Análise e Opinião

Coluna Painel Político - Seu prefeito pode estar prejudicando a cidade por não apresentar projetos; entenda

E ainda, segurança pública, ausência do Estado fornece mão de obra para o crime; políticos se movimentam de olho em 2026

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Ausência do Estado

Segurança pública não se resume a efetivo policial. Ela é composta também por uma série de medidas que precisam ser implementaras pelo poder público. Onde o Estado não se faz presente, o crime organizado assume esse vácuo e Porto Velho se transformou em uma fonte de ‘mão de obra’ barata para as facções. Isso deve a total ausência do Estado nos condomínios populares, onde temos presenciado verdadeiras barbáries, como a do adolescente que teve a cabeça decapitada e jogada em uma sacola na porta de sua casa. O corpo só foi localizado dias depois, após denúncia anônima. Mas, o que falta exatamente?

Menos prisões e mais educação

Imagine que um jovem de 18 anos é preso por portar uma pequena quantidade de drogas. Ele é fichado como traficante, fica na prisão provisória por um longo período até que seja julgado. No sistema prisional, para não sofrer abusos ou mesmo morrer, ele precisa se unir a uma determinada facção que controla parte dessa unidade prisional. A ‘dívida’ deve ser paga quando ele sair, e vira uma bola de neve. Esse não é um exemplo fictício, são casos corriqueiros. Para evitar que ele seja captado, esse jovem precisa frequentar a escola, ter oportunidade para se qualificar, ou incentivo a práticas esportivas. Prender por prender não reduz a criminalidade e inúmeros estudos comprovam isso.

O que temos

Atualmente é um modelo cruel, que transforma um jovem com potencial para ser qualquer coisa na vida, em um bandido, com vida curta, normalmente não chega aos 26/30 anos de idade. E é essa ‘mão de obra’ barata que alimenta as facções criminosas. O sistema prisional precisa ser revisto, a ressocialização é um mito para a grande maioria desses jovens, que expostos e misturados com pessoas de alta periculosidade, reproduzem esse comportamento. O Estado de Rondônia precisa se fazer presente, não apenas com efetivo policial, mas também com ações sociais nessas comunidades. Já que se fala tanto em ‘militarização’ de escolas, porque não temos ao menos duas unidades nessas regiões?

Essa ausência Estatal

Vem transformando Porto Velho em uma das cidades mais violentas do país. Facções do sudeste migraram para o Norte dada as especificidades geográficas (fronteiras desguarnecidas) e ausência de políticas públicas. A classe política, de uma forma geral, repete o simplismo cômodo do ‘bandido bom é bandido morto’, porque é mais fácil do que realmente enfrentar o problema e atuar com a responsabilidade que lhes cabe. O fundo do poço ainda está longe, se perpetuar essa mentalidade simplista.

De olho em 2026

Vários nomes estão se arvorando para disputar o Senado em 2026, de olho nas cadeiras de Confúcio Moura e Marcos Rogério, cujos mandatos encerram em fevereiro de 2027. Sílvia Cristina, Fernando Máximo, Marcos Rocha, Hildon Chaves, além é claro dos atuais ocupantes do cargo. Novos nomes também devem surgir, e a disputa promete ser uma das mais acirradas.

Cobre de seu prefeito

O governo federal está com uma dinheirama em caixa para obras diversas em todo o Estado de Rondônia, mas cabe aos prefeitos encaminharem projetos e documentação para liberar os recursos. O senador Confúcio Moura usou suas redes sociais para cobrar dos gestores o encaminhamento dessas propostas, já que o prazo para projetos na área de esportes venceu dia 18 de abril; para educação encerra na próxima segunda-feira, 6; e saúde no dia 10 de maio. Para conferir os recursos, CLIQUE AQUI. E vá para cima de seu prefeito, independente da ideologia partidária, o bem estar da população deve vir em primeiro lugar.

Apelo

O ex-deputado Jair Montes, presidente estadual do Avante que comemorou seu aniversário no último dia 1, divulgou vídeo com apelo para tentar identificar um motorista de camionete que atropelou um cachorro. Vídeo que circula em redes sociais mostra o episódio. Para Montes, ‘quem atropela um animal daquela maneira pode fazer isso com qualquer pessoa’. Abaixo, o print do momento do crime.

Em tempo

Jair Montes estará em Salvador (BA) na sexta e sábado desta semana, participando do encontro nacional do Avante que vai reunir todos os presidente da legenda. Eles também devem conhecer os projetos sociais do partido no Estado, e depois seguem para reunião fechada. No sábado, o encontro será aberto ao público.

Na segunda

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional realiza audiência pública na próxima segunda-feira (6), a partir das 9h30, sobre regulação dos serviços de streaming. O debate será realizado no plenário 7, na ala Alexandre Costa, no Senado. A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, que obriga essas distribuidoras de conteúdos audiovisuais a investir anualmente pelo menos 10% do seu faturamento bruto em produções nacionais. Desse percentual, pelo menos 50% deverão ser investidos em conteúdos produzidos por produtora brasileira independente; pelo menos 30% em conteúdos brasileiros produzidos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e pelo menos 10% em conteúdo audiovisual identitário.

Na terça

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as obras públicas paralisadas e inacabadas no País promove audiência pública na próxima terça-feira (7) sobre a regulamentação da Lei 14.719/23, que institui o pacto nacional pela retomada de obras e serviços de engenharia de escolas e de unidades de saúde. O debate está marcado para as 16h30, no plenário 10.

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Crise de raiva aumenta o risco de infarto por 40 minutos depois do episódio

Um novo estudo mostra que os investigadores analisaram se as emoções negativas, como raiva, tristeza e ansiedade, podem ter um impacto adverso na função dos vasos sanguíneos em comparação com uma emoção neutra. Os 280 adultos participantes foram aleatoriamente designados para uma das quatro tarefas emocionais durante 8 minutos: relembrar uma memória pessoal que os deixou irritados; relembrar uma memória pessoal de ansiedade; ler uma série de frases deprimentes que evocavam tristeza; ou contar repetidamente até 100 para induzir um estado emocionalmente neutro. Os pesquisadores avaliaram as células que revestem os vasos sanguíneos procurando evidências de dilatação prejudicada dos vasos sanguíneos, aumento da lesão celular e/ou redução da capacidade de reparo celular. As medições foram feitas em vários momentos: no início do estudo (0 minutos) e em quatro momentos diferentes após vivenciar a tarefa emocional atribuída: 3 minutos, 40 minutos, 70 minutos e 100 minutos. Os resultados mostraram que tarefas que relembravam eventos passados ​​que causavam raiva levaram a um prejuízo na dilatação dos vasos sanguíneos, de zero a 40 minutos após a tarefa. A deficiência não estava mais presente após a marca de 40 minutos. Não houve alterações estatisticamente significativas no revestimento dos vasos sanguíneos dos participantes em nenhum momento após vivenciar as tarefas emocionais de ansiedade e tristeza.