Painel Econômico

Copom eleva Selic a 12,25%: decisão divide economistas e acende alerta sobre crescimento econômico

Em meio à pressão inflacionária e desancoragem das expectativas, BC sinaliza ciclo mais longo de aperto monetário, gerando debates sobre impactos na economia real

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual na última reunião do ano, levando a taxa básica de juros a 12,25% ao ano. A decisão, mais agressiva que o esperado pelo mercado, reflete a preocupação com o cenário inflacionário e tem gerado debates intensos entre especialistas sobre seus impactos na economia brasileira.

Visões favoráveis à decisão

Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos e coordenador de Economia e Finanças da ESPM, defende a postura mais conservadora do BC: "Não temos dúvidas que o Copom age corretamente ao ser mais hawkish agora". Segundo ele, o controle das expectativas é fundamental, especialmente considerando a desancoragem do IPCA e o estresse recente nos mercados financeiros.

Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG, também apoia a decisão, destacando que "a ação mais agressiva de política monetária deverá ter efeitos positivos sobre a dinâmica de expectativas de inflação". Serrano projeta que a taxa básica pode chegar a 14,75% ao ano após novos aumentos.

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