Banco Master: crônica de uma morte anunciada
Por Profa. Dra. Thaís Cíntia Cárnio*

Em sua obra “Crônica de uma morte anunciada”, Gabriel García Márquez conta a história do homicídio de Santiago Nasar. Toda a cidade sabia dos planos para seu assassinato, mas ninguém tentou impedir o fatídico evento.
Qualquer semelhança com o destino do Banco Master não é coincidência. Quem observa o sistema financeiro já aguardava alguma ação do Banco Central. Estava “precificado”, como costumamos dizer no mercado. Ainda assim, seus dirigentes não mudaram o curso da temerária rota traçada, até chegar ao lamentável destino.
Não há rentabilidade milagrosa em aplicações financeiras de renda fixa, como o CDB, mesmo com a Taxa Selic nas alturas. A oferta de rendimento muito acima do praticado, alcançando 140% do CDI, dispara alarmes óbvios de falta de governança.
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