Poder & Bastidores

Como sanear as contas públicas

Por Odilon Guedes*

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O ministro Fernando Haddad tem sofrido enorme pressão do mercado financeiro para realizar cortes no orçamento e assim controlar o déficit e a dívida pública, sem aumento de impostos. O último fato da queda de braço é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), por unanimidade, de manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,5% ao ano.

No comunicado, o colegiado do Bacen afirma que monitora com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. Ainda reitera que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente influenciando a política monetária.

Nesse contexto cabe fazer algumas perguntas. O que seria uma política fiscal crível? Cortar os gastos onde? É possível aumentar tributos sem prejudicar a classe média e a população de baixa renda?

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