“Sereia congelada” é encontrada na Antártida através de imagens do Google

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“Descoberta” gerou debate entre usuários do Youtube; confira

Um usuário do Youtube publicou um vídeo em que mostra uma ” sereia congelada ” na Antártida através do Google Earth . Ele também descartou a hipótese de que a forma encontrada fosse uma formação geológica.

O usuário disse ainda que a descoberta pode ter sido causada pelo derretimento do gelo da Antártida . A publicação gerou debates entre as pessoas que acreditavam que a forma era, de fato, uma sereia e as que refutavam a possibilidade. Confira o vídeo:

Vários internautas acreditam que a forma pode ser apenas uma formação geológica ou alguma outra espécie marinha, como um golfinho , congelada. Via iG – Imagem de capa ilustrativa – Pixabay

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Grupo de amigos recria cena de filme da Marvel em cachoeira e bomba nas redes sociais como os ‘Vingadores do Cerrado’

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Jovens de Goiânia gravaram cenas durante viagem ao Mato Grosso. Postado sem pretensão, vídeo que retrata heróis como Capitão América e Homem-Aranha já tem mais de 1,2 milhão de visualizações

Um grupo de amigos viralizou na internet com um vídeo no qual representam uma cena do filme Vingadores, da Marvel. Em uma cachoeira, cada um fez o papel de um super-herói da série e abusou da criatividade para representar as poses, adereços e armas. Postadas nas redes sociais sem nenhuma pretensão, as imagens já tem mais de 1,2 milhões de visualizações e deixaram famosos os “Vingadores do Cerrado”.

O vídeo foi feito na última sexta-feira (25), durante uma viagem que os cerca de 20 amigos fizeram para conhecer as belezas naturais de Barra do Garças, no Mato Grosso.

Nove deles participam do vídeo, sendo oito atuando e um que filmou e editou o material. São retratados personagens como Thor, Capitão América, Hulk, Dr. Estranho e Homem Aranha.

Com direito a mesma trilha sonora do filme, eles “surgem” de dentro de uma cachoeira de água cristalina e começam a fazer poses que lembram seus personagens. Itens como boia, graveto, toalha e até um chapéu são usados para simular as armas.


Finanças “Caneta Azul, Azul Caneta” | Como um vídeo sem graça virou meme em poucos dias

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Caneta azul, azul caneta, caneta azul está marcada com minha letra. Se você leu essa frase cantando, já sabe do que se trata. E se você não faz ideia do que está acontecendo, calma que a gente te explica.

Acontece que, de uns dias para cá, o vídeo de um homem cantando essa música intitulada Caneta Azul simplesmente estourou nas redes sociais. No YouTube, onde foi hospedado originalmente no dia 18 de outubro, alcançou nada menos que 3 milhões de visualizações até o presente momento.

Resultado: muita gente comentando sobre o vídeo no Twitter e nas demais redes sociais, e até mesmo vários famosos gravando vídeo cantando o “hit” do momento.

Ninguém sabe o que esperar do universo dos memes. Tudo está quieto, e do nada um vídeo, uma frase ou uma foto passa a reinar na internet. Tão súbito quanto é o sucesso de um viral, é também sua queda. Você provavelmente lembra de memes que fizeram um sucesso imensurável antes, mas que agora não são mais comentados (como “Eita Giovana” ou o “Já acabou, Jéssica?”, por exemplo, que também entraram na internet com os dois pés na porta e ficaram conhecidos pelo país inteiro).

De qualquer forma, confira o vídeo que tem conquistado os corações dos internautas brasileiros:

Basicamente, a música composta pelo maranhense Manoel Gomes conta a história de um estudante que perdeu sua caneta azul no caminho da escola e deseja encontrá-la novamente. A causa de tanto buzz ainda é desconhecida: a simplicidade, talvez, nas suas duas estrofes e um refrão? Ou o sentimento singelo de um rapaz por seu objeto favorito (a tal da caneta azul)?

Qualquer que seja o motivo para o sucesso, o fato é que ele é inegável, com a lista de famosos envolvidos com o meme apenas aumentando: Simone (da dupla com Simaria), Wesley Safadão, Thiago Brava, Tirulipa, Rodrigo Faro, Eduardo Costa e Neymar — por enquanto. Manoel já chegou até mesmo a ser chamado para cantar Caneta Azul com Thiago Brava ao vivo no palco de um show do músico, e até um deepfake do presidente Bolsonaro cantando a música chegou a ser feito. Além disso, o responsável pela canção já alcançou mais de 76 mil seguidores no Instagram.

