MP investiga Vivo por suposto uso indevido de dados pessoais de usuários

Órgão abriu inquérito para investigar se a operadora está usando ilegalmente informações de cerca de 73 milhões de usuários para fins de publicidade

São Paulo – O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios abriu um inquérito para investigar se a operadora de telefonia Vivo, da Telefônica Brasil, está usando ilegalmente informações de cerca de 73 milhões de usuários para fins de publicidade, informou o órgão na terça-feira.

A Vivo, segundo o MP, promete aos anunciantes fornecer publicidade usando dados qualificados dos clientes, como perfil, localização, comportamento de navegação, lugares frequentados e hábitos dos consumidores, por meio de sua plataforma de marketing mobile, a Vivo Ads.

“Com o uso de dados pessoais, é possível identificar entre os clientes aqueles que estão passando por tratamento de saúde, a partir do mapeamento da circulação de usuários em clínicas e hospitais”, exemplificou o MP em nota divulgada no site da instituição.

“Essas informações podem estar sendo usadas de maneira imprópria pela empresa para a venda de espaço publicitário”, disse o MP, acrescentando que o Vivo Ads não permite que os clientes se oponham ao tratamento de seus dados pessoais para fins de publicidade.

Em nota, a Vivo disse que cumpre rigorosamente a legislação vigente e que não promove qualquer uso ilegal de dados pessoais de seus clientes. Além disso, ressaltou que a autorização para o uso dos dados é concedida por meio do termo de adesão do serviço móvel e que a qualquer momento o cliente pode cancelá-la em canais de atendimento.

“A Vivo assegura que as informações de seus clientes não são, em hipótese alguma, transferidas ou compartilhadas com anunciantes”, disse a empresa em nota à imprensa.

O MP disse que a investigação pode resultar em uma ação civil coletiva de responsabilidade por danos aos usuários.

Fonte: exame

Vivo terá inteligência artificial para atender clientes

Vivo anuncia a chegada ao Brasil da Aura, assistente digital da Telefônica, similar ao serviço da famosa Siri, da Apple. A novidade é um projeto global do grupo e o alicerce para um novo modelo de relacionamento com clientes. Com base em inteligência cognitiva os próprios consumidores poderão gerenciar suas experiências digitais com a companhia.

A operadora é a primeira do país a oferecer uma ferramenta de relacionamento baseada em inteligência cognitiva e acessível por comando de voz. No Grupo Telefônica, outras cinco operadoras – Reino Unido, Espanha, Alemanha, Chile, Argentina – anunciam o lançamento da Aura em seus respectivos mercados e em diferentes interfaces.

No Brasil a Aura está disponível no aplicativo Meu Vivo Mais, mas há planos para que até o fim deste ano a ferramenta esteja em outros canais de atendimento da empresa.

Para Christian Gebara, Chief Operating Officer (COO) da Vivo, o pioneirismo da marca em apresentar inovações na era digital é marcado pelos avanços no uso de Big Data em diferentes frentes e com o desenvolvimento de soluções baseadas em Inteligência Artificial. “A Vivi (assistente virtual) é um exemplo desse movimento, e, agora, com o lançamento da Aura reforçamos mais uma vez o nosso pioneirismo. Queremos oferecer, sempre, a melhor experiência ao nosso cliente”, afirma Gebara.

O que a Aura faz?

A Aura responde a perguntas apenas ouvindo comandos de voz e é capaz de responder de maneira personalizada a questões relacionadas a doze “temas macro”, como, por exemplo, plano, fatura, informações pessoais e cobrança indevida e também a perguntas genéricas sobre produtos e serviços da empresa.

Ao ouvir a pergunta, em tempo real, a funcionalidade consulta e cruza informações relacionadas à dúvida para chegar à resposta final. Por exemplo, se a pergunta é: “Quando ficarei sem dados?”, em questão de segundos é feita uma consulta no histórico de consumo do assinante. Essa busca é cruzada com informações e então, a resposta é dada ao cliente, também por voz.

Para conhecer a Aura, basta fazer o download do aplicativo Meu Vivo Mais, disponível para todos os clientes móveis da Vivo, tanto com aparelhos Android, quanto iOS. O download do aplicativo e a navegação não consomem dados.

Mais informações sobre o anúncio global da Aura estão disponíveis aqui ou aqui.

