Alto preço das passagens aéreas e redução no número de voos são culpa do governo marcos Rocha; entenda
Via Painel Político

Na semana passada a informação de que a Azul e Gol pretendem reduzir o número de voos para Rondônia deixou muita gente indignada, principalmente pela justificativa, que seriam as altas quantidades de ações judiciais que tramitam na justiça rondoniense contra essas empresas. Mas isso é uma ‘meia verdade’, se é que isso existe. Faltou uma informação mais relevante para que essa conta feche.
As aéreas tentam, desde o mandato passado, agendar uma reunião com Marcos Rocha para tratar de buscar uma alternativa para o problema principal, o valor dos combustíveis e o baixo número de passageiros. Os voos tem saído lotados porque foram reduzidos, pois antes decolavam com cerca de 60% da capacidade, o que para as aéreas é prejuízo.
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Voar para Manaus se tornou proibitivo, seja pelo tempo de duração (agora o avião decola em Porto Velho, vem a Brasília e segue para a capital do Amazonas) ou pelos aborrecimentos. Devido a quantidade de passageiros que decola em Manaus, as aéreas tem enviado a bagagem no dia seguinte, por conta do peso das aeronaves.
Evidente que estamos falando de empresas privadas, cujos lucros vem da logística de voo. Para a conta fechar é preciso passageiros em quantidade, e para as grandes a rota para Rondônia só compensa com aviões cheios (ou combustíveis mais baratos).
Em Rondônia o ICMS do querosene de aviação é de 17,5% (de acordo com a tabela do Simtax. As aéreas querem reduzir esse percentual, trabalhar algum acordo para passagens promocionais, mas para isso precisa conversar com Marcos Rocha, afinal ele é o dono da caneta. Porém, segundo uma fonte executiva de uma das companhias, eles não conseguem.
A bancada federal também está perdida e não tem como resolver. Queixar-se à ANAC é perda de tempo, afinal trata-se de matemática pura e simples. Qualquer ‘protocolo’ ou ‘queixa’ na agencia reguladora é puro populismo barato.
A questão precisa ser resolvida, e isso tem que ocorrer em âmbito executivo, em parceria com o legislativo. Já em relação aos processos judiciais, para as aéreas é rotina. Em 2022 o CEO da Azul John Rodgerson revelou que a companhia recebe, em média, 4 mil ações judiciais por mês. E ele até brincou com isso, “Você pode ter algum juiz aleatório no meio do nada no Brasil, que irá tomar uma decisão (…) Eu sempre brinco que toda mala que perdemos tem um vestido de noiva dentro”, disse.
Ou seja, os 15 mil processos são apenas pouco mais de três meses no ano da Azul.
O problema de Rondônia é político…ou a falta deles…
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