Temer diz que não se pode abrir mão do controle da Embraer

Em café da manhã com jornalistas, o presidente Michel Temer garantiu que não há cogitação de transferir o controle acionário da Embraer. Segundo Temer, o interesse da empresa Boeing pela companhia brasileira é uma boa sinalização para o Brasil, mas uma eventual fusão iria contrariar a soberania nacional já que a Embraer está à frente de projetos de interesse das Forças Armadas.

Temer afirmou também que o governo vai editar uma medida provisória para o saque de contas inativas do PIS/Pasep a partir dos 60 anos. Em agosto, o Executivo havia editado uma proposta que liberava o saque para mulheres a partir dos 62 anos e para homens a partir dos 65. Mas a medida provisória (MP) perdeu a validade e agora uma nova medida será enviada na semana que vem, quando o Congresso estará de recesso.

Anteriormente, a previsão era que o impacto da MP seria de R$ 12 bilhões. Agora, segundo o presidente, o valor deve ser maior já que a margem de pessoas que vão poder sacar o benefício vai aumentar.

Temer também comentou sobre as eleições do ano que vem. Perguntado se iria concorrer, disse que apenas que seria um candidato a um bom governo. Disse que não sabe se o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles será candidato. O ministro, que também estava no café da manhã, respondeu que só decidirá isso no ano que vem.

Temer pediu o apoio da imprensa para a aprovação da reforma da Previdência. E afirmou que está otimista quanto à aprovação da proposta e que se o texto não passar, isso vai gerar um descrédito para o país frente o mundo.

Michel Temer comentou também sobre os casos de corrupção que o governo se viu citado ao longo do ano. Disse que perdeu tempo se defendendo de acusações sem fundamento. E criticou o ex-procurador-geral Rodrigo Janot dizendo que os acusadores dele, hoje, estão desmoralizados porque o peemedebista conseguiu derrubar a denúncia na Câmara dos Deputados.

Ele ainda comentou sobre o caso Joesley Batista, disse que vai continuar recebendo pessoas fora da agenda, porque isso faz parte do jeito dele e que não vê mal nenhum na prática. Lembrou que recebe, inclusive, jornalistas fora da agenda.

E, por fim, Temer comentou sobre uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionado se preferia uma eleição com Lula ou sem Lula, Michel Temer disse que preferia não entrar nesse conflito, preferia não opinar e que vai esperar a Justiça definir o caso do ex-presidente já que Lula vai ser julgado na segunda instância em janeiro.

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