Volume final da trilogia Formação do Brasil, de Thales Guaracy, reconstitui a história para entender os atrasos brasileiros
Jornalista e cientista social revisita os principais eventos e conflitos do Brasil do século XVIII que moldaram o futuro de uma nação

Iniciada com A conquista do Brasil (1500-1600) e seguida por A criação do Brasil (1600-1700), a trilogia Formação do Brasil, escrita pelo jornalista e cientista social Thales Guaracy, encerra com o lançamento da obra A exploração do Brasil (1700-1800), que chega às livrarias pela Editora Planeta. No último século pesquisado, Thales busca reconstituir a história nacional para entender os atrasos que impactaram toda a nação e que, segundo o autor, refletem a fonte dos maiores males, assim como, as incontáveis virtudes do povo brasileiro.
O volume final da trilogia enfoca o conflito pela posse e o controle das riquezas da colônia, em um embate travado entre portugueses e portugueses, como se consideravam os luso-brasileiros. A partir da descoberta do ouro na região das Minas e para conter os impulsos de liberdade, a Coroa portuguesa radicaliza o chamado Pacto Colonial, que prolonga a dependência da Metrópole, além de dividir, enfraquecer, controlar e punir a elite colonial do Brasil, fortalecida ao se impor e colaborar para a restauração do próprio império português, após o fim da União Ibérica.
Dessa forma, a Coroa empenha esforços em assegurar a exploração das riquezas, especialmente o ouro das minas, e a própria monarquia absolutista, que entra no seu apogeu. Enquanto isso, a Revolução Industrial e o Iluminismo promovem um novo tipo de riqueza e possibilitam mudanças na sociedade e nas formas de governo que lançam outras nações para o futuro. Assim, mesmo em meio à abundância da riqueza natural brasileira, o absolutismo português, paradoxalmente, pereniza a pobreza – iniciando um atraso político, econômico e histórico tanto para o Brasil quanto para Portugal.
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