Painel Rondônia

Consumidor e o agro serão impactados com a taxação de FIAGROs e FIIs pelo IBS e CBS, diz especialista

"No fim das contas, todos compramos arroz, feijão, carne, batata, chuchu. Tudo isso vem do agro"

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brown grass field under gray clouds
Photo by Bohdan Stocek on Unsplash

A sanção da reforma tributária pelo presidente Lula trouxe um ponto de atenção para investidores e para o setor agroindustrial: os vetos aplicados ao texto aprovado pelo Congresso resultaram na incidência do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) sobre os fundos de investimento imobiliário (FIIs) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (FIAGROs).

Embora o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha garantido que os fundos não serão tributados e que um ajuste será feito no Congresso para restabelecer a isenção, especialista alerta para os efeitos do atual cenário.

Segundo Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico e especialista em Planejamento Sucessório, Proteção Patrimonial e Family Office e cofundador da Evoinc, a mudança pode afetar diretamente a rentabilidade desses fundos e encarecer o crédito para o setor agroindustrial. "A incidência do IBS e da CBS sobre aluguéis e vendas de imóveis reduz a rentabilidade líquida dos fundos, tornando a captação de recursos mais onerosa. Isso pode resultar em um aumento do custo de financiamento para pequenos e médios produtores rurais, que dependem desses instrumentos para expandir suas operações", explica.

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