Fonte: exame

Vivo é condenada a pagar R$ 93 mil por SMS sem autorização

Vivo foi condenada a pagar uma indenização de 93 mil reais por mandar mensagens de texto sem consentimento para a advogada Helouise Alvo Castilho, moradora de Campinas. A Vivo ainda pode recorrer decisão proferida pelo Juizado Especial Cível de Campinas no fim de agosto.

Resolução de 2014 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determina que prestadoras não podem enviar mensagens de texto de cunho publicitário sem o consentimento prévio, livre e expresso do consumidor. A resolução diz que o recebimento dessas mensagens pode ser cancelada pelo consumidor, a qualquer tempo, junto à prestadora.

Helouise conta que chegou a receber 15 torpedos promocionais por dia. “Mandavam mensagens até de sábado e domingo e comecei a perder contatos importantes”.

Ela relata que foi orientada pela Vivo a responder as mensagens de texto com a palavra “sair”. “As mensagens são de milhares de números diferentes, uma fala de quizz, a outra é sobre aumentar o plano. Cada uma é de um jeito”.

 

Foi então que ela decidiu procurar um escritório de advocacia para acabar com o incômodo. “Pensei: ‘vão ter que escutar o juiz’”. Com auxílio jurídico, Helouise descobriu que a operadora não poderia continuar a mandar SMS sem consentimento. A resolução é da Anatel e determina que os usuários de telefonia móvel só podem receber mensagens publicitárias após autorização prévia e livre.

Desde outubro de 2016, as duas partes se enfrentam judicialmente. “Na audiência diziam que estavam tentando excluir meu número do sistema, mas tinham um problema técnico. No início, chegaram a perguntar se o celular que recebia as mensagens era o meu mesmo, pois tinha levado o print da tela”.

Na época, Helouise também conseguiu uma liminar para que a empresa não enviasse mais mensagens. A estratégia não deu certo e o juiz estabeleceu uma multa diária até que a empresa fizesse o bloqueio de SMS. “Começou em 100 reais por mensagem, depois 250, 350 e 500 reais”, explicou a consumidora. “Até durante a audiência eu recebia mensagem”.

Segundo o advogado da Figueiredo & Ferreira Advocacia e Consultoria, Thomás de Figueiredo Ferreira, que defendeu Helouise no caso, a sensação era de que a Vivo não levava a sério a decisão liminar. “Ela ignorou a decisão judicial de suspender as mensagens. Continuou a mandar mensagens mesmo com a solicitação da cliente”.

“Agora quero mudar de operadora”, disse Helouise. Mesmo com a decisão judicial, ela continua a receber mensagens da Vivo – ainda que com menos frequência: apenas uma por dia.

Procurada, a Vivo informou que não comenta processos judiciais.

Bloqueando chamadas

Para evitar ligações indesejadas, o Procon-SP criou uma ferramenta que bloqueia chamadas de telemarketing e outras empresas de cobrança. Desde 2009, os consumidores podem se cadastrar por meio do site ou pessoalmente nos postos do Poupatempo. As empresas têm até 30 dias para excluir o contato do consumidor de seus cadastros, ou seja, após solicitar o bloqueio o consumidor só receberá a cobertura em 30 dias.

Tanto celulares, quanto telefones fixos se encaixam nas normas do Procon para o bloqueio de chamadas, mas somente o titular da linha pode solicitar o cadastro. Caso queira, o consumidor pode autorizar determinadas empresas a realizar ligações para o seu número com o preenchimento deste documento.

Apesar disso, o cadastro não evita mensagens de texto das empresas de telemarketing. Se depois de 30 dias, o consumidor continuar a receber ligações, ele pode registrar uma reclamação neste link.

Até agora, são 806.917 consumidores cadastrados no site do Procon. Em junho deste ano, foram registradas 1.602 reclamações de empresas que continuaram a ligar para consumidores com cadastro na ferramenta. No mesmo período do ano passado, foram 749 reclamações.

Opções

O consumidor também pode optar por outros métodos para bloquear chamadas indesejadas. A maioria dos smartphones possui recursos que bloqueiam números de telefone. Basta que ele vá até as chamadas do celular e pressione o número de telefone indesejado – será aberta uma janela com a opção de bloqueio.

Caso o celular não ofereça essa opção, é possível baixar aplicativos que bloqueiam tanto SMS como números de telefone. O Truecaller é uma dessas ferramentas, mas há outros aplicativos para Android, iOS e Windows Phone, como o Bloqueador de Chamadas e o Calls Blacklist.

