Advogado acusa sócios de terem desviado R$ 75 milhões de um dos maiores escritórios de São Paulo
Acusados afirmam que a ação 'não passa de uma manobra' 'para se furtar aos efeitos do pedido que será contra ele'

Um conflito milionário aportou na justiça paulista envolvendo um grande escritório de advocacia de São Paulo.
Trata-se de uma disputa judicial entre os sócios fundadores do Padis Mattar Advogados, que tem como clientes, por exemplo, Unigel e Totvs.
Eduardo Mattar ajuizou no dia 15 na 1ª Vara Empresarial e de Arbitragem de São Paulo uma medida cautelar contra seus sócios Paulo Padis, Beatriz Rios e Alexandre Rios. Mattar acusa-os de terem desviado R$ 75 milhões do escritório. A notícia é de Lauro Jardim, no jornal O Globo
Eduardo e Paulo são os fundadores e sócios majoritários da sociedade — o próprio nome do escritório evidencia o fato.
Na ação, os advogados de Mattar informam que a cautelar é preparatória para uma arbitragem que terá como objetivo condenar os réus a devolverem ao escritório “a quantia de R$ 75 milhões que retiraram do seu caixa, em brutal violação ao contrato social, por meio de conta bancária ‘secreta’, com a cooperação do departamento financeiro”.
A imputações pesadas não param aí.
Mattar acusa Padis de mentir “sobre o valor de honorários que seriam recebidos pela Sociedade em decorrência de um acordo em caso muito relevante, afirmando que a Sociedade receberia aproximadamente R$ 48 milhões, quando, na verdade, viria a receber quase R$ 93 milhões”.
Mais: “em violação flagrante ao contrato social e ao veto, Paulo, então, simplesmente instruiu a devedora desses honorários a efetuar o pagamento em uma conta secreta que havia aberto sem dar conhecimento a Eduardo, e então esvaziou a conta e transferiu para si e para os demais Requeridos aproximadamente R$ 75 milhões”.
Paulo Padis e os seus dois sócios acusados de desvio ingressaram ontem na 1ª Vara de Empresarial com um 'pedido de contraditório' no qual qualifica de 'narrativa mentirosa' as imputações feitas por Eduardo Mattar. Os advogados de Padis, Beatriz Rios e Alexandre Rios afirmam que a ação proposta por Mattar 'não passa de uma manobra' 'para se furtar aos efeitos do pedido que será contra ele' formulado' pelo escritório na arbitragem. Desafia ainda Padis "a comprovar essas falsas insinuações, solicitando a juntada de qualquer prova concreta de tentativa de destruição dos documentos – a qual não existe".