ATENÇÃO PAIS: Instruções para ‘suicídio infantil’ são encontradas em desenhos no YouTube

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Todos os vídeos denunciados foram tirados do ar pelo YouTube após a reclamação

O YouTube está envolvido em mais uma polêmica: vídeos infantis com instruções sobre como realizar o suicídio. A descoberta foi feita pela pediatra e mãe Free Hess, comentando que notou as instruçõesem um conteúdo supostamente inocente a que seu filho assistia na plataforma da Google.

Em certo momento de um dos vídeos encontrados por Hess, a gravação de um homem indicando a forma “correta” de cortar o punho para o suicídio é exibida por cerca de 10 segundos (este homem, na internet, é conhecido como Filthy Frank). Como se nada tivesse acontecido, o desenho animado volta a ser reproduzido automaticamente.

No meio do desenho, a gravação de um homem indicando a forma “correta” de cortar o punho para o suicídio é exibida por cerca de 10 segundos

“Nada me choca muito. Eu sou médica, trabalho no departamento de emergência. Eu vi muita coisa. Mas isso aconteceu”, escreveu Hess em seu blog profissional de pediatria. “Este vídeo foi intencionalmente implantado no YouTube Kids para prejudicar nossos filhos. Ele esperou até um ponto do vídeo em que os pais deixassem os filhos sozinhos [para incluir a instrução], pensando que seus filhos estavam apenas assistindo a um desenho animado inofensivo”.

“Eu acho que nossos filhos estão enfrentando um mundo totalmente novo com mídias sociais e acesso à internet. Está mudando a maneira como eles estão crescendo e se desenvolvendo. Acho que vídeos como esse os colocam em risco”, acrescentou Hess em entrevista ao The Washington Post.

Todos os vídeos denunciados foram tirados do ar pelo YouTube após a reclamação, mas você pode ver as cenas clicando aqui.

A porta-voz do YouTube, Andrea Faville, comentou o caso: “Contamos com a tecnologia de detecção de usuários e detecção inteligente para sinalizar esse conteúdo para nossos revisores. A cada trimestre, removemos milhões de vídeos e canais que violam nossas políticas e removemos a maioria desses vídeos antes que eles tenham qualquer visualização. Estamos sempre trabalhando para melhorar nossos sistemas e retirar conteúdo violento mais rapidamente. Por isso, relatamos nosso progresso em um relatório trimestral [transparencyreport.google.com] e fornecemos aos usuários um painel mostrando o status dos vídeos que eles marcaram para nós”.

As informações são de Felipe Payão – Tecmundo

Protagonizada por família negra, campanha de O Boticário é alvo de ataques racistas

Vídeo lançado pela empresa brasileira de cosméticos já tem quase 20 mil “descurtidas” e comentários indignados: ‘modinha afro’

O comercial do Dia dos Pais da marca de cosméticos O Boticário, parece ter causado incômodo na internet. O vídeo, protagonizado por uma família negra, já reúne quase 20 mil deslikes. Nos quase 4 mil comentários da gravação, divulgada no canal da empresa no Youtube, diversos usuários expõem, indignados, o motivo pelo qual desaprovam a propaganda.
“Porque não tem nenhuma pessoa branca no comercial? Não é direitos iguais?”, alegou um internauta. “Na boa, essa modinha de afro em comercial já passou, muda para sustentabilidade ou outra modinha qualquer”, disse outro.
Há também manifestações de apoio à peça publicitária. “Brancos sempre tiveram representações em qualquer mídia e esfera da sociedade. Em nossas vidas, não muda nada um comercial com uma família negra porque já somos representados em 99% deles, mas para quem é negro faz sim diferença, isso é representatividade”, defendeu um usuário. “Tanto comercial que só aparece gente branca por ai e ninguém fala nada, depois vem dizer que não é racismo né?”, argumentou outra.

Brasil tem baixa representatividade de negros na publicidade

Um levantamento realizado em 2017 pelo Instituto Locomotiva com 2020 pessoas negras, revela que apenas 6% dos entrevistados se sentem adequadamente representados pelas propagandas de TV. Os dados contrastam com outra investigação conduzida pelo mesmo instituto também no ano passado, cujos cálculos mostram que a comunidade negra brasileira movimenta cerca R$ 1,62 trilhões de reais.
Nas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira que se declara preta ou parda chega a 112,6 milhões de pessoas – ou  54% dos brasileiros.