Fonte: veja.com

Vivo libera compartilhamento e envio de pacote de dados entre usuários

Vivo libera compartilhamento e envio de pacote de dados entre usuários

Quem já chegou no fim do mês sem internet móvel sabe o sufoco que é ter que ficar procurando Wi-Fi no meio da rua ou comprando pacotes avulsos que sempre deixam a fatura mais cara. Pois, a Vivo liberou uma funcionalidade que certamente fará muita gente feliz. A operadora anunciou nesta quinta-feira (10/8) que os clientes pré-pagos Vivo Turbo e Controle podem pedir e enviar internet para os contatos que também sejam clientes dos mesmos planos.

A liberação dos envios pode ser feito pelo aplicativo Meu Vivo ou pelo site móvel. Para solicitar internet para amigos e familiares, basta que o usuário acesse o app, clique em “Peça internet para os amigos” e fazer a solicitação para até cinco números. Ele poderá consultar em sua tela de consumo a quantidade de internet recebida, apresentada em separado de seu pacote original.

Para compartilhar, o cliente deve clicar em “Compartilhe a internet com amigos”. Depois, basta informar o número do telefone de quem vai receber internet e selecionar a quantidade a ser enviada para cada um. O mínimo a ser compartilhado é 50MB.

“Se as pessoas compartilham carros, casas, escritórios, roupas, por que não compartilhar também internet?”, indaga Marcio Fabbris, vice-presidente B2C da Vivo.

Fonte: metropoles.com

Após decisão do STF, planos de celular ficarão mais caro em 2017

Telefonia celular registra queda de 1 milhão de linhas em setembro

STF decidiu os planos de telefonia podem ser considerados um serviço, e que as operadoras devem recolher o ICMS do valor mensal dos planos de celular

Os preços dos planos de celular pós-pagos e do plano controle deverão sofrer um aumento em 2017. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal determinou que a assinatura de um plano de telefonia é considerada um serviço e, portanto, as operadoras devem recolher o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o valor mensal.

Com isso, o preço dos planos nos dois casos deve ter um aumento de até 20% na conta do usuário.

Segundo dados divulgados pela Anatel, até outubro de 2016 o número de linhas que utilizam o serviço pós-pago somava 77,3 milhões.

O aumento de cada conta irá variar de estado para estado, dependendo da alíquota de ICMS aplicada. Em Pernambuco, a alíquota cobrada é de 30%. O aumento também deve alcançar os usuários da telefonia fixa, cujo aumento da assinatura deverá ser de até 13%. Atualmente existem 42 milhões de linhas ativas de telefonia fixa no país.

Operadoras começam a divulgar novos valores

As operadoras já começaram a informar para seus clientes os novos preços em seus planos. Na Claro, o plano controle deverá sofrer um aumento em seu valor proporcional de 7,85%, que será aplicado a partir de 15 de janeiro de 2017.

Os clientes cujo plano custava R$ 31,90, por exemplo, agora deverão pagar R$ 35,70. Já na Vivo, o plano controle de 1,5GB, que custava R$ 39,99, deverá custar agora R$ 45,95 no Recife. Em declaração ao site Gizmodo, a Oi armou que “o aumento do ICMS foi definido por cada Estado e entra em vigor a partir de janeiro em DF, MG, RS, SE, PE, TO, AL, RN, AP, CE e RJ”.

A Tim ainda não divulgou detalhes sobre o aumento retido pela cobrança do ICMS

Vivo deve responder por propaganda que restringiu promoção em letras reduzidas

A empresa apresentou recurso no STJ, que foi julgado pela Terceira Turma

A Telefônica Brasil S.A., incorporadora da Vivo Participações S.A., terá de veicular campanha publicitária com informações sobre as restrições da promoção “Vivo Pré Fala Mais” grafadas de maneira proporcional às vantagens, sob pena de multa. A campanha foi considerada enganosa.

O Ministério Público de São Paulo moveu ação civil pública contra a Vivo Participações pela divulgação de propaganda enganosa. Conforme os autos, a campanha trazia em destaque a possibilidade de o usuário falar por até 45 minutos e pagar apenas três minutos, mas informava em letras pequenas que essa forma de uso seria apenas para ligações locais realizadas para telefone fixo da própria Vivo entre 20h e 8h do dia seguinte, de segunda a sábado, e em qualquer horário aos domingos e feriados.

