Anthropic vs. Pentágono: como a disputa por IA redesenha a geopolítica global
Ação judicial e ataques a infraestrutura digital expõem como inteligência artificial e nuvem se tornaram ativos centrais na disputa entre Estados e corporações pelo poder global

A disputa judicial entre a Anthropic, empresa norte-americana de inteligência artificial, e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) ajuda a revelar uma nova etapa da corrida tecnológica global. O caso, que ganhou força em março de 2026, evidencia que a inteligência artificial deixou de ser apenas um tema de inovação ou regulação e passou a integrar, de forma explícita, o tabuleiro geopolítico.
O embate jurídico teve início após o Pentágono classificar a Anthropic como "risco à cadeia de suprimentos" da segurança nacional — designação historicamente reservada a fornecedores estrangeiros considerados adversários. A medida exigiria que contratistas do governo interrompessem o uso dos modelos de IA da empresa em operações vinculadas à defesa. Segundo a Anthropic, a decisão ocorreu após divergências sobre restrições impostas pela companhia ao uso de seus modelos em armas autônomas ou sistemas de vigilância em massa.
Em ação judicial protocolada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, a Anthropic alega que a designação viola seus direitos protegidos pela Primeira Emenda e excede a autoridade governamental. "A Anthropic recorre ao Judiciário como último recurso para defender seus direitos e interromper a campanha ilegal de retaliação do Executivo", afirma o documento jurídico citado pela Axios
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