Atividade econômica brasileira mostra sinais de desaceleração no final de 2024
IBC-Br recua 0,73% em dezembro, mas fecha ano com crescimento de 3,79%

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, apresentou recuo de 0,73% em dezembro de 2024 em relação a novembro, conforme dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. Apesar da queda no último mês do ano, o indicador encerrou 2024 com crescimento acumulado de 3,79%, demonstrando resiliência da economia brasileira ao longo do período. Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 17.
Desempenho trimestral e anual
O último trimestre de 2024 registrou leve crescimento de 0,015% em relação ao trimestre anterior, evidenciando uma moderação no ritmo de expansão econômica. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, houve crescimento mais robusto de 4,42%, indicando melhora significativa em relação ao ano anterior.
Evolução mensal
Os dados mostram que o índice dessazonalizado atingiu 152,33 pontos em dezembro, uma queda em relação aos 153,45 pontos registrados em novembro. Na comparação com dezembro de 2023, quando o índice estava em 149,16 pontos, houve crescimento de 2,36%, demonstrando que, apesar da desaceleração no final do ano, a economia manteve trajetória de expansão em termos anuais.
Perspectivas e análise
A desaceleração observada no final de 2024 pode sinalizar um ajuste na atividade econômica, possivelmente influenciado por fatores como:
Política monetária ainda restritiva
Normalização do consumo após período de forte expansão
Cenário internacional desafiador
No entanto, o crescimento acumulado de 3,79% no ano sugere que a economia brasileira manteve fundamentos sólidos, superando as expectativas iniciais do mercado para 2024.
Projeções
Com base na tendência observada nos dados, especialistas apontam para um possível cenário de:
Crescimento mais moderado para 2025
Necessidade de monitoramento da atividade econômica no primeiro trimestre
Possível estabilização do índice em torno dos 150 pontos nos próximos meses
O comportamento do índice ao longo de 2024, especialmente o forte desempenho no primeiro semestre seguido de moderação no final do ano, sugere um ciclo de ajuste que pode influenciar as expectativas e decisões de política econômica para 2025.
