Turquia detém seis pessoas após morte de embaixador russo

A agência de notícias estatal Anadolu disse nesta terça-feira (20) que a mãe, o pai, a irmã e dois parentes do atirador foram detidos na província de Aydin

A polícia turca deteve seis pessoas, segundo a mídia estatal, após o embaixador russo na Turquia ser morto a tiros pelas costas durante discurso em uma galeria de arte de Ancara, na segunda-feira (19), por um policial fora de serviço que gritou “não esqueçam Aleppo” e “Allahu Akbar”.

A agência de notícias estatal Anadolu disse nesta terça-feira (20) que a mãe, o pai, a irmã e dois parentes do atirador foram detidos na província de Aydin, de onde era proveniente o policial Mevlut Mert Altintas, autor dos disparos. O colega de apartamento de Altintas em Ancara também foi detido.

A polícia entrou e saiu de uma área isolada na manhã desta terça-feira fora da galeria de arte onde o embaixador Andrey Karlov foi morto. Uma van da equipe de investigação criminal estava estacionada do lado de fora do prédio.

Os Estados Unidos informaram que as três missões do país na Turquia seriam fechadas nesta terça-feira após disparos em frente ao prédio da embaixada dos EUA em Ancara durante a noite. A embaixada fica próxima à galeria onde Karlov foi morto, e a polícia deteve um homem durante o incidente, relatou a mídia estatal.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou nesta terça-feira que os chanceleres dos dois países destacaram a necessidade de maiores esforços no combate efetivo ao terrorismo durante ligação telefônica à noite.

Os chanceleres da Rússia, Turquia e Irã irão se encontrar em Moscou posteriormente nesta terça-feira para discutir a crise na Síria. Uma delegação russa é esperada para chegar a Ancara nesta terça-feira para realizar investigações sobre o ataque, segundo a rede CNN Turk.

Na segunda-feira, Mert Altintas, de 22 anos, matou com vários tiros o embaixador russo Andrei Karlov no momento em que ele inaugurava uma exposição de fotos, um assassinato filmado pelas câmeras que cobriam o evento.

Mert Altintas, que não estava de serviço, entrou na galeria de arte depois de mostrar sua carteira da polícia quando os serviços de segurança da galeria detectaram que portava uma arma, indicou o jornal Sabah.

O policial permaneceu atrás do embaixador na típica posição de proteção, sacou rapidamente sua arma e matou o diplomata com vários tiros nas costas.

Posteriormente, o assassino do embaixador morreu em um tiroteio com as forças especiais de intervenção da polícia turca.

Mevlüt Mert Altintas pode estar vinculado ao pregador Fethullah Gulen, acusado de ter organizado o golpe de Estado frustrado de 15 de julho, segundo vários meios de comunicação.

Esta hipótese havia sido cogitada na segunda-feira pelo prefeito de Ancara, Melih Gökçe.

Gulen, que vive exilado nos Estados Unidos e que nega as acusações de que esteve envolvido no golpe de julho, declarou que sentia uma “profunda tristeza” pelo assassinato do embaixador russo.

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