A Telefônica alegou não ser parte legítima para responder à ação, pois afirmou ser apenas a acionista da operadora de serviço móvel pessoal Vivo S.A., sendo empresa diversa dela. Defendeu ainda não ter havido propaganda enganosa, nem indução do consumidor em erro.

Grupo econômico

O juízo de primeiro grau julgou o processo extinto. Entendeu haver ilegitimidade passiva da empresa para responder à demanda. Porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reconheceu a legitimidade da empresa e entendeu violado o disposto no artigo 37, parágrafo 1º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), pois a campanha induz o consumidor em erro, visto que as restrições não eram mostradas no mesmo padrão das vantagens oferecidas.

O tribunal paulista condenou a empresa a inserir em suas peças publicitárias informações com destaque proporcional àquele conferido à divulgação das vantagens, sob pena de multa de R$ 300 mil.

A empresa apresentou recurso no STJ, que foi julgado pela Terceira Turma. De acordo com o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, a Vivo Participações possui legitimidade para compor o polo passivo da demanda por ser a controladora da Vivo S.A., pertencendo ambas ao mesmo grupo econômico. Segundo ele, todo o grupo, “incluindo as duas empresas”, deve responder por eventual condenação.

O relator afirmou que a orientação jurisprudencial do STJ é no sentido de que a empresa líder do grupo econômico ou conglomerado financeiro detém legitimidade passiva para integrar o polo passivo da relação processual.

Clareza e precisão

Sanseverino afirmou que as informações acerca de produtos ou serviços oferecidos aos consumidores “deverão ser claras e precisas a respeito da natureza, das características, da qualidade, da quantidade e do preço, constituindo garantias legais do consumidor, em face da sua vulnerabilidade no mercado de consumo”.

O ministro lembrou que o tribunal paulista reconheceu a indução do consumidor em erro, visto que as informações sobre as restrições da promoção foram veiculadas com letras grafadas em fonte de tamanho reduzido. “Isso, por si só, poderia desobrigar o consumidor, nos termos do artigo 46 do CDC, a cumprir com as obrigações contratuais”, afirmou.

Sanseverino destacou que, como o TJSP caracterizou a campanha como enganosa, seria necessário reanalisar as provas dos autos para eventualmente reformar a decisão, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ. Assim, permanece o que ficou decidido pelo tribunal paulista.

Leia o acórdão.

Advogada usa palavrões em ação contra Vivo: ‘vou pagar p… nenhuma’

‘Ação de foda-se a Vivo’, descreveu a profissional, em causa própria

A advogada Vanessa Maria Vilches Lombardi, de Curitiba, usou palavrões para justificar a ação que impetrou em causa própria contra a empresa Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, na segunda-feira (24).

“Ação de foda-se a Vivo, não pago porra nenhuma e ainda quero uma indenização pela palhaçada”, escreveu a advogada. Diante da repercussão nas redes sociais, ela pediu o arquivamento da ação, na terça-feira (25).

O juiz Rodrigo Domingos Peluso Junior, do 3º Juizado Cível de Curitiba, ressaltou, em despacho da quarta-feira (26), que a advogada faltou “com o princípio processual de urbanidade e respeito com a parte adversa e com o Judiciário, utilizando-se de vernáculo inapropriado para um processo judicial”.

O magistrado determinou o envio de cópias do processo ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/PR) e pediu que se tome “as providências que entender cabível”.

A OAB/PR afirmou que “recebendo oficialmente a representação do juiz e constatando a autoria de infração ética, poderá instaurar processo disciplinar contra a advogada”.

Vanessa afirmou que foi vítima do “péssimo atendimento por parte da empresa de telefonia”. “Realmente fui vítima, assim como milhares de consumidores, de péssimo atendimento por parte de empresa de telefonia; assim, como bem demonstram as já milhares de matérias jornalísticas sobre o tema, as empresas de telefonia de nosso país não sabem prestar um serviço apropriado”, alegou.

A advogada afirmou que se irritou com o ocorrido e, quando redigiu a peça, acabou usando os termos inapropriados. “Na hora de fazer a revisão, meu escritório prestou mais atenção na redação da peça (fatos, direito e pedido) do que no título da peça. Ou seja, passou desapercebido o desabafo que havia. Porém, uma vez verificado o erro, de imediato foi solicitado o arquivamento do mesmo, impedindo assim qualquer citação e incômodo”.

A reportagem procurou a Vivo, mas, até a publicação desta matéria, a empresa não se pronunciou sobre o assunto.

