Atirador mata pai e filho durante caça na Noruega; suspeito é preso
Um homem de 70 e poucos anos e seu filho, de cerca de 40, foram mortos a tiros neste domingo (4) perto de Halden, no sul da Noruega; um terceiro integrante do grupo de caça ficou gravemente ferido
📋 Em resumo ▾
- Um atirador abriu fogo contra um grupo de caça perto de Halden, no sul da Noruega, neste domingo (4), matando duas pessoas e ferindo gravemente uma terceira
- As vítimas fatais eram pai e filho; o terceiro ferido, também integrante do grupo, foi levado de helicóptero ao hospital Ullevål, em Oslo
- Um suspeito, que não fazia parte oficial do grupo de caça, foi contido por testemunhas no local e preso pela polícia; segundo a imprensa norueguesa, ele teria confessado o crime e aguarda avaliação psiquiátrica
- Por que isso importa: o caso chocou a Noruega — país com um dos índices de criminalidade violenta mais baixos da Europa — e reacende o debate local sobre posse legal de armas de caça
Um atirador abriu fogo neste domingo (4) contra um grupo reunido para uma caçada perto de Halden, cidade a cerca de 96 quilômetros de Oslo, no sul da Noruega, próxima à fronteira com a Suécia. Duas pessoas morreram e uma terceira ficou gravemente ferida, segundo a polícia norueguesa.
O que se sabe até agora
Segundo a Polícia local, representada pelo porta-voz da força-tarefa, Gisle Lindheim Sveen, três pessoas foram atingidas por disparos: duas morreram e a terceira ficou gravemente ferida. As vítimas faziam parte de um grupo de cerca de 14 pessoas que se reunia por volta das 7h30 (horário local) para distribuir os postos de observação antes do início de uma caçada de alces — rotina comum entre caçadores na região.
Segundo o promotor policial Anders Svarholt, as duas vítimas fatais eram um homem na casa dos 70 anos e seu filho, na casa dos 40. O terceiro ferido, também integrante do grupo, foi levado de helicóptero-ambulância para o hospital Ullevål, em Oslo.
A polícia informou que o terreno onde ocorreu o ataque é uma propriedade rural pertencente ao pai do suspeito, parte de uma área de caça conhecida como ØrFinsviken.
O suspeito
O suspeito foi contido no próprio local por testemunhas até a chegada da polícia, que efetuou a prisão em flagrante. A autoridade policial afirma que ele não fazia parte, oficialmente, do grupo de caça no momento do ataque — mas investiga se ele já havia integrado o grupo em outras ocasiões.
A imprensa norueguesa (Dagbladet) identificou o suspeito como Martin Braadland, de 29 anos, morador de Halden. Segundo reportagens locais, ele teria praticado tiro esportivo no clube de tiro de Halden quando jovem, entre 2010 e 2013, e possuía porte legal para duas armas de fogo — uma das quais, uma espingarda de caça, teria sido usada no ataque.
É importante marcar com precisão o que está confirmado e o que ainda não está: segundo reportagens locais, o suspeito teria confessado o crime às autoridades e deve passar por avaliação psiquiátrica — mas trata-se, até aqui, de um relato da imprensa sobre uma declaração em fase de investigação, não de uma condenação. A motivação do ataque segue sob apuração e não foi divulgada pela polícia.
O que ainda falta
A polícia afirma que as circunstâncias exatas do ataque ainda não estão totalmente esclarecidas e que equipes de perícia seguiam no local recolhendo provas balísticas e mapeando a posição de cada integrante do grupo no momento dos disparos. Informação insuficiente para verificar: não há, até o momento, confirmação oficial da motivação do crime, nem desfecho da avaliação psiquiátrica do suspeito.
A Noruega tem um dos menores índices de criminalidade violenta da Europa, o que torna um ataque a tiros com duas mortes um evento de grande repercussão local. O caso ainda será oficialmente formalizado pela Justiça norueguesa, à qual caberá dizer se — e como — o suspeito responderá pelo crime.
Versão em áudio disponível no topo do post.