Poder e Bastidores

Biden estaria 'considerando' pedido para retirar as acusações contra Julian Assange

Os Estados Unidos querem extraditar o jornalista Julian Assange do Reino Unido sob acusações criminais pelo vazamento de registros militares da invasão americana ao Iraque

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O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que está considerando o pedido da Austrália para desistir da acusação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange. A notícia é da BBC Inglaterra.

O parlamento do país aprovou recentemente uma medida - apoiada pelo primeiro-ministro Anthony Albanese - pedindo o retorno de Julian Assange à sua terra nata, a Austrália.

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Os Estados Unidos querem extraditar o jornalista Julian Assange do Reino Unido sob acusações criminais pelo vazamento de registros militares da invasão americana ao Iraque em seu blog, o Wikileaks.

Assange nega as acusações, dizendo que os vazamentos foram um ato de jornalismo.

Quando perguntado na quarta-feira se ele tinha uma resposta ao pedido da Austrália, o Biden disse: "Estamos considerando isso".

Assange, 52 anos, está detido na prisão de Belmarsh e está lutando contra sua extradição nos tribunais do Reino Unido.

Em um post no X, anteriormente Twitter, dirigido a Biden, a esposa de Assange disse: "Faça a coisa certa. Largue as acusações."

A extradição de Julian Assange foi colocada em espera em março, depois que a Suprema Corte de Londres disse que os Estados Unidos devem fornecer garantias de que ele não enfrentaria a pena de morte.

Os promotores dos EUA querem julgar Assange em 18 acusações, quase todas sob a Lei de Espionagem, sobre a liberação do WikiLeaks de registros militares confidenciais dos EUA e telegramas diplomáticos relacionados às guerras no Afeganistão e no Iraque.

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Depois que a Grã-Bretanha deu legal para sua extradição no ano passado, os advogados de Assange, em fevereiro, lançaram uma tentativa final nos tribunais ingleses para contestar sua remoção.

Lula defendeu Assange

O Presidente Lula defendeu o fundador do Wikileaks, Julian Assange, durante entrevista coletiva em Londres, na Inglaterra em 2023.

“É uma vergonha que um jornalista que denunciou a falcatrua de um Estado contra outro esteja preso e condenado a morrer em uma cadeia”, afirmou o presidente após ser questionado por uma jornalista. 

Lula ainda disse esperar uma postura mais “combativa” dos órgãos de mídia. “A imprensa, que defende a liberdade de imprensa, não faz um movimento para libertar esse cidadão”, afirmou. “Precisamos colocar nossas teorias em prática de vez em quando.”

Essa não foi a primeira vez que Lula sai em defesa de Julian Assange. Em 2022, durante um evento do PT em Alagoas, o presidente sugeriu que o criador do WikiLeaks deveria receber um prêmio Nobel.

“Esse cidadão deveria estar recebendo um prêmio Nobel, esse cidadão deveria estar recebendo Oscar de decência e coragem porque denunciou ao planeta um país espionando outro país. E os Estados Unidos ainda teve coragem de pedir desculpas à Angela Merkel, mas não teve coragem ou não sentiu necessidade de pedir desculpas ao Brasil”, afirmou na ocasião.