Poder e Bastidores

Cassol fez o certo ao desistir da candidatura; resta saber para quem migram seus votos

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Via Painel Político

O ex-senador Ivo Cassol fez certo ao desistir da candidatura do governo no primeiro momento após o Supremo Tribunal Federal formar maioria e rejeitar seu pedido de revisão criminal. Ele poderia prorrogar um pouco mais essa pendenga, insistindo com o Tribunal Regional Eleitoral e depois recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral. Seria uma briga longa, cansativa e que talvez, caso fosse eleito, lá pelo segundo ou terceiro ano de mandato, seria apeado do cargo.

Mas o ex-senador optou por não prolongar o já turbulento cenário eleitoral em Rondônia, onde nenhum dos candidatos consegue convencer plenamente o eleitorado. Todos estão embolados e Cassol mostrou em poucos dias que sua liderança é incontestável. Rapidamente polarizou com o atual governador Marcos Rocha e a manter o ritmo que estava, iria para o segundo turno.

Mas Cassol optou por ‘não se humilhar’, como ele próprio afirmou. E está correto. Com sua desistência, resta saber quem vai herdar seus votos, Léo Moraes ou Marcos Rogério, ou se eles vão pulverizar entre todos. Em termos de alinhamento, Léo Moraes é quem mais se aproxima do italiano. Ambos são o que podemos chamar de centro-direita, ao contrário dos Marcos (Rocha e Rogério) que se colocam como ‘legítimos representantes da extrema-direita bolsonarista’ e tentam se consolidar como tal.

Marcos Rocha e Jaqueline Cassol são os mais prejudicados com a desistência de Ivo Cassol. Com o ex-senador na disputa fragilizado por questões judiciais, Marcos Rocha sabia que o italiano iria sangrar, e tomar votos dos demais adversários. Jaqueline perdeu um candidato ao governo que realmente puxa votos, e ela estaria mais fortalecida. Apesar de Ivo garantir que vai estar empenhado na campanha da irmã, seu discurso na live onde anunciou a desistência mostrou que ele vai se dedicar a pescar e cuidar dos netos, seus passatempos preferidos.

Cassol aproveitou a live para mostrar trechos de falas de ministros do Supremo onde eles dizem que ‘não houve dolo’ em seus atos como prefeito de Rolim de Moura, e que as obras contratadas foram concluídas. É inegável que Cassol foi o melhor e mais ativo governador desde a redemocratização. Modernizou o Estado, cuidou de estradas e fez grandes obras. Ficou conhecido por embates com o judiciário e legislativo, mas conseguiu contornar todas essas questões. E mostrou, com sua saída no momento certo, que a vaidade é um mal que assola grande parte dos políticos, mas essa ele já deixou para trás faz tempo.

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