‘Votaram por mim. Onde ficam meus direitos?’, diz eleitor em Piracicaba

O funcionário público Marcelo Antonio de Oliveira, de 45 anos, não pôde votar neste domingo (5) em Piracicaba (SP) porque outra pessoa assinou e retirou o comprovante de votação por ele. “Isso é um absurdo. Votaram por mim. Aí eu pergunto: onde ficam os meus direitos de cidadão? Eu só quero votar”, disse o servidor logo após chamar a Polícia Militar (PM) na Escola Estadual João Conceição, bairro Paulista, onde ele vota. Segundo informações do Cartório Eleitoral da cidade, o problema pode ter sido causado por uma falha dos mesários.

Oliveira disse que chegou ao seu local de votação por volta das 12h. Ele foi embora para casa às 16h sem que a situação fosse resolvida e se disse revoltado. “Vou ficar sem exercer meu direito de eleitor. Eu estou indignado com isso. Vou procurar meus direitos e quero uma resposta da Justiça Eleitoral sobre isso”, reclamou. Na escola, o funcionário público recebeu a cópia de uma ata sobre o que aconteceu. O documento orienta Oliveira a procurar funcionários do cartório para regularizar sua situação.

Mesmo com o encaminhamento, o servidor registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. Oliveira disse ter recebido informações de mesários das seções de que existem outras cinco pessoas com nomes semelhantes ao dele. “Chegaram a sugerir que eu votasse e assinasse no nome de outra pessoa. Eu jamais faria isso. O problema só iria aumentar”, afirmou.

Possível erro

O chefe do cartório da 93ª Zona Eleitoral de Piracicaba, José Antonio Capelli, informou que a situação pode ocorrido devido a um erro do mesário na hora de conferir os documentos da pessoa que assinou o comprovante no lugar de Oliveira. “Às vezes, por uma desatenção, o eleitor pode ter assinado no espaço de outra pessoa por engano e a mesa não percebe. Possivelmente foi o que aconteceu. Quando a assinatura é legível e a identificação é possível, basta fazer a troca, o outro eleitor vota normalmente e a gente faz uma observação nos registros para que tudo fique corretamente computado”, disse.

No caso de Oliveira, porém, não foi possível liberar o voto. “A outra pessoa fez uma assinatura ilegível e não daria para fazer a troca”, afirmou Capelli. Sobre a queixa do eleitor que se sentiu lesado por não ter votado, o chefe do cartório afirmou que ele pode procurar a Justiça Eleitoral e regularizar sua situação ou, se achar necessário, poderá “procurar seus direitos” judicialmente.

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