Veja as justificativas da advogada, na íntegra:
– Realmente fui vítima, assim como milhares de consumidores, de péssimo atendimento por parte de empresa de telefonia;

– Assim como bem demonstram as já milhares de matérias jornalísticas sobre o tema, as empresas de telefonia de nosso país não sabem prestar um serviço apropriado;

– As empresas de telefonia são as campeãs de reclamações nos mais diversos órgãos de defesa do consumidor em nosso país, e a ANATEL sequer consegue dar conta do volume de reclamações que recebe;

– Irritada com o ocorrido comigo, na hora de redigir a peça e, em momento de nervosismo, usei de termos não apropriados para me referir a empresa de telefonia;

– Na hora de fazer a revisão, meu escritório prestou mais atenção na redação da peça (fatos, direito e pedido), do que no título da peça, ou seja, passou desapercebido o desabafo que havia na peça, porém uma vez verificado o erro, de imediato foi solicitado o arquivamento do mesmo, impedindo assim qualquer citação e incômodo;

– Não é surpresa para ninguém, o quanto os milhões de usuários dos serviços de telefonia estão irritados com as empresas;

– É uma opinião privada, compartilhada por quase a totalidade dos usuários de telefonia, que infelizmente, por erro de revisão, saiu da intimidade do escritório;

– Cumpre informar que em quase 16 anos de trabalho jurídico e, milhares de peças processuais, esta é a primeira vez que isso ocorre;

– Não foi o primeiro escritório a cometer um equívoco, e com toda certeza não será o último.

G1/PR

Vivo deve indenizar mineira em R$ 6 mil após corte repentino de linha

A cliente da Telefônica Brasil solicitou uma mudança de plano na linha que tinha há três anos e acabou tendo o serviço suspenso, recebendo ainda uma cobrança indevida após algum tempo

A Telefônica Brasil, grupo de detém a operadora Vivo, foi condenada pela Justiça mineira a indenizar uma moradora de Belo Horizonte, cliente da empresa, em R$ 6 mil por danos morais. Ela era titular de uma linha há mais de três anos e teve o serviço cortado repentinamente ao solicitar uma mudança de plano.

A decisão em primeira instância foi concedida pela juíza Tânia Maria Elias Chain, da 10ª Unidade Jurisdicional Cível da Comarca de Belo Horizonte. Conforme a denúncia da cliente, o serviço foi cortado quando ela pediu a alteração do plano controle para a modalidade pré-paga. Depois disso a autora do processo ainda teria recebido cobrança indevida de um débito no valor de R$ 106,14, em novembro de 2015.

Ainda de acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em sua defesa, a Telefônica Brasil explicou que uma consulta em seus sistemas encontrou cobranças pendentes de pagamento. A empresa afirmou também que os débitos eram válidos e sustentou que, de acordo com a agência reguladora de telecomunicações, a Anatel, a apresentação das telas sistêmicas tem presunção de veracidade.

Apesar da alegação, a magistrada entendeu que a empresa de telefonia descumpriu o Código de Defesa do Consumidor ao não passar informações claras sobre os serviços prestados e nem esclarecer do que se tratava a cobrança. Com isso, a juíza Tânia Chain entendeu que houve erro no serviço cobrado e determinou à empresa restabelecer o serviço de telefonia móvel para a cliente.

Já quanto aos danos morais, a juíza explicou que a empresa não contestou o fato de que a linha telefônica móvel pertencia há mais de três anos à sua cliente, que a usava para contatar todos os seus conhecidos, e o corte justificaria o pagamento dos R$ 6 mil por danos morais.

Por ser em 1ª instância, a decisão ainda pode ser revertida.

As informações são do jornal O Tempo

Vivo é condenada por humilhar funcionária terceirizada

Telefônica Brasil S.A (Vivo) não teve recurso reconhecido e foi condenada a pagar R$ 5 mil à trabalhadora que era xingada e humilhada no trabalho

A Telefônica Brasil S.A. não conseguiu reconhecimento de recurso contra decisão que a condenou subsidiariamente a indenizar uma assistente terceirizada por assédio moral. Uma funcionária da Doc’s Assessoria em Arquivos Ltda., que prestava serviço para a Vivo, era chamada de burra, preguiçosa e ignorante pelo supervisor, que chegava a bater com um chicotinho em sua mesa.

A decisão da primeira turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que manteve a indenização de R$ 5 mil pela Vivo à trabalhadora, se baseou em testemunho de uma outra funcionária que exercia as mesmas funções na empresa durante todo o período de contrato assinado e confirmou a conduta do supervisor.

