Atos terroristas promovidos por bolsonaristas os colocam na condição de subversivos, e eles nem sabem o que é isso
Via Painel Político

Qualquer pessoa minimamente esclarecida fica espantada com a quantidade de asneiras que tem alimentado uma minoria decadente que quer, através da adoção de táticas terroristas, acabar com a democracia impondo uma realidade que não se sustenta. A população de Rondônia, estado que deu 70,6% de votos para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições se tornou refém da própria estupidez.
Rondônia, em nível de Estado, é majoritariamente de direita. Homenagens a ditadores estão em nomes de ruas, escolas e bairros. Ainda existe uma idolatria pelo Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, último governador militar, indicado pela ditadura que serve de ‘parâmetro comparativo’ com os que lhe sucederam. Ao longo dos anos o Brasil mudou, mas Rondônia ficou parada no tempo, com saudosismo tosco.
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A grande maioria da população desconhece as barbáries promovidas pelo governo militar durante a ocupação do Estado, o uso do Forte Príncipe da Beira como prisão para ‘subversivos’, onde eram torturados e mortos.
Os que hoje fecham rodovias, desconhecem que quem vai contra o Estado é um subversivo, tal foram os que se opuseram contra o estado ditatorial, e que muitos deles serão enquadrados em crimes contra o governo, e até mesmo como terroristas.
Curioso que esses mesmos que fecham rodovias, comemoravam quando a Polícia Rodoviária Federal agia com brutalidade contra os movimentos sociais, e quando parte da imprensa chama o MST e a LCP de ‘terroristas’.
Evidente que essa minoria que tem servido a interesses que eles desconhecem totalmente é a que será responsabilizada, afinal, eles teimam em querer dizer que são ‘movimentos espontâneos’, quando na verdade viraram uma infantaria de um grupo que perdeu uma eleição legítima, mas para poder negociar benesses, atiça o imaginário de pessoas simples, que realmente acreditam em ‘ameaça comunista’ e outras bobagens.
Os efeitos dessa delinquência começam a aparecer com bloqueios de contas de empresários que querem a manutenção do caos para poder saquear os cofres através da sonegação, da exploração da mão de obra sem nenhum controle estatal, dos ataques ao meio ambiente cada vez mais fragilizado, cujos reflexos são sentidos com aumento das temperaturas, que provocam fortes chuvas. Essas alterações climáticas não são ‘obras divinas’, mas sim o desmatamento desenfreado que acontece principalmente na região amazônica. Sim, o resto do mundo desmatou suas florestas, mas isso não é ‘carta branca’ para fazer o mesmo, pelo contrário.
Nas redes sociais é possível perceber que esses atos extremistas não tem apoio da população, mesmo os que votaram em Jair Bolsonaro criticam e condenam essas atitudes que claramente são financiadas e organizadas aqui em Brasília. Esta semana, o Metrópoles mostrou que onde era o escritório de campanha do PL, virou um QG de golpistas. E é daqui que parte a ordem e o capim que alimenta essa bizarrice equivocada.
Nenhuma eleição será anulada, e se fosse, seria toda, incluindo o primeiro turno. E creia, Bolsonaro perderia novamente, assim como grande parte dos que foram eleitos no primeiro turno não repetiria a mesma votação.
No Brasil a eleição acabou, foi disputada voto a voto, teve manifestos contra, ok, mas insistir nisso promovendo atos de terrorismo, impedindo as pessoas de ir e vir, tiram qualquer legitimidade de contestação. Os mesmos que defendem o ‘direito a propriedade privada’, estão ateando fogo em carretas de empresas, praças de pedágio, obstruindo a economia.
A sorte dessa gente é que o novo governo é democrata. Se Lula e o PT não tivessem apreço a vida humana, tal qual Jair Bolsonaro e sua gangue, eles estariam sendo espancados e teriam seus bens confiscados, como os que hoje protestam querem fazer com os movimentos sociais.
A falta que faz uma educação de qualidade….
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