Contrabando de combustíveis e gás em Guajará Mirim prejudica comerciantes; porto está fechado
Via Painel Político

A população de Guajará Mirim, cidade de Rondônia que faz fronteira com Guayaramerín, região de Beni, na Bolívia, vive um dilema há décadas que se agravou nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o contrabando de combustíveis e gás de cozinha. Essa prática prejudica os comerciantes locais que geram os poucos empregos disponíveis na cidade. E parece que o problema está longe de acabar.
Desde a última terça-feira, 18, que o porto está fechado, e de acordo com informações extra-oficiais, isso seria em decorrência de uma tentativa de reduzir o contrabando de combustíveis, o que é de uma inutilidade descomunal, afinal os criminosos usam portos clandestinos para essa travessia.
A questão é que as autoridades estão perdidas em relação ao problema. Os comerciantes locais estão à míngua, pois uma botija de gás para comprar na distribuidora no Brasil, custa em média R$ 97, o custo de transporte fica cerca de R$ 8, “veja bem, se levarmos em conta ainda a carga tributária, aluguel, funcionários, energia, cada botijão deveria ser vendido por cerca de R$ 140/150. Vendemos por R$ 130, então praticamente empatamos, e até compensaria, se vendêssemos 1.200, 1.400 botijões por mês, mas atualmente não conseguimos vender 500, com muita dificuldade chegamos a 300 botijões”, explicou um comerciante local.
Ele disse ainda que os contrabandistas vendem gás contrabandeado entre R$ 85 a R$ 95, entregue na residência do comprador, “já solicitamos providencias da Polícia Federal, da Receita, da PM e até Corpo de Bombeiros, e todos dizem a mesma coisa, que falta efetivo para poder coibir esse contrabando. A verdade é que os comerciantes de gás e combustíveis estão falindo por conta dessa ineficiência”.
O problema não é novo, mas desde que a Petrobras adotou a política de paridade de preços com o mercado internacional, no início do governo de Michel Temer, o problema agravou, “a gasolina boliviana é vendida por R$ 3 o litro, enquanto a brasileira custa em média R$ 5. Como competir com isso?”, disse o empresário.
A cidade tem pouco mais de 46 mil habitantes e de acordo com o IBGE, a média do salário mensal dos trabalhadores formais é de 2 salários mínimos, porém, apenas 4.577 pessoas estão registradas formalmente, e em 2020 9,5% da população da cidade tinha alguma ocupação.
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