“[O conjunto de fatos narrados] atenta contra a dignidade e à honra do indivíduo, uma vez que expõe os empregados a uma situação vexatória, sendo humilhado e diminuído perante os colegas de trabalho, importando a atitude em evidente redução de sua auto-estima”, diz trecho do acórdão.

Nas instâncias anteriores, a situação de humilhação também foi determinante para a condenação. Foi assim no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), que manteve a sentença condenatória da tomadora de serviços, juntamente com a prestadora, ao pagamento da indenização.

Tentativa de recurso

No recurso apresentado ao TST, a Telefônica argumentou haver contradições nos depoimentos das testemunhas e que, diante disso, não estariam provadas as alegações da trabalhadora. Em relação à responsabilidade subsidiária, a empresa afirmou ainda não poder “responder por penalidades inerentes ao real empregador” — se referindo a empresa terceirizada.

No entanto, o relator do processo, o desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, entendeu que a decisão do juízo regional (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região) foi “incensurável”.  O magistrado explicou que a Telefônica, como tomador dos serviços que foi, responde por todos os atos a que estaria obrigado o devedor principal. A culpa pela não fiscalização, explicou, configura a responsabilidade subsidiária. Ainda de acordo com ele, à empresa caberia não apenas escolher uma prestadora idônea como ainda zelar pelo cumprimento de obrigações em relação a terceiros.

Resposta da empresa

Procurada pelo Brasil Econômico, a Telefônica (Vivo) informou que não comenta decisões judiciais. No entanto, em nota, disse que “reforça que atitudes como a descrita pela reportagem são frontalmente contrárias à sua política organizacional, guiada pela valorização das pessoas, respeito e cordialidade”. A empresa disse ainda trabalhar junto aos parceiros comerciais para que sigam os mesmos padrões, mesmo no caso de empresas independentes, como no caso.

*Com informações do TST.

VIVO e mercado se calam após supostos desvios de R$ 27 milhões

Ex-diretora de marketing da empresa pode ter superfaturado peças publicitárias

Brasília – A empresa VIVO e o mercado publicitário simplesmente se calaram diante de um dos maiores escândalos envolvendo empresas de publicidade e o oitavo maior anunciante do país.

Ricardo Chester é marido de Cris Duclos
Ricardo Chester é marido de Cris Duclos

Em junho desse ano, a ex-diretora de marketing da empresa, Cris Duclos foi demitida por suspeita de ter desviado R$ 27 milhões através do superfaturamento de peças publicitárias da empresa, com a suspeita de conivência das maiores agências de publicidade do país, DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam. Além disso, o marido de Cris, teria sido contratado pela agência África, de Nizan Guanaes com salário muito acima do mercado, como uma forma de “agradar” (e pagar) propina à Cris. 

O caso foi revelado por um twitter do jornalista Fernando Rodrigues (UOL), que fez uma referência ao episódio. O problema é que momentos depois, a postagem foi apagada, e veículos de comunicação que estavam pautados para falar sobre o assunto, simplesmente mudaram a pauta e ignoraram completamente o caso. O jornal Valor, chegou a produzir matéria, mas falando superficialmente sobre o caso.

O suposto golpe de Cris Duclos teria sido descoberto pelo presidente da empresa, Amos Genish que foi alertado sobre a compra de um imóvel no luxuoso condomínio Quinta da Baroneza por R$ 4 milhões, pagos à vista. Ele contratou um detetive e fez uma devassa nas contas publicitárias da empresa. Cris foi demitida sumariamente, quando suas férias terminaram, ela teve o acesso às dependências da VIVO impedido.

Passados quase dois meses desde que ocorreu o episódio, tanto a VIVO quanto o mercado publicitário simplesmente se calaram diante da situação. O caso deveria ser investigado, afinal algumas dessas empresas de publicidade também possuem contratos com poder público, e se elas se sujeitaram à supostamente pagar propina para uma gerente de marketing, certamente pagariam para servidores públicos corruptos.

A VIVO negou que tivesse qualquer irregularidade ou mesmo investigações. A empresa afirmou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que está fazendo uma “reestruturação” e sobre a saída de Cristina Duclos, “a companhia reitera sua prática de não comentar questões dessa natureza”.

Ninguém falou também se o marido de Cris, Ricardo Chester continua trabalhando na agência de Guanaes recebendo o mesmo salário.