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Banco Master na encruzilhada: BC aguarda tentativa de liquidez antes de medidas drásticas

Com prazo apertado até o fim da semana e inquérito da PF em curso, Daniel Vorcaro corre contra o tempo para evitar intervenção no banco fundado há cinco anos

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O Banco Central do Brasil (BC) está em postura de observação cautelosa em relação ao Banco Master, uma das instituições financeiras que mais cresceram nos últimos anos sob o comando do empresário mineiro Daniel Vorcaro. Segundo apurações do Estadão/Broadcast, a cúpula do regulador aguarda uma tentativa concreta da instituição de obter liquidez antes de deliberar sobre qualquer regime de resolução, como intervenção ou liquidação extrajudicial.

Pessoas próximas ao processo revelam que Vorcaro, presidente e fundador do banco, intensificou negociações para vender ativos estratégicos, incluindo o Will Bank – fintech digital adquirida pelo Master em 2024 e considerada um dos poucos pontos positivos em meio à crise. O prazo é exíguo: até o fim desta semana, o executivo precisa apresentar propostas viáveis às autoridades para ganhar sobrevida.

O Banco Master, que surgiu como Banco Máxima em 1974 e adotou o nome atual em 2021 após reestruturações lideradas por Vorcaro, enfrentou um ano turbulento. Fundado há pouco mais de cinco anos na configuração atual, o banco expandiu rapidamente com emissões agressivas de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), atraindo investidores com rendimentos acima da média do mercado.

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