Assista à campanha:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-9tTjYmnVLE]

Fonte: diariodepernambuco

Buscas na internet sobre termo ‘machismo no Brasil’ cresceram 263%

Levantamento apontou que o conceito de “masculinidade tóxica” é desconhecido por 75% dos homens no país

Internautas brasileiros demonstram cada vez mais curiosidade em pesquisar o termo “machismo” nos canais de busca do Google e do YouTube, apesar de ainda existir falta de informação ou confusão sobre o tema. O apontamento faz parte de uma pesquisa realizada pelo Google BrandLab, que realizou 700 entrevistas online em diversos estados brasileiros e analisou o resultado nos canais de busca do Google e YouTube.

As consultas com o termo “machismo no Brasil” aumentaram 263% nos últimos dois anos, pulando da 9ª posição para 3º em volume de busca, e a existência do machismo no país é uma verdade assumida por 78% dos brasileiros.

No entanto, a pesquisa aponta que, apesar do crescimento do interesse, ainda há muita confusão e falta de informação sobre o tema. Para metade dos homens, machismo e feminismo são movimentos equivalentes. “O feminismo está disputando não é a hegemonia de um grupo sobre o outro, mas as relações de igualdade entre homens e mulheres”, explica o pesquisador do Núcleo sobre Sexualidades, Gêneros, Feminismos e Diferenças da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Fábio Mariano. O machismo, por outro lado, é o esforço para manter as assimetrias entre os gêneros.

O levantamento apontou que o conceito de “masculinidade tóxica” é desconhecido por 75% dos homens no Brasil. O termo explica que machismo e masculinidade hegemônica vêm a partir da construção do patriarcado, que é o sistema que, na construção do Estado, colocou as mulheres na esfera privada, cuidando da casa e dos filhos, e os homens na arena pública. “Responsável por manter a casa e por ocupar os espaços da política, onde se disputa poder”, destaca Mariano.

“A masculinidade vem referendar isso dizendo para o homem: ‘você precisa provar que é homem, assimilar determinados comportamentos’”, complementa o pesquisador. Essa construção é, segundo Mariano, tóxica ao dar aval para uma série de práticas nocivas.

Entre os comportamentos ligados ao padrão dominante de masculinidade que, de acordo com a pesquisa, vem sendo questionado pelos homens, está o cuidado com os filhos. Para 88% dos brasileiros, ser um bom pai é participar ativamente do cotidiano dos filhos. Enquanto 40% da audiência do YouTube de vídeos sobre cuidados com bebês é masculina.

“Ser pai é quem cuida, quem está junto o tempo todo, na medida do possível. Garantir uma casa limpa, as fraldas do bebê, as roupas lavadas. Fazer o rango. Dá um tapa na louça. Cuidar das contas. Cuidar da minha companheira”, afirma Marcel Segalla, de 33 anos, pai de Tiê, com menos de dois meses de vida.

Ele acredita ser preciso trabalhar ainda como transmitir bons valores à criança. “Saber a história da minha família, história do mundo. Pensar como traduzir essa história de erros e acertos dos familiares da gente, da humanidade, em forma de aprendizado que eu consiga transmitir para o meu bebê”, completa.

A combinação de atenção aos filhos com responsabilidade com as tarefas domésticas não é, no entanto, um consenso ente os brasileiros. Para apenas 34%, os homens também têm como tarefa o trabalho doméstico.

O pesquisador da PUC-SP ressalta que as contradições são ainda maiores. “Os números têm, por um lado, crescido. Os homens têm buscado mais, os canais de YouTube têm mais assinantes. Mas os números de violência continuam crescendo”, aponta. “O Brasil é o país que mais mata LGBTS, é o país em que uma mulher é assassinada a cada duas horas”, acrescenta o pesquisador sobre os fenômenos que atribui ao machismo, a masculinidade tóxica e a construção patriarcal da sociedade.

