, em média, até duas semanas após o início dos sintomas.

Fonte: agenciabrasil

Vacinação contra a pólio começa em 6 de agosto

Esta semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da detecção de pelo menos um caso confirmado no país vizinho e de diversos casos em investigação. A preocupação se deve ao aumento do fluxo de imigrantes pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte

Em meio ao aumento de casos de poliomielite identificado na Venezuela, o Ministério da Saúde informou que a campanha de vacinação contra a doença no Brasil deve ocorrer de 6 a 24 de agosto.

Por meio de nota, o ministério informou que, atualmente, a cobertura vacinal no Brasil contra a poliomielite é de 77%. Diante de casos identificados na Venezuela, a pasta enviou nota de alerta para estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura maior ou igual a 95%, além da necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso de paralisia flácida aguda que apresente início súbito em indivíduos menores de 15 anos.

“O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação é de extrema importância para manter o país livre da circulação de poliovírus, tanto nas ações de rotina como na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite”, destacou o comunicado.

O governo brasileiro reforçou que as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. O esquema vacinal da poliomielite é composto por três doses da vacina inativada (injetável), administradas aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança recebe a vacina oral.

O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil ocorreu em 1989. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que três países ainda são considerados endêmicos para a doença – Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Casos na Venezuela

Esta semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da detecção de pelo menos um caso confirmado no país vizinho e de diversos casos em investigação. A preocupação se deve ao aumento do fluxo de imigrantes pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte.

A entidade defende ainda a manutenção de elevadas e homogêneas coberturas vacinais contra a poliomielite no Brasil – acima de 95% – até que a erradicação global seja alcançada.

Doença

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar).

Não existe tratamento específico – todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina e em campanha nacional.

Fonte: agenciabrasil

Farmácias e drogarias de RO estão autorizadas a realizar vacinação

A vacinação contra contra uma série de doenças pode ser feitas também nas farmácias e drogarias por profissionais habilitados

Devidamente autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) todas as farmácias e drogarias de Rondônia e todo o País já podem realizar vacinação, bastando para isso, entre outros requisitos, que tenha em seus quadros um profissional legalmente habilitado para esta atividade, conforme decisão da Agência Nacional publicada em dezembro de 2017. A vacinação contra contra uma série de doenças pode ser feitas também nas farmácias e drogarias por profissionais habilitados.

Segundo inspetor sanitário da Agência de Vigilância de Saúde (Agevisa) do Governo de Rondônia, farmacêutico Kerry Alesson Souza de Almeida, em que pese ser algo novo no serviço de saúde, afora os requisitos básicos, que em sua visão, são elementares, as farmácias podem utilizar a mesma estrutura que é usada em suas atividades ambulatoriais, – sala de aplicações e curativos -, sem a necessidade de ter uma estrutura específica só para vacinação.

Ele disse também que para realizar a aplicação, se não houver um farmacêutico ou um auxiliar de enfermagem, a vacina pode ser feita por alguém devidamente autorizado pelo serviço de saúde oficial, sempre visando dinamizar o processo, especialmente durante as campanhas de imunização, e facilitar a vida do usuário. Como não podia ser diferente, todo esse trabalho corre sob a fiscalização dos serviços de vigilância dos estados e municípios, levando em conta a norma e as boas práticas deste serviço.

Mas não são todas as farmácias e drogarias que estão autorizados para este serviço, eis que há a norma nacional que deve ser observada, e portanto, esses estabelecimentos, além de terem um responsável técnicos e de estarem licenciadas e inscritas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), devem atender também, entre outros, aos seguintes requisitos: afixar o Calendário Nacional de Vacinação, com a indicação das vacinas disponíveis; ter instalações físicas adequadas, com observação da RDC 50/2002 (Resolução) e mais alguns itens obrigatórios a exemplo do equipamento de refrigeração exclusivo para a guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima; e adoção de procedimentos adequados de transporte para preservar a qualidade e a integridade das vacinas, etc.

A preocupação com a conservação das vacinas faz sentido, e por isso o rigor da fiscalização dos serviços de vigilância, que ao justificar suas ações divulgaram dados da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo os quais 50% do total de vacinas produzidas em todo mundo são perdidas anualmente por má conservação.

Para Kerry Alesson este é um dado terrível que se contrapõe ao esforço dos governos e seus serviços de saúde de modo geral. “Por isso dedicamos toda atenção e orientação para que o Estado de Rondônia fique fora dessa estatística e apresente sempre os melhores resultados”, disse.

 Fonte: rondoniagora