Veja os sintomas do ‘transtorno afetivo bipolar’, doença que 60 pacientes tentam se curar em Vilhena (RO)

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é um dos transtornos mais complexos que existe atualmente. De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo 254 milhões de pessoas sofrem com esse transtorno no mundo. Só em Vilhena (RO), a cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, 60 pessoas estão tentando uma cura do TAB no Centro de assistência psicossocial (CAPS).

O diagnóstico de TAB é algo que requer muita atenção, estudo e observação de caso. A psicóloga Roxana Infante explica: “É importante salientar que humor linear, totalmente equilibrado, é algo que ninguém tem”, diz a psicóloga.

Todas as pessoas têm alteração de humor devido aos fatores externos e até fatores de ordem interna, como a tensão Pré-Menstrual (TPM). Essas oscilações não fazem que a pessoa sofra do transtorno de TAB.

Diagnóstico foi feito pelo CAPS local (Foto: Christian Wentz/G1)

“O estado de TAB consiste na permanência de alteração de depressão a euforia, por um período de no mínimo três semanas, de forma progressiva e constante, o que não é raro poder levar a uma internação para tratamento”, explica Roxana.

De acordo com a psicóloga, em casos clássicos de TAB e sem tratamento, cada fase dura de três a seis meses. “São seis meses de período depressivo e na sequência mais seis meses de normalidade e depois seis meses de euforia”.

A OMS inclui o TAB em seu relatório devido ao alto índice de suicídio.

Recentemente a cantora irlandesa Sinead O’conor, que sofre de TAB, postou em uma rede social um vídeo de 12 minutos para mostrar como é possível notar o quão devastadora é a doença, caso não tenha o tratamento correto.

“É o estigma que mata a pessoa, não os transtornos”. Em outro trecho, ela deixa claro o preconceito que há com doentes “Transtornos mentais são como drogas. Não dão a mínima para quem você é.”

Convivendo com a doença

Uma mulher de 39 anos, que cuida do filho com TAB e autismo, contou ao G1 sobre o dia a dia da vítima. “É muito complicado… não sei explicar. A gente vive em tensão constante. O autismo não me assusta mais, mas o TAB me preocupa muito por conta do comportamento suicida. É realmente muito, muito complicado”, explica.

Jovem de 16 anos sofre com transtorno em Vilhena (Foto: Christian Wentz/G1)

Tratamento

De acordo com doutor Kleber Ribeiro, especialista em saúde mental, o tratamento de TAB varia de acordo com a fase do paciente.

“ O tratamento base desse transtorno é feito com estabilizadores de humor, podendo ou não a necessidade de potencializadores”, explica.

Médico explica sobre sintomas e tratamento (Foto: Christian Wentz/G1)

Como qualquer doença psiquiátrica, é necessário um diagnóstico adequado. “É preciso que a pessoa ou um familiar procure um especialista”, finaliza o médico Kleber.

Onde buscar ajuda

Quando houver pensamentos suicidas e houver a necessidade de conversar, procure a entidade chamada Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza atendimentos pelo telefone contato é 141. O atendimento é gratuito e sigiloso.

O tratamento pode ser feito em médicos, psicólogos e CAPS, caso tenha no município que a pessoa reside.

Fonte: g1/ro

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