“Não adianta reconhecer e perpetuar. Você precisa avançar”, acrescenta Mariano. Ele defende que deve haver um esforço coletivo para descontruir ideias e práticas ligadas à construção da identidade do que é ser homem, mas que são nocivas à sociedade. “Os homens precisam ser educados desde pequenos para comportamentos voltados à igualdade”. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: noticiasaominuto

YouTube lança serviço de streaming de música para competir com Spotify

Em países como Estados Unidos e Austrália, o YouTube Red será substituído por outras duas plataformas, uma dedicada ao mundo da música

O YouTube lançará na próxima terça-feira uma nova versão de seu serviço de streaming de música para se posicionar mais claramente diante dos gigantes do streaming. Trata-se de uma revisão de seu serviço pago YouTube Red, lançado no final de 2015, que propunha música sob demanda de maneira semelhante à de seus concorrentes, como Spotify ou Apple Music, além de acesso à plataforma de vídeo do YouTube sem publicidade.

A partir de 22 de maio, o YouTube Red vai desaparecer para dar lugar ao YouTube Music Premium e ao YouTube Premium. O YouTube Music Premium será a principal aposta em streaming, com uma assinatura de 9,99 dólares por mês por um serviço sem anúncios. Já o YouTube Premium oferecerá, por 11,99 dólares, o serviço de música e o de vídeo, com programas originais da plataforma, como Cobra Kai, o primeiro projeto de grande escala do YouTube no universo das séries. Os usuários que já assinavam o YouTube Red continuarão pagando o mesmo preço, mas acessarão o YouTube Premium.

Os novos serviços serão lançados na terça-feira nos Estados Unidos, na Austrália, na Nova Zelândia e no México. A Coreia do Sul terá acesso apenas ao YouTube Premium. Eles também serão lançados “em breve”, segundo a empresa, em outros 14 países, incluindo a França. Ainda não há previsão para lançamento no Brasil.

O atual YouTube Music, gratuito e com publicidade, que é uma versão da plataforma de vídeo adaptada para suportes móveis, também será atualizado e permanecerá gratuito. Para evitar ter dois serviços concorrentes dentro do mesmo grupo, os assinantes do Google Play Music se tornarão automaticamente e sem custo adicional assinantes do YouTube Music Premium, mantendo sua conta original.

Fonte: veja

‘Despacito’, vídeo mais visto na história do Youtube, sai do ar após ser modificado por hackers

Invasores também modificaram descrição de vídeos de outros artistas, como Chris Brown, Shakira, DJ Snake, Selena Gomez, Drake e Taylor Swift. Na manhã desta terça-feira, o vídeo voltou a aparecer na página do cantor.

O clipe de “Despacito”, de Luis Fonsi, vídeo mais visto na história do Youtube, saiu do após ser modificado por hackers. Segundo os sites The Verge e Daily Mail, antes de ser retirado do ar, a imagem de exibição havia sido modificada. No lugar, foi incluído uma cena da série do Netflix “La Casa de Papel”. E, na descrição, aparecia o nome de Prosox & Kuroi’SH.

A mesma assinatura aparece em clipes de “Wolves”, de Selena Gomez, e “God’s Plan”, de Drake, que ainda seguem no ar sem alteração nas imagens. Segundo sites internacionais, vídeos de Chris Brown, Shakira, DJ Snake e Taylor Swift também foram atingidos.

Ainda na manhã desta terça-feira (10), o clipe de “Despacito” voltou a aparecer no ar, sem perder a contagem de views. Atualmente, são mais de 5 bilhões de visualizações no vídeo.

O usuário do Twitter Prosox, a quem foi atribuída a alteração nos videos, escreveu em sua página na rede social sobre o caso: “Vevo, vocês têm todo meu respeito, mas não deixe o controle do seu site com qualquer desenvolvedor. Isso foi uma brincadeira. Se quiséssemos prejudicar seus clientes, nós poderíamos deletar todos os vídeos, mas eu não deletei Despacito. Acreditem em mim”.

Procurado pelo G1, o Youtube informou: “Depois de observarmos uma atividade incomum de upload em alguns canais da VEVO, trabalhamos rapidamente com nosso parceiro para desativar o acesso enquanto eles investigam o problema”.

Em outubro, o clipe de “Despacito”, hit dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee, tornou-se o primeiro projeto musical a conseguir a marca de 4 bilhões de visualizações no YouTube.

Fonte: G1

Associações americanas acusam YouTube e Google de práticas ilegais com crianças

Um porta-voz do Google disse à AFP que a empresa ainda não teve acesso à denúncia, mas que “proteger as crianças e suas famílias é uma prioridade” do grupo

Associações americanas acusaram nesta segunda-feira o YouTube e sua matriz, Google, de coletar dados pessoais de crianças e utilizá-los com fins publicitários, uma prática que consideram ilegal.

