Trump sobe o tom contra a Rússia e avisa que mísseis ‘bacanas, novos e inteligentes’ estão chegando à Síria

Presidente dos EUA anunciou que fará uma ação militar após suspeita de ataque químico matar dezenas em Guta Oriental no fim de semana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra a Rússia nesta quarta-feira (11) e avisou que mísseis “bacanas, novos e inteligentes” estão chegando à Síria. O anúncio da ação militar acontece quatro dias após mais uma suspeita de ataque químico matar dezenas na região de Guta Oriental.

“A Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque eles estão chegando, bacanas, novos e “inteligentes”! Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que usa gás para matar o seu povo e gosta disso”, afirmou Trump no Twitter, fazendo referência ao ataque ocorrido no sábado (7). As tropas de Bashar al-Assad teriam utilizado um gás tóxico na ação.

Logo após a declaração de Trump, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que os mísseis deveriam estar direcionados para os terroristas, não para um “governo legítimo”.

Nesta manhã, o governo russo já tinha feito uma advertência para o perigo de qualquer ação no país. “Como antes, esperamos que todas as partes evitem qualquer ação, que em nenhum caso seria justificável e que poderia desestabilizar a já frágil situação da região. A situação atual é muito tensa”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

Primeiro ataque americano
Há um ano, em 6 de abril de 2017, os Estados Unidos já atacaram diretamente a Síria, em uma reação contra um ataque químico atribuído ao regime de Bashar Al-Assad, que havia deixado 86 mortos dois dias antes.

Naquela ocasião, forças americanas lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea de Al Shayrat, perto de Homs. Os mísseis foram lançados de dois porta-aviões e tiveram como alvos “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”.

O Pentágono afirmou que aproximadamente 20% do poderio aéreo das forças sírias foi destruído no ataque de abril de 2017, mas o governo local afirmou que a base já estava operando novamente dois dias depois.

Sete anos de guerra
A guerra, que entrou em março no seu 7º ano, teve início com protestos inspirados pelas revoluções da Primavera Árabe, reagindo à prisão e tortura de dois adolescentes que tinham grafitado o muro de uma escola. Com a repressão violenta das forças de segurança, os protestos foram se espalhando pelo país e se transformando em uma revolta armada de vários grupos com o objetivo de derrubar o regime.

O mais recente balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) indica que mais de 500 mil pessoas morreram.

Fonte: g1

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