Willer Tomaz se recusa a depor diante de jornalistas na CPMI da JBS

Argumentando que seu inquérito transcorre em segredo de justiça e alegando sigilo profissional garantido por lei entre cliente e advogado, Willer Tomaz se recusou nesta quarta-feira (4/10), no Congresso Nacional, a prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS e J&F na presença de jornalistas e demais convidados. O advogado solicitou à comissão que a oitiva fosse secreta e o pedido foi acatado por unanimidade.

Assim, por volta das 10h30, o presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO), transformou a reunião em reservada e determinou que fossem interrompidas as transmissões pela televisão, pela internet e pelo rádio do Senado. Ficaram na Plenário 2 apenas os senadores e deputados da comissão, membros da secretaria e taquigrafia, o técnico de som, além de Tomaz e seu advogado.

Willer Tomaz negou atuar no ambiente arenoso do lobby e afirmou que os investigadores jamais encontrariam movimentações financeiras que comprovem o cerne do pedido de sua prisão: o pagamento de mesada no valor de R$ 50 mil para o procurador da República Ângelo Goulart Villela. Garantiu ter meios para provar sua inocência.

“Fui acusado de atuar sorrateiramente em favor da JBS, mas há uma obviedade nunca considerada: eu tinha a procuração dos autos e neles atuei intensamente defendendo os interesses de minha constituinte, a Eldorado. Como a PGR pôde se amparar na premissa equivocada de que eu estava fazendo lobby?”, questionou.

Fonte: metropoles.com

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