Vinte e três organizações de defesa dos direitos digitais e de proteção da infância denunciaram as empresas à FTC, a Comissão Federal de Comércio, e pediram uma investigação sobre tais práticas.

As associações alegam que o Google coleta informações pessoais de menores de idade no YouTube, um site proibido para menores de 13 anos, como sua localização, o aparelho que utilizam para a conexão ou os números de telefones celulares “sem informar previamente os pais”. As informações são utilizadas com “fins publicitários entre as crianças na internet”.

“Há anos que o Google abandonou suas responsabilidades a respeito das crianças e suas famílias, afirmando de maneira enganosa que o YouTube – um site inundado de desenhos animados, canções infantis e publicidade de brinquedos – não está habilitado aos menores de 13 anos”, afirma em um comunicado Josh Golin, da Campanha por uma Infância sem Publicidade, uma das organizações denunciantes.

“Google obtém lucros gigantescos com a publicidade para crianças e deve respeitar a COPPA”, a lei de proteção da vida privada das crianças na Internet, destaca Golin.

As práticas do Google violam esta lei de 1998, que “proíbe que um site destinado a crianças que saiba o que as crianças utilizam, colete ou utilize informações sem o acordo prévio dos pais”.

Um porta-voz do Google disse à AFP que a empresa ainda não teve acesso à denúncia, mas que “proteger as crianças e suas famílias é uma prioridade” do grupo.

“Como o YouTube não é voltado para crianças, fizemos grandes investimentos para criar o aplicativo YouTube Kids, uma alternativa especialmente destinada às crianças” disse o porta-voz.

A desconfiança do público é cada vez maior a respeito da gestão dos dados pessoais dos usuários por parte de grandes empresas de Internet como o Facebook, envolvido atualmente em um escândalo relacionado com esta questão.

Fonte: em.com

O que se sabe sobre a mulher apontada como responsável por ataque na sede do YouTube

Nasim Aghdam, que teria cometido suicídio no local, se apresentava como atleta, ativista, comediante, modelo e poeta, entre outras coisas, e acusava plataforma de intervir para que seus vídeos tivessem menos visualizações

Era com essas palavras que a californiana de origem iraniana Nasim Aghdam, de 39 anos, se descrevia no YouTube, plataforma onde mantinha ao menos quatro canais de vídeos sobre as bandeiras que defendia, muitos deles exibindo o que via como crueldade com animais. Desde terça-feira, porém, os canais não estão mais disponíveis. Apenas parte do conteúdo, postado em um site.

Aghdam é apontada como principal suspeita de ter atirado e ferido três pessoas na sede do YouTube em San Bruno, no norte da Califórnia, na tarde de terça-feira. Entre os feridos, uma mulher de 32 anos e um homem de 36 estariam em estado grave.

A suposta atiradora, por sua vez, foi encontrada morta após aparentemente ter cometido suicídio.

Houve rumores de que uma das vítimas seria seu namorado, mas a polícia afirmou que até o momento não havia evidências de que ela conhecia as pessoas atingidas ou de que tivesse alvos específicos no local do tiroteio.

Em muitos de seus vídeos, Nasim aparece séria, faz exercícios físicos e protesta contra o que considera crueldade com animais

Motivos
Possíveis motivos do ataque ainda são investigados.

Seu pai, identificado pela mídia local como Ismail, teria declarado, porém, que ela estava com raiva porque o YouTube parou de pagar por seus vídeos.

Vídeos postados na plataforma podem receber dinheiro por anúncios vinculados, mas o YouTube pode “desmonetizar” os canais por vários motivos, retirando os anúncios. Não está claro, porém, se isso ocorreu com os conteúdos postados por Aghdam.

Seu pai afirmou que ela havia sido registrada como desaparecida na segunda-feira, após dois dias sem atender ligações.

Horas depois, a polícia a encontrou dormindo em seu carro em Mountain View, 25 km ao sul dos escritórios do YouTube em San Bruno, e informou à família.

A mídia local publicou que seu pai teria advertido a polícia de que ela poderia ir até a empresa porque “odiava o YouTube”.

Críticas
Em janeiro de 2017, Aghdam acusou o YouTube de discriminação e criticou a plataforma por supostamente filtrar suas postagens.

