Universitário é investigado por se passar por nutricionista e divulgar planos alimentares nas redes sociais

A atuação de um universitário que se passava por nutricionista foi descoberta pela Polícia Civil, em Cuiabá. De acordo com a Delegacia de Defesa do Consumidor, Kenzio Dutra de Queiroz, de 27 anos, é aluno do curso de nutrição de uma universidade particular, se passava por nutricionista e ‘vendia’ planos alimentares pelas redes sociais. O universitário cobrava R$ 300 pela consulta e R$ 600 para acompanhamento. Ele prestou depoimento à polícia nessa quinta-feira (28).

Em interrogatório na delegacia, Kenzio confessou o crime e deu detalhes de como falsificou um documento para se passar por nutricionista. A polícia teve acesso a uma postagem do universitário em uma rede social, onde ele mostra o diploma falso. O G1 não conseguiu contato com o universitário.

Polícia teve acesso a uma postagem do universitário em uma rede social, onde ele mostra o diploma falso (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciaram com a representação do Conselho Regional de Nutricionista da 1ª Região CRN/1, que dizia que Kenzio estava exercendo ilegalmente a profissão, uma vez que ainda era acadêmico do curso de nutrição.

Segundo a denúncia, Kenzio fazia atendimentos no próprio apartamento como nutricionista, cobrando o valor de R$ 300 pela consulta ou de R$ 600 para acompanhamento nutricional pelo período de seis meses.

Com a denúncia, os policiais localizaram o universitário, que já havia sido intimado, e o levaram para a delegacia, onde foi interrogado pelo delegado Antônio Carlos de Araújo.

Conforme o delegado, Kenzio é fisiculturista e usava o esporte como forma para contatar clientes dentro de academias e fazer a venda dos seus planos alimentares e de atendimento nutricional, além de divulgações dos serviços através de redes sociais. Ele chegou a dar entrevista para um site da capital onde falava sobre a importância da formação em nutrição e sobre os atendimentos realizados no apartamento.

Por usar as redes sociais para divulgar o trabalho, Kenzio começou a receber questionamentos se era realmente formado em nutrição e decidiu falsificar um diploma. Segundo o delegado, o rapaz usou o logotipo da universidade, alterou os dados do documento e colocou o nome dele como se tivesse colado grau no curso de nutrição no ano de 2016.

A polícia abriu uma investigação e Kenzio pode responder pelos crimes de exercício ilegal da profissão, falsificação de documento de certificado de conclusão de curso e uso de documento falso.

O rapaz não estava em situação de flagrante e foi liberado depois de prestar depoimento.

Fonte: g1/mt

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