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Coluna Painel Político - Conselheiro substituto preso por 'rachadinhas' recebia mais de R$ 22 mil de salário

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É o cúmulo…

Erivan Oliveira da Silva, cujo cargo efetivo é de “conselheiro substituto” do Tribunal Contas de Rondônia recebe de salário, líquido, pouco mais de R$ 22 mil, de acordo com dados do Portal da Transparência do próprio órgão. O vencimento bruto (sem descontos) é de R$ 35.710,46. Convenhamos que não se trata de um salário baixo, mas não justifica o aumento patrimonial significativo que ele amealhou desde que assumiu a função, em 2011. O que teria ‘engordado’ o patrimônio, segundo o Ministério Público, teria sido a prática de ‘rachadinha’ com servidores comissionados que passavam por seu gabinete.

20%

De acordo com o Ministério Público, as prisões autorizadas pela justiça se justificam em razão de supostos episódios de assédio, hostilidade e até ameaças às vítimas. Mais de R$ 9 milhões, referentes a dezenas de imóveis, veículos e valores, foram indisponibilizados pela Justiça. Segundo a denúncia, o auditor exigia a entrega de parte da remuneração de servidores comissionados lotados em seu gabinete como condição para que os mantivesse nos respectivos cargos. Há suspeitas de que pelo menos duas pessoas teriam sido vítimas do esquema, em que se chegaria a cobrar 20% dos salários. No curso de investigações internas, a Corregedoria-Geral do TCE tomou conhecimento de que também teriam ocorrido ameaças às vítimas, o que, considerando o registro de antecedentes criminas de um dos envolvidos, motivou o pedido de prisão de duas pessoas. O nome da operação (Fraus) é referência à palavra fraude em latim.

Deu ruim

E nesta quarta-feira, a população de Rondônia amanheceu alvoroçada com a prisão do servidor, por conta de investigação da Corregedoria do TCE e do Ministério Público do Estado. Segundo informações apuradas com que tem familiaridade com as denúncias, Erivan deve viver, nos próximos meses, um verdadeiro ‘inferno astral’ em decorrência desse episódio, e possivelmente vai perder o emprego. Nesta quinta-feira, uma sessão extraordinária foi convocada para tratar dos trâmites internos em relação a Erivan e demais envolvidos.

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