“O YouTube filtrou meus canais para impedir que obtivessem visualizações!”, escreveu na página em que reúne seu conteúdo online. E acrescentou: “Vídeos de usuários ‘marcados’ são filtrados e simplesmente rebaixados, para que as pessoas mal possam vê-los”.

Aghdam também ressaltou que “não há oportunidades iguais de crescimento no YouTube ou em qualquer outro site de compartilhamento de vídeos”. “Seu canal só crescerá se eles quiserem que cresça !!!!!”, complementou.

Ela também cita Adolf Hitler, dizendo: “Torne a mentira grande, simples, continue contando-a e, em algum momento, eles vão acreditar nela.”

O YouTube encerrou as contas de Aghdam na plataforma após o tiroteio. Seus perfis no Instagram e no Facebook também foram removidos.

Em um de seus perfis no Instagram, ela se apresenta como “atleta, artista, comediante, poeta, modelo, cantora, apresentadora, atriz, diretora e produtora”.

Em um print da página, exibe como nome de usuária “Nasimesabz”, com 54,9 mil seguidores. Na outra, se apresenta como Vegan Nasim, com 16,2 mil seguidores.

“Meus seguidores do Instagram, visualizações, gostos são reais”, escreveu em seu site junto às imagens dos perfis.

“No Instagram, você pode comprar páginas, comprar gostos, comprar seguidores, …. Mas os meus são reais, sem publicidade ou usando programas destinados a promover páginas”, acrescentou.

Imagens transmitidas em emissoras de TV locais mostraram funcionários saindo com as mãos levantadas da sede do YouTube, ontem

O ataque
As primeiras informações sobre o tiroteio surgiram no Twitter, quando Vadim Lavrusik, funcionário da empresa, escreveu que estava com colegas em uma sala se protegendo de “um atirador na sede do YouTube”.

A suspeita teria se aproximado de um pátio ao ar livre e área de jantar na hora do almoço. A investigação aponta que os disparos teriam ocorrido em um café no térreo da sede do YouTube. Ela teria abrido fogo com uma pistola.

O chefe de polícia de San Bruno, Ed Barberini, disse que a cena era “caótica”, com várias pessoas fugindo.

Imagens transmitidas em emissoras de TV locais mostraram funcionários saindo com as mãos levantadas. Outras imagens mostraram que os evacuados formavam uma fila antes de serem revistados individualmente pela polícia.

“Encontramos uma pessoa morta no prédio após um disparo contra si mesma “, disse Barberini, em entrevista coletiva. “É uma mulher, mas a investigação ainda está em andamento.”

Casos com atiradoras são raros
O episódio chama atenção pela suposta autoria dos disparos: segundo um estudo recente do FBI, de 160 tiroteios similares registrados entre 2000 e 2013, apenas 6 foram conduzidos por mulheres.

O número representa 3,8% do total de casos, segundo o órgão de investigação americano.

As forças de segurança de San Bruno evacuaram o YouTube minutos após receberem “dezenas de ligações” sobre o incidente.

Parte dos feridos foi levada para o Zuckerberg Hospital, inaugurado em 2016 após uma doação de US$ 75 milhões (ou aproximadamente R$ 250 milhões) do dono do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua esposa, a pediatra Priscilla Chan.

O hospital da universidade de Stanford informou que recebeu “quatro ou cinco pacientes” vindos da sede da empresa.

Marcha pelas nossas vidas
No último dia 24, uma multidão estimada em 1,5 milhão de pessoas participou de protestos em todo o país pedindo regras mais rígidas para o acesso a armas nos EUA.

Organizadores da “Marcha pelas nossas vidas” comentaram o novo tiroteio pelo Twitter, mandando mensagens de apoio para as vítimas.

A Google, dona do YouTube, informou que está colaborando com as investigações da polícia e acompanhando a situação dos enviados para hospitais.

Mais de mil funcionários trabalham no conjunto de prédios do YouTube, em San Bruno. Entre eles estão engenheiros, equipes de vendas, marketing e conteúdo.

Pelo Twitter, o presidente Donald Trump disse que foi informado sobre o caso, mandou mensagens para vítimas e familiares e elogiou a celeridade da polícia.

Fundado em 2005 e comprado no ano seguinte pela Google, o YouTube é a plataforma de vídeos online mais popular do planeta.

Fonte: BBC