Análise & Opinião

Coluna - Governador sobe o tom e diz que 'se for para enaltecer o vice, ele não é candidato a nada'

Setor produtivo, que prega 'estado mínimo' esperneia com restrição de carretas na Jorge Teixeira; Rafael é o Fera deve assumir no lugar de Lebrão nos próximos dias e fortalece Léo Moraes

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Gritaria

Mal o prefeito Léo Moraes anunciou a proibição do trânsito de carretas em horários de pico na avenida Jorge Teixeira, principal via de acesso ao porto graneleiro, produtores rurais e caminhoneiros começaram a reclamar nas redes sociais. A diretora da Aprosoja, entidade que reúne produtores de grãos, Antonielly Rottoli, divulgou vídeo afirmando que a solução é ‘simplista’ e que atrapalha a descarga de mercadorias, na já complicada logística de Porto Velho, e disse que o prefeito deveria investir em infraestrutura para melhorar o caótico desembarque.

Não é tão simples

É que cabe ao prefeito cuidar de sua população, e cabem ao governo do Estado e DNIT organizarem melhor essa logística. Sim, é verdade que soluções como viadutos e anéis viários seriam melhores soluções, mas também não é ‘tão simples'. Quem vive em Porto Velho lembra da novela dos viadutos que durou quase uma década para ficarem prontos porque são obras complexas, que consomem recursos.

Curioso observar

Que o chamado ‘setor produtivo’ é o primeiro a gritar por ‘menos estado', mas é também o primeiro a pedir todo tipo de ajuda, auxílio, redução de impostos, financiamentos, mas não ajuda, de fato. A Aprosoja poderia, por exemplo, pressionar a bancada ruralista para liberar recursos para essas obras de logística e infraestrutura, porque apenas reclamar no Instagram não resolve.

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