Radar do Judiciário

A imprensa precisa ter liberdade, mas no caso Moraes e Malu Gaspar a responsabilidade passou longe e o ministro é o menos problemático no STF

Luiz Fux manteve mais contatos com banqueiros que qualquer outro na história do STF

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Alvo de uma ‘denúncia’ baseada em ‘seis diferentes fontes’ sem nenhuma identificação, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes está no centro de um furacão produzido pela colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, sendo acusado de ter promovido advocacia administrativa ao ter se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo para, segundo Gaspar, ‘ter tratado do caso do enrolado (e liquidado) Banco Master’, instituição que mantinha contrato com o escritório da esposa de Moraes.

O ministro negou oficialmente, o Banco Central também emitiu nota afirmando que a as reuniões e telefonemas de Moraes foram para tratar da sanção injustamente imputada pelo governo americano ao ministro e sua família. A jornalista Daniela Lima, do UOL reforçou as notas, praticamente desenhando a dinâmica que antecedeu a crise criada pela colunista do Globo.

Para os setores afetados pelas decisões do ministro, foi um prato cheio. Moraes, junto à opinião pública, se tornou alguém altamente suspeito. O que está em jogo no momento são interesses que a grande maioria sequer para para pensar, sendo mais fácil acreditar que Moraes cairia na esparrela de sair em defesa de contrato, que, por mais rentável que seja, não valeria manchar sua carreira, do que nas notas oficiais.

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